Ozzuu Bible
pt_bdj - Mar 14
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1 A Páscoa e os ázimos seriam dois dias depois, e os chefes dos sacerdotes e os escribas procuravam como prender Jesus por meio de um ardil para matá Lo.
2 Pois diziam?: “Não durante a festa, para não haver tumulto entre o povo!”
3 Em Betânia, quando Jesus estava à mesa em casa de Simão, o leproso, aproximou se dEle uma mulher, trazendo um frasco de alabastro cheio de perfume de nardo puro, caríssimo, e quebrou o frasco, derramo o sobre a cabeça dEle.
4 Alguns dentre os presentes indignavam se entre si: “Para que esse desperdício de perfume?
5 Pois poderia ser vendido esse perfume por mais de trezentos denários e distribuído aos pobres”. E a repreendiam.
6 Mas Jesus disse: “Deixai a. Por que a aborreceis? Ela praticou uma boa ação para comigo.
7 Na verdade, sempre tereis os pobres convosco e, quando quiserdes, podeis fazer lhes o bem, mas a mim nem sempre tereis,
8 Ela fez o que podia: antecipou se a ungir o meu Corpo para a sepultura.
9 Em verdade vos digo que, onde quer que venha a ser proclamado o Evangelho, em todo o mundo, também o que ela fez será contado em sua memória”.
10 Judas Iscariot, um dos Doze, foi aos chefes dos sacerdotes para entrega Lo a eles.
11 Ao ouvi lo, alegravam se e prometeram dar lhe dinheiro. E Ele procurava uma oportunidade para entrega Lo.
12 No primeiro dia dos ázimos quando se imolava a Páscoa, os seus discípulos lhe disseram: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?”
13 Enviou então dois dos seus discípulos e disse lhes: “Ide à cidade. um homem levando uma bilha d’água virá ao vosso encontro. Segui o.
14 Onde ele entrar, dizei ao dono da casa: ‘O Mestre pergunta: Onde está a minha sala, em que comerá a Páscoa com os meus discípulos?’
15 E ele vos mostrará, no nadar superior, uma grande sala arrumada com almofadas. Preparai a ali para nós”.
16 Os discípulos partiram e foram à cidade. Acharam tudo como lhes fora dito e prepararam a Páscoa.
17 Ao cair da tarde, Ele foi para lá com os Doze.
18 E quando estavam à mesa, comendo, Jesus disse: “Em verdade vos digo: um de vós que come comigo há de me entregar”.
19 Começaram ficar triste e a dizer lhe, um após outro: “Acaso sou eu?”
20 Ele, porém, disse lhes: “Um dos Doze, que coloca a mão no mesmo prato comigo.
21 Porque, na verdade, o Filho do Homem vai, conforme está escrito a seu respeito. Mas, ai daquele homem por quem o Filho do Homem for entregue! Melhor seria para aquele homem não ter nascido!”
22 Enquanto comiam, Ele tomou um pão, abençoou, partiu o e distribuiu lhes, dizendo: “Tomai, isto é o meu corpo”.
23 Depois, tomou um cálice e, dando graças, deu lhes e todos dele beberam.
24 E disse lhes:”Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado em favor de muitos.
25 Em verdade vos digo, já não beberei do fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo do Reino de Deus”.
26 Depois de terem cantado o hino, saíram para o monte das Oliveiras.
27 Jesus disse lhe: “Todos vós vos escandalizareis, porque esta escrito: Ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão.
28 Mas, depois que Eu ressurgir, Eu vos precederei na Galiléia”.
29 Pedro lhe disse: “Ainda que todos se escandalizem, eu não o farei!”
30 Disse lhe Jesus: “Em verdade te digo que hoje, esta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás!”
31 Ele, porém, reafirmou com mais veemência: “Mesmo que tivesse de morrer contigo, não Te negarei”. E todos diziam o mesmo.
32 E forma a um lugar cujo nome é Getsêmani. E Ele disse a seu discípulos: “Sentai vos aqui enquanto vou orar”.
33 E, levando consigo Pedro, Tiago e João, começou a apavorar se e a angustiar se.
34 E disse lhes: “A minha alma está triste até a morte. Permanecei aqui e vigiai”.
35 E, indo um pouco adiante, caiu por terra, e orava para que, se possível, passasse dEle a hora.
36 “Abba! Ó pai! Tudo é possível para Ti: afasta de mim este cálice; porém, não o que Eu quero, mas o que Tu queres”.
37 Ao voltar, encontra os dormindo e diz a Pedro: “Simão, estás dormindo? Não foste capaz de vigiar por uma hora?
38 Vigiai e orai para que não entreis em tentação: pois o espírito está ponto, mas a carne é fraca”.
39 E, afastando se de novo, orava dizendo a mesma coisa.
40 E, ao voltar, de novo encontrou os dormindo, pois os seus olhos estavam pesados de sono. E não sabiam o que dizer lhe.
41 E, vindo pela terceira vez, disse lhes: “Dormi agora e repousai. Basta! A hora chegou! Eis que o Filho do Homem está sendo entregue às mãos dos pecadores.
42 Levantai vos! Vamos! Eis que o meu traidor está chegando”.
43 E, imediatamente, enquanto ainda falava, chegou Judas, um dos Doze, com uma multidão trazendo espadas e paus, da parte dos chefes dos sacerdotes, escribas e anciãos.
44 O seu traidor dera lhes uma senha, dizendo: “É aquele que eu beijar. Prendei O e levai O bem guardado”.
45 Tão logo chegou, aproximando se dEle, disse: “Rabi!” E O beijou.
46 Eles lançaram a mão sobre Ele e o prenderam.
47 Um dos que estavam presentes, tomando da espada, feriu o servo do Sumo Sacerdote e decepou lhe a orelha.
48 Jesus, tomando a palavra, disse: “Como a um ladrão, saíste para prender me com espadas e paus!
49 Eu estive convosco no Templo, ensinando todos os dias, e não me prendestes. Mas é para que as Escrituras se cumpram”.
50 Então, abandonando O, fugiram todos.
51 Um jovem o seguia, e a sua roupa era só um lençol enrolado no corpo. E foram agarrá lo.
52 Ele, porém, deixando o lençol, fugiu nu.
53 Levaram Jesus ao Sumo Sacerdote, e todos os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas estavam reunidos.
54 Pedro seguira O de longe, até o interior do pátio do Sumo Sacerdote, e, sentado junto com os criados, aquecia se ao fogo.
55 Ora, os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho contra Jesus para matá lo, mas nada encontravam.
56 Pois muitos davam falso testemunho contra Ele, mas os testemunhos não eram congruentes.
57 Alguns, levantando se, davam falso testemunho contra Ele:
58 “Nós mesmos o ouvimos dizer: Eu destruirei este Templo feito por mãos humanas e, depois de três dias, edificarei outro, não feito por mãos humanas”.
59 Mas nem quanto a essa acusação o testemunho deles era congruente.
60 Levantando então o Sumo Sacerdote no meio deles, interrogou a Jesus dizendo: “Nada respondes? O que testemunham estes conta ti?”
61 Ele, porém, ficou calado e nada respondeu. O Sumo Sacerdote o interrogou de novo: “És tu o Messias, o Filho o Deus Bendito?”
62 Jesus respondeu: “EU SOU. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do Poderoso e vindo com as nuvens do céu”,
63 O Sumo Sacerdote, então, rasgando as suas túnicas disse: “Que necessidade temos ainda de testemunhas?
64 Ouvistes a blasfêmia. Que vos parece?” E todos julgara no réu de morte.
65 Alguns começaram a cuspir nEle, a cobrir o rosto, a esbofeteá lo e a dizer: “Faça uma profecia!” E os criados o esbofeteavam.
66 Quando Pedro estava embaixo, no pátio, chegou uma das criadas do Sumo Sacerdote.
67 E, vendo a Pedro que se aquecia, fitou o e disse: “Também tu estava com Jesus Nazareno”,
68 Ele, porém, negou, dizendo: “Não sei nem compreendo o que dizes”. E foi para fora, para o pátio anterior. E o galo cantou.
69 E a criada, vendo o, começou de novo a dizer aos presentes: “Esse é um deles!”
70 Ele negou de novo! Pouco depois, os presentes novamente disseram a Pedro: “De fato, és um deles; pois és galileu”.
71 Ele, porém, começou a maldizer e a jurar: “Não conheço esse homem de quem falais!”
72 E, imediatamente, pela segunda vez, o galo cantou. E Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe havia dito: “Antes que o galo cante duas vezes, me negarás três vezes”. E começou a chorar.