Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Luk 20Config
1
E aconteceu que, em um daqueles dias, enquanto ele ensinava o povo no templo, e pregava o evangelho, os principais sacerdotes e os escribas vieram a ele com os anciãos, Lc 20:1
Jesus começa um longo dia de controvérsias (terça-feira da Paixão) sem perder seu ânimo e seu objetivo maior: salvar todos os que nele cressem (Jo 1:12 -14), ainda que esse esforço o levasse ao martírio. No domingo Jesus havia entrado em Jerusalém sob aclamação do povo em procissão. Na segunda-feira expulsou os vendilhões do templo (Mc 11.19,20,27-33). Agora, os líderes dos três mais importantes grupos religiosos e políticos de Israel (sacerdotes, escribas e os anciãos, ou “maiorais do povo”) e que faziam parte do Sinédrio, a assembléia governante do povo judeu, mobilizam todas as forças na tentativa de pegar Jesus em flagrante delito de desrespeito (blasfêmia) ou heresia quanto ao ensino das Escrituras. Esse seria o pretexto ideal para levá-lo a um sumário julgamento seguido de execução.
Jesus começa um longo dia de controvérsias (terça-feira da Paixão) sem perder seu ânimo e seu objetivo maior: salvar todos os que nele cressem (Jo 1:12 -14), ainda que esse esforço o levasse ao martírio. No domingo Jesus havia entrado em Jerusalém sob aclamação do povo em procissão. Na segunda-feira expulsou os vendilhões do templo (Mc 11.19,20,27-33). Agora, os líderes dos três mais importantes grupos religiosos e políticos de Israel (sacerdotes, escribas e os anciãos, ou “maiorais do povo”) e que faziam parte do Sinédrio, a assembléia governante do povo judeu, mobilizam todas as forças na tentativa de pegar Jesus em flagrante delito de desrespeito (blasfêmia) ou heresia quanto ao ensino das Escrituras. Esse seria o pretexto ideal para levá-lo a um sumário julgamento seguido de execução.
2
e falaram-lhe, dizendo: Dize-nos, com que autoridade fazes tu essas coisas? Ou quem é que te deu tal autoridade? Lc 20:2
Jesus se expôs perigosamente quando, de forma violenta, censurou a atitude das pessoas que – em parceria com sacerdotes e líderes do Sinédrio – usavam o espaço do templo para negociar os animais (muitos com defeito e doentes) destinados às ofertas e sacrifícios. Uma atitude dessas só poderia ser tomada por alguém com a autoridade de um líder maior do Sinédrio ou pelo próprio Messias. Além de desafiar a autoridade dos principais líderes judaicos da época, Jesus também estava prejudicando os lucros monetários advindos dessa operação sinistra. As autoridades judaicas constituídas da época já haviam inquirido João Batista sobre sua autoridade profética (Jo 1:19 -25), e ao próprio Jesus, no começo do seu ministério (Jo 2:18 -22). Agora, entretanto, eles tinham que fazer algo rápido para desacreditar Jesus aos olhos do povo que o amava e exaltava como Messias. Um meio seria apresentá-lo como um revolucionário radical e descontrolado, o que chamaria a atenção imediata de Roma.
Jesus se expôs perigosamente quando, de forma violenta, censurou a atitude das pessoas que – em parceria com sacerdotes e líderes do Sinédrio – usavam o espaço do templo para negociar os animais (muitos com defeito e doentes) destinados às ofertas e sacrifícios. Uma atitude dessas só poderia ser tomada por alguém com a autoridade de um líder maior do Sinédrio ou pelo próprio Messias. Além de desafiar a autoridade dos principais líderes judaicos da época, Jesus também estava prejudicando os lucros monetários advindos dessa operação sinistra. As autoridades judaicas constituídas da época já haviam inquirido João Batista sobre sua autoridade profética (Jo 1:19 -25), e ao próprio Jesus, no começo do seu ministério (Jo 2:18 -22). Agora, entretanto, eles tinham que fazer algo rápido para desacreditar Jesus aos olhos do povo que o amava e exaltava como Messias. Um meio seria apresentá-lo como um revolucionário radical e descontrolado, o que chamaria a atenção imediata de Roma.
5
E eles arrazoavam entre si, dizendo: Se nós dissermos: Do céu, ele nos dirá: Por que então não crestes?
6
Mas, e se nós dissermos: Dos homens, todo o povo nos apedrejará, porque eles estão convencidos que João era profeta.
9
Então, ele começou a falar ao povo esta parábola: Certo homem plantou uma vinha, e arrendou-a a uns lavradores, e foi para uma terra distante por muito tempo. Lc 20:9
Essa parábola é ampla e profunda em significados, como a maior parte do ensino do Senhor. A história nos faz pensar sobre Is 5:1 -7 (a vinha refere-se a Israel), tem implicações messiânicas ao mesmo tempo em que é uma profecia sobre a Paixão de Cristo. Os servos que foram enviados aos vinicultores (trabalhadores especializados no cultivo e beneficiamento da uva em larga escala), representam todos os profetas que Deus enviou no passado (Ne 9.26; Jr 7.25,26; 25:4 -7; Am 3.7; Mt 23.24; Atos 7.52; Hb 11:36 -38). Como normalmente ocorre nos contratos de meeiros, parte da renda obtida com a produção da safra deve ser encaminhada ao dono da propriedade. Jesus usa essa metáfora para explicar a expectativa de Deus em relação à nossa produção espiritual e nos alertar quanto aos dias de hoje. Vivemos na época da graça, quando Jesus Cristo viajou para terras distantes, mas voltará a qualquer momento para acertar as contas com seus vinicultores. Somos alertados a não ter a mesma atitude dos judeus (Mt 25; Lc 12.35; 19.11).
Essa parábola é ampla e profunda em significados, como a maior parte do ensino do Senhor. A história nos faz pensar sobre Is 5:1 -7 (a vinha refere-se a Israel), tem implicações messiânicas ao mesmo tempo em que é uma profecia sobre a Paixão de Cristo. Os servos que foram enviados aos vinicultores (trabalhadores especializados no cultivo e beneficiamento da uva em larga escala), representam todos os profetas que Deus enviou no passado (Ne 9.26; Jr 7.25,26; 25:4 -7; Am 3.7; Mt 23.24; Atos 7.52; Hb 11:36 -38). Como normalmente ocorre nos contratos de meeiros, parte da renda obtida com a produção da safra deve ser encaminhada ao dono da propriedade. Jesus usa essa metáfora para explicar a expectativa de Deus em relação à nossa produção espiritual e nos alertar quanto aos dias de hoje. Vivemos na época da graça, quando Jesus Cristo viajou para terras distantes, mas voltará a qualquer momento para acertar as contas com seus vinicultores. Somos alertados a não ter a mesma atitude dos judeus (Mt 25; Lc 12.35; 19.11).
10
E, no devido tempo, enviou um servo aos lavradores, para que lhe dessem dos frutos da vinha; mas os lavradores, espancando- o, mandaram- no embora vazio.
11
E novamente ele enviou outro servo; e eles também o espancaram, e o insultaram e o mandaram embora vazio.
13
Então, disse o senhor da vinha: O que eu farei? Enviarei o meu filho amado; talvez, vendo- o, o respeitem.
14
Mas, vendo-o os lavradores, eles arrazoaram entre si dizendo: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, para que a herança seja nossa.
15
Assim, eles lançaram-no fora da vinha, e o mataram. O que lhes fará, pois, o senhor da vinha? Lc 20:15
Jesus profetiza que seria excluído da comunhão dos seus e morto de forma injusta e indigna (Jo 9.34; Hb 13.12).
Jesus profetiza que seria excluído da comunhão dos seus e morto de forma injusta e indigna (Jo 9.34; Hb 13.12).
16
Ele virá e destruirá esses lavradores, e dará a vinha a outros. E, ouvindo eles isso, disseram: Deus o proíba! Lc 20:16
Jesus profetiza que todas as honras da salvação e da herança eterna do Reino de Deus passariam para outras pessoas (os gentios), por crerem no sacrifício vicário de Jesus Cristo, ganharão tudo quanto Israel perdeu (Rm 11.11; 22-25 conforme Lc 22.30).
Jesus profetiza que todas as honras da salvação e da herança eterna do Reino de Deus passariam para outras pessoas (os gentios), por crerem no sacrifício vicário de Jesus Cristo, ganharão tudo quanto Israel perdeu (Rm 11.11; 22-25 conforme Lc 22.30).
17
E ele observando-os, disse: Então, o que é isto que está escrito: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa se tornou a cabeça do ângulo.
18
Qualquer que cair sobre aquela pedra será despedaçado, mas naquele em que ela cair, ela triturará ao pó. Lc 20:18
Assim como um frágil vaso de barro se despedaça ao colidir contra a rocha pura. E, da mesma maneira, o vaso se espatifa quando atropelado por essa rocha. Assim virá o Juízo sobre os que se opõem ao Evangelho e sobre aqueles que de Jesus, o Messias, tentam se afastar (Is 8.14 de acordo com Dn 2.34,35,44; Lc 2.34). Jesus cita Sl 118, que foi cantado por ocasião do término da reconstrução dos muros de Jerusalém em 444 a.C. O verso 22 desse salmo refere-se à volta de Israel à Palestina e seu estabelecimento como nação, o que só veio a ocorrer definitivamente em meados do século XX. Os religiosos e o povo fiel esperavam uma renovação gloriosa do templo com a chegada do Messias. No entanto, Pedro nos revela que essa expectativa se cumpriu na edificação espiritual do templo que é a Igreja, o Corpo Vivo de Cristo, onde Seu Espírito habita e nos prepara para seu glorioso retorno (1Pe 2:4 -9 de acordo com Jo 2:19 -22; Ef 2:20 -22).
Assim como um frágil vaso de barro se despedaça ao colidir contra a rocha pura. E, da mesma maneira, o vaso se espatifa quando atropelado por essa rocha. Assim virá o Juízo sobre os que se opõem ao Evangelho e sobre aqueles que de Jesus, o Messias, tentam se afastar (Is 8.14 de acordo com Dn 2.34,35,44; Lc 2.34). Jesus cita Sl 118, que foi cantado por ocasião do término da reconstrução dos muros de Jerusalém em 444 a.C. O verso 22 desse salmo refere-se à volta de Israel à Palestina e seu estabelecimento como nação, o que só veio a ocorrer definitivamente em meados do século XX. Os religiosos e o povo fiel esperavam uma renovação gloriosa do templo com a chegada do Messias. No entanto, Pedro nos revela que essa expectativa se cumpriu na edificação espiritual do templo que é a Igreja, o Corpo Vivo de Cristo, onde Seu Espírito habita e nos prepara para seu glorioso retorno (1Pe 2:4 -9 de acordo com Jo 2:19 -22; Ef 2:20 -22).
19
E os principais sacerdotes e os escribas procuraram lançar mão dele naquela mesma hora, mas eles temiam o povo; pois perceberam que ele tinha falado a parábola contra eles. Lc 20:19
Os escribas (mestres da lei) compreenderam muito bem que as profecias e admoestações tratavam particularmente de Israel e deles como líderes do povo. Jesus ainda nos previne que tropeçar espiritualmente, por causa da miopia ou cegueira da incredulidade, trará repentina destruição (despedaçamento) por causa do julgamento divino que ocorre também aqui na terra (um grande exemplo foi a destruição de Jerusalém em 70 d.C.). Da mesma forma, todos os incrédulos que persistirem na dureza dos seus pensamentos e sentimentos, até passar esse período da graça, no qual vivemos, serão levados pelo próprio Cristo ao Juízo final e espalhados como a palha num vendaval.
Os escribas (mestres da lei) compreenderam muito bem que as profecias e admoestações tratavam particularmente de Israel e deles como líderes do povo. Jesus ainda nos previne que tropeçar espiritualmente, por causa da miopia ou cegueira da incredulidade, trará repentina destruição (despedaçamento) por causa do julgamento divino que ocorre também aqui na terra (um grande exemplo foi a destruição de Jerusalém em 70 d.C.). Da mesma forma, todos os incrédulos que persistirem na dureza dos seus pensamentos e sentimentos, até passar esse período da graça, no qual vivemos, serão levados pelo próprio Cristo ao Juízo final e espalhados como a palha num vendaval.
20
E, eles vigiando-o, enviaram espiões, os quais se fingiam de homens justos, para o apanharem em alguma palavra, e o entregarem ao poder e à autoridade do governador. Lc 20:20
Ao perceberem a irritação de Jesus contra tudo o que de errado estava ocorrendo no templo e o quanto ele estava sendo identificado pelo povo como o Messias prometido, os líderes religiosos judaicos, tendo receio de tomar alguma atitude que pudesse provocar a revolta do povo contra eles, começaram a tentar – de todas as maneiras – levar Jesus a fazer algum comentário contra o sistema vigente de dominação romana. Roma era implacável com qualquer manifestação de revolta e indisciplina política por parte dos povos dominados e certamente separaria Jesus do povo se notasse qualquer insubordinação de um mestre judaico em relação às leis romanas.
Ao perceberem a irritação de Jesus contra tudo o que de errado estava ocorrendo no templo e o quanto ele estava sendo identificado pelo povo como o Messias prometido, os líderes religiosos judaicos, tendo receio de tomar alguma atitude que pudesse provocar a revolta do povo contra eles, começaram a tentar – de todas as maneiras – levar Jesus a fazer algum comentário contra o sistema vigente de dominação romana. Roma era implacável com qualquer manifestação de revolta e indisciplina política por parte dos povos dominados e certamente separaria Jesus do povo se notasse qualquer insubordinação de um mestre judaico em relação às leis romanas.
21
E eles perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, nós sabemos que tu falas e ensinas retamente, e que não fazes acepção de pessoas, mas ensinas o caminho de Deus verdadeiramente;
22
é lícito dar tributo a César ou não? Lc 20:22
Uma questão capciosa. Apoiar o pagamento dos impostos exigidos pelo gentio e dominador César seria uma decepção para um povo que há 400 anos esperava pela vinda do Libertador e agora via em Jesus a figura desse Messias. Todavia, aconselhar publicamente o não cumprimento da lei romana, seria um crime de insubordinação explícita e poderia atrair a indignação dos oficiais de Roma.
Uma questão capciosa. Apoiar o pagamento dos impostos exigidos pelo gentio e dominador César seria uma decepção para um povo que há 400 anos esperava pela vinda do Libertador e agora via em Jesus a figura desse Messias. Todavia, aconselhar publicamente o não cumprimento da lei romana, seria um crime de insubordinação explícita e poderia atrair a indignação dos oficiais de Roma.
25
E ele lhes disse: Dai, pois, a César as coisas que são de César, e a Deus as coisas que são de Deus. Lc 20:25
Jesus pede uma moeda corrente e lhe entregam um denário (moeda romana de prata cujo valor correspondia a um dia de trabalho de um soldado romano). Jesus chama a atenção da multidão para a figura cunhada na moeda. O retrato com o nome de César identificava o proprietário daquela moeda. Então Jesus, demonstrando a mais ampla e profunda visão sobre a vida e o relacionamento das pessoas com o Criador e com as criaturas, de forma absolutamente didática, ilustra seu ensino. A responsabilidade civil e temporal abrange tudo quanto tenha a imagem do mundo. O Estado com suas leis e regulamentos, por exemplo (Rm 13:1 -7). Porém, há um outro lado. A responsabilidade espiritual e eterna que tem a ver com tudo aquilo que envolve a imagem de Deus. A pessoa humana com sua alma, mente e sentimentos (Mt 22.37). A palavra grega original transliterada apodote significa literalmente “pagar de volta”.
Jesus pede uma moeda corrente e lhe entregam um denário (moeda romana de prata cujo valor correspondia a um dia de trabalho de um soldado romano). Jesus chama a atenção da multidão para a figura cunhada na moeda. O retrato com o nome de César identificava o proprietário daquela moeda. Então Jesus, demonstrando a mais ampla e profunda visão sobre a vida e o relacionamento das pessoas com o Criador e com as criaturas, de forma absolutamente didática, ilustra seu ensino. A responsabilidade civil e temporal abrange tudo quanto tenha a imagem do mundo. O Estado com suas leis e regulamentos, por exemplo (Rm 13:1 -7). Porém, há um outro lado. A responsabilidade espiritual e eterna que tem a ver com tudo aquilo que envolve a imagem de Deus. A pessoa humana com sua alma, mente e sentimentos (Mt 22.37). A palavra grega original transliterada apodote significa literalmente “pagar de volta”.
26
E eles não puderam tomá-lo em suas palavras diante do povo; e eles maravilhados da sua resposta, calaram-se.
27
Então, chegaram-se a ele alguns dos saduceus, que negam haver ressurreição, e eles perguntaram- lhe,
28
dizendo: Mestre, Moisés nos escreveu que, se morresse o irmão de um homem, tendo esposa, e ele não deixasse filhos, seu irmão tomasse a esposa dele, e levantasse descendência a seu irmão. Lc 20:28
Os saduceus pertenciam a uma linhagem sacerdotal de aristocratas judeus que influenciavam decisivamente a política e a economia israelense que não tinha adeptos entre os pobres. Eles não acreditavam na ressurreição e pregavam suas interpretações sobre a lei do levirato (Dt 25.5,6; Atos 23:6 -8). Uma crença dos antigos judeus, que impunha à viúva o casamento com o irmão do marido falecido, com o propósito de assegurar a continuidade da família, ou seja, da patrilinearidade (Gn 38.8).
Os saduceus pertenciam a uma linhagem sacerdotal de aristocratas judeus que influenciavam decisivamente a política e a economia israelense que não tinha adeptos entre os pobres. Eles não acreditavam na ressurreição e pregavam suas interpretações sobre a lei do levirato (Dt 25.5,6; Atos 23:6 -8). Uma crença dos antigos judeus, que impunha à viúva o casamento com o irmão do marido falecido, com o propósito de assegurar a continuidade da família, ou seja, da patrilinearidade (Gn 38.8).
35
mas os que são considerados dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dos mortos, não se casam, nem se dão em casamento;
36
nem podem mais morrer; porque são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. Lc 20:36
A expressão grega original e literal traduzida por algumas versões como “era” e “mundo” é, na verdade, “século”. Expressão que abrange todos esses sentidos. Jesus usou o estilo de vida dos saduceus (excessivamente preocupados com poder e dinheiro) para se referir às pessoas materialistas e que adotam os valores deste mundo (comportamento modal da sociedade de cada época), quer dizer, do presente século, como alvo e exemplo. Em contraste, Jesus menciona os “filhos da ressurreição”, cujos valores e comportamento serão diferentes aqui e por toda a eternidade (Cl 3:1 -4).
A expressão grega original e literal traduzida por algumas versões como “era” e “mundo” é, na verdade, “século”. Expressão que abrange todos esses sentidos. Jesus usou o estilo de vida dos saduceus (excessivamente preocupados com poder e dinheiro) para se referir às pessoas materialistas e que adotam os valores deste mundo (comportamento modal da sociedade de cada época), quer dizer, do presente século, como alvo e exemplo. Em contraste, Jesus menciona os “filhos da ressurreição”, cujos valores e comportamento serão diferentes aqui e por toda a eternidade (Cl 3:1 -4).
37
Agora que os mortos hão de ressuscitar, até Moisés o mostrou no arbusto, quando ele chamou ao Senhor Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó. Lc 20:37
Na época de Jesus as Escrituras não eram divididas e numeradas em capítulos e versículos como hoje. Os mestres e estudiosos tinham que decorar os conceitos e citar quem e como tal assunto era tratado. A partir do ano 1244 d.C. a Bíblia começou a ser dividida em capítulos para facilitar o estudo e apenas nos séculos VI e X passou também a ser subdividida em versículos numerados. Jesus na verdade citou Êx 3.2 para fundamentar sua explicação quanto à realidade da ressurreição e da vida eterna.
Na época de Jesus as Escrituras não eram divididas e numeradas em capítulos e versículos como hoje. Os mestres e estudiosos tinham que decorar os conceitos e citar quem e como tal assunto era tratado. A partir do ano 1244 d.C. a Bíblia começou a ser dividida em capítulos para facilitar o estudo e apenas nos séculos VI e X passou também a ser subdividida em versículos numerados. Jesus na verdade citou Êx 3.2 para fundamentar sua explicação quanto à realidade da ressurreição e da vida eterna.
40
E depois disso, eles não ousaram perguntar- lhe questão nenhuma. Lc 20:40
Jesus observa que passados vários séculos depois dos patriarcas, quando Deus se revela a Moisés, faz questão de apresentar-se como Deus de Abraão, Isaque e Jacó (Êx 3; 6). Se esses homens não estivessem vivos o Senhor não poderia referir-se a eles como seu Deus, dando a entender que eles ainda mantinham uma relação de culto e adoração ao Senhor mesmo após sua morte na terra. Um argumento desses, firmado em Moisés, tocou profundamente a todos, em especial, aos fariseus (a maioria dos escribas da época), que acreditavam na ressurreição e viviam divergindo teologicamente dos saduceus (Atos 23:6 -8). A resposta de Jesus foi tão brilhante que todos ficaram atônitos e maravilhados com a simplicidade, sabedoria e verdade do seu ensino.
Jesus observa que passados vários séculos depois dos patriarcas, quando Deus se revela a Moisés, faz questão de apresentar-se como Deus de Abraão, Isaque e Jacó (Êx 3; 6). Se esses homens não estivessem vivos o Senhor não poderia referir-se a eles como seu Deus, dando a entender que eles ainda mantinham uma relação de culto e adoração ao Senhor mesmo após sua morte na terra. Um argumento desses, firmado em Moisés, tocou profundamente a todos, em especial, aos fariseus (a maioria dos escribas da época), que acreditavam na ressurreição e viviam divergindo teologicamente dos saduceus (Atos 23:6 -8). A resposta de Jesus foi tão brilhante que todos ficaram atônitos e maravilhados com a simplicidade, sabedoria e verdade do seu ensino.
42
E o próprio Davi disse no livro dos Salmos: O Senhor disse ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Lc 20:42
Se o Messias fosse apenas o descendente humano de Davi, como seria possível um rei deste porte chamar alguém da sua descendência de Senhor? Jesus aproveita o momento de grande atenção de todos para destacar a verdade sobre a sua pessoa e ministério. Os adversários de Jesus foram obrigados a reconhecer que o Messias era também o Filho divino de Deus (Sl 110.1). Estar à direita do rei é a maior demonstração de poder e soberania real, honras normalmente outorgadas somente ao seu filho e sucessor. Cristo reina agora (Lc 22.16; 23.42; Jo 18.36; 1Co 15.24). Os inimigos do Senhor que serão todos vencidos são: a morte (1Co 15.25,26), o pecado e as forças do mal (Cl 2.15; Hb 2.8).
Se o Messias fosse apenas o descendente humano de Davi, como seria possível um rei deste porte chamar alguém da sua descendência de Senhor? Jesus aproveita o momento de grande atenção de todos para destacar a verdade sobre a sua pessoa e ministério. Os adversários de Jesus foram obrigados a reconhecer que o Messias era também o Filho divino de Deus (Sl 110.1). Estar à direita do rei é a maior demonstração de poder e soberania real, honras normalmente outorgadas somente ao seu filho e sucessor. Cristo reina agora (Lc 22.16; 23.42; Jo 18.36; 1Co 15.24). Os inimigos do Senhor que serão todos vencidos são: a morte (1Co 15.25,26), o pecado e as forças do mal (Cl 2.15; Hb 2.8).
44
Portanto, se Davi mesmo lhe chama Senhor, como é ele seu filho? Lc 20:44
Na hierarquia patriarcal dos antigos judeus, o filho mais velho não podia honrar o mais novo chamando-o de Senhor. Jesus explica que essa é uma referência à preexistência e deidade de Cristo, o Messias (Mt 22.41; Mc 12.35). Sendo eterno, Jesus antecede a Davi, como também é anterior a Abraão e sempre esteve com Deus (Jo 8.58).
Na hierarquia patriarcal dos antigos judeus, o filho mais velho não podia honrar o mais novo chamando-o de Senhor. Jesus explica que essa é uma referência à preexistência e deidade de Cristo, o Messias (Mt 22.41; Mc 12.35). Sendo eterno, Jesus antecede a Davi, como também é anterior a Abraão e sempre esteve com Deus (Jo 8.58).
46
Cuidado com os escribas, que querem andar com vestes compridas, e amam saudações nos mercados, e os principais assentos nas sinagogas, e os principais lugares nos banquetes;
47
que devoram as casas das viúvas, e, por aparência, fazem longas orações; estes receberão maior condenação. Lc 20:47
Os escribas (mestres da lei que viviam da oferta do povo) procuravam representar as viúvas, como advogados, em suas causas jurídicas junto às famílias e os requerimentos do templo, para tirarem vantagens financeiras ilícitas (Lc 12.47,48). A vida religiosa não os fazia mais humildes, nem tampouco leais e verdadeiros. A importância do cargo que representavam, a cultura que ostentavam e o louvor das multidões – ao longo de séculos sem submissão verdadeira à Palavra – os havia transformado em pessoas avarentas, arrogantes, egoístas, fraudulentas e, portanto, hipócritas religiosos. A advertência de Jesus é clara e assustadora também para os nossos dias.
Os escribas (mestres da lei que viviam da oferta do povo) procuravam representar as viúvas, como advogados, em suas causas jurídicas junto às famílias e os requerimentos do templo, para tirarem vantagens financeiras ilícitas (Lc 12.47,48). A vida religiosa não os fazia mais humildes, nem tampouco leais e verdadeiros. A importância do cargo que representavam, a cultura que ostentavam e o louvor das multidões – ao longo de séculos sem submissão verdadeira à Palavra – os havia transformado em pessoas avarentas, arrogantes, egoístas, fraudulentas e, portanto, hipócritas religiosos. A advertência de Jesus é clara e assustadora também para os nossos dias.