Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Mar 9Config
1
E ele disse-lhes: Na verdade eu vos digo, que alguns dos que aqui estão não provarão a morte até que vejam o reino de Deus vindo com poder.
2
E seis dias depois Jesus tomou consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os conduziu à parte a um alto monte; e transfigurou-se diante deles. Mc 9:2
No NT, a palavra grega metamorphothe foi usada apenas em Mt 17.2, Rm 12.2 e 2Co 3.18, sempre com o sentido de transformação radical de um ser em outro ser. Em relação à vida diária dos cristãos, significa uma mudança total de caráter, abandonando os costumes mundanos e adotando um estilo de vida próprio dos cidadãos do céu. O objetivo da transfiguração foi manifestar, ainda que brevemente, aos discípulos mais chegados, a glória de Jesus encoberta por causa de sua encarnação. Jesus antecipou a visão da sua ressurreição e do seu glorioso retorno.
No NT, a palavra grega metamorphothe foi usada apenas em Mt 17.2, Rm 12.2 e 2Co 3.18, sempre com o sentido de transformação radical de um ser em outro ser. Em relação à vida diária dos cristãos, significa uma mudança total de caráter, abandonando os costumes mundanos e adotando um estilo de vida próprio dos cidadãos do céu. O objetivo da transfiguração foi manifestar, ainda que brevemente, aos discípulos mais chegados, a glória de Jesus encoberta por causa de sua encarnação. Jesus antecipou a visão da sua ressurreição e do seu glorioso retorno.
3
E as suas vestes tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas como a neve, tais como nenhum tintureiro sobre a terra as poderia branquear.
5
E Pedro, respondendo, disse a Jesus: Mestre, é bom estarmos aqui; deixa-nos fazer aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias. Mc 9:5
Rabi ou Rabbi é a palavra hebraica comumente traduzida por “Mestre”. Pedro se prontificou, ainda que estarrecido, a recriar o antigo ponto de encontro de Deus com seu povo (conhecido como tenda, cabana ou tabernáculo – Êx 29.42; Lv 23.42).
Rabi ou Rabbi é a palavra hebraica comumente traduzida por “Mestre”. Pedro se prontificou, ainda que estarrecido, a recriar o antigo ponto de encontro de Deus com seu povo (conhecido como tenda, cabana ou tabernáculo – Êx 29.42; Lv 23.42).
7
E ali estava uma nuvem que os cobriu, e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi. Mc 9:7
O sentido mais amplo da expressão: “a Ele dai ouvidos”, ou simplesmente, “a ele ouvi”, como aparece em algumas versões, está relacionado à profecia de Dt 18.15, onde o termo “ouvir”, nos originais hebraicos significa “ouvir e obedecer”. Quando se trata da voz de Deus a única maneira correta de ouvir é obedecendo (Tg 1:22 -25).
O sentido mais amplo da expressão: “a Ele dai ouvidos”, ou simplesmente, “a ele ouvi”, como aparece em algumas versões, está relacionado à profecia de Dt 18.15, onde o termo “ouvir”, nos originais hebraicos significa “ouvir e obedecer”. Quando se trata da voz de Deus a única maneira correta de ouvir é obedecendo (Tg 1:22 -25).
9
E, enquanto eles desciam do monte, ele ordenou-lhes que a nenhum homem contassem as coisas que tinham visto, até que o Filho do homem ressuscitasse dentre os mortos.
10
E eles guardaram o que foi dito entre si, perguntando uns aos outros que significava ressuscitar dentre os mortos.
12
E, respondendo ele, disse-lhes: Na verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; e, como está escrito do Filho do homem, que ele deve sofrer muitas coisas, e ser reduzido a nada.
13
Mas eu vos digo que Elias já veio, e eles fizeram-lhe tudo o que quiseram, como está escrito sobre ele. Mc 9:13
Jesus faz referência à vinda de João Batista (Mt 17:10 -13). João, assim como Elias, sofreu a oposição de um rei inseguro, influenciado por uma rainha pagã e perversa. Elias realizou a obra de restauração do culto a Deus, especialmente no monte Carmelo, e foi uma prefiguração de João, que veio iniciar (preparar o caminho) a restauração total do ser humano. Obra essa concluída por Jesus (Ef 1:7 -10). As ameaças de Jezabel em relação a Elias concretizaram-se na vida e no ministério de João e preanunciaram a chegada do Messias (1Rs 19:1 -10).
Jesus faz referência à vinda de João Batista (Mt 17:10 -13). João, assim como Elias, sofreu a oposição de um rei inseguro, influenciado por uma rainha pagã e perversa. Elias realizou a obra de restauração do culto a Deus, especialmente no monte Carmelo, e foi uma prefiguração de João, que veio iniciar (preparar o caminho) a restauração total do ser humano. Obra essa concluída por Jesus (Ef 1:7 -10). As ameaças de Jezabel em relação a Elias concretizaram-se na vida e no ministério de João e preanunciaram a chegada do Messias (1Rs 19:1 -10).
14
E, ele aproximando-se dos seus discípulos, viu ao redor deles uma grande multidão, e os escribas interrogando a eles.
15
E imediatamente toda a multidão, vendo- o, ficou grandemente surpreendida, e, correndo para ele, o saudaram.
17
E um da multidão, respondendo, disse: Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo; Mc 9:17
Possessão demoníaca é a ação de demônios (seres espirituais, anjos caídos, comandados por Satanás, e absolutamente malévolos), que invadem e dominam o sistema nervoso, a consciência sensorial, a sede da vontade humana; e que, enfim, tomam posse do corpo físico de uma pessoa, na qual ainda não habita o Espírito Santo, controlando suas ações e, por vezes, submetendo esse corpo humano a todo tipo de humilhações e sofrimentos.
Possessão demoníaca é a ação de demônios (seres espirituais, anjos caídos, comandados por Satanás, e absolutamente malévolos), que invadem e dominam o sistema nervoso, a consciência sensorial, a sede da vontade humana; e que, enfim, tomam posse do corpo físico de uma pessoa, na qual ainda não habita o Espírito Santo, controlando suas ações e, por vezes, submetendo esse corpo humano a todo tipo de humilhações e sofrimentos.
18
e este, onde quer que o apanhe, derruba- o; e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não puderam.
19
E ele, respondendo-lhes, disse: Ó geração sem fé! Até quando hei de estar convosco? Até quando vos hei de sofrer? Trazei-o a mim!
20
E eles o trouxeram até ele; e vendo-o, o espírito imediatamente o convulsionou; e ele caiu no chão, e revolvia-se, espumando.
22
E muitas vezes isto tem o lançado no fogo, e dentro da água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos.
23
E Jesus disse-lhe: Se tu pudes crer, todas as coisas são possíveis ao que crê. Mc 9:23
Os discípulos, que já haviam expelido vários espíritos malignos, não puderam expulsar aquele demônio por absoluta incredulidade (Mt 17:14 -21). Jesus adverte para o fato de que há graduação de poderes nas trevas, e que certa espécie de inimigos espirituais só podem ser expulsos por meio de profunda comunhão com Deus em oração e persistente devoção, que inclui o jejum. Apesar de a palavra “jejum” não aparecer em muitos originais gregos, é certo que Jesus e a Igreja primitiva praticavam o jejum como disciplina espiritual. Jesus aproveita aquele momento tenso e constrangedor para evidenciar que todas as coisas são realizáveis mediante a fé, e que a grande questão do ser humano é exatamente esta: a falta de fé. Deus pode tudo e a qualquer momento, mas as pessoas costumam “crer duvidando” e, por isso, o Senhor não pode honrar uma “fé falsa” ou “incompleta”. A verdadeira fé elimina todas as barreiras espirituais na vida (Tg 1:5 -8).
Os discípulos, que já haviam expelido vários espíritos malignos, não puderam expulsar aquele demônio por absoluta incredulidade (Mt 17:14 -21). Jesus adverte para o fato de que há graduação de poderes nas trevas, e que certa espécie de inimigos espirituais só podem ser expulsos por meio de profunda comunhão com Deus em oração e persistente devoção, que inclui o jejum. Apesar de a palavra “jejum” não aparecer em muitos originais gregos, é certo que Jesus e a Igreja primitiva praticavam o jejum como disciplina espiritual. Jesus aproveita aquele momento tenso e constrangedor para evidenciar que todas as coisas são realizáveis mediante a fé, e que a grande questão do ser humano é exatamente esta: a falta de fé. Deus pode tudo e a qualquer momento, mas as pessoas costumam “crer duvidando” e, por isso, o Senhor não pode honrar uma “fé falsa” ou “incompleta”. A verdadeira fé elimina todas as barreiras espirituais na vida (Tg 1:5 -8).
24
E imediatamente o pai do menino exclamou e disse em lágrimas: Senhor, eu creio! Ajuda a minha incredulidade.
25
E Jesus, vendo que a multidão, correndo, se aglomerava, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele.
26
E o espírito gritou, e agitando-o com violência, saiu dele; e ele estava como um morto, de modo que muitos diziam: Ele está morto.
28
E, quando ele entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que nós não pudemos expulsá-lo?
30
E, tendo partido dali, passavam pela Galileia, e não queria que nenhum homem soubesse isto. Mc 9:30
Jesus havia completado seu período de ministério às grandes massas na Galiléia e regiões vizinhas. Agora estava a caminho do seu próprio holocausto em Jerusalém (Mc 10:32 -34). Jesus passou então a concentrar, ainda mais, seus ensinos e discipulado na vida dos seus Doze seguidores mais próximos.
Jesus havia completado seu período de ministério às grandes massas na Galiléia e regiões vizinhas. Agora estava a caminho do seu próprio holocausto em Jerusalém (Mc 10:32 -34). Jesus passou então a concentrar, ainda mais, seus ensinos e discipulado na vida dos seus Doze seguidores mais próximos.
31
Pois ele ensinava os seus discípulos, e lhes dizia: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão; e, após ser morto, ele será ressuscitado ao terceiro dia.
33
E ele chegou a Cafarnaum; e, estando na casa, perguntou-lhes: O que discutíeis entre vós pelo caminho?
35
E ele assentou-se, e chamando os doze, disse-lhes: Se algum homem deseja ser o primeiro, este será o último de todos, e o servo de todos.
37
Qualquer que receber uma destas crianças em meu nome, recebe a mim; e qualquer que me receber, não recebe a mim, mas àquele que me enviou. Mc 9:37
Dúvidas sobre a posição hierárquica no Reino ocupavam a mente dos discípulos. A posição social sempre foi uma grande ambição humana, especialmente na cultura judaica daquela época e em função da possibilidade da instauração de um novo “reino” (sistema político-religioso). Entretanto, Jesus esclarece que a honra e o poder no Reino de Deus são conquistados por amor, humildade, generosidade e serviço ao próximo. Como os bons pais cuidam de seus filhos pequenos (Lc 9.47). Por “pequeninos” pode-se entender: as crianças, os novos convertidos e os cristãos em fase de amadurecimento espiritual (Rm 14; 1Co 8 e 9).
Dúvidas sobre a posição hierárquica no Reino ocupavam a mente dos discípulos. A posição social sempre foi uma grande ambição humana, especialmente na cultura judaica daquela época e em função da possibilidade da instauração de um novo “reino” (sistema político-religioso). Entretanto, Jesus esclarece que a honra e o poder no Reino de Deus são conquistados por amor, humildade, generosidade e serviço ao próximo. Como os bons pais cuidam de seus filhos pequenos (Lc 9.47). Por “pequeninos” pode-se entender: as crianças, os novos convertidos e os cristãos em fase de amadurecimento espiritual (Rm 14; 1Co 8 e 9).
38
E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, nós vimos um que expulsava demônios em teu nome, mas ele não nos segue; e nós o proibimos, porque ele não nos segue.
39
Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque não há homem que faça milagre em meu nome, e logo passa a falar mal de mim.
40
Porque quem não é contra nós, é por nós. Mc 9:40
Mc 9:40 Portanto, quem não é contra nós, está a nosso favor.
Mc 9:40 Portanto, quem não é contra nós, está a nosso favor.
41
Porque, todo aquele que vos der de beber um copo de água em meu nome, porque sois de Cristo, na verdade eu vos digo que ele não perderá a sua recompensa.
42
E qualquer que ofender um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e que ele fosse lançado no mar. Mc 9:42
O amor de Deus por seus filhos é tão grande que o suicídio seria a melhor solução para alguém que deliberadamente tentasse desviá-los do verdadeiro Caminho. Jesus usa literalmente o termo “pedra de asno”, para referir-se a uma grande placa de pedra, comumente girada por jumentos, para moer grãos e cereais.
O amor de Deus por seus filhos é tão grande que o suicídio seria a melhor solução para alguém que deliberadamente tentasse desviá-los do verdadeiro Caminho. Jesus usa literalmente o termo “pedra de asno”, para referir-se a uma grande placa de pedra, comumente girada por jumentos, para moer grãos e cereais.
43
E, se a tua mão te ofender, corta-a; melhor é entrares na vida mutilado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga; Mc 9:43
Jesus usa uma hipérbole (figura de linguagem que transmite um ensino por meio do exagero das afirmações ou comparações) para ressaltar a necessidade de uma ação drástica. Muitas vezes o pecado ou um mau hábito só poderá ser vencido por uma “cirurgia espiritual radical”. A palavra grega geenna é traduzida por “inferno” e aparece apenas nos Evangelhos e em Tg 3.6. Seu sentido original corresponde a um “grande depósito de lixo”. Jesus cita a última palavra de advertência proferida por Isaías em relação ao perigo da condenação eterna daqueles que teimam em viver rebeldes ao Espírito de Deus (Is 66.24). Num “grande depósito de lixo” há sempre vermes se revolvendo (Mt 5.22).
Jesus usa uma hipérbole (figura de linguagem que transmite um ensino por meio do exagero das afirmações ou comparações) para ressaltar a necessidade de uma ação drástica. Muitas vezes o pecado ou um mau hábito só poderá ser vencido por uma “cirurgia espiritual radical”. A palavra grega geenna é traduzida por “inferno” e aparece apenas nos Evangelhos e em Tg 3.6. Seu sentido original corresponde a um “grande depósito de lixo”. Jesus cita a última palavra de advertência proferida por Isaías em relação ao perigo da condenação eterna daqueles que teimam em viver rebeldes ao Espírito de Deus (Is 66.24). Num “grande depósito de lixo” há sempre vermes se revolvendo (Mt 5.22).
45
E, se o teu pé te ofender, corta-o; melhor te é entrar na vida coxo do que, tendo dois pés, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga;
47
E, se o teu olho te ofender, arranca-o; melhor é entrares no reino de Deus com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno;
49
Porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal. Mc 9:49
No AT era exigido que se colocasse sal sobre o sacrifício (Lv 2.13 com Ez 43.24). Todo cristão deve ser um sacrifício para Deus (Rm 12.1). Na vida cristã, o sal é representado, por provas, purificação pelo fogo da justiça divina, perseguições do Inimigo e deste mundo (1Co 3.13; 1Pe 1.7; 4.12).
No AT era exigido que se colocasse sal sobre o sacrifício (Lv 2.13 com Ez 43.24). Todo cristão deve ser um sacrifício para Deus (Rm 12.1). Na vida cristã, o sal é representado, por provas, purificação pelo fogo da justiça divina, perseguições do Inimigo e deste mundo (1Co 3.13; 1Pe 1.7; 4.12).
50
Sal é bom; mas, se o sal se tornar insípido, com que o temperareis? Tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros. Mc 9:50
Na época de Jesus o sal era vital para temperar, dar sabor e conservar os alimentos, especialmente as carnes vermelhas e os peixes. Ele se compara, portanto, à firme convicção do cristão que vive corajosa e intensamente o Evangelho (Mc 8:35 -38).
Na época de Jesus o sal era vital para temperar, dar sabor e conservar os alimentos, especialmente as carnes vermelhas e os peixes. Ele se compara, portanto, à firme convicção do cristão que vive corajosa e intensamente o Evangelho (Mc 8:35 -38).