Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Mat 12Config
1
Naquele tempo, no dia do shabat, Jesus saiu caminhando pelos campos de milho; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas de milho, e a comer.
2
Os fariseus, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer no dia do shabat.
3
Ele, porém, lhes disse: Não tens lido o que fez Davi, quando ele teve fome, e os que estavam com ele?
4
Como ele entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes? Mt 12:4
O sábado (em hebraico shabbãth) é estabelecido nas Escrituras como princípio: um em cada sete dias deveria ser separado (santificado) para o descanso. A raiz hebraica da palavra “sábado” é shãbhath, que significa “cessar”. Na Criação, o próprio Deus legou à humanidade o exemplo da santificação do sábado (Gn 2.2; Êx 20:8 -11). Em Êx 16:21 -30 há uma menção explícita sobre o sábado em relação à provisão do maná. O sábado (dia do descanso em homenagem ao Criador) nesse contexto, é representado como um dom de Deus, visando o repouso e o benefício do povo. Não era necessário trabalhar no sábado (juntar o maná), pois dupla porção era provida no sexto dia da semana. Os fariseus, no entanto, haviam acrescentado à Lei e ao sábado uma série imensa de minuciosas regras e observâncias não prescritas por Moisés. Ao entrar pelos campos de trigo, Jesus e seus discípulos estavam usufruindo um direito concedido pela Lei a todo viajante: comer para satisfazer a fome, sem levar nada (Dt 23.25), mas os fariseus implicaram com o ato de debulhar no sábado (Lc 6.1). Jesus então faz referência a 1Sm 21:1 -6, lembrando que em caso de necessidade, alguns detalhes da lei cerimonial podiam ser suprimidos. Os pães da Presença ou Proposição, como em algumas versões, referem-se à presença do próprio Deus (Êx 33.14,15; Is 63.9). Os doze pães (cada um simbolizando uma tribo) representavam uma oferta perpétua, de pão, ao Senhor, mediante a qual Israel declarava consagrar a Deus os frutos do seu trabalho que, por sua vez, era uma bênção do Senhor (Lv 24.5,9). Esses pães eram colocados na mesa do lugar santo do tabernáculo, todos os sábados, e depois da cerimônia podiam ser comidos pelo sacerdote e sua família. Ocorre que os sacerdotes preparavam os pães e os sacrifícios no sábado, mesmo sob a proibição geral do trabalho nesse dia. Jesus então argumenta que se as necessidades do culto no templo permitiam que o sacerdote profanasse o sábado, com muito mais razão a missão de Cristo (o Messias) merece a mesma liberdade. Jesus ensina que a ética é mais importante que o ritual, e o espírito da Lei maior que as letras e os mandamentos. Jesus declara que Ele é Deus, ao afirmar que é Senhor do sábado (Jo 5.17) e enfatiza que o sábado foi dado à humanidade para o seu bem e não como uma obrigação prejudicial.
O sábado (em hebraico shabbãth) é estabelecido nas Escrituras como princípio: um em cada sete dias deveria ser separado (santificado) para o descanso. A raiz hebraica da palavra “sábado” é shãbhath, que significa “cessar”. Na Criação, o próprio Deus legou à humanidade o exemplo da santificação do sábado (Gn 2.2; Êx 20:8 -11). Em Êx 16:21 -30 há uma menção explícita sobre o sábado em relação à provisão do maná. O sábado (dia do descanso em homenagem ao Criador) nesse contexto, é representado como um dom de Deus, visando o repouso e o benefício do povo. Não era necessário trabalhar no sábado (juntar o maná), pois dupla porção era provida no sexto dia da semana. Os fariseus, no entanto, haviam acrescentado à Lei e ao sábado uma série imensa de minuciosas regras e observâncias não prescritas por Moisés. Ao entrar pelos campos de trigo, Jesus e seus discípulos estavam usufruindo um direito concedido pela Lei a todo viajante: comer para satisfazer a fome, sem levar nada (Dt 23.25), mas os fariseus implicaram com o ato de debulhar no sábado (Lc 6.1). Jesus então faz referência a 1Sm 21:1 -6, lembrando que em caso de necessidade, alguns detalhes da lei cerimonial podiam ser suprimidos. Os pães da Presença ou Proposição, como em algumas versões, referem-se à presença do próprio Deus (Êx 33.14,15; Is 63.9). Os doze pães (cada um simbolizando uma tribo) representavam uma oferta perpétua, de pão, ao Senhor, mediante a qual Israel declarava consagrar a Deus os frutos do seu trabalho que, por sua vez, era uma bênção do Senhor (Lv 24.5,9). Esses pães eram colocados na mesa do lugar santo do tabernáculo, todos os sábados, e depois da cerimônia podiam ser comidos pelo sacerdote e sua família. Ocorre que os sacerdotes preparavam os pães e os sacrifícios no sábado, mesmo sob a proibição geral do trabalho nesse dia. Jesus então argumenta que se as necessidades do culto no templo permitiam que o sacerdote profanasse o sábado, com muito mais razão a missão de Cristo (o Messias) merece a mesma liberdade. Jesus ensina que a ética é mais importante que o ritual, e o espírito da Lei maior que as letras e os mandamentos. Jesus declara que Ele é Deus, ao afirmar que é Senhor do sábado (Jo 5.17) e enfatiza que o sábado foi dado à humanidade para o seu bem e não como uma obrigação prejudicial.
5
Ou não tens lido na lei, que nos dias do shabat, os sacerdotes no templo profanam o shabat, e são inocentes?
7
Mas, se vós soubésseis o que isto significa: Eu quero misericórdia, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes.
10
E eis que ali estava um homem que tinha sua mão seca. E eles perguntaram, para o acusarem, dizendo: É lícito curar no dia do shabat?
11
E ele lhes disse: Qual homem haverá dentre vós que, tendo uma ovelha, e ela caindo em uma cova no dia do shabat, não lançará mão dela, e a levantará?
12
Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? Portanto, é lícito fazer bem nos dias do shabat.
13
Disse ele então ao homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e lhe foi restaurada, sã como a outra.
18
Eis aqui o meu servo, que eu escolhi; o meu amado, em quem a minha alma se satisfaz; eu colocarei sobre ele o meu espírito, e ele mostrará aos gentios o juízo.
20
Não esmagará a cana quebrada, e não apagará o pavio que fumega, até que ele envie o juízo para a vitória;
22
Então, trouxeram-lhe um possuído por um demônio, cego e mudo; e ele o curou, de tal modo que o cego e mudo falava e via.
24
Mas os fariseus, ouvindo isso, diziam: Este indivíduo não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios.
25
Jesus, porém, conhecendo-lhe os pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é desolado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.
27
E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam então vossos filhos? Portanto, eles serão os vossos juízes.
29
Ou, como pode alguém entrar na casa de um homem forte e furtar os seus bens sem primeiro amarrá-lo? E então roubará a sua casa.
31
Portanto, eu vos digo: Toda espécie de pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada aos homens.
32
E quem falar uma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no mundo vindouro.
33
Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque a árvore é conhecida por seu fruto.
34
Ó geração de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.
35
O homem bom traz boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro traz coisas más.
36
Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo.
37
Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado. Mt 12:37
Filho de Davi era um título exclusivo do Messias (Mc 3:22 -30; Lc 11:14 -22). A vinda e a vida de Jesus eram o evidente cumprimento das profecias, especialmente de Isaías 42:1 -4. Deus, assumindo a forma humana em Jesus, tratou os seres humanos com misericórdia e delicadeza: como caniços (varas de pesca) que podem ser quebrados ou esmagados com facilidade; ou ainda como pequenas chamas que podem ser apagadas com um simples movimento. Jesus percebeu, compreendeu (no original grego eidôs) o que de fato os fariseus estavam tramando. Os judeus já praticavam o exorcismo (Atos 19:13 -16) e Jesus os questionou sob qual autoridade exerciam essa prática. Jesus já havia vencido Satanás em seus quarenta dias no deserto (Mt 4:1 -11) e agora estava invadindo o reino do Maligno (1Jo 3.8), para tirar das trevas as almas de todos aqueles que nele cressem, e para destruir a “casa do homem forte” (Is 49:24 -26; Lc 11.21). Por isso não pode haver neutralidade no Reino de Deus: quem não serve a Cristo está servindo ao Diabo que é o diretor-geral do sistema (econômico, político, social e religioso) deste mundo. O único pecado sem perdão é a rejeição consciente e sistemática da salvação graciosa em Cristo e a alegação de que Jesus e o Diabo são a mesma pessoa ou as duas faces da verdade (o bem e o mal), como pensam algumas correntes filosóficas (Hb 6:4 -6; 10:26 -31). Jesus acrescenta que o caráter de uma pessoa será sempre revelado por meio de suas palavras (Tg 3.2) e que essas palavras pesam na balança da terra e do céu (Pv 18.21). Há três palavras gregas para designar milagres: 1) teras – algo portentoso; 2) dunamis – poder maravilhoso; 3) semeion – uma prova ou sinal sobrenatural. No passado, muitos líderes de Israel haviam concedido ao povo provas de sua missão por parte de Deus. Assim, para autenticar a obra de Moisés, o Senhor enviou o maná; para Josué, o Senhor fez parar o Sol e a Lua; para Samuel, enviou o Senhor, trovões, de um céu claro e limpo, sem tempestades; para Elias, mandou Deus, fogo do céu; para Isaías, fez recuar a sombra do relógio (da época) do Sol. Mas, para confirmar a obra de Jesus Cristo, o Messias, seria realizado o maior milagre de todos: Deus ressuscitaria a Seu Filho Jesus da sepultura e esse seria um sinal ainda maior do que aquele realizado para a conversão de toda a antiga cidade de Nínive (39-41).
Filho de Davi era um título exclusivo do Messias (Mc 3:22 -30; Lc 11:14 -22). A vinda e a vida de Jesus eram o evidente cumprimento das profecias, especialmente de Isaías 42:1 -4. Deus, assumindo a forma humana em Jesus, tratou os seres humanos com misericórdia e delicadeza: como caniços (varas de pesca) que podem ser quebrados ou esmagados com facilidade; ou ainda como pequenas chamas que podem ser apagadas com um simples movimento. Jesus percebeu, compreendeu (no original grego eidôs) o que de fato os fariseus estavam tramando. Os judeus já praticavam o exorcismo (Atos 19:13 -16) e Jesus os questionou sob qual autoridade exerciam essa prática. Jesus já havia vencido Satanás em seus quarenta dias no deserto (Mt 4:1 -11) e agora estava invadindo o reino do Maligno (1Jo 3.8), para tirar das trevas as almas de todos aqueles que nele cressem, e para destruir a “casa do homem forte” (Is 49:24 -26; Lc 11.21). Por isso não pode haver neutralidade no Reino de Deus: quem não serve a Cristo está servindo ao Diabo que é o diretor-geral do sistema (econômico, político, social e religioso) deste mundo. O único pecado sem perdão é a rejeição consciente e sistemática da salvação graciosa em Cristo e a alegação de que Jesus e o Diabo são a mesma pessoa ou as duas faces da verdade (o bem e o mal), como pensam algumas correntes filosóficas (Hb 6:4 -6; 10:26 -31). Jesus acrescenta que o caráter de uma pessoa será sempre revelado por meio de suas palavras (Tg 3.2) e que essas palavras pesam na balança da terra e do céu (Pv 18.21). Há três palavras gregas para designar milagres: 1) teras – algo portentoso; 2) dunamis – poder maravilhoso; 3) semeion – uma prova ou sinal sobrenatural. No passado, muitos líderes de Israel haviam concedido ao povo provas de sua missão por parte de Deus. Assim, para autenticar a obra de Moisés, o Senhor enviou o maná; para Josué, o Senhor fez parar o Sol e a Lua; para Samuel, enviou o Senhor, trovões, de um céu claro e limpo, sem tempestades; para Elias, mandou Deus, fogo do céu; para Isaías, fez recuar a sombra do relógio (da época) do Sol. Mas, para confirmar a obra de Jesus Cristo, o Messias, seria realizado o maior milagre de todos: Deus ressuscitaria a Seu Filho Jesus da sepultura e esse seria um sinal ainda maior do que aquele realizado para a conversão de toda a antiga cidade de Nínive (39-41).
38
Então responderam alguns dos escribas e dos fariseus, dizendo: Mestre, nós queremos ver um sinal de ti.
39
Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera procura um sinal, não se lhe dará outro sinal senão o sinal do profeta Jonas; Mt 12:39
O AT usa freqüentemente a metáfora: “adúltera” para significar “infiel a Deus”. Os três dias e três noites de Jonas e de Jesus (Jonas 1.17) referem-se ao período que vai da sexta-feira à tarde até o domingo de manhã. A expressão hebraica traduzida por algumas versões como “baleia”, significa no original: “grande monstro marinho”. A rainha do Sul (também chamada de rainha do meio-dia) é a mesma rainha de Sabá (1Rs 10) cujo reino ficava a sudoeste da Arábia, onde é hoje o Iêmen. Jesus recorre à história de Israel para fazer referência ao processo de purificação da idolatria, entre os judeus, durante o cativeiro babilônico, mas cujo estado atual – de incredulidade e dureza de coração – era muito pior que antes do exílio (Lc 11:24 -26).
O AT usa freqüentemente a metáfora: “adúltera” para significar “infiel a Deus”. Os três dias e três noites de Jonas e de Jesus (Jonas 1.17) referem-se ao período que vai da sexta-feira à tarde até o domingo de manhã. A expressão hebraica traduzida por algumas versões como “baleia”, significa no original: “grande monstro marinho”. A rainha do Sul (também chamada de rainha do meio-dia) é a mesma rainha de Sabá (1Rs 10) cujo reino ficava a sudoeste da Arábia, onde é hoje o Iêmen. Jesus recorre à história de Israel para fazer referência ao processo de purificação da idolatria, entre os judeus, durante o cativeiro babilônico, mas cujo estado atual – de incredulidade e dureza de coração – era muito pior que antes do exílio (Lc 11:24 -26).
40
pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no coração da terra.
41
Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui um que é maior do que Jonas.
42
A rainha do sul se levantará no dia do juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui um que é maior do que Salomão.
43
Quando um espírito imundo sai de um homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra.
44
Então ele diz: Eu voltarei para a minha casa, de onde saí. E voltando, a encontra vazia, varrida e adornada.
45
Então ele vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele, e, eles entrando, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro. Assim também há de acontecer a esta geração perversa.
46
Enquanto ele falava à multidão, eis que sua mãe e seus irmãos estavam fora, desejando falar com ele.
48
Mas ele respondeu, e disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? Mt 12:48
Jesus tinha quatro irmãos (mencionados os seus nomes em Mc 6.3) e mais um número de irmãs não especificado nas Escrituras. Alguns teólogos defendem a idéia de que esses seriam primos de Jesus, filhos de Alfeu com a irmã da mãe de Jesus que também se chamava Maria. Mas, Jo 7.5 e Atos 1.14 os distinguem claramente dos filhos de Alfeu. Jesus aproveita o que seria uma interrupção do seu discurso para ilustrar a verdadeira fraternidade: uma nova família espiritual à qual todos os cristãos pertencem e a quem devem amar como à própria mãe e aos irmãos. Em nenhum momento Jesus tem a intenção de divinizar sua mãe, muito menos de tratá-la sem o devido carinho e respeito.
Jesus tinha quatro irmãos (mencionados os seus nomes em Mc 6.3) e mais um número de irmãs não especificado nas Escrituras. Alguns teólogos defendem a idéia de que esses seriam primos de Jesus, filhos de Alfeu com a irmã da mãe de Jesus que também se chamava Maria. Mas, Jo 7.5 e Atos 1.14 os distinguem claramente dos filhos de Alfeu. Jesus aproveita o que seria uma interrupção do seu discurso para ilustrar a verdadeira fraternidade: uma nova família espiritual à qual todos os cristãos pertencem e a quem devem amar como à própria mãe e aos irmãos. Em nenhum momento Jesus tem a intenção de divinizar sua mãe, muito menos de tratá-la sem o devido carinho e respeito.
49
E, ele estendendo a sua mão em direção os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos;