Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Luk 19Config
2
E eis que havia ali um homem, chamado Zaqueu, que era chefe entre os publicanos, e ele era rico. Lc 19:2
Em hebraico literal, o nome “Zaqueu” significa, “o justo”. Ele não era apenas um cobrador de impostos, mas uma espécie de gerente geral de arrecadações, cargo esse mencionado só nesta passagem em toda a Bíblia. Jericó ficava na fronteira com a Transjordânia (Peréia), uma região próspera nessa época e Zaqueu ganhava uma porcentagem sobre o trabalho de todos os demais publicanos do distrito. Zaqueu é um exemplo de que o impossível ao ser humano, é possível a Deus (Lc 18:24 -47; Mc 2.14,15).
Em hebraico literal, o nome “Zaqueu” significa, “o justo”. Ele não era apenas um cobrador de impostos, mas uma espécie de gerente geral de arrecadações, cargo esse mencionado só nesta passagem em toda a Bíblia. Jericó ficava na fronteira com a Transjordânia (Peréia), uma região próspera nessa época e Zaqueu ganhava uma porcentagem sobre o trabalho de todos os demais publicanos do distrito. Zaqueu é um exemplo de que o impossível ao ser humano, é possível a Deus (Lc 18:24 -47; Mc 2.14,15).
3
E ele procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, porque ele era de pequena estatura.
4
E ele correndo adiante, subiu em uma árvore de sicômoro para vê-lo; porque ele estava por passar naquele caminho. Lc 19:4
Havia um desejo no coração de Zaqueu e uma curiosidade por ver a Jesus muito diferente da inveja e maldade de Herodes (Lc 9.9), ou da incredulidade de muitas pessoas da multidão (Lc 11.16,24). Era a mesma disposição e perseverança do cego (Lc 18.41). Zaqueu subiu numa árvore robusta, de tronco curto, mas com longos e fortes galhos. Normalmente atingia dez metros de altura (Am 7.14).
Havia um desejo no coração de Zaqueu e uma curiosidade por ver a Jesus muito diferente da inveja e maldade de Herodes (Lc 9.9), ou da incredulidade de muitas pessoas da multidão (Lc 11.16,24). Era a mesma disposição e perseverança do cego (Lc 18.41). Zaqueu subiu numa árvore robusta, de tronco curto, mas com longos e fortes galhos. Normalmente atingia dez metros de altura (Am 7.14).
5
E Jesus ao chegar naquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje eu devo pousar em tua casa. Lc 19:5
Embora Zaqueu sentisse um desejo irresistível de conhecer Jesus; de fato, Jesus já sabia quem era ele. A frase usada por Jesus no original, não é apenas uma simples solicitação de pouso ou hospedagem, mas uma expressão enfática. Jesus entendia sua visita a Zaqueu como parte da sua missão divina. Zaqueu respondeu com regozijo ao chamado do Senhor. Lucas faz 19 referências explícitas à alegria e ao gozo espiritual. Assim como seu amigo Paulo em sua carta aos filipenses (Fp 1.18).
Embora Zaqueu sentisse um desejo irresistível de conhecer Jesus; de fato, Jesus já sabia quem era ele. A frase usada por Jesus no original, não é apenas uma simples solicitação de pouso ou hospedagem, mas uma expressão enfática. Jesus entendia sua visita a Zaqueu como parte da sua missão divina. Zaqueu respondeu com regozijo ao chamado do Senhor. Lucas faz 19 referências explícitas à alegria e ao gozo espiritual. Assim como seu amigo Paulo em sua carta aos filipenses (Fp 1.18).
7
E, vendo isto, todos murmuravam, dizendo: Ele foi ser hóspede de um homem que é pecador. Lc 19:7
Para a maior parte da multidão era mais fácil louvar a Deus pelo milagre da cura do cego Bartimeu (Lc 18.43), do que se regozijar pelo milagre – ainda maior – da conversão de um rico avarento e pecador como Zaqueu (Lc 15.28,30).
Para a maior parte da multidão era mais fácil louvar a Deus pelo milagre da cura do cego Bartimeu (Lc 18.43), do que se regozijar pelo milagre – ainda maior – da conversão de um rico avarento e pecador como Zaqueu (Lc 15.28,30).
8
E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que a metade dos meus bens eu dou aos pobres, e se alguma coisa eu tenho tomado de algum homem por falsa acusação, o restituo quadruplicado. Lc 19:8
O milagre da conversão sempre atinge a pessoa humana em seus pecados e recalques psicológicos mais crônicos, transformando o caráter e os sentimentos à semelhança do Senhor (Imago Dei – à Imagem de Deus). Zaqueu passa a ver em Cristo o grande valor e referencial da sua vida. Seus valores e ambições assumem prioridades celestiais e eternas. Zaqueu tira seu foco do acumular egoísta de bens e amplia sua visão para a socialização do amor e dos recursos materiais. Suas capacidades serão agora usadas para glorificar a Deus, em benefício do Reino, e não apenas para si mesmo. Zaqueu enxerga o mal que fazia e decide indenizar a quem prejudicou além do que exigia a Lei, considerando sua antiga atitude como roubo e restituindo, portanto, até quatro vezes mais (Êx 22.1; 2Sm 12.6; Pv 6.31).
O milagre da conversão sempre atinge a pessoa humana em seus pecados e recalques psicológicos mais crônicos, transformando o caráter e os sentimentos à semelhança do Senhor (Imago Dei – à Imagem de Deus). Zaqueu passa a ver em Cristo o grande valor e referencial da sua vida. Seus valores e ambições assumem prioridades celestiais e eternas. Zaqueu tira seu foco do acumular egoísta de bens e amplia sua visão para a socialização do amor e dos recursos materiais. Suas capacidades serão agora usadas para glorificar a Deus, em benefício do Reino, e não apenas para si mesmo. Zaqueu enxerga o mal que fazia e decide indenizar a quem prejudicou além do que exigia a Lei, considerando sua antiga atitude como roubo e restituindo, portanto, até quatro vezes mais (Êx 22.1; 2Sm 12.6; Pv 6.31).
10
Porque o Filho do homem veio para buscar e salvar o que estava perdido. Lc 19:10
A sociedade judaica costumava excluir os publicanos da comunhão nas sinagogas e os considerava como “pecadores”, e não membros da família de Abraão (judeu verdadeiro). Jesus reconduz Zaqueu à sua condição de filho de Abraão – não apenas pela linhagem – mas, sobretudo pelo seu “andar nos passos da mesma fé que teve Abraão” (Rm 4.12). O título messiânico: “Filho do homem” (Dn 7.13) foi usado apenas por Jesus, citado nos quatro evangelhos, por Estevão (Atos 7.56) e na visão escatológica de João (Ap 1.13).
A sociedade judaica costumava excluir os publicanos da comunhão nas sinagogas e os considerava como “pecadores”, e não membros da família de Abraão (judeu verdadeiro). Jesus reconduz Zaqueu à sua condição de filho de Abraão – não apenas pela linhagem – mas, sobretudo pelo seu “andar nos passos da mesma fé que teve Abraão” (Rm 4.12). O título messiânico: “Filho do homem” (Dn 7.13) foi usado apenas por Jesus, citado nos quatro evangelhos, por Estevão (Atos 7.56) e na visão escatológica de João (Ap 1.13).
11
E, ouvindo eles essas coisas, ele prosseguiu e falou uma parábola, porque ele estava perto de Jerusalém, e porque eles pensavam que o reino de Deus havia de aparecer imediatamente. Lc 19:11
A parábola das moedas de ouro (ou minas) tem o propósito de revelar aos discípulos que – ao contrário do que pensava o povo – Jesus não iria completar a implementação do seu Reino terrestre ao chegar em Jerusalém.
A parábola das moedas de ouro (ou minas) tem o propósito de revelar aos discípulos que – ao contrário do que pensava o povo – Jesus não iria completar a implementação do seu Reino terrestre ao chegar em Jerusalém.
12
Portanto ele disse: Certo homem nobre partiu para uma terra distante, para receber um reino e retornar. Lc 19:12
Curiosamente, caso semelhante ocorreu no ano 4 a.C, relatado por Josefo em suas obras “Guerras” e “Antigüidades”, nas quais narrou a história de Arquelau (irmão de Antipas) que viajou para Roma a fim de ser coroado e assinar os documentos de posse sobre a Judéia. Os judeus, conhecendo seu caráter tirânico, pois havia massacrado cerca de 3.000 judeus na primeira Páscoa após sua ascensão, mandaram uma delegação pedir que lhe fosse negado o reino. O imperador Augusto lhe concedeu metade do território que estava sob a tutela de seu pai, Herodes, o Grande. Embora jamais lhe outorgasse o título de “rei”.
Curiosamente, caso semelhante ocorreu no ano 4 a.C, relatado por Josefo em suas obras “Guerras” e “Antigüidades”, nas quais narrou a história de Arquelau (irmão de Antipas) que viajou para Roma a fim de ser coroado e assinar os documentos de posse sobre a Judéia. Os judeus, conhecendo seu caráter tirânico, pois havia massacrado cerca de 3.000 judeus na primeira Páscoa após sua ascensão, mandaram uma delegação pedir que lhe fosse negado o reino. O imperador Augusto lhe concedeu metade do território que estava sob a tutela de seu pai, Herodes, o Grande. Embora jamais lhe outorgasse o título de “rei”.
13
E ele chamando os seus dez servos, deu- lhes dez minas, e disse-lhes: Negociai até que eu venha. Lc 19:13
Em contraste com a história contada em Mt 25.14, a quantia é pequena e repartida igualmente para todos. A “mina” era uma moeda grega de ouro e seu valor equivalia a 100 dracmas gregas, cada dracma (ou denário romano) correspondendo ao salário de um dia de trabalho braçal (Lc 15.8). Cada mina pagava cerca de três meses de trabalho. Dez minas equivaliam aproximadamente a meio quilo de prata. E um talento, a cerca de 60 minas. Sendo assim, o montante total entregue a cada servo, equivalia ao salário de quase três anos.
Em contraste com a história contada em Mt 25.14, a quantia é pequena e repartida igualmente para todos. A “mina” era uma moeda grega de ouro e seu valor equivalia a 100 dracmas gregas, cada dracma (ou denário romano) correspondendo ao salário de um dia de trabalho braçal (Lc 15.8). Cada mina pagava cerca de três meses de trabalho. Dez minas equivaliam aproximadamente a meio quilo de prata. E um talento, a cerca de 60 minas. Sendo assim, o montante total entregue a cada servo, equivalia ao salário de quase três anos.
14
Mas os seus cidadãos odiavam-no, e enviaram um mensageiro após ele, dizendo: Não queremos que este homem reine sobre nós.
15
E aconteceu que, ele retornando depois de ter recebido o reino, ordenou que fossem chamados os servos a quem ele entregara o dinheiro, para que ele pudesse saber quanto cada homem ganhara negociando.
17
E ele lhe disse: Muito bem, servo bom; porque tu foste fiel sobre o pouco, tu terás autoridade sobre dez cidades.
21
porque eu tive medo de ti, porque és homem severo; tiras o que não puseste, e colhes o que não semeaste.
22
E ele disse-lhe: Pela tua própria boca eu te julgarei, servo mau. Sabias que eu sou homem severo, que eu tomo o que não pus e colho o que não semeei;
23
por que então tu não destes o meu dinheiro no banco, para que eu vindo, o pudesse requerer com juros?
26
Pois eu vos digo que todo aquele que tiver lhe será dado, mas ao que não tiver até o que ele tem lhe será tomado. Lc 19:26
Os cristãos recebem do Senhor um investimento de poder em suas vidas. Os que buscarem no Evangelho dividendos espirituais para si e para o próximo ficarão ainda mais ricos. Todavia, os que forem negligentes e preguiçosos, ou esbanjarem a graça que lhes foi concedida se tornarão cada vez mais pobres, a ponto de perderem até mesmo o que já possuem.
Os cristãos recebem do Senhor um investimento de poder em suas vidas. Os que buscarem no Evangelho dividendos espirituais para si e para o próximo ficarão ainda mais ricos. Todavia, os que forem negligentes e preguiçosos, ou esbanjarem a graça que lhes foi concedida se tornarão cada vez mais pobres, a ponto de perderem até mesmo o que já possuem.
27
Mas estes meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei- os aqui, e matai-os diante de mim. Lc 19:27
Uma referência ao genocídio de Jerusalém em 70 d.C. O castigo dos que se rebelaram contra o Rei e ativamente se opuseram ao Senhor foi muito mais severo que o aplicado ao servo negligente. Esse texto é também uma alusão escatológica ao Dia do Juízo.
Uma referência ao genocídio de Jerusalém em 70 d.C. O castigo dos que se rebelaram contra o Rei e ativamente se opuseram ao Senhor foi muito mais severo que o aplicado ao servo negligente. Esse texto é também uma alusão escatológica ao Dia do Juízo.
29
E aconteceu que, chegando ele perto de Betfagé e de Betânia, ao monte chamado monte das Oliveiras, ele enviou dois dos seus discípulos, Lc 19:29
Betfagé era uma aldeia situada a leste do cume do chamado monte das Oliveiras, a cerca de um quilômetro e meio de Jerusalém. Betânia, onde vivia Lázaro com suas irmãs, Marta e Maria, grandes amigos de Jesus (Lc 10.38 conforme Jo 11.1), era um outro povoado, no sopé do monte, a cerca de quatro quilômetros da cidade de Jerusalém (Jo 11.18). O monte das Oliveiras era uma crista montanhosa com quase dois quilômetros de extensão, separada de Jerusalém pelo vale de Cedrom (Zc 14.4; Mc 11.1).
Betfagé era uma aldeia situada a leste do cume do chamado monte das Oliveiras, a cerca de um quilômetro e meio de Jerusalém. Betânia, onde vivia Lázaro com suas irmãs, Marta e Maria, grandes amigos de Jesus (Lc 10.38 conforme Jo 11.1), era um outro povoado, no sopé do monte, a cerca de quatro quilômetros da cidade de Jerusalém (Jo 11.18). O monte das Oliveiras era uma crista montanhosa com quase dois quilômetros de extensão, separada de Jerusalém pelo vale de Cedrom (Zc 14.4; Mc 11.1).
30
dizendo: Ide à aldeia que está defronte de vós, e aí, ao entrardes, achareis amarrado um jumentinho em que nenhum homem jamais montou; soltai-o e trazei-o. Lc 19:30
O povoado aqui se refere a Betânia. Em outros relatos temos a confirmação de que se tratava de um jumentinho saudável, nunca antes montado (Jo 12.15 de acordo com Nm 19.2; 1Sm 6.7) acompanhado de sua mãe jumenta conforme o costume (Mt 21.7). Os evangelhos não revelam os nomes dos dois discípulos que foram buscar o jumentinho sob as ordens do Senhor, mas confirmaram que tudo aconteceu como Jesus profetizara (Lc 22.13,21,34); como profeta, conhece o que se passa no íntimo das pessoas (Lc 7.39 conforme Jo 1.47) e seu ensino está de acordo com Moisés e os profetas (Lc 24.6,26).
O povoado aqui se refere a Betânia. Em outros relatos temos a confirmação de que se tratava de um jumentinho saudável, nunca antes montado (Jo 12.15 de acordo com Nm 19.2; 1Sm 6.7) acompanhado de sua mãe jumenta conforme o costume (Mt 21.7). Os evangelhos não revelam os nomes dos dois discípulos que foram buscar o jumentinho sob as ordens do Senhor, mas confirmaram que tudo aconteceu como Jesus profetizara (Lc 22.13,21,34); como profeta, conhece o que se passa no íntimo das pessoas (Lc 7.39 conforme Jo 1.47) e seu ensino está de acordo com Moisés e os profetas (Lc 24.6,26).
31
E, se algum homem vos perguntar: Por que o soltais? Assim lhe direis: Porque o Senhor precisa dele.
37
E, quando ele já chegava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as poderosas obras que eles tinham visto, Lc 19:37
Jesus decide entrar em Jerusalém montado num jumentinho assumindo publicamente sua filiação a Davi e, portanto, digno do seu trono (1Rs 1.33,44). Porém, mais do que sucessor do reino de Davi, ele era o Messias a quem, quatrocentos anos atrás, os profetas haviam anunciado (Zc 9.9). Todos os judeus da cidade, liderados por um incontável número de discípulos, conduziam Jesus em procissão e o aclamavam como Rei dos judeus. A ressurreição de Lázaro e a cura do cego Bartimeu eram exemplos recentes, mas muitas outras maravilhas e obras poderosas estariam incluídas – algumas registradas por João – ocorridas em várias ocasiões em Jerusalém e na Galiléia (Mt 21.14; Jo 12.17).
Jesus decide entrar em Jerusalém montado num jumentinho assumindo publicamente sua filiação a Davi e, portanto, digno do seu trono (1Rs 1.33,44). Porém, mais do que sucessor do reino de Davi, ele era o Messias a quem, quatrocentos anos atrás, os profetas haviam anunciado (Zc 9.9). Todos os judeus da cidade, liderados por um incontável número de discípulos, conduziam Jesus em procissão e o aclamavam como Rei dos judeus. A ressurreição de Lázaro e a cura do cego Bartimeu eram exemplos recentes, mas muitas outras maravilhas e obras poderosas estariam incluídas – algumas registradas por João – ocorridas em várias ocasiões em Jerusalém e na Galiléia (Mt 21.14; Jo 12.17).
38
dizendo: Abençoado seja o Rei que vem em nome do Senhor. Paz no céu, e glória nas alturas. Lc 19:38
Finalmente o povo unido reconhecia a divindade e majestade de Jesus (Mc 11.9 e Mt 21.4 com Sl 118.26). A paz messiânica de Jeová vinda à terra (Lc 2.14) volta ao céu, onde estará entronizado o Cristo ressurreto. Essa paz foi rejeitada por Jerusalém (Lc 19.42) e aguarda o glorioso retorno do Senhor para seu pleno cumprimento. Enquanto isso inunda de paz e gozo o coração dos que aceitam o Espírito do Senhor (Is 9.6; Jo 14.27; Ef 2.13,14; Fp 4.7). É importante notar que, enquanto as multidões louvam a Deus, aclamando Jesus como rei, o próprio Jesus chora e se lamenta pelo que sobrevirá à sua cidade amada (38-41), e os fariseus manifestam um descontentamento que logo culminaria no julgamento e assassinato de Jesus (Lc 23.21,27).
Finalmente o povo unido reconhecia a divindade e majestade de Jesus (Mc 11.9 e Mt 21.4 com Sl 118.26). A paz messiânica de Jeová vinda à terra (Lc 2.14) volta ao céu, onde estará entronizado o Cristo ressurreto. Essa paz foi rejeitada por Jerusalém (Lc 19.42) e aguarda o glorioso retorno do Senhor para seu pleno cumprimento. Enquanto isso inunda de paz e gozo o coração dos que aceitam o Espírito do Senhor (Is 9.6; Jo 14.27; Ef 2.13,14; Fp 4.7). É importante notar que, enquanto as multidões louvam a Deus, aclamando Jesus como rei, o próprio Jesus chora e se lamenta pelo que sobrevirá à sua cidade amada (38-41), e os fariseus manifestam um descontentamento que logo culminaria no julgamento e assassinato de Jesus (Lc 23.21,27).
40
E, ele respondendo, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras imediatamente clamarão. Lc 19:40
Os fariseus e líderes políticos e religiosos dos judeus pedem para que Jesus ordene aos seus milhares de discípulos que parem com aquela proclamação. Jesus lhes explica que o que estava acontecendo ali jamais teria fim. Ainda que todos se calassem, o estrondo das pedras, despencando do templo, contaria a triste história de quando Deus veio à terra e foi rejeitado pelos seus. Ninguém entendeu o que Jesus estava dizendo, até que no ano 70 d.C., Jerusalém foi arrasada e não sobrou pedra sobre pedra.
Os fariseus e líderes políticos e religiosos dos judeus pedem para que Jesus ordene aos seus milhares de discípulos que parem com aquela proclamação. Jesus lhes explica que o que estava acontecendo ali jamais teria fim. Ainda que todos se calassem, o estrondo das pedras, despencando do templo, contaria a triste história de quando Deus veio à terra e foi rejeitado pelos seus. Ninguém entendeu o que Jesus estava dizendo, até que no ano 70 d.C., Jerusalém foi arrasada e não sobrou pedra sobre pedra.
41
E, quando ele ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, Lc 19:41
Ao observar a cidade e o povo a quem tanto amou, sabendo do desenrolar da história, e de tudo quanto aquela gente, seus filhos e netos, ainda sofreriam por causa de seus corações empedernidos (Nm 13 e 14; Ap 6.16,17), Jesus não suportou a emoção e esvaiu-se em pranto derramando seu lamento na forma de lágrimas sobre o solo árido da Palestina. Jesus bem sabia que sua entrada triunfal era, na verdade, o caminho do holocausto. A coroa que o aguardava era de espinhos e todos os seus seguidores o abandonariam em breve aos carrascos.
Ao observar a cidade e o povo a quem tanto amou, sabendo do desenrolar da história, e de tudo quanto aquela gente, seus filhos e netos, ainda sofreriam por causa de seus corações empedernidos (Nm 13 e 14; Ap 6.16,17), Jesus não suportou a emoção e esvaiu-se em pranto derramando seu lamento na forma de lágrimas sobre o solo árido da Palestina. Jesus bem sabia que sua entrada triunfal era, na verdade, o caminho do holocausto. A coroa que o aguardava era de espinhos e todos os seus seguidores o abandonariam em breve aos carrascos.
42
dizendo: Se tu conhecesses, ao menos neste teu dia, as coisas que pertencem à tua paz! Mas agora isso está encoberto aos teus olhos.
43
Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos lançarão uma trincheira sobre ti, e te sitiarão, e te manterão em cada lado,
44
e te colocarão no chão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem, e eles não deixarão em ti uma pedra sobre outra, pois tu não conheceste o tempo da tua visitação. Lc 19:44
Jesus profetizou detalhes sobre como se daria a invasão romana cerca de quarenta anos mais tarde. Os exércitos romanos, durante anos, construíram trincheiras até sitiar toda a cidade. A descrição do Senhor lembra as predições do AT (Is 29.3; 37.33; Ez 4:1 -3). Deus, na pessoa de Jesus – o Messias prometido – achegou-se até seu povo amado, e eles não o reconheceram, e o rejeitaram – assim como ocorre nos dias de hoje em toda a terra com relação ao Evangelho – (Jo 1.10,11 conforme Lc 20:13 -16). Aqui termina a seção central de Lucas sobre a ida de Jesus para Jerusalém iniciada em 9.51. O verso 45 começa a seção sobre “Jesus no templo” que termina em 21.38, com a profecia sobre a invasão de Jerusalém e a destruição total do templo.
Jesus profetizou detalhes sobre como se daria a invasão romana cerca de quarenta anos mais tarde. Os exércitos romanos, durante anos, construíram trincheiras até sitiar toda a cidade. A descrição do Senhor lembra as predições do AT (Is 29.3; 37.33; Ez 4:1 -3). Deus, na pessoa de Jesus – o Messias prometido – achegou-se até seu povo amado, e eles não o reconheceram, e o rejeitaram – assim como ocorre nos dias de hoje em toda a terra com relação ao Evangelho – (Jo 1.10,11 conforme Lc 20:13 -16). Aqui termina a seção central de Lucas sobre a ida de Jesus para Jerusalém iniciada em 9.51. O verso 45 começa a seção sobre “Jesus no templo” que termina em 21.38, com a profecia sobre a invasão de Jerusalém e a destruição total do templo.
45
E, ele entrando no templo, começou a expulsar todos os que ali vendiam e compravam, Lc 19:45
Marcos nos informa que essa chamada “purificação do templo” deu-se após a “entrada triunfal”, ou seja, na segunda-feira da Paixão. Jesus se deparou com os vendilhões no átrio exterior (espaço reservado aos gentios), onde os animais destinados aos sacrifícios e ofertas eram vendidos, especialmente aos não judeus, por preços totalmente injustos e de forma contrária a Lei. João menciona uma situação semelhante no início do ministério de Jesus (Jo 2,13-25), mas os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) referem-se apenas a esse mesmo momento (Mt 21.12,13; Mc 11:15 -17).
Marcos nos informa que essa chamada “purificação do templo” deu-se após a “entrada triunfal”, ou seja, na segunda-feira da Paixão. Jesus se deparou com os vendilhões no átrio exterior (espaço reservado aos gentios), onde os animais destinados aos sacrifícios e ofertas eram vendidos, especialmente aos não judeus, por preços totalmente injustos e de forma contrária a Lei. João menciona uma situação semelhante no início do ministério de Jesus (Jo 2,13-25), mas os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) referem-se apenas a esse mesmo momento (Mt 21.12,13; Mc 11:15 -17).
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E ele ensinava diariamente no templo. Mas os principais sacerdotes, e os escribas, e os principais do povo procuravam destruí-lo,
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e não encontravam como fazê- lo, porque todo o povo ficava muito atento ao ouvi-lo. Lc 19:48
Os chefes dos sacerdotes faziam parte do concílio governamental dos judeus, chamado de Sinédrio, e procuravam uma forma de matar Jesus sem causar comoção entre o povo (Mc 14.55; 20.19,20 conforme Jo 7.1; 11:53 -57). A Casa de Oração torna-se um covil de ladrões, quando: O Senhor da casa não é reconhecido como Deus (Ml 3.1); a adoração e o verdadeiro amor são trocados pela avareza (Jr 7.11; 1Co 13); a casa do Senhor é tratada como se não pertencesse a ele (1Co 6.19); palavras e petições egoístas tomam o lugar da verdadeira intercessão (Tg 4.2,3).
Os chefes dos sacerdotes faziam parte do concílio governamental dos judeus, chamado de Sinédrio, e procuravam uma forma de matar Jesus sem causar comoção entre o povo (Mc 14.55; 20.19,20 conforme Jo 7.1; 11:53 -57). A Casa de Oração torna-se um covil de ladrões, quando: O Senhor da casa não é reconhecido como Deus (Ml 3.1); a adoração e o verdadeiro amor são trocados pela avareza (Jr 7.11; 1Co 13); a casa do Senhor é tratada como se não pertencesse a ele (1Co 6.19); palavras e petições egoístas tomam o lugar da verdadeira intercessão (Tg 4.2,3).