Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Rom 11Config
1
Então, eu digo: Rejeitou Deus o seu povo? De forma alguma! Porque eu também sou israelita, da semente de Abraão, da tribo de Benjamim. Rm 11:1
Deus jamais permitiu que todo Israel se afastasse dele. Sempre houve um remanescente fiel entre o povo judeu. Paulo e algumas outras pessoas de fé, como ele, são a prova disto. Paulo era originário da tribo de Benjamim (Fp 3.5), tinha o mesmo nome do primeiro rei de Israel que também fora benjamita: Saulo (Saul em aramaico – Atos 8:1 -3; 9:1 -17 e Atos 13.21).
Deus jamais permitiu que todo Israel se afastasse dele. Sempre houve um remanescente fiel entre o povo judeu. Paulo e algumas outras pessoas de fé, como ele, são a prova disto. Paulo era originário da tribo de Benjamim (Fp 3.5), tinha o mesmo nome do primeiro rei de Israel que também fora benjamita: Saulo (Saul em aramaico – Atos 8:1 -3; 9:1 -17 e Atos 13.21).
2
Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a escritura diz de Elias, como ele intercede a Deus contra Israel, dizendo:
3
Senhor, eles mataram os teus profetas e derrubaram os teus altares; e eu fiquei sozinho, e eles buscam a minha vida.
4
Mas o que lhe diz a resposta de Deus? Eu reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante da imagem de Baal.
5
Assim, então, também no tempo presente há um remanescente, de acordo com a eleição da graça. Rm 11:5
Assim como nos antigos dias de Elias, em meio à apostasia generalizada, havia um remanescente de judeus crentes (piedosos). Entretanto, a base da existência desse grupo de fiéis não eram as boas obras que, sem dúvida, eles realizavam, mas a graça de Deus. O amor ativo de Deus que planejou e ofereceu a Salvação à humanidade é a Graça revelada na eleição de Israel. O princípio da Graça livre, que parte do coração de Deus, corresponde à fé pela qual é apropriada (1Rs 19:10 -18).
Assim como nos antigos dias de Elias, em meio à apostasia generalizada, havia um remanescente de judeus crentes (piedosos). Entretanto, a base da existência desse grupo de fiéis não eram as boas obras que, sem dúvida, eles realizavam, mas a graça de Deus. O amor ativo de Deus que planejou e ofereceu a Salvação à humanidade é a Graça revelada na eleição de Israel. O princípio da Graça livre, que parte do coração de Deus, corresponde à fé pela qual é apropriada (1Rs 19:10 -18).
6
E se é por graça, então não é mais por obras; caso contrário, a graça não é mais graça. Mas se for por obras, então não é mais por graça, do contrário a obra não é mais obra.
7
O que então? Israel não conseguiu o que buscava; mas os eleitos conseguiram, e os demais ficaram cegos. Rm 11:7
O maravilhoso princípio divino da eleição não foi anulado mesmo considerando que a maioria dos judeus rejeitou a pessoa e a obra do Messias: Jesus Cristo (Is 6:8 -10). O pequeno remanescente de fiéis continua vivo e representando o povo da aliança (Rm 11.25).
O maravilhoso princípio divino da eleição não foi anulado mesmo considerando que a maioria dos judeus rejeitou a pessoa e a obra do Messias: Jesus Cristo (Is 6:8 -10). O pequeno remanescente de fiéis continua vivo e representando o povo da aliança (Rm 11.25).
8
(De acordo como está escrito: Deus lhes deu um espírito de sonolência, olhos para não verem e ouvidos para não ouvirem), até este dia.
9
E Davi diz: Que a sua mesa se torne em laço, e em armadilha, em pedra de tropeço, e em recompensa;
10
sejam escurecidos os seus olhos, para que eles não vejam, e para que encurvem continuamente as costas. Rm 11:10
A expressão “entorpecimento” vem do grego katanuxis, e significava literalmente “picada venenosa” que resultava num adormecimento parcial ou total do corpo. Existe uma lei de causa e efeito no universo. Deus criou nossa mão e o fogo. Se colocarmos a mão no fogo, a lei de causa e efeito diz que ela se queimará. Se tentarmos colocá-la, Deus permitirá que ela seja queimada, ainda que possamos alegar que Deus a queimou (Dt 29.4; Is 29.10; Sl 69.22,23).
A expressão “entorpecimento” vem do grego katanuxis, e significava literalmente “picada venenosa” que resultava num adormecimento parcial ou total do corpo. Existe uma lei de causa e efeito no universo. Deus criou nossa mão e o fogo. Se colocarmos a mão no fogo, a lei de causa e efeito diz que ela se queimará. Se tentarmos colocá-la, Deus permitirá que ela seja queimada, ainda que possamos alegar que Deus a queimou (Dt 29.4; Is 29.10; Sl 69.22,23).
11
Então, eu digo: Eles tropeçaram para que caíssem? De forma alguma! Mas, antes, pela sua queda, a salvação veio aos gentios, para provocá-los ciúme.
12
Ora, se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude? Rm 11:12
A “riqueza” refere-se à oferta da Salvação aos gentios, ainda que no plano divino ela venha dos judeus e para eles primeiramente (Jo 4.22 com Rm 1.16). Os maravilhosos benefícios da Salvação já podem ser experimentados pelos gentios crentes, os quais ficaram disponíveis devido à rejeição explícita dos judeus em relação ao Evangelho. Foi essa rejeição contumaz que levou os apóstolos a oferecerem a bênção aos gentios (Atos 13:46 -48; 18.6).
A “riqueza” refere-se à oferta da Salvação aos gentios, ainda que no plano divino ela venha dos judeus e para eles primeiramente (Jo 4.22 com Rm 1.16). Os maravilhosos benefícios da Salvação já podem ser experimentados pelos gentios crentes, os quais ficaram disponíveis devido à rejeição explícita dos judeus em relação ao Evangelho. Foi essa rejeição contumaz que levou os apóstolos a oferecerem a bênção aos gentios (Atos 13:46 -48; 18.6).
14
para ver se de alguma maneira eu posso provocar emulação aos que são da minha carne e salvar alguns deles.
15
Porque se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua aceitação, senão a vida dentre os mortos? Rm 11:15
A “vida dentre os mortos” significa a ressurreição que coincidirá com a gloriosa segunda vinda de Jesus, o Messias.
A “vida dentre os mortos” significa a ressurreição que coincidirá com a gloriosa segunda vinda de Jesus, o Messias.
16
E, se os primeiros frutos são santos o caroço também é santo; e se a raiz for santa, assim serão os ramos. Rm 11:16
A primeira parte do versículo é uma alusão ao texto do AT (Nm 15:17 -21). Parte da massa feita com os primeiros frutos da colheita (as primícias) era oferecida ao Senhor e, desse modo, ficava consagrada a massa toda. A santa raiz é uma referência à solidariedade do povo israelita para com os patriarcas e homens de fé (Hb 11), ou com os judeus como Paulo que havia aceitado Jesus como o verdadeiro Messias prometido, o Unigênito Filho de Deus.
A primeira parte do versículo é uma alusão ao texto do AT (Nm 15:17 -21). Parte da massa feita com os primeiros frutos da colheita (as primícias) era oferecida ao Senhor e, desse modo, ficava consagrada a massa toda. A santa raiz é uma referência à solidariedade do povo israelita para com os patriarcas e homens de fé (Hb 11), ou com os judeus como Paulo que havia aceitado Jesus como o verdadeiro Messias prometido, o Unigênito Filho de Deus.
17
E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo uma oliveira silvestre, foste enxertado entre eles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, Rm 11:17
O procedimento usual de cultivo das oliveiras era enxertar um broto de oliveira cultivada em uma árvore silvestre ou comum (brava). Paulo, entretanto, constrói sua metáfora de maneira antinatural (Rm 11:17 -24), em referência ao enxerto de um ramo de oliveira brava (os gentios cristãos) na oliveira cultivada. Esse procedimento não é natural, nem lógico, mas é exatamente esse o ponto básico do ensino de Paulo: Deus agiu, sobrenaturalmente, segundo sua sabedoria e soberania (Ef 2.12). Jamais devemos desprezar os judeus, pois é mais fácil Deus os recolocar na oliveira do que incluir um gentio numa primeira oportunidade (Rm 11.24).
O procedimento usual de cultivo das oliveiras era enxertar um broto de oliveira cultivada em uma árvore silvestre ou comum (brava). Paulo, entretanto, constrói sua metáfora de maneira antinatural (Rm 11:17 -24), em referência ao enxerto de um ramo de oliveira brava (os gentios cristãos) na oliveira cultivada. Esse procedimento não é natural, nem lógico, mas é exatamente esse o ponto básico do ensino de Paulo: Deus agiu, sobrenaturalmente, segundo sua sabedoria e soberania (Ef 2.12). Jamais devemos desprezar os judeus, pois é mais fácil Deus os recolocar na oliveira do que incluir um gentio numa primeira oportunidade (Rm 11.24).
18
não te glories contra os ramos; mas se te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Rm 11:18
A salvação dos cristãos gentios depende dos judeus, especialmente dos patriarcas. Por exemplo, a aliança com Abraão (Jo 4.22).
A salvação dos cristãos gentios depende dos judeus, especialmente dos patriarcas. Por exemplo, a aliança com Abraão (Jo 4.22).
20
Bem, por sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Não sejas arrogante, mas teme.
22
Vê, pois, a bondade e a severidade de Deus. Para com os que caíram, severidade, mas para contigo, a bondade, se permaneceres na sua bondade, do contrário, tu também serás cortado. Rm 11:22
A teologia bíblica deve levar em consideração a “bondade” e a “severidade” do Senhor. Uma doutrina que não aceita a “absoluta bondade divina” faz de Deus um tirano cruel e insensível. Se não levarmos em conta sua “justiça severa” o comparamos a um pai incapaz de educar seus filhos e lhes mostrar o Caminho (Jesus).
A teologia bíblica deve levar em consideração a “bondade” e a “severidade” do Senhor. Uma doutrina que não aceita a “absoluta bondade divina” faz de Deus um tirano cruel e insensível. Se não levarmos em conta sua “justiça severa” o comparamos a um pai incapaz de educar seus filhos e lhes mostrar o Caminho (Jesus).
23
E eles também, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; pois Deus é capaz de enxertá-los novamente.
24
Porque, se tu foste cortado da oliveira, que é silvestre por natureza, e contra natureza foste enxertado na oliveira boa, quanto mais esses, que são ramos naturais, serão enxertados na sua própria oliveira?
25
Porque eu não quero irmãos, que ignoreis este mistério, para que não sejais sábios em seus próprios conceitos, que endurecimento ocorreu em parte a Israel, até que tenha entrado a plenitude dos gentios. Rm 11:25
A palavra grega mysterion era usada pelas seitas e crenças que havia na época de Paulo. A expressão significa “revelação” ou “trazer à luz um conhecimento oculto”. Paulo faz uso dessa mesma expressão para comunicar claramente aos seus leitores que o Espírito Santo estava “revelando” algo especial, da parte de Deus, que estivera obscurecido de todos, mas que agora deveria ficar claro como o dia: a encarnação, morte vicária, ressurreição de Jesus Cristo, o Messias (Rm 16.25; 1Co 2.7; 4.1; 13.2; 14.2; 15.51; Ef 1.9; 3:3 -9; 5.32; 16.19; Cl 1.26,27; 2.2; 4.3; 2Ts 2.7; 1Tm 3.9,16). No NT, a perseverança é a prova da verdadeira conversão (Mt 24.13).
A palavra grega mysterion era usada pelas seitas e crenças que havia na época de Paulo. A expressão significa “revelação” ou “trazer à luz um conhecimento oculto”. Paulo faz uso dessa mesma expressão para comunicar claramente aos seus leitores que o Espírito Santo estava “revelando” algo especial, da parte de Deus, que estivera obscurecido de todos, mas que agora deveria ficar claro como o dia: a encarnação, morte vicária, ressurreição de Jesus Cristo, o Messias (Rm 16.25; 1Co 2.7; 4.1; 13.2; 14.2; 15.51; Ef 1.9; 3:3 -9; 5.32; 16.19; Cl 1.26,27; 2.2; 4.3; 2Ts 2.7; 1Tm 3.9,16). No NT, a perseverança é a prova da verdadeira conversão (Mt 24.13).
26
E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades. Rm 11:26
Paulo deixa claro que a salvação do judeu – seja quantos forem e quando for – ocorrerá com base na mesma exigência requerida a qualquer indivíduo humano: fé sincera em Jesus Cristo crucificado e ressurreto dentre os mortos. Paulo cita Is 59.20 acompanhando a antiga interpretação do Talmude, entendendo que o texto se refere ao Messias, e portanto, a Jesus (Gl 4.26; Is 59.20,21; 27.9; Jr 31.33,34).
Paulo deixa claro que a salvação do judeu – seja quantos forem e quando for – ocorrerá com base na mesma exigência requerida a qualquer indivíduo humano: fé sincera em Jesus Cristo crucificado e ressurreto dentre os mortos. Paulo cita Is 59.20 acompanhando a antiga interpretação do Talmude, entendendo que o texto se refere ao Messias, e portanto, a Jesus (Gl 4.26; Is 59.20,21; 27.9; Jr 31.33,34).
28
Quanto ao evangelho, eles são inimigos por causa de vós; mas quanto à eleição, eles são amados por causa dos pais.
30
Porque assim como vós também em tempos passados não críeis em Deus, mas agora alcançastes misericórdia pela desobediência deles,
31
assim também estes agora não creram, para que através da sua misericórdia eles também pudessem alcançar misericórdia.
32
Porque Deus encerrou a todos na incredulidade, para que ele pudesse ter misericórdia sobre todos. Rm 11:32
Deus revela toda a sua misericórdia sobre judeus e gentios indistintamente. Deus levou a humanidade a uma situação na qual não pode negar sua total culpa perante a lei divina estabelecida em todo o universo (Gl 3.22). O plano de Deus é convencer o ser humano de sua absoluta culpa, condenação, incapacidade pessoal de salvação, necessidade premente de arrependimento e fé em Cristo para obter a Salvação eterna, o grande propósito de Deus desde a Queda da humanidade (Gn 3). O universalismo que vemos aqui, na expressão “...misericórdia para com todos”, é escatológico, representativo e não absoluto. Tem o sentido de “sem distinção”, mas não de “sem exceção”.
Deus revela toda a sua misericórdia sobre judeus e gentios indistintamente. Deus levou a humanidade a uma situação na qual não pode negar sua total culpa perante a lei divina estabelecida em todo o universo (Gl 3.22). O plano de Deus é convencer o ser humano de sua absoluta culpa, condenação, incapacidade pessoal de salvação, necessidade premente de arrependimento e fé em Cristo para obter a Salvação eterna, o grande propósito de Deus desde a Queda da humanidade (Gn 3). O universalismo que vemos aqui, na expressão “...misericórdia para com todos”, é escatológico, representativo e não absoluto. Tem o sentido de “sem distinção”, mas não de “sem exceção”.
33
Ó profundidade das riquezas, da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!
36
Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; a ele seja a glória para sempre! Amém. Rm 11:36
O termo “profundidade” (Rm 11.33) é usado no sentido de sua inexaurível plenitude. A sabedoria de Deus é inesgotável e não pode ser compreendida completamente pelo ser humano, mas podemos sentir as bênçãos do seu amor prático e igualmente interminável. Paulo descreve os atributos de Deus em sua doxologia apostólica (verso ou hino de louvor a Deus que encerrava sermões e obras de literatura cristã): 1) Na riqueza de sua sabedoria, Ele concebeu o plano da justificação pela fé em Cristo, a sua própria pessoa encarnada em Jesus de Nazaré, incluindo todos os povos do mundo e não apenas os judeus da aliança; 2) Judeus e gentios estão condenados, mas podem receber a graça da Salvação pela fé em Cristo; 3) Deus é a fonte (dEle), o veículo, a mídia (por meio dEle) e o fim, tanto em relação ao propósito quanto ao encerramento da história (para Ele), de absolutamente tudo o que há no universo.
O termo “profundidade” (Rm 11.33) é usado no sentido de sua inexaurível plenitude. A sabedoria de Deus é inesgotável e não pode ser compreendida completamente pelo ser humano, mas podemos sentir as bênçãos do seu amor prático e igualmente interminável. Paulo descreve os atributos de Deus em sua doxologia apostólica (verso ou hino de louvor a Deus que encerrava sermões e obras de literatura cristã): 1) Na riqueza de sua sabedoria, Ele concebeu o plano da justificação pela fé em Cristo, a sua própria pessoa encarnada em Jesus de Nazaré, incluindo todos os povos do mundo e não apenas os judeus da aliança; 2) Judeus e gentios estão condenados, mas podem receber a graça da Salvação pela fé em Cristo; 3) Deus é a fonte (dEle), o veículo, a mídia (por meio dEle) e o fim, tanto em relação ao propósito quanto ao encerramento da história (para Ele), de absolutamente tudo o que há no universo.