Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Mat 18Config
1
Naquela mesma hora chegaram-se a Jesus os seus discípulos e perguntaram: Quem é o maior no reino do céu? Mt 18:1
Este é o último grande discurso de Jesus antes de ir para Jerusalém (Mc 9.33 com 17.25). Estavam todos reunidos na casa de Pedro e Jesus notou que havia se manifestado entre seus discípulos o mal do ciúme, da inveja e da competição por proeminência no ministério.
Este é o último grande discurso de Jesus antes de ir para Jerusalém (Mc 9.33 com 17.25). Estavam todos reunidos na casa de Pedro e Jesus notou que havia se manifestado entre seus discípulos o mal do ciúme, da inveja e da competição por proeminência no ministério.
3
e disse: Na verdade eu vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como criancinhas, de modo algum entrareis no reino do céu. Mt 18:3
A expressão grega straphete significa “virar”, “mudar completamente” e está relacionada a uma nova vida voltada (consagrada) para Deus e não apenas a adoção de certa religiosidade formal. Ser como as crianças, é admitir um novo começo e dispor-se humildemente a aprender a viver como cidadão do Reino.
A expressão grega straphete significa “virar”, “mudar completamente” e está relacionada a uma nova vida voltada (consagrada) para Deus e não apenas a adoção de certa religiosidade formal. Ser como as crianças, é admitir um novo começo e dispor-se humildemente a aprender a viver como cidadão do Reino.
6
Mas, quem ofender um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor para ele que pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e que se afogasse no fundo do mar.
7
Ai do mundo, por causa das ofensas! Pois é necessário que venham ofensas; mas ai do homem por quem vem a ofensa!
8
Portanto, se a tua mão ou o teu pé te ofender, corta-o, e lança-o para longe de ti; é melhor para ti entrar na vida coxo ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno.
9
E, se o teu olho te ofender, arranca-o, e lança-o para longe de ti; é melhor para ti entrar na vida com um olho só, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno.
10
Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos no céu sempre veem a face de meu Pai que está no céu. Mt 18:10
A referência aos pequeninos pode ser tanto às crianças quanto ao novos (neófitos) na fé cristã. O escândalo e o desprezo por essas pessoas teriam o efeito de uma cilada (uma armadilha provocada pelo Diabo), afastando-as da verdadeira vida em Cristo. O provocador de escândalos receberá o mais severo julgamento de Deus. Quanto aos anjos, são seres criados por Deus para Sua adoração e serviço. Há várias classes de anjos com diversas especialidades. Aqui, Jesus se refere aos anjos guardiões, destacados pelo Senhor para cuidar das crianças e do povo de Deus em geral (Sl 34.7; 91.11; Atos 12.15; Hb 1.14).
A referência aos pequeninos pode ser tanto às crianças quanto ao novos (neófitos) na fé cristã. O escândalo e o desprezo por essas pessoas teriam o efeito de uma cilada (uma armadilha provocada pelo Diabo), afastando-as da verdadeira vida em Cristo. O provocador de escândalos receberá o mais severo julgamento de Deus. Quanto aos anjos, são seres criados por Deus para Sua adoração e serviço. Há várias classes de anjos com diversas especialidades. Aqui, Jesus se refere aos anjos guardiões, destacados pelo Senhor para cuidar das crianças e do povo de Deus em geral (Sl 34.7; 91.11; Atos 12.15; Hb 1.14).
12
O que vos parece? Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, ele não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou?
13
E, se porventura a encontra, na verdade eu vos digo que ele se regozijará mais com aquela ovelha, do que pelas noventa e nove que não se desgarraram.
14
Assim também, não é a vontade de vosso Pai que está no céu, que se pereça um destes pequeninos. Mt 18:14
A história da ovelha perdida também se acha em Lc 15:3 -7. Ali é aplicada aos incrédulos, mas aqui aos cristãos. O Mt 18.14 não exclui a possibilidade da perdição, mas ressalta que a vontade de Deus é que todos sejam salvos. A pessoa que vai para o inferno, desde já recusa a salvação e aceita – direta ou indiretamente – a condição de perdido, não porque Deus queira (Mt 25.41;1Tm 2.4). Jesus usou a mesma parábola para ensinar verdades diferentes em situações específicas.
A história da ovelha perdida também se acha em Lc 15:3 -7. Ali é aplicada aos incrédulos, mas aqui aos cristãos. O Mt 18.14 não exclui a possibilidade da perdição, mas ressalta que a vontade de Deus é que todos sejam salvos. A pessoa que vai para o inferno, desde já recusa a salvação e aceita – direta ou indiretamente – a condição de perdido, não porque Deus queira (Mt 25.41;1Tm 2.4). Jesus usou a mesma parábola para ensinar verdades diferentes em situações específicas.
15
Além disso, se teu irmão pecar contra ti, vai, e corrige-o entre ti e ele só; se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão.
16
Se, porém, ele não te ouvir, então leva contigo mais um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas cada palavra seja estabelecida. Mt 18:16
Jesus orienta seus discípulos quanto aos passos que devem ser observados para resolver os problemas de relacionamento interpessoal, pecados evidentes, e casos de excomunhão da igreja (congregação local): 1) Como primeiro passo (muitas vezes ignorado), o crente que se sente vítima de alguma ofensa ou que descobre um pecado em seu irmão de fé, deve convidá-lo para uma conversa a sós (ninguém mais deve saber desse assunto) e tentar estabelecer um diálogo honesto, sincero e cordial com o ofensor, a fim de “ganhar o seu irmão”; ou seja, que haja acertos e reparações (se necessário) para que os dois obtenham paz e alegria, e sigam servindo ao Senhor, dando bom exemplo ao mundo. 2) No caso da recusa ou indiferença do ofensor, a pessoa ofendida deve convidar um ou mais irmãos maduros na fé, que chamarão o ofensor para uma conversa em grupo, onde se buscará o Conselho de Deus, as reparações necessárias e a celebração da paz em Cristo (Gl 6:1 -5). Jesus cita o texto de Dt 19.15, da Septuaginta (o AT em grego), incorporando esse justo e sábio princípio da lei mosaica para benefício da Igreja Cristã. 3) No caso de total indiferença ou falta de arrependimento por parte do ofensor, os líderes espirituais da igreja devem ser informados pelo grupo que tentou trazer o irmão faltoso ao bom senso e à perfeita comunhão em Cristo. Os líderes devem fazer o possível para “não perder” o irmão faltoso. No caso de claro desrespeito à Palavra de Deus e à liderança da igreja, então esse pecador obstinado deve ser afastado da comunhão cristã, ao menos até que recobre a sensatez, reconheça suas faltas e se disponha sinceramente a viver de acordo com os princípios da Palavra de Deus (1Co 5:4 -5; 1Tm 1.20).
Jesus orienta seus discípulos quanto aos passos que devem ser observados para resolver os problemas de relacionamento interpessoal, pecados evidentes, e casos de excomunhão da igreja (congregação local): 1) Como primeiro passo (muitas vezes ignorado), o crente que se sente vítima de alguma ofensa ou que descobre um pecado em seu irmão de fé, deve convidá-lo para uma conversa a sós (ninguém mais deve saber desse assunto) e tentar estabelecer um diálogo honesto, sincero e cordial com o ofensor, a fim de “ganhar o seu irmão”; ou seja, que haja acertos e reparações (se necessário) para que os dois obtenham paz e alegria, e sigam servindo ao Senhor, dando bom exemplo ao mundo. 2) No caso da recusa ou indiferença do ofensor, a pessoa ofendida deve convidar um ou mais irmãos maduros na fé, que chamarão o ofensor para uma conversa em grupo, onde se buscará o Conselho de Deus, as reparações necessárias e a celebração da paz em Cristo (Gl 6:1 -5). Jesus cita o texto de Dt 19.15, da Septuaginta (o AT em grego), incorporando esse justo e sábio princípio da lei mosaica para benefício da Igreja Cristã. 3) No caso de total indiferença ou falta de arrependimento por parte do ofensor, os líderes espirituais da igreja devem ser informados pelo grupo que tentou trazer o irmão faltoso ao bom senso e à perfeita comunhão em Cristo. Os líderes devem fazer o possível para “não perder” o irmão faltoso. No caso de claro desrespeito à Palavra de Deus e à liderança da igreja, então esse pecador obstinado deve ser afastado da comunhão cristã, ao menos até que recobre a sensatez, reconheça suas faltas e se disponha sinceramente a viver de acordo com os princípios da Palavra de Deus (1Co 5:4 -5; 1Tm 1.20).
17
E, se ele recusar ouvi-los, dize-o à igreja; mas se recusar ouvir a igreja, seja ele para ti como um homem gentio e um publicano.
18
Na verdade eu vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.
19
Ainda eu vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está no céu.
20
Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles. Mt 18:20
Essas são promessas dirigidas a todos os discípulos de Cristo (cristãos totalmente consagrados ao Senhor), pois saberão agir com sabedoria celestial. O Mt 18.19 é uma das grandes promessas do Evangelho, em relação à oração. Entretanto, é preciso observar a conexão desse versículo com o seu contexto imediato e o conteúdo do capítulo. Ou seja, a promessa é dada aos discípulos reunidos, tendo Jesus Cristo em seu meio (Mt 18.20), com o objetivo de restaurar um irmão que esteja vivendo no erro (pecado – Mt 18.17). Jesus confirma a autoridade dos discípulos para o exercício dessa função (Mt 18.18 e Mt 16.19), e a promessa é cumprida porque agem da parte do Pai, em nome do Filho (Mt 18.20). O verdadeiro entendimento e unidade entre os seres humanos é algo raro, mesmo entre os cristãos. Deus só exige um acordo entre as pessoas: que Jesus Cristo, seu Filho, seja a grande paixão da humanidade e o ponto comum e central da fé. Jesus é o fator básico da unidade (Jo 17:19 -21). É possível discordar e viver em comunhão, respeito e cooperação no Reino.
Essas são promessas dirigidas a todos os discípulos de Cristo (cristãos totalmente consagrados ao Senhor), pois saberão agir com sabedoria celestial. O Mt 18.19 é uma das grandes promessas do Evangelho, em relação à oração. Entretanto, é preciso observar a conexão desse versículo com o seu contexto imediato e o conteúdo do capítulo. Ou seja, a promessa é dada aos discípulos reunidos, tendo Jesus Cristo em seu meio (Mt 18.20), com o objetivo de restaurar um irmão que esteja vivendo no erro (pecado – Mt 18.17). Jesus confirma a autoridade dos discípulos para o exercício dessa função (Mt 18.18 e Mt 16.19), e a promessa é cumprida porque agem da parte do Pai, em nome do Filho (Mt 18.20). O verdadeiro entendimento e unidade entre os seres humanos é algo raro, mesmo entre os cristãos. Deus só exige um acordo entre as pessoas: que Jesus Cristo, seu Filho, seja a grande paixão da humanidade e o ponto comum e central da fé. Jesus é o fator básico da unidade (Jo 17:19 -21). É possível discordar e viver em comunhão, respeito e cooperação no Reino.
21
Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes o meu irmão pecará contra mim, e eu o perdoarei? Até sete vezes?
22
Jesus lhe disse: Eu não te digo que até sete vezes; mas até setenta vezes sete. Mt 18:22
Os rabis e mestres judaicos ordenavam perdoar até três vezes. Pedro sugeriu um salto espiritual: sete vezes! O número perfeito, completo. Mas, Jesus lhe respondeu com uma expressão matemática e filosófica que tende ao infinito. Ou seja: sempre! O cristão, por sua fé no Senhor, deve perdoar todas as vezes que o ofensor arrependido lhe pedir perdão. Só assim será possível ao crente compartilhar do amor, misericórdia e generosidade de Deus.
Os rabis e mestres judaicos ordenavam perdoar até três vezes. Pedro sugeriu um salto espiritual: sete vezes! O número perfeito, completo. Mas, Jesus lhe respondeu com uma expressão matemática e filosófica que tende ao infinito. Ou seja: sempre! O cristão, por sua fé no Senhor, deve perdoar todas as vezes que o ofensor arrependido lhe pedir perdão. Só assim será possível ao crente compartilhar do amor, misericórdia e generosidade de Deus.
24
E, começando a acertá-las, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. Mt 18:24
Jesus ilustra por que devemos perdoar sem limites. O perdão que Deus nos concedeu, ao nos abençoar com o dom da salvação, é tão grandioso, que qualquer ofensa que outro ser humano venha a praticar contra nós torna-se irrisória, embora possa nos fazer sofrer por algum tempo. Perdoar sempre dará mais espaço à plenitude divina em nossa alma. O “talento” era uma medida de peso, usada para pesar ouro e prata, equivalente, a cerca de 35 quilos. Cada talento valia cerca de 6.000 denários. O “denário” era uma moeda de prata que equivalia a um dia de trabalho braçal. Deus, finalmente, julgará a todos conforme seu amor longânimo e justiça severa; e espera de nós o mesmo senso de misericórdia (Tg 2.13).
Jesus ilustra por que devemos perdoar sem limites. O perdão que Deus nos concedeu, ao nos abençoar com o dom da salvação, é tão grandioso, que qualquer ofensa que outro ser humano venha a praticar contra nós torna-se irrisória, embora possa nos fazer sofrer por algum tempo. Perdoar sempre dará mais espaço à plenitude divina em nossa alma. O “talento” era uma medida de peso, usada para pesar ouro e prata, equivalente, a cerca de 35 quilos. Cada talento valia cerca de 6.000 denários. O “denário” era uma moeda de prata que equivalia a um dia de trabalho braçal. Deus, finalmente, julgará a todos conforme seu amor longânimo e justiça severa; e espera de nós o mesmo senso de misericórdia (Tg 2.13).
25
Porém, não tendo ele com que pagar, ordenou seu senhor que fossem vendidos ele, e sua mulher e seus filhos, e tudo que ele tinha, e que o pagamento fosse feito.
26
Então o servo se prostrou, e o adorou, dizendo: Senhor, tem paciência comigo, e eu tudo te pagarei.
28
Saindo, porém, este servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem denários; e, lançando mão dele, tomou-o pela garganta, dizendo: Paga-me o que tu me deves.
29
Então o seu conservo, caindo-lhe aos pés, pediu-lhe, dizendo: Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo.
31
Vendo, pois, os seus conservos o que foi feito, entristeceram-se muito, e foram contar a seu senhor tudo o que foi feito.
32
Seu senhor então, chamando-o, disse-lhe: Servo perverso, perdoei-te toda aquela dívida, porque tu me suplicaste.
33
Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu conservo, como eu também tive misericórdia de ti?
34
E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que ele pagasse tudo o que lhe devia.
35
Assim também meu Pai celeste fará convosco, se de coração não perdoardes cada um as ofensas do seu irmão.