Ozzuu Bible
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1
Então, ele chamando os seus doze discípulos, lhes deu poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curarem doenças. Lc 9:1
O Cristo (forma grega de: o Messias, em hebraico), Soberano do Novo Reino, compartilha seu “poder” (em grego: dunamis), e sua “autoridade” (em grego: exousia), com seus “apóstolos”, termo que em grego significa: “enviados em lugar daquele que os comissionou”, ou seja “embaixadores”. Essa é uma nova fase do ministério de Jesus, quando envia seus plenos representantes para colocarem em prática o estilo de vida, proclamação, curas e maravilhas que haviam visto diariamente em sua pessoa (Mt 9.35). Essa foi também a terceira viagem pelas terras da Galiléia realizada por Jesus e seus discípulos (Lc 8.1).
O Cristo (forma grega de: o Messias, em hebraico), Soberano do Novo Reino, compartilha seu “poder” (em grego: dunamis), e sua “autoridade” (em grego: exousia), com seus “apóstolos”, termo que em grego significa: “enviados em lugar daquele que os comissionou”, ou seja “embaixadores”. Essa é uma nova fase do ministério de Jesus, quando envia seus plenos representantes para colocarem em prática o estilo de vida, proclamação, curas e maravilhas que haviam visto diariamente em sua pessoa (Mt 9.35). Essa foi também a terceira viagem pelas terras da Galiléia realizada por Jesus e seus discípulos (Lc 8.1).
3
E ele disse-lhes: Nada leveis convosco para vossa jornada, nem bordões, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas.
4
E em qualquer casa em que entrardes, nela permanecei, e dali partireis. Lc 9:4
A estratégia espiritual de Jesus para vencer o Diabo e o mundo – e que durante muito tempo foi seguida pela Igreja primitiva – consistia em: sair em missão de proclamação do Evangelho por todo o mundo (Mt 28:16 -20); manter um estilo de vida simples sem preocupações materiais (Mc 6.8); confiar na generosidade da provisão divina; ter senso de urgência, remindo o tempo e aproveitando bem todas as oportunidades para apresentar a Salvação em Cristo (1Co 7.29); fixar a base do seu ministério numa casa hospitaleira – e não mudar de casa, buscando melhores acomodações. Jesus deu grande ênfase ao ministério da “Igreja nas casas” (Rm 16.5; 1Co 16.19; Cl 4.15; Fm 2).
A estratégia espiritual de Jesus para vencer o Diabo e o mundo – e que durante muito tempo foi seguida pela Igreja primitiva – consistia em: sair em missão de proclamação do Evangelho por todo o mundo (Mt 28:16 -20); manter um estilo de vida simples sem preocupações materiais (Mc 6.8); confiar na generosidade da provisão divina; ter senso de urgência, remindo o tempo e aproveitando bem todas as oportunidades para apresentar a Salvação em Cristo (1Co 7.29); fixar a base do seu ministério numa casa hospitaleira – e não mudar de casa, buscando melhores acomodações. Jesus deu grande ênfase ao ministério da “Igreja nas casas” (Rm 16.5; 1Co 16.19; Cl 4.15; Fm 2).
5
E onde quer que não vos receberem, saindo daquela cidade, sacudi a poeira de vossos pés, como testemunho contra eles. Lc 9:5
Sacudir a poeira das sandálias era um ato simbólico praticado pelos judeus piedosos, ao retornarem à Palestina, e que neste contexto significa uma expressão de relações cortadas, responsabilidade cessada, e um eloqüente e derradeiro apelo ao arrependimento. Esse passou a ser um sinal de total repúdio pela rejeição da mensagem de Deus (Lc 10.11; Mt 10.14; Atos 13.51).
Sacudir a poeira das sandálias era um ato simbólico praticado pelos judeus piedosos, ao retornarem à Palestina, e que neste contexto significa uma expressão de relações cortadas, responsabilidade cessada, e um eloqüente e derradeiro apelo ao arrependimento. Esse passou a ser um sinal de total repúdio pela rejeição da mensagem de Deus (Lc 10.11; Mt 10.14; Atos 13.51).
6
E, eles partindo, foram pelas aldeias, pregando o evangelho, e curando em todos os lugares. Lc 9:6
O objetivo principal de Jesus é trazer todos os seres humanos para o Seu Reino, visto que a humanidade está afastada de Deus, perdida e condenada à morte eterna (Rm 3.23), e essa missão deve ser realizada levando em conta todas as necessidades básicas das pessoas. O amor não separa o bem-estar espiritual e eterno do material e presente (1Jo 3.17).
O objetivo principal de Jesus é trazer todos os seres humanos para o Seu Reino, visto que a humanidade está afastada de Deus, perdida e condenada à morte eterna (Rm 3.23), e essa missão deve ser realizada levando em conta todas as necessidades básicas das pessoas. O amor não separa o bem-estar espiritual e eterno do material e presente (1Jo 3.17).
7
Ora, o tetrarca Herodes ouviu tudo que estava sendo feito por ele, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João ressuscitara dentre os mortos,
9
E disse Herodes: A João decapitei; mas quem é este do qual eu ouço dizer tais coisas? E ele desejava vê-lo. Lc 9:9
Lucas não informa os detalhes sobre a morte de João Batista (Mt 14:1 -12; Mc 6:17 -29), que ocorreu naquela época. Entretanto, Herodes Antipas, filho de Herodes, o Grande (Mt 2:1 -19), perturbado pelo medo e remorso, ansiava ver se Jesus era João Batista, que ele assassinara (Lc 13.31; 23.8). Entretanto seu desejo de ver a Cristo só se concretizou no julgamento de Jesus (Lc 23:8 -12). Somente as pessoas que recebem a Cristo em seu coração, por meio de fé pura e sincera, ganham a capacidade de vê-lo (Lc 9.27; 13.35; Jo 11.40). O “crer” sempre precede o “ver” no Reino de Deus. Tanto Herodes, quanto os judeus e qualquer outra pessoa que procure um sinal de Deus, são exortados – antes de tudo – ao arrependimento sincero e à entrega da alma aos cuidados do Senhor (Mt 12:38 -42).
Lucas não informa os detalhes sobre a morte de João Batista (Mt 14:1 -12; Mc 6:17 -29), que ocorreu naquela época. Entretanto, Herodes Antipas, filho de Herodes, o Grande (Mt 2:1 -19), perturbado pelo medo e remorso, ansiava ver se Jesus era João Batista, que ele assassinara (Lc 13.31; 23.8). Entretanto seu desejo de ver a Cristo só se concretizou no julgamento de Jesus (Lc 23:8 -12). Somente as pessoas que recebem a Cristo em seu coração, por meio de fé pura e sincera, ganham a capacidade de vê-lo (Lc 9.27; 13.35; Jo 11.40). O “crer” sempre precede o “ver” no Reino de Deus. Tanto Herodes, quanto os judeus e qualquer outra pessoa que procure um sinal de Deus, são exortados – antes de tudo – ao arrependimento sincero e à entrega da alma aos cuidados do Senhor (Mt 12:38 -42).
10
E quando os apóstolos retornaram, contaram- lhe tudo o que eles haviam feito. E, tomando- os, retirou-se à parte, para um lugar deserto pertencente a uma cidade chamada Betsaida.
11
E as pessoas, sabendo isto, seguiram-no; e ele as recebeu, e falava-lhes do reino de Deus, e curava os que necessitavam de cura.
12
E quando o dia começou a declinar, vindo os doze, disseram-lhe: Manda a multidão embora, para que indo às aldeias e nas regiões ao redor, se hospedem, e consigam mantimentos, porque aqui estamos em um lugar deserto.
13
Mas ele disse-lhes: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram: Nós não temos senão cinco pães e dois peixes, exceto se nós formos comprar comida para todo este povo.
14
Porque eles eram cerca de cinco mil homens. E ele disse aos seus discípulos: Fazei- os assentar em grupos de cinquenta.
16
Então, ele tomou os cinco pães e os dois peixes, e olhando para o céu, ele abençoou- os, e partiu-os, e deu-os aos seus discípulos para os colocarem diante da multidão.
17
E todos comeram e se fartaram; e foram tomados doze cestos dos pedaços que sobraram. Lc 9:17
A multiplicação dos pães e peixes, além da ressurreição de Jesus, é o único milagre narrado nos quatro evangelhos (Mt 14:13 -21; Mc 6:30 -44; Jo 6:1 -15). Esse evento marca o clímax do ministério do Senhor na Galiléia. Lembrava os judeus sobre o milagre do maná no deserto. Identificava a Jesus como sendo o cumprimento da profecia de Moisés (Dt 18.18; Jo 6). Por isso, a Igreja primitiva reconheceu neste milagre um paralelo com a última Ceia (Lc 22.19; Jo 6:48 -58), fazendo com que os discípulos de Cristo sejam o Novo Povo de Deus que, pela Páscoa e o Êxodo (saída do mundo pecaminoso), são conduzidos para a eterna Terra Celestial (Hb 3 e 4).
A multiplicação dos pães e peixes, além da ressurreição de Jesus, é o único milagre narrado nos quatro evangelhos (Mt 14:13 -21; Mc 6:30 -44; Jo 6:1 -15). Esse evento marca o clímax do ministério do Senhor na Galiléia. Lembrava os judeus sobre o milagre do maná no deserto. Identificava a Jesus como sendo o cumprimento da profecia de Moisés (Dt 18.18; Jo 6). Por isso, a Igreja primitiva reconheceu neste milagre um paralelo com a última Ceia (Lc 22.19; Jo 6:48 -58), fazendo com que os discípulos de Cristo sejam o Novo Povo de Deus que, pela Páscoa e o Êxodo (saída do mundo pecaminoso), são conduzidos para a eterna Terra Celestial (Hb 3 e 4).
18
E aconteceu que, enquanto ele orava a sós, estavam com ele os discípulos, e ele lhes perguntou, dizendo: Quem dizem as pessoas que eu sou? Lc 9:18
Lucas dá especial atenção ao relato de Jesus em oração (conversando com o Pai): Antes do batismo; da escolha dos Doze; da confissão de Pedro; da transfiguração e da traição.
Lucas dá especial atenção ao relato de Jesus em oração (conversando com o Pai): Antes do batismo; da escolha dos Doze; da confissão de Pedro; da transfiguração e da traição.
19
E, respondendo eles, disseram: João, o Batista; mas alguns dizem: Elias, e outros dizem que um dos antigos profetas ressuscitou.
20
E disse-lhes: Mas vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, disse: O Cristo de Deus. Lc 9:20
Pedro era o porta-voz natural dos Doze. Há séculos, o Messias era aguardado com ansiedade (Cristo é a tradução grega do termo hebraico: Mashiah), que significa: “o Ungido”. Expressão que na antiguidade se referiu ao Sumo Sacerdote (como na Septuaginta – Lv 4.5), e depois designou o Rei (1Sm 2.10,35; Sl 2.2; Dn 9.25), e foi interpretado pelos doutores e mestres judaicos – ao tempo de Jesus – como o Salvador e Libertador prometido, cuja vinda era considerada iminente.
Pedro era o porta-voz natural dos Doze. Há séculos, o Messias era aguardado com ansiedade (Cristo é a tradução grega do termo hebraico: Mashiah), que significa: “o Ungido”. Expressão que na antiguidade se referiu ao Sumo Sacerdote (como na Septuaginta – Lv 4.5), e depois designou o Rei (1Sm 2.10,35; Sl 2.2; Dn 9.25), e foi interpretado pelos doutores e mestres judaicos – ao tempo de Jesus – como o Salvador e Libertador prometido, cuja vinda era considerada iminente.
22
dizendo: O Filho do Homem tem que sofrer muitas coisas, e ser rejeitado pelos anciãos, e pelos principais sacerdotes e pelos escribas, e ser morto e ser ressuscitado ao terceiro dia. Lc 9:22
O povo judeu nutria há séculos uma falsa expectativa em relação à figura do Messias. Esperavam um revolucionário, guerreiro e estrategista militar, que libertaria Israel do império romano e instalaria seu reino de glória e poder a exemplo de Davi. Portanto, em primeiro lugar, Jesus se revelou aos Doze e esforçou-se para que eles compreendessem bem quem Ele era e qual a sua missão na terra. O próximo passo era comunicar essa revelação ao seu povo antes de Jesus se identificar publicamente (Mt 8.4; 16.20; Mc 1.34). Jesus gostava de se apresentar como “o Filho do homem”, pois essa expressão no original é uma clara indicação do Messias profetizado em Daniel 7.13. A figura do Servo Sofredor (Is 53), é sobreposta à imagem do Messias (Mt 8.20) para retratar adequadamente a pessoa e a obra de Jesus.
O povo judeu nutria há séculos uma falsa expectativa em relação à figura do Messias. Esperavam um revolucionário, guerreiro e estrategista militar, que libertaria Israel do império romano e instalaria seu reino de glória e poder a exemplo de Davi. Portanto, em primeiro lugar, Jesus se revelou aos Doze e esforçou-se para que eles compreendessem bem quem Ele era e qual a sua missão na terra. O próximo passo era comunicar essa revelação ao seu povo antes de Jesus se identificar publicamente (Mt 8.4; 16.20; Mc 1.34). Jesus gostava de se apresentar como “o Filho do homem”, pois essa expressão no original é uma clara indicação do Messias profetizado em Daniel 7.13. A figura do Servo Sofredor (Is 53), é sobreposta à imagem do Messias (Mt 8.20) para retratar adequadamente a pessoa e a obra de Jesus.
23
E dizia a todos eles: Se algum homem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e diariamente tome a sua cruz, e siga-me.
24
Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por minha causa, este salva-la-á.
25
Pois que vantagem tem ao homem em ganhar o mundo inteiro, se ele se perde ou se destrói a si mesmo? Lc 9:25
Seguir a Jesus exige sacrifício do ser humano: consagração, abnegação, dedicação, disciplina e absoluta obediência voluntária à Palavra de Deus. Lucas ainda dá ênfase ao aspecto da continuidade, ou seja, viver assim “dia após dia”, haja o que houver. A imagem da crucificação era comum e clara para todos os discípulos. Era a maneira como o império romano executava os traidores, criminosos e revolucionários da época. Contudo, Jesus assegura ao fiel, que ainda que lhe seja necessário dar a própria vida em holocausto por amor a Deus, uma nova vida de paz e felicidade lhe será outorgada. Pessoas que aceitam o convite do Senhor e decidem abandonar uma vida mundana (morrer para o mundo), passando a dedicar-se à obra de Cristo, são grandes testemunhas desse milagre (viver para Cristo – Gl 2:19 -20; Fp 1.21). Nenhuma outra declaração de Jesus recebeu tanto destaque por parte dos quatro evangelistas (Mt 10.38,39; 16.24,25; Mc 8.34,35; Lc 14.26,27; 17.33; Jo 12.25).
Seguir a Jesus exige sacrifício do ser humano: consagração, abnegação, dedicação, disciplina e absoluta obediência voluntária à Palavra de Deus. Lucas ainda dá ênfase ao aspecto da continuidade, ou seja, viver assim “dia após dia”, haja o que houver. A imagem da crucificação era comum e clara para todos os discípulos. Era a maneira como o império romano executava os traidores, criminosos e revolucionários da época. Contudo, Jesus assegura ao fiel, que ainda que lhe seja necessário dar a própria vida em holocausto por amor a Deus, uma nova vida de paz e felicidade lhe será outorgada. Pessoas que aceitam o convite do Senhor e decidem abandonar uma vida mundana (morrer para o mundo), passando a dedicar-se à obra de Cristo, são grandes testemunhas desse milagre (viver para Cristo – Gl 2:19 -20; Fp 1.21). Nenhuma outra declaração de Jesus recebeu tanto destaque por parte dos quatro evangelistas (Mt 10.38,39; 16.24,25; Mc 8.34,35; Lc 14.26,27; 17.33; Jo 12.25).
26
Porquanto, qualquer que se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o Filho do homem, quando ele vier em sua própria glória, e na de seu Pai e dos santos anjos.
27
Mas em verdade eu vos digo: Há alguns, dos que estão aqui, que não provarão a morte até que vejam o reino de Deus. Lc 9:27
A palavra grega heos (morte antes...), indica que Jesus não se refere aqui à sua segunda e gloriosa vinda (pois não haverá morte depois – 1Ts 4.17). Jesus está falando da manifestação do início de um novo tempo do Reino: na ressurreição de Cristo e no dia do Pentecostes. Alguns dos que ali estavam veriam o Rei ressurreto (1Co 15:5 -6), enquanto os incrédulos só o verão em seu retorno triunfal para o Juízo (Mc 14.62). Pedro, João e Tiago tiveram uma antecipação desta visão gloriosa cerca de uma semana depois.
A palavra grega heos (morte antes...), indica que Jesus não se refere aqui à sua segunda e gloriosa vinda (pois não haverá morte depois – 1Ts 4.17). Jesus está falando da manifestação do início de um novo tempo do Reino: na ressurreição de Cristo e no dia do Pentecostes. Alguns dos que ali estavam veriam o Rei ressurreto (1Co 15:5 -6), enquanto os incrédulos só o verão em seu retorno triunfal para o Juízo (Mc 14.62). Pedro, João e Tiago tiveram uma antecipação desta visão gloriosa cerca de uma semana depois.
28
E aconteceu que, quase oito dias depois destes dizeres, ele tomou consigo a Pedro, a João e a Tiago, e subiu ao monte a orar.
29
E enquanto ele orava, foi alterada a aparência da sua face, e a sua veste estava branca e brilhante.
32
Mas Pedro e os que estavam com ele estavam carregados de sono; e, quando eles acordaram, viram a sua glória e aqueles dois homens que estavam com ele.
33
E aconteceu que, quando aqueles se apartaram dele, Pedro disse a Jesus: Mestre, é bom estarmos aqui; façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias; não sabendo o que dizia.
36
E, ao vir a voz, Jesus foi achado só. E eles guardaram silêncio, e naqueles dias não contaram a nenhum homem daquelas coisas que tinham visto. Lc 9:36
Conforme estudos de respeitáveis arqueólogos e historiadores cristãos, o lugar onde ocorre o milagre da transfiguração é o monte Hermom, cujo cume coberto de neve, acima de 2.740 metros de altura (Mc 9.2), pode ser avistado de muitas partes da Palestina, brilhando como ouro polido à luz do sol. Moisés e Elias, os grandes representantes da Lei e dos Profetas, aparecem em glória, porém não como espíritos imateriais, e sim em forma corpórea como Jesus estava. Elias havia sido trasladado corporeamente para o céu (2Rs 2.11), e o testemunho de Judas (Jd 9) dá a entender que Moisés fora ressuscitado da morte. A obra de Moisés havia sido completada por seu discípulo Josué, assim como a de Elias por seu discípulo Eliseu (uma variação do nome Josué). Agora estavam conversando com Jesus (nome grego correspondente a Josué, que em hebraico significa: “Deus Salvador” ou “Jeová é Salvação”), e Lucas nos informa que o assunto era o exodon (em grego: a partida) de Jesus (2Pe 1.15): a obra redentora de Cristo na cruz ( sua morte) e, conseqüentemente, a sua ressurreição, ascensão e glória final. Esse encontro extraordinário, presenciado por três apóstolos do Senhor, indica o momento exato do cumprimento de tudo quanto o AT prenuncia. A tipologia do Êxodo fornece o pano de fundo; Jesus supera a Moisés na formação e no governo do Novo Israel de Deus, por ser o Filho (Lc 9.35; Hb 2.9,10). O título “Escolhido” aparece nos rolos do mar Morto, ecoando Is 42.1; 23.35. O termo “Escolhido” corresponde à expressão “Amado” (Mt 17.5; 2Pe 1.17). Jesus, mediante o seu “êxodo” livrou o seu povo (seus seguidores) da escravidão do pecado que domina o nosso sistema mundial, levando a bom termo a obra tanto de Moisés quanto de Elias (1Rs 19.16).
Conforme estudos de respeitáveis arqueólogos e historiadores cristãos, o lugar onde ocorre o milagre da transfiguração é o monte Hermom, cujo cume coberto de neve, acima de 2.740 metros de altura (Mc 9.2), pode ser avistado de muitas partes da Palestina, brilhando como ouro polido à luz do sol. Moisés e Elias, os grandes representantes da Lei e dos Profetas, aparecem em glória, porém não como espíritos imateriais, e sim em forma corpórea como Jesus estava. Elias havia sido trasladado corporeamente para o céu (2Rs 2.11), e o testemunho de Judas (Jd 9) dá a entender que Moisés fora ressuscitado da morte. A obra de Moisés havia sido completada por seu discípulo Josué, assim como a de Elias por seu discípulo Eliseu (uma variação do nome Josué). Agora estavam conversando com Jesus (nome grego correspondente a Josué, que em hebraico significa: “Deus Salvador” ou “Jeová é Salvação”), e Lucas nos informa que o assunto era o exodon (em grego: a partida) de Jesus (2Pe 1.15): a obra redentora de Cristo na cruz ( sua morte) e, conseqüentemente, a sua ressurreição, ascensão e glória final. Esse encontro extraordinário, presenciado por três apóstolos do Senhor, indica o momento exato do cumprimento de tudo quanto o AT prenuncia. A tipologia do Êxodo fornece o pano de fundo; Jesus supera a Moisés na formação e no governo do Novo Israel de Deus, por ser o Filho (Lc 9.35; Hb 2.9,10). O título “Escolhido” aparece nos rolos do mar Morto, ecoando Is 42.1; 23.35. O termo “Escolhido” corresponde à expressão “Amado” (Mt 17.5; 2Pe 1.17). Jesus, mediante o seu “êxodo” livrou o seu povo (seus seguidores) da escravidão do pecado que domina o nosso sistema mundial, levando a bom termo a obra tanto de Moisés quanto de Elias (1Rs 19.16).
37
E aconteceu que, no dia seguinte, descendo eles do monte, veio ao encontro dele uma grande multidão. Lc 9:37
O milagre da transfiguração ocorreu à noite. No outro dia, após o grande êxtase no monte, Jesus e os discípulos descem para o vale e reencontram a vida normal, cotidiana, com suas aflições, inquietações e necessidades básicas. Toda essa seqüência de acontecimentos demonstra a necessidade do serviço cristão ser uma extensão do culto. A permanência no monte, na contemplação ou busca de experiências, sem o esforço prático para melhorar a vida das pessoas no vale, e vice-versa, resulta em falta de poder e autoridade. A possessão demoníaca afeta suas vítimas de maneiras diversas (Mt 17.15; Mc 9.17; 4.33; 8.28; 13.11,16). Na vida deste jovem, o espírito maligno catalisou os efeitos nocivos da epilepsia amedrontando e confundindo as pessoas, e os próprios discípulos de Jesus que haviam ficado no vale.
O milagre da transfiguração ocorreu à noite. No outro dia, após o grande êxtase no monte, Jesus e os discípulos descem para o vale e reencontram a vida normal, cotidiana, com suas aflições, inquietações e necessidades básicas. Toda essa seqüência de acontecimentos demonstra a necessidade do serviço cristão ser uma extensão do culto. A permanência no monte, na contemplação ou busca de experiências, sem o esforço prático para melhorar a vida das pessoas no vale, e vice-versa, resulta em falta de poder e autoridade. A possessão demoníaca afeta suas vítimas de maneiras diversas (Mt 17.15; Mc 9.17; 4.33; 8.28; 13.11,16). Na vida deste jovem, o espírito maligno catalisou os efeitos nocivos da epilepsia amedrontando e confundindo as pessoas, e os próprios discípulos de Jesus que haviam ficado no vale.
38
E, eis que um homem da multidão gritou, dizendo: Mestre, eu te suplico que olhes para meu filho, porque ele é meu único filho.
39
Eis que um espírito o toma, e ele de repente grita; e ele toma-o até ele espumar novamente, e com dificuldade o abandona, ferindo-o.
41
E, respondendo Jesus, disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando eu estarei contigo e vos suportarei? Traze-me aqui teu o filho. Lc 9:41
As pessoas estavam vendo os milagres de Jesus como maravilhas e oportunidades de se livrarem de situações incuráveis ou insolúveis, mas não conseguiam ver nos prodígios das palavras e das realizações de Jesus os sinais da presença de Deus na terra, entre seu povo. O lamento de Jesus é contra a incredulidade de todas as pessoas que se aproximam de Deus apenas para testar seu poder, para assistir a um exemplo da ação extraordinária e especial do Criador. Esquecidas de que precisam de arrependimento, buscam apenas uma solução rápida, prática e a baixo custo para seus problemas imediatos (Dt 32.5; Nm 14.27).
As pessoas estavam vendo os milagres de Jesus como maravilhas e oportunidades de se livrarem de situações incuráveis ou insolúveis, mas não conseguiam ver nos prodígios das palavras e das realizações de Jesus os sinais da presença de Deus na terra, entre seu povo. O lamento de Jesus é contra a incredulidade de todas as pessoas que se aproximam de Deus apenas para testar seu poder, para assistir a um exemplo da ação extraordinária e especial do Criador. Esquecidas de que precisam de arrependimento, buscam apenas uma solução rápida, prática e a baixo custo para seus problemas imediatos (Dt 32.5; Nm 14.27).
42
E, quando ele se aproximava, o demônio o derrubou e o agitou. E Jesus repreendeu o espírito imundo, e curou o menino, e o entregou novamente ao seu pai.
43
E todos se maravilhavam da grandeza do poder de Deus. Mas enquanto todos maravilhavam- se de todas as coisas que Jesus fazia, ele disse aos seus discípulos: Lc 9:43
Jesus refletia de maneira tão clara a imagem de Deus (imago Dei), que as multidões admiravam nele a sublimidade e a realeza do Senhor (2Pe 1.16). Contudo, Jesus não se deixava envolver pelos louvores e bajulações do povo, e procurava sempre lembrá-los de que rumava resoluto para entregar sua vida como holocausto para a salvação da humanidade, a quem sempre muito amou (Jo 3.16).
Jesus refletia de maneira tão clara a imagem de Deus (imago Dei), que as multidões admiravam nele a sublimidade e a realeza do Senhor (2Pe 1.16). Contudo, Jesus não se deixava envolver pelos louvores e bajulações do povo, e procurava sempre lembrá-los de que rumava resoluto para entregar sua vida como holocausto para a salvação da humanidade, a quem sempre muito amou (Jo 3.16).
44
Deixai estes provérbios em vossos ouvidos; porque o Filho do homem será entregue nas mãos dos homens.
45
Mas eles não entendiam este provérbio, e foi-lhe encoberto, para que não o percebessem. E eles temiam perguntá-lo acerca deste provérbio.
48
e disse-lhes: Qualquer que receber esta criança em meu nome, recebe a mim; e qualquer que receber a mim, recebe aquele que me enviou; porque aquele que entre vós todos for o menor, esse será o maior. Lc 9:48
A grandeza no Reino de Deus é proporcional ao serviço humilde, sincero e totalmente em louvor ao Senhor. É o próprio significado da cruz (44,45; Fp 2.7,8). Essa polêmica surgiu algumas vezes entre os discípulos (Lc 22.24; Mc 10:35 -45). O verdadeiro e desinteressado amor é provado por sua operação em favor daqueles que são considerados pela sociedade como os mais insignificantes. Esse amor será exaltado e premiado por Deus.
A grandeza no Reino de Deus é proporcional ao serviço humilde, sincero e totalmente em louvor ao Senhor. É o próprio significado da cruz (44,45; Fp 2.7,8). Essa polêmica surgiu algumas vezes entre os discípulos (Lc 22.24; Mc 10:35 -45). O verdadeiro e desinteressado amor é provado por sua operação em favor daqueles que são considerados pela sociedade como os mais insignificantes. Esse amor será exaltado e premiado por Deus.
49
E, respondendo João, disse: Mestre, nós vimos alguém expulsando demônios em teu nome e lho proibimos, porque ele não segue conosco.
50
E Jesus lhe disse: Não o proibais; porque quem não é contra nós, é por nós. Lc 9:50
João responde (literalmente no original grego: “respondendo”) ao esclarecimento do Senhor sobre a grandeza de servir com humildade no Reino, com mais uma questão: como pode alguém estranho ao seu grupo expelir demônios em nome de Jesus (especialmente quando alguns discípulos não conseguiram)? Não é a posição oficial que mede a grandeza de uma pessoa, mas sim a qualidade do seu propósito. Para os discípulos, preocupados, naquele momento, com a hierarquia e o fluxograma do ministério, não bastava que aquela pessoa, possivelmente conhecida de Jesus (Lc 9.50), estivesse realizando prodígios em nome do Senhor, era fundamental que fosse membro do grupo e se comportasse segundo “os estatutos” e a doutrina comuns. Esse tem sido, há séculos, o erro de muitos cristãos. Jesus não diz que o homem era contra Ele, mas adverte que se aquela pessoa não os estava prejudicando, certamente havia cooperado com eles de alguma forma, pois trabalhava pela mesma causa. Não pode haver neutralidade na guerra contra o mal. Todo o homem que se opõe aos demônios e às suas influências, em nome de Jesus, deve ser bem recebido, e não alvo de inveja e oposição.
João responde (literalmente no original grego: “respondendo”) ao esclarecimento do Senhor sobre a grandeza de servir com humildade no Reino, com mais uma questão: como pode alguém estranho ao seu grupo expelir demônios em nome de Jesus (especialmente quando alguns discípulos não conseguiram)? Não é a posição oficial que mede a grandeza de uma pessoa, mas sim a qualidade do seu propósito. Para os discípulos, preocupados, naquele momento, com a hierarquia e o fluxograma do ministério, não bastava que aquela pessoa, possivelmente conhecida de Jesus (Lc 9.50), estivesse realizando prodígios em nome do Senhor, era fundamental que fosse membro do grupo e se comportasse segundo “os estatutos” e a doutrina comuns. Esse tem sido, há séculos, o erro de muitos cristãos. Jesus não diz que o homem era contra Ele, mas adverte que se aquela pessoa não os estava prejudicando, certamente havia cooperado com eles de alguma forma, pois trabalhava pela mesma causa. Não pode haver neutralidade na guerra contra o mal. Todo o homem que se opõe aos demônios e às suas influências, em nome de Jesus, deve ser bem recebido, e não alvo de inveja e oposição.
51
E aconteceu que, sendo chegado o tempo para a sua ascensão ele fixou sua face para ir a Jerusalém. Lc 9:51
Começa neste ponto a seção central do livro de Lucas que é concluída em 19.44 e focaliza especialmente o ensino de Jesus. Lucas usa literalmente a expressão: “firmou o rosto para ir para Jerusalém”, numa alusão a Is 50.7, ressaltando a determinação inabalável de Jesus em cumprir sua missão até o fim (Lc 13.22). Essa viagem a Jerusalém não é a mesma onde ocorreu a crucificação, porém marca o início de um período de ministério na Judéia, cuja cidade principal era Jerusalém.
Começa neste ponto a seção central do livro de Lucas que é concluída em 19.44 e focaliza especialmente o ensino de Jesus. Lucas usa literalmente a expressão: “firmou o rosto para ir para Jerusalém”, numa alusão a Is 50.7, ressaltando a determinação inabalável de Jesus em cumprir sua missão até o fim (Lc 13.22). Essa viagem a Jerusalém não é a mesma onde ocorreu a crucificação, porém marca o início de um período de ministério na Judéia, cuja cidade principal era Jerusalém.
52
E enviou mensageiros diante de sua face, e eles foram e entraram em uma aldeia dos samaritanos, para lhe fazer os preparativos.
54
E quando os seus discípulos, Tiago e João, viram isso, eles disseram: Senhor, queres que ordenemos que desça fogo do céu para os consumir, assim como fez Elias?
56
Porque o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá- los. E eles foram para outra aldeia. Lc 9:56
Tiago e João eram conhecidos como “filhos do trovão” (Mc 3.17). À semelhança de Elias desejaram mais do que apenas “sacudir o pó de suas sandálias” (2Rs 1:9 -16). Entretanto, Jesus os alerta para o fato de pertencerem a outro espírito e demonstra o tipo de amor que estava ensinando aos seus discípulos (Mt 5.44). Para alguns estudiosos, partes dos versos 55 e 56 foram introduzidos por copistas ao longo dos primeiros séculos. No entanto, o Comitê de Tradução da KJ decidiu manter o texto inalterado como vem sendo publicado originalmente desde 1611 e sobre os quais as novas descobertas nada apresentam em contrário.
Tiago e João eram conhecidos como “filhos do trovão” (Mc 3.17). À semelhança de Elias desejaram mais do que apenas “sacudir o pó de suas sandálias” (2Rs 1:9 -16). Entretanto, Jesus os alerta para o fato de pertencerem a outro espírito e demonstra o tipo de amor que estava ensinando aos seus discípulos (Mt 5.44). Para alguns estudiosos, partes dos versos 55 e 56 foram introduzidos por copistas ao longo dos primeiros séculos. No entanto, o Comitê de Tradução da KJ decidiu manter o texto inalterado como vem sendo publicado originalmente desde 1611 e sobre os quais as novas descobertas nada apresentam em contrário.
57
E aconteceu que, indo eles pelo caminho, um certo homem lhe disse: Senhor, eu desejo te seguir para onde quer que tu fores.
58
E Jesus lhe disse: As raposas têm covas, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a sua cabeça. Lc 9:58
Quais são as pessoas que não podem seguir a Jesus? As que valorizam a segurança e o conforto acima do Senhor. As que dão total preeminência à família e aos amigos, muito acima do Salvador. As que permanecem contemplando o que deixam para trás (a velha vida) enquanto caminham (Gn 19.26; Ef 5:17 -24).
Quais são as pessoas que não podem seguir a Jesus? As que valorizam a segurança e o conforto acima do Senhor. As que dão total preeminência à família e aos amigos, muito acima do Salvador. As que permanecem contemplando o que deixam para trás (a velha vida) enquanto caminham (Gn 19.26; Ef 5:17 -24).
60
Jesus lhe disse: Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas vai tu e prega o reino de Deus. Lc 9:60
Conforme as tradições e rituais fúnebres observados no judaísmo, se o pai daquele homem já estivesse morto, ele não poderia estar ali no meio do caminho, deveria estar se ocupando de todos os detalhes e cerimônias que envolviam um sepultamento judaico naqueles dias. O que o homem pede na verdade, é um tempo para ficar em casa até que seu pai morra, para depois, mais maduro e livre de certas obrigações, poder avaliar com calma as vantagens e desvantagens de aceitar o convite de Cristo. Mas Jesus e o Reino têm urgência e necessitam de pessoas dispostas e resolutas. Jesus usa um jogo de palavras (em grego, logioni, aplica-se duplamente ao sentido, físico e espiritual, da palavra: “morto”), para chocar aquele homem com a verdade de que restarão muitas pessoas no mundo que não atenderão ao chamado de Deus para a vida eterna, e que, portanto, aos mortos espirituais caberá cuidar dos rituais de um mundo que perece (Ef 2.1).
Conforme as tradições e rituais fúnebres observados no judaísmo, se o pai daquele homem já estivesse morto, ele não poderia estar ali no meio do caminho, deveria estar se ocupando de todos os detalhes e cerimônias que envolviam um sepultamento judaico naqueles dias. O que o homem pede na verdade, é um tempo para ficar em casa até que seu pai morra, para depois, mais maduro e livre de certas obrigações, poder avaliar com calma as vantagens e desvantagens de aceitar o convite de Cristo. Mas Jesus e o Reino têm urgência e necessitam de pessoas dispostas e resolutas. Jesus usa um jogo de palavras (em grego, logioni, aplica-se duplamente ao sentido, físico e espiritual, da palavra: “morto”), para chocar aquele homem com a verdade de que restarão muitas pessoas no mundo que não atenderão ao chamado de Deus para a vida eterna, e que, portanto, aos mortos espirituais caberá cuidar dos rituais de um mundo que perece (Ef 2.1).
61
E outro também disse: Senhor, eu desejo te seguir, mas deixa-me primeiro despedir- me dos que estão em minha casa.
62
E Jesus lhe disse: Nenhum homem, tendo posto a mão no arado, e olhando para trás, é apto para o reino de Deus. Lc 9:62
Esse trecho bíblico (Lc 9:57 -62) se passa justamente “ao longo do caminho”. Enquanto Jesus viajava, Lucas nos conta alguns dos muitos casos de pessoas que se apresentaram ou foram convidadas a seguir Jesus e fazer parte do Reino de Deus. Nos três exemplos narrados por Lucas, todas as pessoas tinham uma razão para adiar ou recusar esse compromisso. Claramente tiveram boas intenções, mas não haviam percebido a natureza das exigências que a nova vida e o Reino faz aos seres humanos que habitarão a Nova Jerusalém. A missão de Cristo é mais urgente do que aquela que Elias estabeleceu para Eliseu (1Rs 19.20). Todo trecho mostra que Jesus não exige aquilo que Ele mesmo – enquanto ser humano – não praticou ou suportou. Assemelhar-se ao Mestre é o grande alvo e o preço do discipulado (Lc 6.40).
Esse trecho bíblico (Lc 9:57 -62) se passa justamente “ao longo do caminho”. Enquanto Jesus viajava, Lucas nos conta alguns dos muitos casos de pessoas que se apresentaram ou foram convidadas a seguir Jesus e fazer parte do Reino de Deus. Nos três exemplos narrados por Lucas, todas as pessoas tinham uma razão para adiar ou recusar esse compromisso. Claramente tiveram boas intenções, mas não haviam percebido a natureza das exigências que a nova vida e o Reino faz aos seres humanos que habitarão a Nova Jerusalém. A missão de Cristo é mais urgente do que aquela que Elias estabeleceu para Eliseu (1Rs 19.20). Todo trecho mostra que Jesus não exige aquilo que Ele mesmo – enquanto ser humano – não praticou ou suportou. Assemelhar-se ao Mestre é o grande alvo e o preço do discipulado (Lc 6.40).