Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Luk 8Config
1
E aconteceu que, depois disto, ele foi em todas cidades e aldeias, pregando e anunciando as boas novas do reino de Deus; e os doze estavam com ele, Lc 8:1
Jesus havia concentrado seu ministério nas sinagogas em Cafarnaum. Mas agora voltava ao interior da Galiléia, ministrando em todas as cidades ao longo deste segundo percurso. Quanto à primeira viagem missionária ver: 4.43,44; Mt 4:23 -25; Mc 1.38,39. Em relação à terceira viagem veja: 9:1 -6.
Jesus havia concentrado seu ministério nas sinagogas em Cafarnaum. Mas agora voltava ao interior da Galiléia, ministrando em todas as cidades ao longo deste segundo percurso. Quanto à primeira viagem missionária ver: 4.43,44; Mt 4:23 -25; Mc 1.38,39. Em relação à terceira viagem veja: 9:1 -6.
2
e certas mulheres, que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios,
3
e Joana, a esposa de Cuza, mordomo de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com os seus bens. Lc 8:3
Lucas salienta a importância das mulheres no ministério de Jesus, como discípulas e cooperadoras financeiras daquele que se fez pobre para nos fazer ricos (2Co 8.9). Maria Madalena, da cidade de Magdala, é normalmente confundida com a mulher pecadora de Lc 7, e com Maria de Betânia (Jo 11.1).
Lucas salienta a importância das mulheres no ministério de Jesus, como discípulas e cooperadoras financeiras daquele que se fez pobre para nos fazer ricos (2Co 8.9). Maria Madalena, da cidade de Magdala, é normalmente confundida com a mulher pecadora de Lc 7, e com Maria de Betânia (Jo 11.1).
4
E tendo se ajuntado uma grande multidão, e vindo até ele de todas as cidades, ele falou por parábola: Lc 8:4
Jesus passa a dirigir seu ensino mais aos realmente interessados em se tornarem filhos de Deus e, como discípulos (não apenas os Doze, mas todos – Mc 4.10), fazerem parte do seu Reino. Por isso, Jesus escolhe as metáforas e as parábolas para comunicar as grandes e surpreendentes verdades sobre o estilo de vida dos cidadãos do Reino (Mt 13.3; Mc 4.2). Embora as parábolas fossem histórias com fundos espirituais e morais fáceis de compreender, havia alguns elementos enigmáticos que careciam de esclarecimento. Essa era a maneira como Jesus filtrava e atraía para si apenas os mais interessados, aquelas pessoas que continuavam a segui-lo não apenas pelas curas milagrosas, mas para entender melhor sua mensagem, com todos os detalhes sobre como viver sob a plena direção de Deus. Nas parábolas, os inimigos de Jesus não conseguiram achar declarações claras e diretas para usar contra ele. A conhecida “parábola do semeador”, é uma das três histórias enigmáticas registradas em todos os evangelhos sinóticos (Mt 13:1 -23; Mc 4:1 -20). As outras são: “a do grão de mostarda” (Lc 13.19; Mt 13.31,32; Mc 4:30 -32) e da “vinha” (Lc 20:9 -19; Mt 21:33 -46; Mc 12:1 -12).
Jesus passa a dirigir seu ensino mais aos realmente interessados em se tornarem filhos de Deus e, como discípulos (não apenas os Doze, mas todos – Mc 4.10), fazerem parte do seu Reino. Por isso, Jesus escolhe as metáforas e as parábolas para comunicar as grandes e surpreendentes verdades sobre o estilo de vida dos cidadãos do Reino (Mt 13.3; Mc 4.2). Embora as parábolas fossem histórias com fundos espirituais e morais fáceis de compreender, havia alguns elementos enigmáticos que careciam de esclarecimento. Essa era a maneira como Jesus filtrava e atraía para si apenas os mais interessados, aquelas pessoas que continuavam a segui-lo não apenas pelas curas milagrosas, mas para entender melhor sua mensagem, com todos os detalhes sobre como viver sob a plena direção de Deus. Nas parábolas, os inimigos de Jesus não conseguiram achar declarações claras e diretas para usar contra ele. A conhecida “parábola do semeador”, é uma das três histórias enigmáticas registradas em todos os evangelhos sinóticos (Mt 13:1 -23; Mc 4:1 -20). As outras são: “a do grão de mostarda” (Lc 13.19; Mt 13.31,32; Mc 4:30 -32) e da “vinha” (Lc 20:9 -19; Mt 21:33 -46; Mc 12:1 -12).
5
Um semeador saiu a semear a sua semente; e enquanto ele semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; e foi pisada, e as aves do céu a devoraram.
8
E outra caiu em boa terra, e, crescendo, produziu fruto, a cento por um. Dizendo ele estas coisas, clamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Lc 8:8
A narração de Lucas é mais sucinta que a de Mateus (Lc 13.8), e a de Marcos (Lc 4.8). Entretanto, a lição central é a mesma: a quantidade da colheita depende da qualidade do terreno. Jesus exorta a todos que receberam capacidade espiritual para ouvir a voz de Deus, abram completamente seu entendimento e vivam como cidadãos do Reino, ainda que neste mundo materialista e injusto.
A narração de Lucas é mais sucinta que a de Mateus (Lc 13.8), e a de Marcos (Lc 4.8). Entretanto, a lição central é a mesma: a quantidade da colheita depende da qualidade do terreno. Jesus exorta a todos que receberam capacidade espiritual para ouvir a voz de Deus, abram completamente seu entendimento e vivam como cidadãos do Reino, ainda que neste mundo materialista e injusto.
10
E ele disse: A vós é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; mas aos outros por parábolas, para que vendo, eles não possam enxergar; e ouvindo, eles não possam compreender. Lc 8:10
Muitos ensinos e conceitos de vida transmitidos por Deus aos seres humanos são considerados – especialmente pelos incrédulos – como grandes enigmas e mistérios. Dependemos das misericórdias do Senhor para recebermos a correta e clara revelação da verdade (Mc 4.11; Ef 3:2 -5; 1Pe 1:10 -12). A citação de Isaías (Is 6.9), não quer dizer que há uma disposição divina de vetar o acesso ao conhecimento da verdade para algumas pessoas. Mas essa é simplesmente uma triste constatação: todos aqueles que não estiverem dispostos a receber e incorporar a mensagem de Jesus perceberão o quanto a verdade (o caminho da paz e da plena felicidade) escapou ao seu entendimento. E seu destino final fica subentendido na citação complementar de Mt 13.14,15 (veja também Mc 4.12).
Muitos ensinos e conceitos de vida transmitidos por Deus aos seres humanos são considerados – especialmente pelos incrédulos – como grandes enigmas e mistérios. Dependemos das misericórdias do Senhor para recebermos a correta e clara revelação da verdade (Mc 4.11; Ef 3:2 -5; 1Pe 1:10 -12). A citação de Isaías (Is 6.9), não quer dizer que há uma disposição divina de vetar o acesso ao conhecimento da verdade para algumas pessoas. Mas essa é simplesmente uma triste constatação: todos aqueles que não estiverem dispostos a receber e incorporar a mensagem de Jesus perceberão o quanto a verdade (o caminho da paz e da plena felicidade) escapou ao seu entendimento. E seu destino final fica subentendido na citação complementar de Mt 13.14,15 (veja também Mc 4.12).
12
E os que estão à beira do caminho são os que ouvem; então vem o diabo, e tira a palavra de seus corações, para não acontecer que, crendo, sejam salvos.
13
E aqueles sobre pedra são os que, ouvindo recebem a palavra com alegria; mas não têm raiz, os quais creem por algum tempo, e no tempo da tentação afastam-se. Lc 8:13
Denomina-se “Palavra de Deus” toda a mensagem proveniente diretamente do Senhor. O principal objetivo do Diabo, até o final dos tempos, será provar que Deus falhou em seus juízos e que a humanidade não quer nem precisa de Deus. O Diabo é o pai da mentira e da arrogância (uma forma de mentira), e por isso, embora saiba do seu final no lago do fogo eterno, juntamente com todos os seus correligionários, simpatizantes e “inocentes úteis” (aquelas pessoas que dizem que não se envolvem em religião, pois não matam, não roubam, e ajudam o próximo quando possível; consideram a si mesmas tão boas que não precisam de arrependimento, muito menos da salvação), não pode admitir que isso venha realmente a acontecer. O soberbo é também, espiritualmente, surdo e cego. Mas existe um outro tipo de pessoa, cujo coração (terreno para o plantio da Palavra) se anima com a mensagem de Jesus e com a amizade dos cristãos, e por algum tempo vive como crente. Entretanto sua fé é superficial e, portanto, não própria do salvo. É semelhante a fé que Tiago chama de “morta” (Lc 2.17,26) e “inútil” (Lc 2.20).
Denomina-se “Palavra de Deus” toda a mensagem proveniente diretamente do Senhor. O principal objetivo do Diabo, até o final dos tempos, será provar que Deus falhou em seus juízos e que a humanidade não quer nem precisa de Deus. O Diabo é o pai da mentira e da arrogância (uma forma de mentira), e por isso, embora saiba do seu final no lago do fogo eterno, juntamente com todos os seus correligionários, simpatizantes e “inocentes úteis” (aquelas pessoas que dizem que não se envolvem em religião, pois não matam, não roubam, e ajudam o próximo quando possível; consideram a si mesmas tão boas que não precisam de arrependimento, muito menos da salvação), não pode admitir que isso venha realmente a acontecer. O soberbo é também, espiritualmente, surdo e cego. Mas existe um outro tipo de pessoa, cujo coração (terreno para o plantio da Palavra) se anima com a mensagem de Jesus e com a amizade dos cristãos, e por algum tempo vive como crente. Entretanto sua fé é superficial e, portanto, não própria do salvo. É semelhante a fé que Tiago chama de “morta” (Lc 2.17,26) e “inútil” (Lc 2.20).
14
E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram, e indo adiante, são sufocados pelos cuidados e riquezas e deleites desta vida, e não dão fruto com perfeição.
15
Mas a da boa terra, estes são os que, tendo ouvido a palavra de coração sincero e bom, guardam-na e produzem fruto com perseverança. Lc 8:15
Há um coração e uma alma comparáveis à terra fértil e irrigada. O Senhor ressalta que só a perseverança na fé – mesmo em meio às lutas, derrotas e vitórias – é a marca do cristão, a prova da fé salvadora, que garante a vida eterna e proporciona os mais belos frutos em palavras e, sobretudo, em ações concretas (1Co 16:13 -14).
Há um coração e uma alma comparáveis à terra fértil e irrigada. O Senhor ressalta que só a perseverança na fé – mesmo em meio às lutas, derrotas e vitórias – é a marca do cristão, a prova da fé salvadora, que garante a vida eterna e proporciona os mais belos frutos em palavras e, sobretudo, em ações concretas (1Co 16:13 -14).
16
Nenhum homem, acendendo uma candeia, a cobre com um vaso, ou a põe debaixo da cama; mas a coloca no castiçal, para que os que entram vejam a luz. Lc 8:16
Jesus estimula seus discípulos a proclamarem a verdade em todas as partes (Lc 11.33; 12.2; Mt 5.15). A luz corresponde à semente (Lc 8.11), que é a Palavra de Deus. A pessoa que irradia a luz do Evangelho – através de uma conduta exemplar e pela comunicação dos princípios bíblicos – cumpre bem seu propósito. Entretanto, para manter uma vida reluzente é fundamental: ouvir e obedecer (Lc 8.41).
Jesus estimula seus discípulos a proclamarem a verdade em todas as partes (Lc 11.33; 12.2; Mt 5.15). A luz corresponde à semente (Lc 8.11), que é a Palavra de Deus. A pessoa que irradia a luz do Evangelho – através de uma conduta exemplar e pela comunicação dos princípios bíblicos – cumpre bem seu propósito. Entretanto, para manter uma vida reluzente é fundamental: ouvir e obedecer (Lc 8.41).
17
Porque não há nada em secreto, que não será manifesto; nem alguma coisa oculta, que não se tornará conhecido e venha à luz.
18
Fique atento, pois, como ouvis; porque aquele que tem, a ele será dado; e aquele que não tem, até o que parece ter lhe será tomado. Lc 8:18
A verdade (semente) não assimilada, e, portanto, não colocada em prática no dia-a-dia será perdida. E mais, tudo quanto foi conquistado, porém sem a compreensão da verdade, igualmente se perderá (Lc 19.26). Os discípulos deveriam dar toda a atenção à prática da Palavra de Deus, não apenas para si próprios, mas especialmente por causa daqueles que estão perdidos e precisam da graça do maravilhoso conhecimento do Senhor em suas vidas (Mc 4.24; Tg 1:19 -22).
A verdade (semente) não assimilada, e, portanto, não colocada em prática no dia-a-dia será perdida. E mais, tudo quanto foi conquistado, porém sem a compreensão da verdade, igualmente se perderá (Lc 19.26). Os discípulos deveriam dar toda a atenção à prática da Palavra de Deus, não apenas para si próprios, mas especialmente por causa daqueles que estão perdidos e precisam da graça do maravilhoso conhecimento do Senhor em suas vidas (Mc 4.24; Tg 1:19 -22).
19
Então, foram ter com ele sua mãe e seus irmãos, e não podiam aproximar-se dele, por causa do aperto. Lc 8:19
Alguns estudiosos questionam o fato de Jesus haver tido irmãos consangüíneos, filhos de Maria, sua mãe. Contudo as provas são incontestes neste caso (Mc 6.3). Entretanto, nem o mais estreito parentesco humano é maior e mais importante do que a filiação de uma pessoa a Deus e seus relacionamentos dentro da família de Cristo. Por isso, os cristãos costumam se chamar de “irmãos” (Mc 3.21,31,32; Jo 7.5).
Alguns estudiosos questionam o fato de Jesus haver tido irmãos consangüíneos, filhos de Maria, sua mãe. Contudo as provas são incontestes neste caso (Mc 6.3). Entretanto, nem o mais estreito parentesco humano é maior e mais importante do que a filiação de uma pessoa a Deus e seus relacionamentos dentro da família de Cristo. Por isso, os cristãos costumam se chamar de “irmãos” (Mc 3.21,31,32; Jo 7.5).
21
E, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são estes que ouvem a palavra de Deus, e a praticam.
22
Ora, aconteceu um certo dia que, ele entrou no barco com seus discípulos, e disse- lhes: Vamos para o outro lado do lago. E eles velejaram.
23
Mas, enquanto navegavam, ele adormeceu; e desceu uma tempestade de vento sobre o lago, e enchiam-se de água, estando em perigo.
24
E, chegando-se a ele, o acordaram, dizendo: Mestre, Mestre, estamos perecendo. E ele, levantando- se, repreendeu o vento e a fúria da água; e eles cessaram, e houve calmaria.
25
E ele disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Que tipo de homem é este, que ordena até aos ventos e à água, e eles lhe obedecem? Lc 8:25
Jesus notou a participação das forças malignas naquela tempestade inusitada, exatamente quando ele e seus discípulos rumavam para a terra dos gerasenos (gadarenos ou ainda gergesenos). Um povo gentio, que vivia isolado, e que tinha como fonte de renda a criação de porcos, animal considerado impuro pelos judeus em todos os sentidos. Com esse milagre, Jesus confirma mais uma vez, seu poder sobre todas as forças impessoais. Ele as criou e as controla (Jo 1.3; Cl 1.17). “Onde está a vossa fé?” Se estiver depositada em uma capacidade ou criação humana, como um bom barco com navegadores experientes, por exemplo, poderá afundar. Se estiver na dedicação e nas obras morais e beneficentes, com certeza, as forças contrárias serão maiores. Entretanto, se estiver firmada em Cristo: tranqüilize-se e comece a desfrutar da bonança (Ef 2.8,9).
Jesus notou a participação das forças malignas naquela tempestade inusitada, exatamente quando ele e seus discípulos rumavam para a terra dos gerasenos (gadarenos ou ainda gergesenos). Um povo gentio, que vivia isolado, e que tinha como fonte de renda a criação de porcos, animal considerado impuro pelos judeus em todos os sentidos. Com esse milagre, Jesus confirma mais uma vez, seu poder sobre todas as forças impessoais. Ele as criou e as controla (Jo 1.3; Cl 1.17). “Onde está a vossa fé?” Se estiver depositada em uma capacidade ou criação humana, como um bom barco com navegadores experientes, por exemplo, poderá afundar. Se estiver na dedicação e nas obras morais e beneficentes, com certeza, as forças contrárias serão maiores. Entretanto, se estiver firmada em Cristo: tranqüilize-se e comece a desfrutar da bonança (Ef 2.8,9).
27
E, quando ele desembarcou, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que desde muito tempo estava possesso de demônios, e não usava roupas, nem habitava em alguma casa, mas nos sepulcros. Lc 8:27
Mateus faz referência a dois endemoninhados (Mt 8.28). Entretanto, Marcos e Lucas ressaltam a ação daquele que se adiantou para interagir com Jesus (Mc 5.2). Esses homens, vítimas do domínio absoluto do demônio, foram ao encontro de Jesus para maltratá-lo, no entanto, ao se aproximarem do Filho de Deus, prostraram-se diante do poder do Altíssimo e lhe suplicaram por misericórdia. Essas pessoas atormentadas viviam ainda mais isoladas, em lugares desolados que serviam de cemitérios (Mc 5.3).
Mateus faz referência a dois endemoninhados (Mt 8.28). Entretanto, Marcos e Lucas ressaltam a ação daquele que se adiantou para interagir com Jesus (Mc 5.2). Esses homens, vítimas do domínio absoluto do demônio, foram ao encontro de Jesus para maltratá-lo, no entanto, ao se aproximarem do Filho de Deus, prostraram-se diante do poder do Altíssimo e lhe suplicaram por misericórdia. Essas pessoas atormentadas viviam ainda mais isoladas, em lugares desolados que serviam de cemitérios (Mc 5.3).
28
Mas, vendo a Jesus, gritando, caiu diante dele, e disse em alta voz: O que tenho eu para fazer contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Eu suplico-te que não me atormentes.
29
(Porque tinha ordenado ao espírito imundo que saísse daquele homem. Porque frequentemente se apoderara dele; e guardavam- no preso, com correntes e cadeias; e, quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos).
30
E Jesus perguntou-lhe, dizendo: Qual é o teu nome? E ele disse: Legião; porque muitos demônios haviam entrado nele. Lc 8:30
Os gentios, em geral, se referiam ao Senhor como “Deus Altíssimo” (Lc 1.24,32; 4.34; Gn 14.19; Atos 16.17). O reino de Satanás não tem absolutamente nada em comum com o Reino de Deus (Lc 11:14 -22), por isso o questionamento dos demônios, haja vista que eles dominavam aquela região e, mais especificamente, aqueles homens. Jesus pergunta o nome do homem com quem está falando, mas quem responde é “Legião” (palavra usada para identificar uma corporação romana com até 6000 soldados), o chefe de uma multidão de demônios que havia tomado o corpo daquela pessoa; numa demonstração clara de posse e comando daquela vida, cuja própria identidade havia sido confiscada.
Os gentios, em geral, se referiam ao Senhor como “Deus Altíssimo” (Lc 1.24,32; 4.34; Gn 14.19; Atos 16.17). O reino de Satanás não tem absolutamente nada em comum com o Reino de Deus (Lc 11:14 -22), por isso o questionamento dos demônios, haja vista que eles dominavam aquela região e, mais especificamente, aqueles homens. Jesus pergunta o nome do homem com quem está falando, mas quem responde é “Legião” (palavra usada para identificar uma corporação romana com até 6000 soldados), o chefe de uma multidão de demônios que havia tomado o corpo daquela pessoa; numa demonstração clara de posse e comando daquela vida, cuja própria identidade havia sido confiscada.
32
E havia ali uma manada de muitos porcos pastando no monte; e pediram-lhe que lhes permitisse entrar neles; e ele lho permitiu.
33
Então, os demônios saindo do homem, entraram nos porcos; e a manada correu violentamente a um lugar íngreme para o lago, e se afogaram.
34
E aqueles que os alimentavam, vendo o que havia acontecido, fugiram e foram e contaram-no na cidade e nos campos. Lc 8:34
O Abismo (lugar de confinamento de Satanás e dos espíritos malignos), sempre será o destino final dos demônios e das almas incrédulas (Ap 9.1; 20.3). O desejo invejoso de Satanás é controlar a vida dos seres humanos, e isso ele buscará de todas as maneiras até o final dos tempos. A criação de porcos era uma atividade econômica expressamente proibida pela Lei de Deus em todo o território israelense (Lv 11:7 -8). Entretanto, essa região, pertencia a Decápolis, território predominantemente gentílico. Os demônios e a população do lugar perceberam que Jesus e suas palavras e maravilhas poderiam alterar todo o modus vivendi (modo de vida) da cidade. Contudo, não foi Jesus quem matou os porcos, mas sim os próprios demônios, que no ímpeto de se afastarem da santidade de Deus, para dominar e destruir desvairadamente, voltaram para o abismo e se afogaram no lago. Uma clara ilustração do Juízo final.
O Abismo (lugar de confinamento de Satanás e dos espíritos malignos), sempre será o destino final dos demônios e das almas incrédulas (Ap 9.1; 20.3). O desejo invejoso de Satanás é controlar a vida dos seres humanos, e isso ele buscará de todas as maneiras até o final dos tempos. A criação de porcos era uma atividade econômica expressamente proibida pela Lei de Deus em todo o território israelense (Lv 11:7 -8). Entretanto, essa região, pertencia a Decápolis, território predominantemente gentílico. Os demônios e a população do lugar perceberam que Jesus e suas palavras e maravilhas poderiam alterar todo o modus vivendi (modo de vida) da cidade. Contudo, não foi Jesus quem matou os porcos, mas sim os próprios demônios, que no ímpeto de se afastarem da santidade de Deus, para dominar e destruir desvairadamente, voltaram para o abismo e se afogaram no lago. Uma clara ilustração do Juízo final.
35
Então, eles saíram para ver o que tinha acontecido, e vieram a Jesus, e encontraram o homem de quem haviam saído os demônios assentado aos pés de Jesus, vestido e em perfeito juízo, e eles ficaram com medo.
36
E também os que tinham visto aquilo, contaram- lhes como o possuído por demônios havia sido curado. Lc 8:36
O termo grego original: esõthe, é muito rico em significados paralelos, podendo ser traduzido como: “salvar”; “curar”; “resgatar” e “libertar”. É a mesma expressão usada várias vezes no NT para descrever o novo relacionamento de ser humano “resgatado” por Deus. No verso 48 temos um sentido duplo: salvação em relação à morte física e espiritual.
O termo grego original: esõthe, é muito rico em significados paralelos, podendo ser traduzido como: “salvar”; “curar”; “resgatar” e “libertar”. É a mesma expressão usada várias vezes no NT para descrever o novo relacionamento de ser humano “resgatado” por Deus. No verso 48 temos um sentido duplo: salvação em relação à morte física e espiritual.
37
Então, toda a multidão da terra ao redor dos gadarenos pediu-lhe para que se afastasse deles, porque estavam tomados por grande temor; e entrando ele no barco, retornou.
38
E o homem de quem haviam saído os demônios, lhe pedia para que pudesse estar com ele, mas Jesus o mandou embora, dizendo:
39
Retorna para a tua própria casa, e mostra quão grandes coisas Deus fez por ti. E ele foi pelo seu caminho, publicando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe fizera. Lc 8:39
Contraste entre o pedido dos gerasenos e do homem liberto. A população valorizou os bens materiais acima dos espirituais. Ficaram com medo de perder sua fonte de renda, segurança e da destruição que Jesus poderia promover na cidade. E preferiram permanecer oprimidos pelas forças malignas. O geraseno, salvo e curado, reconheceu em Jesus o Filho de Deus e a fonte da vida; valorizou sua salvação acima de todos os bens, e teve pavor de voltar à vida antiga. Em seu coração, disposto a seguir e servir a Deus, aceitou com alegria a orientação missionária de Jesus e, a caminho de casa, pregou o evangelho em várias cidades por toda Decápolis (liga das cidades livres, localizadas além do rio Jordão, caracterizadas pelo alto nível de cultura grega, portanto, gentios).
Contraste entre o pedido dos gerasenos e do homem liberto. A população valorizou os bens materiais acima dos espirituais. Ficaram com medo de perder sua fonte de renda, segurança e da destruição que Jesus poderia promover na cidade. E preferiram permanecer oprimidos pelas forças malignas. O geraseno, salvo e curado, reconheceu em Jesus o Filho de Deus e a fonte da vida; valorizou sua salvação acima de todos os bens, e teve pavor de voltar à vida antiga. Em seu coração, disposto a seguir e servir a Deus, aceitou com alegria a orientação missionária de Jesus e, a caminho de casa, pregou o evangelho em várias cidades por toda Decápolis (liga das cidades livres, localizadas além do rio Jordão, caracterizadas pelo alto nível de cultura grega, portanto, gentios).
40
E aconteceu que, ao retornar Jesus, a multidão o recebeu com alegria; porque todos o estavam esperando.
41
E eis que veio um homem chamado Jairo, que era um governante da sinagoga; e, prostrando- se aos pés de Jesus, pedia-lhe que fosse à sua casa;
42
porque ele tinha uma filha única, de cerca de doze anos, que estava à morte. Mas, enquanto ele ia, as multidões o apertavam.
43
E uma mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos, e gastara todos os seus sustentos com médicos, e não pôde ser curada por ninguém,
44
chegando por detrás dele, tocou na orla da sua veste, e imediatamente estancou o fluxo do seu sangue.
45
E disse Jesus: Quem me tocou? Quando todos negavam, Pedro e os que estavam com ele disseram: Mestre, a multidão te aperta e te pressiona, e dizes: Quem me tocou?
47
Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, ela veio tremendo, e prostrando- se diante dele, declarou-lhe perante todo o povo a causa por que lhe havia tocado, e como ela fora curada imediatamente.
48
E ele lhe disse: Filha, tem bom ânimo, a tua fé te sarou; vai em paz. Lc 8:48
Uma hemorragia crônica (fluxo de sangue) havia tirado a saúde e excluído aquela mulher da sociedade (tornando-a impura segundo a Lei – Lv 15:19 -30), por doze anos (Mt 5.26). Jesus sente e abençoa a fé demonstrada por ela, curando sua enfermidade, e a restituindo ao convívio familiar e social através do testemunho público. Para uma pessoa que passou tanto tempo sendo desprezada e humilhada, Jesus reserva uma palavra especial: “filha”, expressão de ternura que não aparece em nenhuma outra citação de Jesus nos evangelhos. É a confiança na esperança (Jesus) que produz a ação (Lc 17.19), e uma paz que independe das circunstâncias (Lc 7.50).
Uma hemorragia crônica (fluxo de sangue) havia tirado a saúde e excluído aquela mulher da sociedade (tornando-a impura segundo a Lei – Lv 15:19 -30), por doze anos (Mt 5.26). Jesus sente e abençoa a fé demonstrada por ela, curando sua enfermidade, e a restituindo ao convívio familiar e social através do testemunho público. Para uma pessoa que passou tanto tempo sendo desprezada e humilhada, Jesus reserva uma palavra especial: “filha”, expressão de ternura que não aparece em nenhuma outra citação de Jesus nos evangelhos. É a confiança na esperança (Jesus) que produz a ação (Lc 17.19), e uma paz que independe das circunstâncias (Lc 7.50).
49
Enquanto ele ainda falava, veio alguém da casa do governante da sinagoga, dizendo: A tua filha está morta; não incomodes o Mestre. Lc 8:49
Jairo (nome que significa em hebraico: “Deus dará luz”), era responsável pela sinagoga local e um homem piedoso. Aparentemente o atraso de Jesus em socorrer a filha de Jairo cooperou para sua morte. Incidente semelhante ocorreu com Lázaro, um grande amigo de Jesus (Jo 11.5,6). Esses são dois grandes temores humanos: o tempo e a morte. Para Deus, entretanto, estes aspectos limitantes da vida não existem. A razão nos encoraja a crer no possível; a experiência afirma que ninguém voltou do lugar dos mortos revelando detalhes sobre esse caminho (Lc 16.30); as emoções nos fazem sentir preocupados e assustados em relação à morte (Sl 55.4). Mas Jesus nos afirma que confiando (confiança é a palavra hebraica para fé) nele, como nossa única e suficiente esperança, testemunharemos que o finis da morte (o final de tudo) se transforma no prelúdio da vida verdadeira: plena e eterna (Jo 11.25).
Jairo (nome que significa em hebraico: “Deus dará luz”), era responsável pela sinagoga local e um homem piedoso. Aparentemente o atraso de Jesus em socorrer a filha de Jairo cooperou para sua morte. Incidente semelhante ocorreu com Lázaro, um grande amigo de Jesus (Jo 11.5,6). Esses são dois grandes temores humanos: o tempo e a morte. Para Deus, entretanto, estes aspectos limitantes da vida não existem. A razão nos encoraja a crer no possível; a experiência afirma que ninguém voltou do lugar dos mortos revelando detalhes sobre esse caminho (Lc 16.30); as emoções nos fazem sentir preocupados e assustados em relação à morte (Sl 55.4). Mas Jesus nos afirma que confiando (confiança é a palavra hebraica para fé) nele, como nossa única e suficiente esperança, testemunharemos que o finis da morte (o final de tudo) se transforma no prelúdio da vida verdadeira: plena e eterna (Jo 11.25).
51
E, ele entrando na casa, não permitiu que nenhum homem entrasse, senão a Pedro, e a Tiago, e a João, e ao pai e a mãe da menina.
52
E todos choravam, e a pranteavam; mas ele disse: Não choreis; ela não está morta, mas dorme. Lc 8:52
Jesus faz uma grande diferença entre a morte eterna e o estado de descanso temporário da alma, fora do corpo, enquanto aguarda a volta de Cristo, e o final da era humana como a conhecemos hoje. A morte para Jesus é o estado de eterno banimento da comunhão e das misericórdias de Deus. Destino este reservado para Satanás, seus anjos e todos aqueles que rejeitarem a graça salvadora do Senhor durante suas vidas. Sendo assim, Jesus adverte a Jairo de que sua filha não estava (permanentemente) morta. Mas, como ocorre com “os mortos no Senhor”, estava “adormecida” ou “descansando” (1Ts 4.13), na expectativa da ressurreição. Jesus demonstra a veracidade das suas palavras, despertando a menina da morte, concedendo-lhe uma ressurreição antes da ressurreição definitiva, e comprovando, uma vez mais, que para Deus não há impossíveis (Mt 5.38; Jo 11:11 -14).
Jesus faz uma grande diferença entre a morte eterna e o estado de descanso temporário da alma, fora do corpo, enquanto aguarda a volta de Cristo, e o final da era humana como a conhecemos hoje. A morte para Jesus é o estado de eterno banimento da comunhão e das misericórdias de Deus. Destino este reservado para Satanás, seus anjos e todos aqueles que rejeitarem a graça salvadora do Senhor durante suas vidas. Sendo assim, Jesus adverte a Jairo de que sua filha não estava (permanentemente) morta. Mas, como ocorre com “os mortos no Senhor”, estava “adormecida” ou “descansando” (1Ts 4.13), na expectativa da ressurreição. Jesus demonstra a veracidade das suas palavras, despertando a menina da morte, concedendo-lhe uma ressurreição antes da ressurreição definitiva, e comprovando, uma vez mais, que para Deus não há impossíveis (Mt 5.38; Jo 11:11 -14).
55
E o seu espírito voltou, e ela se levantou imediatamente; e ele o ordenou que lhe dessem de comer.
56
E seus pais ficaram admirados; mas ele ordenou-lhes que a nenhum homem contassem o que havia acontecido. Lc 8:56
Jesus sempre se preocupou com a maneira como as pessoas o estavam recebendo, bem como a sua mensagem. Ele não queria que o povo o seguisse de forma utilitarista, ou seja, somente a troco dos benefícios físicos que Ele proporcionava aos que nele criam: saúde física e emocional, libertação dos demônios, segurança, alimentação (Jo 6.26) e até ressurreição. Pois todos querem ir para o céu, mas ninguém deseja morrer (Lc 9.24). Desde a Criação no Éden, o plano de Deus é que o ser humano lhe fosse um amigo leal, adorando-o como seu Criador e Pai. Uma comunhão que resulta em glória a Deus (Jo 5.44; Fp 3.11).
Jesus sempre se preocupou com a maneira como as pessoas o estavam recebendo, bem como a sua mensagem. Ele não queria que o povo o seguisse de forma utilitarista, ou seja, somente a troco dos benefícios físicos que Ele proporcionava aos que nele criam: saúde física e emocional, libertação dos demônios, segurança, alimentação (Jo 6.26) e até ressurreição. Pois todos querem ir para o céu, mas ninguém deseja morrer (Lc 9.24). Desde a Criação no Éden, o plano de Deus é que o ser humano lhe fosse um amigo leal, adorando-o como seu Criador e Pai. Uma comunhão que resulta em glória a Deus (Jo 5.44; Fp 3.11).