Ozzuu Bible
pt_bdj - Mar 6
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1 Saindo dali, foi para a sua pátria e os seus discípulos o seguiram.
2 Vindo o sábado, começou Ele a ensinar na sinagoga e numerosos ouvintes ficavam maravilhados, dizendo: “De onde lhe vem tudo isto? E que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais milagres por suas mãos?
3 Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós? ” E escandalizavam se dele.
4 E Jesus lhes dizia: “Um profeta só é desprezado em sua pátria, em sua parentela e em sua casa”.
5 E não podia realizar ali nenhum milagre, a não ser algumas curas de enfermos, impondo lhes a mão.
6 E admirou se dá incredulidade deles. E Ele percorria os povoados circunvizinhos, ensinando.
7 Chamou a si os Doze e começou a enviá los dois a dois. E deu lhe autoridade sobre os espíritos impuros.
8 Recomendou lhes que nada levasse para o caminho, a não ser um cajado apenas; nem pão, nem alforje, nem dinheiro no cinto.
9 Mas que andassem calçados com sandálias e não levassem dias túnicas.
10 E dizia lhes: “onde quer que entreis numa casa, nela permanecei até vos retirardes do lugar.
11 E se algum lugar não vos receber nem vos quiser ouvir, ao partirdes de lá, sacudi o pó de debaixo dos vossos pés em testemunho contra eles”.
12 Partindo, eles pregavam que todos se arrependessem,
13 E expulsavam demônios, e curavam muitos enfermos, ungindo os com óleo.
14 E o rei Herodes ouviu falar dele. Com efeito, seu nome se tornara célebre, e diziam: “João Batista foi ressuscitado dos mortos, e por isso os poderes operam através dele”.
15 Já outros diziam: “É Elias”. E outros ainda: “É um profeta como um dos profetas”.
16 Herodes, ouvindo essas coisas, dizia: “João, que eu mandei decapitar, foi ressuscitado”.
17 Herodes, com efeito, mandara prender João e acorrentá ló no cárcere, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Felipe, pois ele a desposara
18 E, na ocasião, João dissera a Herodes: “Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão”.
19 Herodíades então se, contra ele e queria matá ló, mas não podia,
20 Pois Herodes tinha medo de João e, sabendo que ele era um homem justo e santo, o protegia. E quando o ouvia, ficava muito confuso e o escutava com prazer.
21 Ora, chegando um dia propício: Herodes. Por ocasião do seu aniversário, ofereceu um banquete aos seus magnatas, aos oficiais e às grandes personalidades da Galileia.
22 E a filha de Herodíades entrou e dançou. E agradou a Herodes e aos convivas. Então o rei disse, à moça: “Pede me o que bem quiseres, e te darei”.
23 E fez um juramento: “Qualquer coisa que me pedires eu te darei, até a metade do meu reino! ”
24 Ela saiu e perguntou à mãe: “O que é que eu peço? ” E ela respondeu: “A cabeça de João Batista”.
25 Voltando logo, apressadamente, à presença do rei, fez o pedido: “Quero que, agora mesmo, me dês num prato a cabeça de João Batista”.
26 O rei ficou profundamente triste. Mas, por causa do juramento que fizera e dos convivas, não quis deixar de atendê la.
27 E imediatamente o rei enviou um executor, com ordens de trazer a cabeça de João.
28 E saindo, ele o decapitou na prisão. E trouxe a sua cabeça num prato. Deu a à moça, e está a entregou a sua mãe.
29 Os discípulos de João souberam disso, foram lá, pegaram o corpo e o colocaram num túmulo.
30 Os apóstolos reuniram se a Jesus e contaram lhe tudo o que tinham feito e ensinado.
31 Ele disse: “Vinde vós, sozinhos, a um lugar deserto e descansai um pouco”. Com efeito, os que chegavam e os que partiam eram tantos que não tinham tempo nem de comer.
32 E forma de barco a um lugar deserto, afastado.
33 Muitos, porém, os viram partir e, sabendo disso, de todas as cidades, correram para lá, a pé, e chegaram antes deles.
34 Assim que Ele desembarcou, viu uma grande multidão e ficou tomado de compaixão por eles, pois estavam como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar lhes muitas coisas.
35 Sendo a hora já muito avançada, os discípulos aproximaram se dele e disseram: “O lugar é deserto e a hora já muito avançada.
36 Despede os para que vão aos campos e povoados vizinhos e comprem para si o que comer”.
37 Jesus lhes respondeu: “Dai lhes vós mesmo de comer”. Disseram lhe eles: “Iremos nós e compraremos duzentos denários de pão para dar lhes de comer? ”
38 Ele perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Tendo se informado, responderam: “Cinco, e dois peixes”.
39 Ordenou lhes então que fizessem todos se acomodarem, em grupos de convivas, sobre a grama verde.
40 E sentaram se no chão, repartindo se em grupos de cem e de cinquenta.
41 Tomando os cinco pães e os dois peixes, elevou Ele os olhos ao céu, abençoou, partiu os pães e deu os aos discípulos para que lhes distribuíssem. E repartiu também os dois peixes entre todos.
42 Todos comeram e ficaram saciados.
43 E ainda recolheram doze cestos cheios dos pedaços de pão e de peixes.
44 E os que comeram dos pães eram cinco mil homens.
45 Logo em seguida, forçou seus discípulos a embarcarem e seguirem antes dele para Betsaida, enquanto Ele despedia a multidão.
46 E, deixando os, Ele foi à montanha para orar.
47 Ao cair da tarde, o barco estava no meio do mar e Ele sozinho em terra.
48 Vendo que se fatigavam a remar, pois o vento lhes era contrário, pela quarta vigília da noite dirigiu se a eles, caminhando sobre o mar. E queria passar adiante deles.
49 Vendo o caminhar sobre o mar, julgaram que fosse um fantasma e começaram a gritar,
50 Pois todos o viram e ficaram apavorados. Ele, porém, logo falou com eles, dizendo: “Tende confiança. Sou Eu. Não tenhais medo”.
51 E subiu para junto deles no barco. E o vento amainou. Eles, porém, no seu íntimo estavam cheios de espanto,
52 Pois não tinham entendido nada a respeito dos pães, mas o seu coração estava endurecido.
53 Terminada a travessia, alcançaram terra em Genesaré e aportaram.
54 Mal desceram do barco, os habitantes logo O reconheceram.
55 Percorreram toda aquela região e começaram a transportar os doentes em seus leitos, onde quer que descobrissem que Ele estava.
56 Em todos os lugares onde entrava, nos povoados, nas cidades ou nos campos, colocavam os doentes nas praças rogando que lhes permitisse ao menos tocar na orla de sua veste. E todos os que o tocavam eram salvos.