Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Luk 7Config
2
E o servo de um certo centurião, que era querido para ele, estava doente, prestes a morrer. Lc 7:2
Um centurião era um oficial militar romano, em geral, responsável por um grupamento igual ou superior a 100 soldados. O NT cita alguns centuriões notáveis, como esse homem de fé apresentado por Lucas (Atos 10.2; 23.17,18; 27.43). Embora gentio, os próprios líderes judeus admiravam sua honradez, cooperação e sensibilidade (Lc 7.5,6).
Um centurião era um oficial militar romano, em geral, responsável por um grupamento igual ou superior a 100 soldados. O NT cita alguns centuriões notáveis, como esse homem de fé apresentado por Lucas (Atos 10.2; 23.17,18; 27.43). Embora gentio, os próprios líderes judeus admiravam sua honradez, cooperação e sensibilidade (Lc 7.5,6).
3
E ele quando ouviu falar de Jesus, enviou- lhe os anciãos dos judeus, suplicando- lhe que viesse curar o seu servo.
4
E, chegando eles junto de Jesus, suplicavam- lhe com instância, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto;
6
Então, Jesus foi com eles. E quando já estava perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes; porque eu não sou digno de que tu entres debaixo do meu telhado;
7
e por isso nem eu considerei-me digno de ir a ti, mas dize uma palavra, e o meu servo será curado.
8
Porque eu também sou homem sob autoridade, e tenho soldados sob mim, e eu digo a um: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Lc 7:8
A fé que opera milagres, como a demonstrada por esse oficial romano, tem os seguintes componentes básicos: parte de um coração profundamente humilde, consciente da sua insignificância e pecado, da santidade e do poder de Deus. É uma fé pura, que não precisa da presença física de Jesus nem, muito menos, de outros elementos, mas apenas da sua Palavra (Tg 5:15 -18). Também não se restringe a qualquer nacionalidade, cor ou raça. Lucas nos revela que a fé do gentio foi não apenas aceitável, mas elogiada pelo Senhor.
A fé que opera milagres, como a demonstrada por esse oficial romano, tem os seguintes componentes básicos: parte de um coração profundamente humilde, consciente da sua insignificância e pecado, da santidade e do poder de Deus. É uma fé pura, que não precisa da presença física de Jesus nem, muito menos, de outros elementos, mas apenas da sua Palavra (Tg 5:15 -18). Também não se restringe a qualquer nacionalidade, cor ou raça. Lucas nos revela que a fé do gentio foi não apenas aceitável, mas elogiada pelo Senhor.
9
Quando Jesus ouviu essas coisas, maravilhou- se dele, e voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos, eu não encontrei tão grande fé, não, não em Israel.
10
E retornando para casa os que haviam sido enviados, encontraram são o servo que estivera enfermo. Lc 7:10
Em apenas duas ocasiões o NT registra que Jesus se admirou: nesta passagem - devido à fé que observou em um gentio - e, em Nazaré, por causa da incredulidade de muitos dos seus amigos e parentes judeus (Mc 6.6).
Em apenas duas ocasiões o NT registra que Jesus se admirou: nesta passagem - devido à fé que observou em um gentio - e, em Nazaré, por causa da incredulidade de muitos dos seus amigos e parentes judeus (Mc 6.6).
11
E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão. Lc 7:11
Naim localizava-se a cerca de três quilômetros, o oeste de En-Dot, aproximadamente a um dia de viagem, a pé, de Cafarnaum.
Naim localizava-se a cerca de três quilômetros, o oeste de En-Dot, aproximadamente a um dia de viagem, a pé, de Cafarnaum.
12
Ora, quando ele chegou perto da porta da cidade, eis que ali um homem morto era carregado para fora, filho único de sua mãe, que era viúva; e uma grande multidão estava com ela.
13
E, vendo-a, o Senhor se compadeceu dela, e disse-lhe: Não chores. Lc 7:13
O vocábulo grego usado aqui para se referir ao Senhor é kurios. O único com poder para extinguir toda a tristeza e dor dos nossos corações, e expulsar a morte de nossas almas (1Co 15:55 -57). O Senhor é movido pelo amor e por sua compaixão em relação à morte do ser humano. Jesus sabia que o ente humano fora criado para viver eternamente em harmonia com Deus; e, por isso, várias vezes, demonstra sua dor e indignação em relação à morte.
O vocábulo grego usado aqui para se referir ao Senhor é kurios. O único com poder para extinguir toda a tristeza e dor dos nossos corações, e expulsar a morte de nossas almas (1Co 15:55 -57). O Senhor é movido pelo amor e por sua compaixão em relação à morte do ser humano. Jesus sabia que o ente humano fora criado para viver eternamente em harmonia com Deus; e, por isso, várias vezes, demonstra sua dor e indignação em relação à morte.
14
E, chegando-se, tocou o esquife; e os que o levavam pararam. E ele disse: Jovem, digo- te: Levanta-te.
15
E o que estivera morto sentou-se, e começou a falar. E ele entregou-o à sua mãe. Lc 7:15
Conforme a tradição judaica, o jovem morto estava sendo conduzido num tipo de caixão aberto. Essa é a primeira de três ocasiões citadas nos evangelhos em que Jesus ressuscitou alguém, as demais são: a filha de Jairo (Lc 8:40 -56), e seu amigo Lázaro (Jo 11:38 -44). Quadrato, pensador e historiador, que viveu no ano 125 d.C, em suas cartas a Adriano, relata o fato de que algumas das pessoas curadas e ressuscitadas por Jesus ainda viviam em seu tempo e davam testemunho do Senhor. Curiosamente, vários milagres de ressurreição de mortos narrados na Bíblia, ocorreram devido à participação de mulheres de fé, humildes, corajosas e piedosas (1Rs 17.23; 2Rs 4.36; Jo 11.22,32; Atos 9.41; Hb 11.35).
Conforme a tradição judaica, o jovem morto estava sendo conduzido num tipo de caixão aberto. Essa é a primeira de três ocasiões citadas nos evangelhos em que Jesus ressuscitou alguém, as demais são: a filha de Jairo (Lc 8:40 -56), e seu amigo Lázaro (Jo 11:38 -44). Quadrato, pensador e historiador, que viveu no ano 125 d.C, em suas cartas a Adriano, relata o fato de que algumas das pessoas curadas e ressuscitadas por Jesus ainda viviam em seu tempo e davam testemunho do Senhor. Curiosamente, vários milagres de ressurreição de mortos narrados na Bíblia, ocorreram devido à participação de mulheres de fé, humildes, corajosas e piedosas (1Rs 17.23; 2Rs 4.36; Jo 11.22,32; Atos 9.41; Hb 11.35).
16
E a todos sobreveio o temor, e eles glorificavam a Deus, dizendo: Que um grande profeta se levantou entre nós, e que Deus visitou o seu povo.
17
E este rumor sobre ele se espalhou por toda a Judeia, e por toda a região ao redor. Lc 7:17
Por mais de 400 anos o povo de Israel esperou pelo Messias prometido. João surge, vindo das regiões desérticas, com poder e unção de Deus para anunciar a chegada do Messias. Diante dos inúmeros milagres de Jesus por toda a Palestina, e de sua palavra e autoridade espiritual, as multidões começam a aclamá-lo como o Ungido (o Cristo), reconhecendo a presença de Deus em Israel após gerações e gerações de silêncio.
Por mais de 400 anos o povo de Israel esperou pelo Messias prometido. João surge, vindo das regiões desérticas, com poder e unção de Deus para anunciar a chegada do Messias. Diante dos inúmeros milagres de Jesus por toda a Palestina, e de sua palavra e autoridade espiritual, as multidões começam a aclamá-lo como o Ungido (o Cristo), reconhecendo a presença de Deus em Israel após gerações e gerações de silêncio.
19
E João, chamando a si dois dos seus discípulos, enviou-os a Jesus, dizendo: És tu aquele que deveria vir, ou devemos aguardar por outro? Lc 7:19
João estava no cárcere por ter colocado sua lealdade ao Senhor e sinceridade quanto à sua missão muito acima da subserviência aos poderosos desta terra. Estava preocupado e ansioso para ver o Messias, a quem anunciara durante toda a sua vida, e continuaria a fazer através dos seus discípulos, libertar Israel e estabelecer seu Reino.
João estava no cárcere por ter colocado sua lealdade ao Senhor e sinceridade quanto à sua missão muito acima da subserviência aos poderosos desta terra. Estava preocupado e ansioso para ver o Messias, a quem anunciara durante toda a sua vida, e continuaria a fazer através dos seus discípulos, libertar Israel e estabelecer seu Reino.
20
Quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João, o Batista, enviou-nos, dizendo: És tu aquele que deveria vir, ou devemos aguardar por outro?
21
E, na mesma hora, ele curou a muitos de suas enfermidades, e males, e espíritos malignos, e a muitos que eram cegos ele deu a visão.
22
Então, Jesus respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes, que os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres é pregado o evangelho.
23
E abençoado é aquele que não se ofender em mim. Lc 7:23
Jesus respondeu para seu querido amigo João de maneira que ele, como profeta, entenderia bem e não teria qualquer dúvida: através dos sinais e maravilhas que os profetas do AT haviam dito que acompanhariam o Messias (Is 29:18 -21; 35.5,6; 61.1 e Lc 4.18). Em nossos dias, essa confirmação é obra da fé, e entra em nossa alma com o Espírito Santo, quando – humildemente – aceitamos a Palavra de Deus e recebemos a Cristo em nossos corações sem restrições. Jesus exorta a João e aos discípulos dele a não duvidarem e com isso se “escandalizarem” (nos originais gregos: skandalizõ). O sentido original desta palavra tem a ver com a ação das gaiolas para caçar passarinhos, “skandalon” é exatamente o mecanismo que dispara o alçapão e prende o pássaro. Jesus receava que o tempo e a distância pudessem servir de “laço” skandalon para que seus amados amigos caíssem na terrível e fatal armadilha da dúvida e do desânimo.
Jesus respondeu para seu querido amigo João de maneira que ele, como profeta, entenderia bem e não teria qualquer dúvida: através dos sinais e maravilhas que os profetas do AT haviam dito que acompanhariam o Messias (Is 29:18 -21; 35.5,6; 61.1 e Lc 4.18). Em nossos dias, essa confirmação é obra da fé, e entra em nossa alma com o Espírito Santo, quando – humildemente – aceitamos a Palavra de Deus e recebemos a Cristo em nossos corações sem restrições. Jesus exorta a João e aos discípulos dele a não duvidarem e com isso se “escandalizarem” (nos originais gregos: skandalizõ). O sentido original desta palavra tem a ver com a ação das gaiolas para caçar passarinhos, “skandalon” é exatamente o mecanismo que dispara o alçapão e prende o pássaro. Jesus receava que o tempo e a distância pudessem servir de “laço” skandalon para que seus amados amigos caíssem na terrível e fatal armadilha da dúvida e do desânimo.
24
E quando os mensageiros de João partiram, ele começou a falar à multidão acerca de João: O que fostes ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento?
25
Mas o que fostes ver? Um homem trajado de roupas finas? Eis que aqueles que vestem roupas esplêndidas, e vivem delicadamente estão nos tribunais reais.
27
Este é ele, de quem está escrito: Eis que eu envio o meu mensageiro diante da tua face, que preparará diante de ti o teu caminho.
28
E eu vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há maior profeta do que João, o Batista; mas aquele que é o menor no reino de Deus é maior do que ele. Lc 7:28
Jesus explica aos seus discípulos e à multidão quem era João, pois muitos o achavam apenas um pregador excêntrico. Mas, Jesus faz isso de maneira muito especial. Começa perguntando o que as multidões tinham ido fazer no deserto. O povo tinha ido ouvir a palavra de João e, muitos, arrependidos, já haviam passado pelo batismo. Jesus informa que ele era autêntico e corajoso, como os maiores profetas de Deus. Não era uma vareta que se move ao sabor do vento das vontades de ninguém (Mt 14:3 -5), nem tampouco um lacaio dos aristocratas; era um homem simples, talhado pela vida dura do deserto, onde havia se disciplinado ao extremo, e ensinava a todos quantos estavam afastados da santidade de Deus e necessitavam desesperadamente de arrependimento e salvação. Jesus conclui declarando que João era aquele a quem Malaquias anunciara há mais de 400 anos (Ml 3.1). Mais que um profeta, pois foi o precursor imediato de Cristo. Pregou sobre Ele e sua vinda e O revelou ao mundo. Jesus, entretanto, salienta que os nascidos de novo (Jo 3:1 -21), gozam do direito de serem Filhos de Deus (Jo 1.12). E isso faz com que, o menor deles, seja maior do que qualquer membro da Antiga Aliança, da qual João foi o último e magnífico profeta.
Jesus explica aos seus discípulos e à multidão quem era João, pois muitos o achavam apenas um pregador excêntrico. Mas, Jesus faz isso de maneira muito especial. Começa perguntando o que as multidões tinham ido fazer no deserto. O povo tinha ido ouvir a palavra de João e, muitos, arrependidos, já haviam passado pelo batismo. Jesus informa que ele era autêntico e corajoso, como os maiores profetas de Deus. Não era uma vareta que se move ao sabor do vento das vontades de ninguém (Mt 14:3 -5), nem tampouco um lacaio dos aristocratas; era um homem simples, talhado pela vida dura do deserto, onde havia se disciplinado ao extremo, e ensinava a todos quantos estavam afastados da santidade de Deus e necessitavam desesperadamente de arrependimento e salvação. Jesus conclui declarando que João era aquele a quem Malaquias anunciara há mais de 400 anos (Ml 3.1). Mais que um profeta, pois foi o precursor imediato de Cristo. Pregou sobre Ele e sua vinda e O revelou ao mundo. Jesus, entretanto, salienta que os nascidos de novo (Jo 3:1 -21), gozam do direito de serem Filhos de Deus (Jo 1.12). E isso faz com que, o menor deles, seja maior do que qualquer membro da Antiga Aliança, da qual João foi o último e magnífico profeta.
29
E todo o povo que o ouviu e os publicanos, tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus. Lc 7:29
A palavra de Jesus produziu em todas as pessoas e, particularmente, nos coletores de impostos, o reconhecimento dos seus erros e, ao mesmo tempo, da Graça Salvadora de Deus. Havendo sido justificados, se submeteram de bom grado aos princípios da Palavra e ao ensino de João.
A palavra de Jesus produziu em todas as pessoas e, particularmente, nos coletores de impostos, o reconhecimento dos seus erros e, ao mesmo tempo, da Graça Salvadora de Deus. Havendo sido justificados, se submeteram de bom grado aos princípios da Palavra e ao ensino de João.
30
Mas os fariseus e os intérpretes da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele. Lc 7:30
“Doutores ou peritos” da lei foi a maneira como Lucas se referiu aos escribas e mestres da lei, que muitas vezes também pertenciam ao partido dos fariseus (Lc 5.17; 10.35,37: 11.45,52; 14.3 e em Mt 22.35). Esses teólogos e juristas judeus, que tiveram o privilégio de ouvir esse sermão diretamente dos lábios de Jesus, não conseguiram perceber que aquela Palavra de Deus era dirigida a eles, e demonstraram que o livre arbítrio capacita o homem a anular o propósito divino de conceder-lhe a salvação.
“Doutores ou peritos” da lei foi a maneira como Lucas se referiu aos escribas e mestres da lei, que muitas vezes também pertenciam ao partido dos fariseus (Lc 5.17; 10.35,37: 11.45,52; 14.3 e em Mt 22.35). Esses teólogos e juristas judeus, que tiveram o privilégio de ouvir esse sermão diretamente dos lábios de Jesus, não conseguiram perceber que aquela Palavra de Deus era dirigida a eles, e demonstraram que o livre arbítrio capacita o homem a anular o propósito divino de conceder-lhe a salvação.
31
E disse o Senhor: A quem, pois, eu compararei os homens desta geração, e a quem eles são semelhantes?
32
Eles são semelhantes as crianças que, assentadas nas praças, chamam umas as outras, e dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos murmurações, e não lamentastes.
34
Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores.
35
Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos. Lc 7:35
Em geral, as pessoas demonstram um comportamento infantil em relação à decisão de se consagrarem a Deus e à verdade. Elas agem como aquelas crianças da época de Jesus: se lhes era apresentado algo alegre, elas não se alegravam; se melancólico, não se sensibilizavam. Não haviam se associado a João com seu conservadorismo e rigidez ascética em relação à Lei e à devoção ao Senhor; nem tampouco aceitaram o convite de Jesus para um novo tempo de Graça, liberdade e plenitude espiritual como membros do Reino. Preferiram acusar João e a Jesus de falsos e endemoninhados (Jo 7.20; 8.48; 10.20) e seguiram seus próprios e danosos caminhos. Entretanto, Jesus deixa claro que os que são de Deus (Sabedoria), reconhecem as suas grandes obras e maravilhas e atendem ao seu chamado (Jo 10:1 -18).
Em geral, as pessoas demonstram um comportamento infantil em relação à decisão de se consagrarem a Deus e à verdade. Elas agem como aquelas crianças da época de Jesus: se lhes era apresentado algo alegre, elas não se alegravam; se melancólico, não se sensibilizavam. Não haviam se associado a João com seu conservadorismo e rigidez ascética em relação à Lei e à devoção ao Senhor; nem tampouco aceitaram o convite de Jesus para um novo tempo de Graça, liberdade e plenitude espiritual como membros do Reino. Preferiram acusar João e a Jesus de falsos e endemoninhados (Jo 7.20; 8.48; 10.20) e seguiram seus próprios e danosos caminhos. Entretanto, Jesus deixa claro que os que são de Deus (Sabedoria), reconhecem as suas grandes obras e maravilhas e atendem ao seu chamado (Jo 10:1 -18).
36
E um dos fariseus desejava que ele comesse com ele. E ele entrando na casa do fariseu, reclinou-se à mesa. Lc 7:36
Para os judeus, uma refeição era um convite de alto valor social, representava um selo de amizade e reconhecimento entre os convidados. Como as mesas eram baixas, e ao redor havia uma série de divãs e almofadas, os convidados se reclinavam sobre eles, com os pés pra trás, a fim de degustarem as iguarias que eram trazidas por escravos ou empregados. Estes, além de servirem à mesa, cuidavam da recepção aos convivas, que incluía ungir com óleos e perfumes, lavar e enxugar os pés, especialmente dos mestres da Torá (Lei). Alguns senhores ou patrões, dispensavam seus criados da cerimônia de recepção e a realizavam eles próprios, numa atitude de elevada estima e consideração por seus amigos. Assim, a sala de refeição ficava, em geral, repleta de pessoas; umas comendo e descansando, outras, entrando e saindo para servir aos comensais. É neste contexto que uma mulher, desejosa de abandonar sua vida de prostituição e encontrar a paz (Jo 8.11), entra na sala em busca do Senhor, trazendo o melhor que possuía: amor no coração, fé no Filho de Deus, arrependimento, desejo de mudar e adoração (um frasco caríssimo de óleos aromáticos). Jesus estava reclinado, com os pés estendidos e distantes da mesa central. A mulher, não querendo se interpor entre Jesus e o fariseu anfitrião, preferiu, humildemente, ungir os pés de Jesus à sua maneira, mas com especial e genuína devoção. O frasco era feito de alabastro (uma rocha branca e fácil de moldar). Uma garrafa globular, com gargalo comprido, contendo ungüento (óleo) perfumado, cujo valor correspondia à cerca de 300 dias de trabalho braçal. O frasco (vaso) precisava ter seu gargalo quebrado, e usava-se todo o conteúdo numa única aplicação. Ato semelhante foi realizado por Maria de Betânia, poucos dias antes da crucificação (Jo 12.3).
Para os judeus, uma refeição era um convite de alto valor social, representava um selo de amizade e reconhecimento entre os convidados. Como as mesas eram baixas, e ao redor havia uma série de divãs e almofadas, os convidados se reclinavam sobre eles, com os pés pra trás, a fim de degustarem as iguarias que eram trazidas por escravos ou empregados. Estes, além de servirem à mesa, cuidavam da recepção aos convivas, que incluía ungir com óleos e perfumes, lavar e enxugar os pés, especialmente dos mestres da Torá (Lei). Alguns senhores ou patrões, dispensavam seus criados da cerimônia de recepção e a realizavam eles próprios, numa atitude de elevada estima e consideração por seus amigos. Assim, a sala de refeição ficava, em geral, repleta de pessoas; umas comendo e descansando, outras, entrando e saindo para servir aos comensais. É neste contexto que uma mulher, desejosa de abandonar sua vida de prostituição e encontrar a paz (Jo 8.11), entra na sala em busca do Senhor, trazendo o melhor que possuía: amor no coração, fé no Filho de Deus, arrependimento, desejo de mudar e adoração (um frasco caríssimo de óleos aromáticos). Jesus estava reclinado, com os pés estendidos e distantes da mesa central. A mulher, não querendo se interpor entre Jesus e o fariseu anfitrião, preferiu, humildemente, ungir os pés de Jesus à sua maneira, mas com especial e genuína devoção. O frasco era feito de alabastro (uma rocha branca e fácil de moldar). Uma garrafa globular, com gargalo comprido, contendo ungüento (óleo) perfumado, cujo valor correspondia à cerca de 300 dias de trabalho braçal. O frasco (vaso) precisava ter seu gargalo quebrado, e usava-se todo o conteúdo numa única aplicação. Ato semelhante foi realizado por Maria de Betânia, poucos dias antes da crucificação (Jo 12.3).
37
E eis que uma mulher da cidade, que era uma pecadora, sabendo que Jesus estava à mesa na casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com unguento,
38
e ficando atrás de seus pés chorando, começou a derramar lágrimas sobre os seus pés, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça, e beijava-lhe os pés, e ungia-os com o unguento.
39
Ora, quando o fariseu que o havia convidado viu isto, falava consigo, dizendo: Se este homem fosse profeta, saberia quem e que tipo de mulher é esta que o toca; pois ela é uma pecadora. Lc 7:39
Jesus é realmente o Salvador dos pecadores. A contradição é quase sempre marcante: para o fariseu, Jesus era um profeta e deveria agir com o rigor e o legalismo que ele (fariseu) esperava de um profeta. Para a mulher, prostituta e pecadora, carente de amor, perdão e consideração, Jesus era Deus encarnado, Senhor de misericórdias e da salvação; o único que tinha poderes para perdoá-la e purificar sua vida. E Jesus olhou para a alma daquele ser humano e além do seu pecado, viu uma filha de Deus, uma irmã e herdeira do seu Reino (Tg 2:1 -5).
Jesus é realmente o Salvador dos pecadores. A contradição é quase sempre marcante: para o fariseu, Jesus era um profeta e deveria agir com o rigor e o legalismo que ele (fariseu) esperava de um profeta. Para a mulher, prostituta e pecadora, carente de amor, perdão e consideração, Jesus era Deus encarnado, Senhor de misericórdias e da salvação; o único que tinha poderes para perdoá-la e purificar sua vida. E Jesus olhou para a alma daquele ser humano e além do seu pecado, viu uma filha de Deus, uma irmã e herdeira do seu Reino (Tg 2:1 -5).
41
Havia um certo credor que tinha dois devedores; um lhe devia quinhentos denários, e outro cinquenta.
43
E Simão, respondendo, disse: Eu suponho que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Tu julgaste corretamente.
44
E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Eu entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta derramou lágrimas sobre os meus pés, e os enxugou com os cabelos de sua cabeça.
47
Por isso, eu te digo: Os pecados dela, que são muitos, lhe são perdoados, porque ela muito amou; mas a quem pouco é perdoado, pouco ama.
50
E ele disse à mulher: A tua fé te salvou; vai em paz. Lc 7:50
Jesus dá toda atenção à pobre mulher e a abençoa com paz. Nos originais, o verbo desta frase está no tempo presente do indicativo, o que descreve um estado de “constante paz interior com Deus”. Literalmente: vai para dentro da paz. Os antigos rabinos costumavam dizer: vai em paz aos mortos e vai para dentro da paz aos vivos. É importante notar, que o amor da mulher não foi a causa da sua salvação, mas sim a conseqüência. O fruto de uma vida salva e consagrada ao Senhor. Só a fé em Jesus nos salva do Diabo, do mundo e de nós mesmos.
Jesus dá toda atenção à pobre mulher e a abençoa com paz. Nos originais, o verbo desta frase está no tempo presente do indicativo, o que descreve um estado de “constante paz interior com Deus”. Literalmente: vai para dentro da paz. Os antigos rabinos costumavam dizer: vai em paz aos mortos e vai para dentro da paz aos vivos. É importante notar, que o amor da mulher não foi a causa da sua salvação, mas sim a conseqüência. O fruto de uma vida salva e consagrada ao Senhor. Só a fé em Jesus nos salva do Diabo, do mundo e de nós mesmos.