Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Mar 14Config
1
Após dois dias era a festa da Páscoa, e dos pães sem fermento; e os principais sacerdotes e os escribas buscavam como poderiam tomá-lo com astúcia, e matá- lo. Mc 14:1
As celebrações da Páscoa (Êx 12.13,23,27) em Jerusalém reuniam até três milhões de pessoas. Considerando que a população média da cidade era de apenas 50 mil habitantes, é compreensível a grande preocupação das autoridades israelenses e romanas com possíveis tumultos e revoluções. A conhecida Festa dos Pães Asmos ou Festa dos Pães sem Fermento ocorria logo após a Páscoa e durava sete dias (Êx 12:15 -20; 23.15; 34.18; Dt 16:1 -8).
As celebrações da Páscoa (Êx 12.13,23,27) em Jerusalém reuniam até três milhões de pessoas. Considerando que a população média da cidade era de apenas 50 mil habitantes, é compreensível a grande preocupação das autoridades israelenses e romanas com possíveis tumultos e revoluções. A conhecida Festa dos Pães Asmos ou Festa dos Pães sem Fermento ocorria logo após a Páscoa e durava sete dias (Êx 12:15 -20; 23.15; 34.18; Dt 16:1 -8).
3
E, estando ele em Betânia, na casa de Simão, o leproso, assentado à mesa, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro com unguento de nardo puro muito precioso, e ela quebrando o vaso, derramou sobre a sua cabeça. Mc 14:3
A mulher era Maria, irmã de Marta e Lázaro. No evangelho de João, este evento ocorreu antes de começar a Semana da Paixão (Jo 12:1 -3). Mateus e Marcos enfatizam o contraste entre o ódio dos líderes religiosos, a covardia dos discípulos e a traição de Judas Iscariotes, e o amor, coragem de se expor e desprendimento material de Maria. O alabastro era um frasco lacrado, de gargalo longo, que continha valioso perfume, normalmente usado na unção de personalidades notáveis da época ou no preparo mortuário de monarcas e pessoas ricas (Sl 23.5; Lc 7.46). Ao narrar este episódio, Marcos se refere a “alguns dos presentes”, Mateus concentra-se nos “discípulos” (Mt 26.8) e João destaca a participação objetiva e comprometedora de “Judas Iscariotes” (Jo 12.4,5).
A mulher era Maria, irmã de Marta e Lázaro. No evangelho de João, este evento ocorreu antes de começar a Semana da Paixão (Jo 12:1 -3). Mateus e Marcos enfatizam o contraste entre o ódio dos líderes religiosos, a covardia dos discípulos e a traição de Judas Iscariotes, e o amor, coragem de se expor e desprendimento material de Maria. O alabastro era um frasco lacrado, de gargalo longo, que continha valioso perfume, normalmente usado na unção de personalidades notáveis da época ou no preparo mortuário de monarcas e pessoas ricas (Sl 23.5; Lc 7.46). Ao narrar este episódio, Marcos se refere a “alguns dos presentes”, Mateus concentra-se nos “discípulos” (Mt 26.8) e João destaca a participação objetiva e comprometedora de “Judas Iscariotes” (Jo 12.4,5).
4
E houve alguns que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para que se fez este desperdício do unguento?
5
Porque podia ser vendido por mais de trezentos denários, e ter dado aos pobres. E eles murmuravam contra ela. Mc 14:5
Trezentos denários correspondiam a quase um ano de trabalho de um soldado romano. Jesus prevê que, até o seu retorno, haverá muitas pessoas que dependerão da ajuda de seus semelhantes. Jesus sempre teve um coração compassivo em relação aos pobres (Mt 6:2 -4; Lc 4.18; 6.20; 14.13.21; 18.22; Jo 13.29).
Trezentos denários correspondiam a quase um ano de trabalho de um soldado romano. Jesus prevê que, até o seu retorno, haverá muitas pessoas que dependerão da ajuda de seus semelhantes. Jesus sempre teve um coração compassivo em relação aos pobres (Mt 6:2 -4; Lc 4.18; 6.20; 14.13.21; 18.22; Jo 13.29).
7
Porquanto tendes os pobres sempre convosco, e sempre que quiseres podeis fazer- lhes bem, mas a mim nem sempre me tendes.
8
Esta fez o que podia; ela antecipou-se a ungir o meu corpo para o sepultamento. Mc 14:8
Era costume judaico ungir um corpo com óleos aromáticos para o sepultamento (Mc 16.1). Entretanto, os corpos de pessoas condenadas por crimes não mereciam tal atenção, cuidado e honra. A “antecipação” de Maria revela que Jesus percebeu que ela tinha compreendido o propósito da vinda do Cristo (o Messias) ao mundo como Servo sofredor (Is 53).
Era costume judaico ungir um corpo com óleos aromáticos para o sepultamento (Mc 16.1). Entretanto, os corpos de pessoas condenadas por crimes não mereciam tal atenção, cuidado e honra. A “antecipação” de Maria revela que Jesus percebeu que ela tinha compreendido o propósito da vinda do Cristo (o Messias) ao mundo como Servo sofredor (Is 53).
9
Na verdade eu vos digo que, onde quer que este evangelho for pregado em todo o mundo, isso também que ela fez será contado para memória sua.
11
E eles ouvindo isso, alegraram-se, e prometeram dar-lhe dinheiro. E buscava como o entregaria em ocasião oportuna.
12
E, no primeiro dia dos pães sem fermento, quando matavam a Páscoa, disseram-lhe os seus discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a Páscoa? Mc 14:12
Os cordeiros eram tradicionalmente sacrificados no dia anterior ao primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento (Êx 12.6), ou seja, no dia 14 de Nisã (mês que corresponde a abril, quando celebramos nossa Páscoa). O cordeiro tinha de ser sacrificado à tarde (por volta das 15h) e comido em grupos de pelo menos dez pessoas, entre o pôr-do-sol e a meia-noite.
Os cordeiros eram tradicionalmente sacrificados no dia anterior ao primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento (Êx 12.6), ou seja, no dia 14 de Nisã (mês que corresponde a abril, quando celebramos nossa Páscoa). O cordeiro tinha de ser sacrificado à tarde (por volta das 15h) e comido em grupos de pelo menos dez pessoas, entre o pôr-do-sol e a meia-noite.
13
E ele enviou dois dos seus discípulos, e disse- lhes: Ide à cidade, e ali encontrareis um homem levando um cântaro de água; segui- o. Mc 14:13
Um homem carregando um pote de água poderia ser facilmente reconhecido na cidade; pois, naquela época e região, apenas as mulheres transportavam água dessa maneira. Pedro e João foram encarregados por Jesus para ir ao encontro previsto (Lc 22.8).
Um homem carregando um pote de água poderia ser facilmente reconhecido na cidade; pois, naquela época e região, apenas as mulheres transportavam água dessa maneira. Pedro e João foram encarregados por Jesus para ir ao encontro previsto (Lc 22.8).
14
E, onde quer que entrar, dizei ao bom homem da casa: O Mestre diz: Onde está o aposento em que hei de comer a Páscoa com os meus discípulos? Mc 14:14
Outro costume judaico na época da Páscoa em Jerusalém era o de ceder uma grande sala (salão de hóspedes ou cenáculo), disponível, mediante solicitação prévia, aos peregrinos, para que pudessem cear a Páscoa com seu grupo.
Outro costume judaico na época da Páscoa em Jerusalém era o de ceder uma grande sala (salão de hóspedes ou cenáculo), disponível, mediante solicitação prévia, aos peregrinos, para que pudessem cear a Páscoa com seu grupo.
16
E, os seus discípulos foram e entraram na cidade, e acharam como ele lhes tinha dito; e prepararam a Páscoa. Mc 14:16
Uma grande casa judaica sempre tinha seus cenáculos, amplas e bem ventiladas salas no primeiro andar, cujo acesso se dava por meio de uma escada externa. Em geral os preparativos para a ceia de Páscoa incluíam: O cordeiro pascal, lembrando o sangue que protegeu os filhos de Israel do anjo da morte no Egito (Êx 12.2); os pães asmos, isto é, sem levedura (fermento), como sinal de urgência e rapidez na saída do Egito; água salgada, uma recordação do pranto derramado no Egito e das águas do mar Vermelho; ervas amargas, em memória das amarguras passadas na escravidão; uma sopa de frutas, como lembrança da obrigação de produzir tijolos; quatro copos de vinho, recordando as quatro promessas de Êx 6.6,7.
Uma grande casa judaica sempre tinha seus cenáculos, amplas e bem ventiladas salas no primeiro andar, cujo acesso se dava por meio de uma escada externa. Em geral os preparativos para a ceia de Páscoa incluíam: O cordeiro pascal, lembrando o sangue que protegeu os filhos de Israel do anjo da morte no Egito (Êx 12.2); os pães asmos, isto é, sem levedura (fermento), como sinal de urgência e rapidez na saída do Egito; água salgada, uma recordação do pranto derramado no Egito e das águas do mar Vermelho; ervas amargas, em memória das amarguras passadas na escravidão; uma sopa de frutas, como lembrança da obrigação de produzir tijolos; quatro copos de vinho, recordando as quatro promessas de Êx 6.6,7.
18
E, quando estavam assentados e comendo, Jesus disse: Na verdade eu vos digo que um de vós, que comigo come, há de trair-me. Mc 14:18
No AT, a Páscoa era comida em pé (Êx 12.11), mas nos tempos de Jesus o costume havia mudado e os judeus, mesmo os mais pobres, faziam suas refeições reclinados sobre almofadas, ao redor de uma mesa baixa, em sinal do direito à liberdade do povo judeu.
No AT, a Páscoa era comida em pé (Êx 12.11), mas nos tempos de Jesus o costume havia mudado e os judeus, mesmo os mais pobres, faziam suas refeições reclinados sobre almofadas, ao redor de uma mesa baixa, em sinal do direito à liberdade do povo judeu.
20
Mas ele, respondendo, disse-lhes: É um dos doze, que molha comigo no prato. Mc 14:20
Jesus se refere à sopa de frutas (em hebraico, charosheth) que ambos estavam degustando do mesmo prato, conforme o costume judaico. Judas foi advertido por Jesus sem que os demais discípulos notassem.
Jesus se refere à sopa de frutas (em hebraico, charosheth) que ambos estavam degustando do mesmo prato, conforme o costume judaico. Judas foi advertido por Jesus sem que os demais discípulos notassem.
21
Na verdade o Filho do homem vai, conforme está escrito sobre ele; mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido.
22
E, enquanto eles comiam, Jesus tomou o pão, e abençoou, e o partiu, e deu-lho, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. Mc 14:22
A Ceia do Senhor é uma celebração dramática do evento do sacrifício do Senhor para nossa total e completa redenção (Jr 27.28; 10,11; Ez 4:1 -8), da mesma maneira que a Páscoa judaica. São quatro os relatos da Ceia no NT (Mt 26:26 -28; Mc 14:22 -24; Lc 22.19,20 e 1Co 11:23 -25). A expressão “dado graças”, deriva da palavra eucaristia em grego.
A Ceia do Senhor é uma celebração dramática do evento do sacrifício do Senhor para nossa total e completa redenção (Jr 27.28; 10,11; Ez 4:1 -8), da mesma maneira que a Páscoa judaica. São quatro os relatos da Ceia no NT (Mt 26:26 -28; Mc 14:22 -24; Lc 22.19,20 e 1Co 11:23 -25). A expressão “dado graças”, deriva da palavra eucaristia em grego.
24
E disse-lhes: Isto é o meu sangue do novo testamento, que por muitos é derramado. Mc 14:24
A velha Aliança dependia dos israelitas (e dos gentios) guardarem a Lei (Êx 24:3 -8). A nova Aliança, em Cristo, não está alicerçada na dependência das obras da lei, mas no sacrifício vicário de Jesus Cristo (Rm 4:23 -31). Assim, todos aqueles que aceitam e recebem pela fé, e para si, esse sacrifício expiatório do Filho de Deus, herdam o Reino e deveriam viver como cidadãos da Nova Jerusalém. O cálice com o sumo do fruto da videira (as uvas são ricas em açúcares e por isso fermentam com rapidez, gerando o vinho), representa o sangue de Jesus que significa sua vida derramada pela nossa salvação. As promessas de Deus ao povo da Nova Aliança só podem ser válidas mediante a morte expiatória de Cristo (Jr 31:31 -34; Hb 8:8 -12; Lc 22.20 com Êx 24.6,8 e Rm 5.15).
A velha Aliança dependia dos israelitas (e dos gentios) guardarem a Lei (Êx 24:3 -8). A nova Aliança, em Cristo, não está alicerçada na dependência das obras da lei, mas no sacrifício vicário de Jesus Cristo (Rm 4:23 -31). Assim, todos aqueles que aceitam e recebem pela fé, e para si, esse sacrifício expiatório do Filho de Deus, herdam o Reino e deveriam viver como cidadãos da Nova Jerusalém. O cálice com o sumo do fruto da videira (as uvas são ricas em açúcares e por isso fermentam com rapidez, gerando o vinho), representa o sangue de Jesus que significa sua vida derramada pela nossa salvação. As promessas de Deus ao povo da Nova Aliança só podem ser válidas mediante a morte expiatória de Cristo (Jr 31:31 -34; Hb 8:8 -12; Lc 22.20 com Êx 24.6,8 e Rm 5.15).
25
Na verdade eu vos digo, não beberei mais do fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus. Mc 14:25
Jesus entrega-se à morte por seu voto de nazireu (Nm 6:1 -21), enquanto antevê sua ressurreição, após o que se reunirá com seus discípulos em outras épocas festivas e ceará com eles (Atos 1.4; 10.41). A partir desses eventos, teve início a Ceia do Senhor. Na igreja primitiva era costume a realização de uma grande ceia com muita comida para todos. Com o passar do tempo essa celebração restringiu-se mais ao seu simbolismo principal, o qual devemos preservar até a volta de Cristo. Antes das orações finais da Páscoa, Jesus e seus discípulos cantaram trechos dos salmos 114, 118 e 136.
Jesus entrega-se à morte por seu voto de nazireu (Nm 6:1 -21), enquanto antevê sua ressurreição, após o que se reunirá com seus discípulos em outras épocas festivas e ceará com eles (Atos 1.4; 10.41). A partir desses eventos, teve início a Ceia do Senhor. Na igreja primitiva era costume a realização de uma grande ceia com muita comida para todos. Com o passar do tempo essa celebração restringiu-se mais ao seu simbolismo principal, o qual devemos preservar até a volta de Cristo. Antes das orações finais da Páscoa, Jesus e seus discípulos cantaram trechos dos salmos 114, 118 e 136.
27
E Jesus lhes disse: Todos vós vos escandalizareis de mim esta noite; porque está escrito: Eu ferirei o pastor, e as ovelhas serão espalhadas.
30
E disse-lhe Jesus: Na verdade eu te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, tu me negarás três vezes.
31
Mas ele falou com mais veemência: Ainda que se fosse preciso morrer contigo, de modo algum te negarei. E o mesmo disseram todos eles.
32
E eles foram a um lugar chamado Getsêmani; e ele disse aos seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu oro. Mc 14:32
Um dos significados da expressão hebraica getsêmani é “prensa de azeite”, e refere-se a um belo jardim, com pomar, situado na encosta inferior do monte das Oliveiras. Um dos locais preferidos por Jesus para oração e meditação. Jesus sabia que Judas iria para lá e foi ao encontro do seu destino. Jesus levou alguns dos seus discípulos mais chegados para que compartilhassem de sua luta espiritual. Anos mais tarde esses discípulos testemunhariam ao mundo sobre esses fatos. Jesus previu claramente a agonia espiritual e física que teria de suportar. Uma nova e decisiva batalha contra o príncipe deste mundo (Jo 12.31; 14.30), no fim da qual, ainda teria de suportar, (sustentar sobre as costas), o castigo pelos pecados de toda a humanidade (Is 53.10).
Um dos significados da expressão hebraica getsêmani é “prensa de azeite”, e refere-se a um belo jardim, com pomar, situado na encosta inferior do monte das Oliveiras. Um dos locais preferidos por Jesus para oração e meditação. Jesus sabia que Judas iria para lá e foi ao encontro do seu destino. Jesus levou alguns dos seus discípulos mais chegados para que compartilhassem de sua luta espiritual. Anos mais tarde esses discípulos testemunhariam ao mundo sobre esses fatos. Jesus previu claramente a agonia espiritual e física que teria de suportar. Uma nova e decisiva batalha contra o príncipe deste mundo (Jo 12.31; 14.30), no fim da qual, ainda teria de suportar, (sustentar sobre as costas), o castigo pelos pecados de toda a humanidade (Is 53.10).
33
E ele tomou consigo Pedro e Tiago e João, e começou a ficar aterrorizado e profundamente abatido.
35
E ele indo um pouco mais adiante, prostrou- se em terra, e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora.
36
E ele disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. Mc 14:36
A oração alerta, persistente e relevante é o único caminho para vencer as tentações (1Pe 5.8). Abba, que significa, “papai” ou “meu pai querido”, é uma expressão aramaica, a língua natural de Jesus, e que denota um relacionamento fraterno, íntimo e especialmente amigo, de pai para filho e vice-versa. A morte não horrorizava tanto Jesus quanto o motivo e o modo de sua morte: como um criminoso, peçonhento e rejeitado por todos (Rm 8.15; Gl 4.6). Jesus jamais duvidou do amor de Seu Pai, nem mesmo no Getsêmani.
A oração alerta, persistente e relevante é o único caminho para vencer as tentações (1Pe 5.8). Abba, que significa, “papai” ou “meu pai querido”, é uma expressão aramaica, a língua natural de Jesus, e que denota um relacionamento fraterno, íntimo e especialmente amigo, de pai para filho e vice-versa. A morte não horrorizava tanto Jesus quanto o motivo e o modo de sua morte: como um criminoso, peçonhento e rejeitado por todos (Rm 8.15; Gl 4.6). Jesus jamais duvidou do amor de Seu Pai, nem mesmo no Getsêmani.
37
E ele chegando, encontrou-os dormindo, e disse a Pedro: Simão, tu dormes? Não podes vigiar uma hora?
38
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. O espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
39
E retirou-se de novo e orou, dizendo as mesmas palavras. Mc 14:39
Jesus previne os discípulos sobre o perigo de serem desleais, refere-se especialmente a Pedro que havia demonstrado certa arrogância inconseqüente (Mc 14:29 -31). Quando a parte espiritual do ser humano está em perfeita sintonia com o Espírito de Deus, luta contra a carne, ou seja, contra as tendências egocêntricas e pervertidas das fomes (vontades) humanas. Essa expressão é tirada do Sl 51.12. A solução é “vigiar” e para isso é necessário: que se conheça o inimigo e suas artimanhas (2Co 2.11); que nos revistamos de toda a armadura de Deus (Ef 6:11 -18); que permaneçamos acordados espiritualmente (Ef 5:14 -16; 1Ts 5:6 -10). Da mesma forma, é vital “orar”, e isso requer: uma fé inabalável, com toda a confiança depositada em Deus (1Jo 5:14 -15); certeza dos propósitos de Deus comunicados a nós pelo Seu Espírito e Palavra (Rm 8.16; Ef 6.18; Jd 20).
Jesus previne os discípulos sobre o perigo de serem desleais, refere-se especialmente a Pedro que havia demonstrado certa arrogância inconseqüente (Mc 14:29 -31). Quando a parte espiritual do ser humano está em perfeita sintonia com o Espírito de Deus, luta contra a carne, ou seja, contra as tendências egocêntricas e pervertidas das fomes (vontades) humanas. Essa expressão é tirada do Sl 51.12. A solução é “vigiar” e para isso é necessário: que se conheça o inimigo e suas artimanhas (2Co 2.11); que nos revistamos de toda a armadura de Deus (Ef 6:11 -18); que permaneçamos acordados espiritualmente (Ef 5:14 -16; 1Ts 5:6 -10). Da mesma forma, é vital “orar”, e isso requer: uma fé inabalável, com toda a confiança depositada em Deus (1Jo 5:14 -15); certeza dos propósitos de Deus comunicados a nós pelo Seu Espírito e Palavra (Rm 8.16; Ef 6.18; Jd 20).
40
E retornando, encontrou-os outra vez adormecidos, (porque os seus olhos estavam pesados), e não souberam o que lhe responder.
41
E ele volta pela terceira vez, e disse-lhes: Dormi agora, e descansai; basta, é chegada a hora; eis que o Filho do homem é traído pelas mãos dos pecadores.
43
E, imediatamente, enquanto ele falava, veio Judas, um dos doze, e com ele grande multidão com espadas e varapaus, com os principais sacerdotes, dos escribas, e dos anciãos. Mc 14:43
Um bando (ou turba) formado de guardas do templo, com ordens expressas do Tribunal Supremo dos Judeus (Sinédrio), para prender a Jesus e manter a ordem pública; os escravos a serviço do sumo sacerdote, e mais alguns soldados romanos, como nos informa João (Mc 18.3).
Um bando (ou turba) formado de guardas do templo, com ordens expressas do Tribunal Supremo dos Judeus (Sinédrio), para prender a Jesus e manter a ordem pública; os escravos a serviço do sumo sacerdote, e mais alguns soldados romanos, como nos informa João (Mc 18.3).
44
E o que o traía tinha-lhes dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, é ele; prendei- o, e levai-o com segurança.
45
E, chegando, aproximou-se dele imediatamente, e disse-lhe: Mestre, mestre; e o beijou. Mc 14:45
A expressão hebraica Rabbi, que significa “Meu Mestre”, juntamente com um ou mais beijos em cada lado do rosto era um sinal de respeito e gratidão manifestados pelos discípulos judaicos em relação aos seus mestres (Lc 22.47).
A expressão hebraica Rabbi, que significa “Meu Mestre”, juntamente com um ou mais beijos em cada lado do rosto era um sinal de respeito e gratidão manifestados pelos discípulos judaicos em relação aos seus mestres (Lc 22.47).
47
E um dos que ali estavam, puxando sua espada, feriu um servo do sumo sacerdote, e cortou a sua orelha. Mc 14:47
João nos revela que era Pedro quem estava junto a Jesus e que ele decepou a orelha do servo, que se chamava Malco (Jo 18.10; Lc 22.51). Jesus protesta pela maneira como vieram prendê-lo, uma vez que apenas os revolucionários e criminosos eram agredidos e presos com aquela brutalidade. Aos mestres era destinado um tratamento menos violento e mais respeitoso.
João nos revela que era Pedro quem estava junto a Jesus e que ele decepou a orelha do servo, que se chamava Malco (Jo 18.10; Lc 22.51). Jesus protesta pela maneira como vieram prendê-lo, uma vez que apenas os revolucionários e criminosos eram agredidos e presos com aquela brutalidade. Aos mestres era destinado um tratamento menos violento e mais respeitoso.
48
E, respondendo Jesus, disse-lhes: Saístes, como a um ladrão, com espadas e com varapaus para me prender?
49
Todos os dias eu estava convosco no templo, ensinando, e não me prendestes; mas devem cumprir-se as escrituras.
50
E todos o deixaram, e fugiram. Mc 14:50
O ministério de Jesus em Jerusalém foi bem mais amplo do que Marcos apresenta. Entretanto, João nos oferece uma visão mais completa e detalhada sobre a atividade ministerial do Senhor, na Judéia. Jesus faz uma referência a partes das Escrituras que revelam os acontecimentos da sua missão e sacrifício (Is 53 com Zc 13.7).
O ministério de Jesus em Jerusalém foi bem mais amplo do que Marcos apresenta. Entretanto, João nos oferece uma visão mais completa e detalhada sobre a atividade ministerial do Senhor, na Judéia. Jesus faz uma referência a partes das Escrituras que revelam os acontecimentos da sua missão e sacrifício (Is 53 com Zc 13.7).
52
e ele, largando o pano de linho, fugiu despido. Mc 14:52
Historiadores e outros estudiosos bíblicos crêem que este jovem de família rica seja o próprio autor deste evangelho, portanto, João Marcos (Atos 12.12,25; 13.13; 15:37 -39; Cl 4.10; 2Tm 4.11).Em geral, a roupa exterior era de lã, porém, Marcos não teve tempo para vestir-se completamente.
Historiadores e outros estudiosos bíblicos crêem que este jovem de família rica seja o próprio autor deste evangelho, portanto, João Marcos (Atos 12.12,25; 13.13; 15:37 -39; Cl 4.10; 2Tm 4.11).Em geral, a roupa exterior era de lã, porém, Marcos não teve tempo para vestir-se completamente.
53
E eles conduziram Jesus ao sumo sacerdote; e com ele estavam reunidos todos os principais sacerdotes, e os anciãos, e os escribas. Mc 14:53
O sumo sacerdote chamava-se Caifás e permaneceu nesse ofício desde o ano 18 até 36 d.C. O Supremo Tribunal Judaico (Sinédrio), na época do NT, era composto por 71 membros, divididos em três categorias: os chefes (principais) dos sacerdotes, líderes religiosos (anciãos) e os mestres da lei (escribas). Sob jurisdição do império romano, o Sinédrio tinha grande poder. Entretanto, lhes era vedado o direito de decretar a pena de morte (Jo 18.31 com Mt 27.2).
O sumo sacerdote chamava-se Caifás e permaneceu nesse ofício desde o ano 18 até 36 d.C. O Supremo Tribunal Judaico (Sinédrio), na época do NT, era composto por 71 membros, divididos em três categorias: os chefes (principais) dos sacerdotes, líderes religiosos (anciãos) e os mestres da lei (escribas). Sob jurisdição do império romano, o Sinédrio tinha grande poder. Entretanto, lhes era vedado o direito de decretar a pena de morte (Jo 18.31 com Mt 27.2).
54
E Pedro o seguiu de longe, até dentro do palácio do sumo sacerdote; e ele sentou-se com os servos, e aquecia-se no fogo.
55
E os principais sacerdotes e todo o concílio buscavam testemunho contra Jesus para condená-lo à morte; e não o achavam.
56
Porque muitos testemunhavam falsamente contra ele, mas os testemunhos não concordavam. Mc 14:56
No processo jurídico dos judeus da época, as testemunhas agiam como promotores de acusação. De acordo com a lei (Nm 25.30; Dt 17.6; 19.15), uma pessoa não podia ser jamais condenada à pena de morte a não ser mediante dois ou mais testemunhos. Contudo, esses depoimentos precisavam ter total coerência entre si, sem contradições. O testemunho contra Jesus tinha base falsa, apoiado em uma compreensão distorcida da profecia de Jesus em 15.29 e Jo 2.19.
No processo jurídico dos judeus da época, as testemunhas agiam como promotores de acusação. De acordo com a lei (Nm 25.30; Dt 17.6; 19.15), uma pessoa não podia ser jamais condenada à pena de morte a não ser mediante dois ou mais testemunhos. Contudo, esses depoimentos precisavam ter total coerência entre si, sem contradições. O testemunho contra Jesus tinha base falsa, apoiado em uma compreensão distorcida da profecia de Jesus em 15.29 e Jo 2.19.
58
Nós ouvimos-lhe dizer: Eu destruirei este templo feito por mãos, e em três dias eu construirei outro, não feito por mãos.
60
E, levantando-se o sumo sacerdote no meio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? O que é isso que estes testemunham contra ti?
61
Mas ele, manteve-se calado, e nada respondeu. O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, o Filho do abençoado? Mc 14:61
O sumo sacerdote usa a palavra “Messias” (Cristo, em grego) para fazer com que Jesus se autocondenasse, uma vez que a maioria dos judeus não acreditava que o Messias seria divino e Jesus reivindicava sua plena divindade (Mc 14.62). “Bendito”, era uma das maneiras de os judeus se referirem à excelsa pessoa de Deus, sem precisar mencionar o seu nome.
O sumo sacerdote usa a palavra “Messias” (Cristo, em grego) para fazer com que Jesus se autocondenasse, uma vez que a maioria dos judeus não acreditava que o Messias seria divino e Jesus reivindicava sua plena divindade (Mc 14.62). “Bendito”, era uma das maneiras de os judeus se referirem à excelsa pessoa de Deus, sem precisar mencionar o seu nome.
62
E Jesus disse-lhe: Eu o sou; e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder, e vindo nas nuvens do céu. Mc 14:62
O Filho do homem, que estava sendo julgado e condenado por homens ímpios e pecadores, voltará um dia, após Seu reinado à destra de Deus, para julgar definitivamente todos os incrédulos (Dn 7.13 com Sl 110.1 e Atos 2:34 -36).
O Filho do homem, que estava sendo julgado e condenado por homens ímpios e pecadores, voltará um dia, após Seu reinado à destra de Deus, para julgar definitivamente todos os incrédulos (Dn 7.13 com Sl 110.1 e Atos 2:34 -36).
63
E o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que nós necessitamos ainda de testemunhas?
64
Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o condenaram como culpado de morte. Mc 14:64
Um antigo costume dos reis e profetas judeus era rasgar as vestes, numa demonstração dramática de horror, escândalo ou ultraje (Gn 37.29; 2Rs 18.37; 19.1). O Sinédrio tinha poder para condenar alguém à pena de morte por apedrejamento(Atos 7.59), em especial nos casos de cunho religioso. Todavia, ainda assim, precisava de um “referendo” (palavra latina para “autorização”) das autoridades romanas. O crime de blasfêmia incluía não somente a difamação do nome precioso de Deus (Lv 24:10 -16), mas também qualquer ofensa à sua majestade ou poder (Mc 2.7; 3.28,29; Jo 5.18; 10.33). Ao ouvir a declaração de Jesus, a multidão presente foi incitada por Caifás para condená-lo à morte. Para Caifás, o fato de Jesus afirmar que era o Messias prometido e que possuía os mesmos atributos de Deus eram razões mais que suficientes para sujeitar Jesus à penalidade estipulada na lei de Moisés: a morte por apedrejamento (Lv 24.16).
Um antigo costume dos reis e profetas judeus era rasgar as vestes, numa demonstração dramática de horror, escândalo ou ultraje (Gn 37.29; 2Rs 18.37; 19.1). O Sinédrio tinha poder para condenar alguém à pena de morte por apedrejamento(Atos 7.59), em especial nos casos de cunho religioso. Todavia, ainda assim, precisava de um “referendo” (palavra latina para “autorização”) das autoridades romanas. O crime de blasfêmia incluía não somente a difamação do nome precioso de Deus (Lv 24:10 -16), mas também qualquer ofensa à sua majestade ou poder (Mc 2.7; 3.28,29; Jo 5.18; 10.33). Ao ouvir a declaração de Jesus, a multidão presente foi incitada por Caifás para condená-lo à morte. Para Caifás, o fato de Jesus afirmar que era o Messias prometido e que possuía os mesmos atributos de Deus eram razões mais que suficientes para sujeitar Jesus à penalidade estipulada na lei de Moisés: a morte por apedrejamento (Lv 24.16).
65
E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir- lhe a face, e a dar-lhe socos, e a dizer- lhe: Profetiza; e os servos o golpeavam com as palmas das suas mãos. Mc 14:65
Uma antiga interpretação judaica dos textos de Isaías (Mc 11:2 -4) dizia que o Messias seria capaz de conhecer as pessoas e julgá-las ainda que de olhos vendados, apenas pelo olfato. Por isso a zombaria de alguns mais exacerbados (Nm 12.14; Dt 25.9; Jó 30.10; Is 50.6).
Uma antiga interpretação judaica dos textos de Isaías (Mc 11:2 -4) dizia que o Messias seria capaz de conhecer as pessoas e julgá-las ainda que de olhos vendados, apenas pelo olfato. Por isso a zombaria de alguns mais exacerbados (Nm 12.14; Dt 25.9; Jó 30.10; Is 50.6).
66
E, estando Pedro embaixo, no palácio, chegou uma das criadas do sumo sacerdote; Mc 14:66
Enquanto Jesus estava sendo torturado num dos cômodos superiores da casa de Caifás, no pátio, na parte baixa da casa, Pedro procurava não se afastar demais do seu amigo e Messias. A história da negação de Pedro é contada em todos os evangelhos para evidenciar a graça perdoadora e restauradora do Senhor desprezado.
Enquanto Jesus estava sendo torturado num dos cômodos superiores da casa de Caifás, no pátio, na parte baixa da casa, Pedro procurava não se afastar demais do seu amigo e Messias. A história da negação de Pedro é contada em todos os evangelhos para evidenciar a graça perdoadora e restauradora do Senhor desprezado.
67
e vendo a Pedro se aquecendo, ela olhou para ele, e disse: Tu também estavas com Jesus de Nazaré.
68
Mas ele negou-o, dizendo: Eu não o conheço, nem compreendo o que tu dizes. E ele saiu para dentro do átrio, e o galo cantou.
70
Mas ele o negou outra vez. E pouco depois os que ali estavam disseram novamente a Pedro: Certamente és um deles; porque és também galileu, e tua fala é semelhante.
71
Mas ele começou a praguejar e a jurar, dizendo: Eu não conheço esse homem de quem falais. Mc 14:71
Os galileus, como Jesus, eram facilmente identificáveis pelo dialeto marcante que falavam (aramaico). Sua presença no átrio (alpendre) entre os cidadãos de Judá era mais uma evidência de que era um seguidor de Jesus de Nazaré. Essa parte do texto de Marcos foi fornecida diretamente pelo próprio Pedro. As expressões gregas: anathematizein kai amnynai, não sugerem palavras profanas, mas sim que ele teria invocado uma maldição divina sobre si mesmo, caso estivesse mentindo, e retirando-se chorou amargamente (em grego: kai epibalon eklaien. É importante lembrar que essa maldição foi quebrada pelo próprio Jesus em um dos seus aparecimentos após a ressurreição (Jo 21:15 -19).
Os galileus, como Jesus, eram facilmente identificáveis pelo dialeto marcante que falavam (aramaico). Sua presença no átrio (alpendre) entre os cidadãos de Judá era mais uma evidência de que era um seguidor de Jesus de Nazaré. Essa parte do texto de Marcos foi fornecida diretamente pelo próprio Pedro. As expressões gregas: anathematizein kai amnynai, não sugerem palavras profanas, mas sim que ele teria invocado uma maldição divina sobre si mesmo, caso estivesse mentindo, e retirando-se chorou amargamente (em grego: kai epibalon eklaien. É importante lembrar que essa maldição foi quebrada pelo próprio Jesus em um dos seus aparecimentos após a ressurreição (Jo 21:15 -19).
72
E o galo cantou pela segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que lhe dissera Jesus: Antes que o galo cante duas vezes, tu me negarás três vezes. E pensando nisso, ele chorou.