Ozzuu Bible
pt_bolsnt - Mar 4
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1 Outra vez, começou a ensinar perto do mar, e juntou-se a ele grande multidão, de modo que subiu em um barco e, estando no mar, assentou-se; e toda a multidão permaneceu à beira-mar, na praia.
2 E os ensinava com muitas parábolas, dizendo-lhes, em seu ensino:
3 "Escutai: Eis que saiu o semeador a semear,
4 e aconteceu que, ao semear, uma parte caiu ao lado do caminho, e vindo as aves do céu, comeram-na;
5 outra parte caiu sobre as pedras, onde não havia muita terra e, imediatamente, brotou, por não ser profunda a terra.
6 Mas o sol, subindo, queimou-a. E por não ter raiz, secou-se;
7 outra parte caiu sobre os espinhos, e estes cresceram e sufocaram-na, não dando ela frutos;
8 Outra parte, porém, caiu sobre a boa terra e deu fruto, aumentando mais e mais; e produziu num ramo trinta, no outro sessenta e no outro cem."
9 E disse-lhes: "Aquele que tem ouvidos para ouvir, que ouça!"
10 Quando, porém, se encontrava a sós, perguntaram-lhe os que estavam ao seu redor, junto com os doze, a respeito da parábola.
11 E disse-lhes: "A vós é dado conhecer o mistérios do Reino de Deus. Mas, aos de fora, tudo é dito em parábolas,
12 a fim de que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não compreendam; para que não se arrependam e sejam perdoados os seus pecados."
13 Disse-lhes, então: "Não entendeis aquela parábola. Como, pois, entendereis todas as outras parábolas?
14 O semeador semeia a palavra.
15 Estes são aqueles da palavra que é semeada à beira do caminho: tão logo a ouvem, vem o inimigo e arrebata a palavra que é semeada nos seus corações;
16 semelhantes a estes são aqueles da que é semeada sobre as pedras: tão logo a ouvem, com alegria a recebem;
17 mas não tem raízes em si mesmos, são, entretanto, fúteis, de modo que chegando a aflição e perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam;
18 e estes são aqueles da que é semeada sobre os espinhos: são os que, ouvindo a palavra,
19 imediatamente as preocupações do tempo presente e as ilusões da riqueza, e todas as outras ambições, vindo, sufocam a palavra, que não produz frutos;
20 e estes são aqueles da que é semeada sobre a boa terra: são os que, ouvindo a palavra e aceitando-a, produzem fruto a trinta, sessenta e cem.
21 E disse-lhes: "Não acende-se a luz para ser colocado sob um vaso ou embaixo da cama, mas para ser colocada sobre o velador.
22 Pois não existe nada em secreto que não seja revelado, nem acontece nada escondido que não se torne visto.
23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, que ouça!"
24 Disse-lhes ainda: "Prestai atenção nisto que ouvis: com a mesma medida com a qual medirdes sereis também medidos. E ainda vos será acrescentado, ó vos que ouvis!
25 Pois ao que tem ser-lhe-á dado, e ao que não tem até o que tem ser-lhe-á tirado!"
26 E disse-lhes: "Por isto, o Reino de Deus é como se um homem lançasse a sua semente sobre a terra
27 e fosse dormir, e acordasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, sem saber ele como.Pois a terra, por si mesma, produz frutos; primeiro a erva, depois a espiga e, depois, abundância de grãos na espiga.
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29 Quando, pois, surge o fruto, imediatamente se lhe põe a foice, porque é chegado o momento da colheita."
30 E disse, ainda: "A que assemelharei o Reino de Deus? E com qual parábola o tornaremos conhecido?
31 Com um grão de mostarda, o qual, quando semeado sobre a terra é a menor de todas as sementes que existem sobre a terra;
32 Porém, tão logo é semeado, sobe e torna-se maior do que todas as ervas, e bota grandes galhos, de modo que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra."
33 E com muitas parábolas como esta lhes falava a palavra, porque não podiam ouvir claramente.
34 Mas sem parábolas não lhes falava; porém, a sós com seus discípulos, explicava tudo.
35 E disse-lhes, naquele dia, chegando o entardecer: "Atravessemos para o outro lado!"
36 E, deixando a multidão, levaram-no, como estava, no barco; e outros barquinhos o acompanhavam.
37 E surgiu uma grande tempestade de vento. As ondas batiam no barco, de modo que já começava a juntar água.
38 Ele, entretanto, encontrava-se na proa, dormindo sobre um travesseiro; e despertaram-no, dizendo: "Mestre! Não te importa que estamos a perecer?"
39 E, desperto ele, repreendeu o vento e disse ao mar: "Silencia! Fecha tua boca!"
40 Disse-lhes, também: "Porque sois assim covardes? Como é que não tendes fé?"
41 E ficaram tomados de grande medo, dizendo uns para os outros: "Quem é, pois, este que até o vento e o mar lhe obedecem?"