Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Mat 17Config
1
E, seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu à parte a um alto monte, Mt 17:1
Lucas fala em “cerca de oito dias” em seu texto paralelo (Lc 9.28), pois indica os seis dias de intervalo mais o dia em que Jesus falou e o dia em que a transfiguração aconteceu em algum ponto do monte Hermom (com cerca de 3000 metros de altura), a 20 km de Cesaréia de Filipe. Como prometera, Jesus oferece a alguns discípulos (mais íntimos), uma antevisão da exaltação futura do Senhor e do pleno estabelecimento do seu Reino. Jesus foi visto em sua forma glorificada. Moisés comparece representando a antiga aliança e a promessa da salvação (que dentro em breve seria cumprida no sacrifício de Jesus). Elias representa os profetas e o cumprimento da Palavra de Deus. Lucas acrescenta que conversavam a respeito da iminente morte de Cristo (Lc 9.31). Jesus é revelado como a realidade gloriosa à qual a totalidade do AT apresenta como o cumprimento de toda a história da redenção humana, desde o dia em que Abraão foi chamado para obedecer a Deus e abandonou tudo o que tinha, para receber a herança prometida (Gn 12.2,3; 15.4,5). Na experiência da transformação de Jesus, Deus Pai intervém na história para consolar o Filho, que já estava a caminho da crucificação (22-23 com 16-21), e também aos discípulos, a fim de darem toda a atenção às palavras de Jesus e continuarem firmes na fé após sua morte e ascensão. Bem mais tarde, Pedro vai citar esse evento em suas pregações, como uma das provas irrefutáveis da divindade de Jesus, o Messias (2Pe 1:16 -18).
Lucas fala em “cerca de oito dias” em seu texto paralelo (Lc 9.28), pois indica os seis dias de intervalo mais o dia em que Jesus falou e o dia em que a transfiguração aconteceu em algum ponto do monte Hermom (com cerca de 3000 metros de altura), a 20 km de Cesaréia de Filipe. Como prometera, Jesus oferece a alguns discípulos (mais íntimos), uma antevisão da exaltação futura do Senhor e do pleno estabelecimento do seu Reino. Jesus foi visto em sua forma glorificada. Moisés comparece representando a antiga aliança e a promessa da salvação (que dentro em breve seria cumprida no sacrifício de Jesus). Elias representa os profetas e o cumprimento da Palavra de Deus. Lucas acrescenta que conversavam a respeito da iminente morte de Cristo (Lc 9.31). Jesus é revelado como a realidade gloriosa à qual a totalidade do AT apresenta como o cumprimento de toda a história da redenção humana, desde o dia em que Abraão foi chamado para obedecer a Deus e abandonou tudo o que tinha, para receber a herança prometida (Gn 12.2,3; 15.4,5). Na experiência da transformação de Jesus, Deus Pai intervém na história para consolar o Filho, que já estava a caminho da crucificação (22-23 com 16-21), e também aos discípulos, a fim de darem toda a atenção às palavras de Jesus e continuarem firmes na fé após sua morte e ascensão. Bem mais tarde, Pedro vai citar esse evento em suas pregações, como uma das provas irrefutáveis da divindade de Jesus, o Messias (2Pe 1:16 -18).
2
e transfigurou-se diante deles; e a sua face resplandeceu como o sol, e as suas vestes estavam brancas como a luz.
4
E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, é bom estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias.
5
E, enquanto ainda falava, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.
9
Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: A nenhum homem conteis a visão, até que o Filho do homem seja ressuscitado dentre os mortos.
10
E os seus discípulos perguntaram-no, dizendo: Por que dizem então os escribas que Elias deverá vir primeiro?
11
E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas. Mt 17:11
Os mestres da lei (escribas) defendiam, com base em Ml 4:5 -6, que Elias deveria reaparecer em Israel para anunciar a vinda do Messias. Contudo, Jesus demonstrou que foi João, o Batista, a pessoa que cumpriu essa missão profética, pois até suas vestes, maneira de viver e personalidade revelavam o caráter de um Elias, e esse era o sentido da profecia.
Os mestres da lei (escribas) defendiam, com base em Ml 4:5 -6, que Elias deveria reaparecer em Israel para anunciar a vinda do Messias. Contudo, Jesus demonstrou que foi João, o Batista, a pessoa que cumpriu essa missão profética, pois até suas vestes, maneira de viver e personalidade revelavam o caráter de um Elias, e esse era o sentido da profecia.
12
Mas eu vos digo que Elias já veio, e eles não o reconheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim eles farão também sofrer o Filho do homem.
15
Senhor, tem misericórdia de meu filho; pois é lunático e padece muito; porque muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água. Mt 17:15
A expressão grega original, em algumas versões traduzida por “lunático”, significa: “epilético”. Evidentemente nem todo ataque epilético tem a ver com possessão demoníaca; mas, neste caso, o menino estava mesmo possuído por um demônio muito poderoso. Todavia, qualquer discípulo que tivesse fé e comunhão com Deus (jejum e oração) poderia expulsá-lo e curar o menino.
A expressão grega original, em algumas versões traduzida por “lunático”, significa: “epilético”. Evidentemente nem todo ataque epilético tem a ver com possessão demoníaca; mas, neste caso, o menino estava mesmo possuído por um demônio muito poderoso. Todavia, qualquer discípulo que tivesse fé e comunhão com Deus (jejum e oração) poderia expulsá-lo e curar o menino.
17
E Jesus, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando eu estarei contigo? Até quando eu terei de sofrer? Trazei-mo aqui.
19
Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que nós não pudemos expulsá-lo?
20
E Jesus lhes respondeu: Por causa de vossa incredulidade; porque na verdade eu vos digo que, se tiverdes fé como um grão de semente da mostarda, direis a este monte: Remove-te daqui para lá, e será removido; e nada será impossível para vós.
22
Enquanto permaneciam eles na Galileia, disse-lhes Jesus: O Filho do homem será traído nas mãos dos homens;
24
E vindo eles para Cafarnaum, aproximaram- se de Pedro os que recebiam tributos, e perguntaram: O vosso mestre não paga tributos?
25
Disse ele: Sim. E quando entrou na casa, Jesus o preveniu, dizendo: O que tu pensas, Simão? De quem cobram os reis da terra o tributo ou imposto? Dos seus próprios filhos, ou dos estrangeiros?
26
E Pedro lhe disse: Dos estrangeiros. Disse-lhe Jesus: Então os filhos são isentos. Mt 17:26
O imposto das duas dracmas era cobrado anualmente de todos os homens de 20 anos para cima, sendo destinado à manutenção do templo. Havia cobradores para outros valores e tipos de impostos (Êx 30.13; 2Cr 24.9; Ne 10.32). Valia meio estáter ou siclo, por pessoa (valor que correspondia a dois dracmas ou dois dias de trabalho braçal). Jesus se antecipa à confusão mental de Pedro, ao demonstrar que os membros da família real ficam isentos de pagar os impostos do Reino. Assim, Jesus, o Filho de Deus (dono do templo) não estaria pessoalmente obrigado a arcar com parte do sustento da casa do seu Pai (Lc 2.49). Como Pedro ainda não tinha entendido a amplitude desse conceito e, além disso, já havia se comprometido com o pagamento, Jesus ilustra para ele, e para nós, mais esse ensino sobre a Sua pessoa, Reino e Missão, além dos nossos deveres civis e religiosos (Rm 13.7).
O imposto das duas dracmas era cobrado anualmente de todos os homens de 20 anos para cima, sendo destinado à manutenção do templo. Havia cobradores para outros valores e tipos de impostos (Êx 30.13; 2Cr 24.9; Ne 10.32). Valia meio estáter ou siclo, por pessoa (valor que correspondia a dois dracmas ou dois dias de trabalho braçal). Jesus se antecipa à confusão mental de Pedro, ao demonstrar que os membros da família real ficam isentos de pagar os impostos do Reino. Assim, Jesus, o Filho de Deus (dono do templo) não estaria pessoalmente obrigado a arcar com parte do sustento da casa do seu Pai (Lc 2.49). Como Pedro ainda não tinha entendido a amplitude desse conceito e, além disso, já havia se comprometido com o pagamento, Jesus ilustra para ele, e para nós, mais esse ensino sobre a Sua pessoa, Reino e Missão, além dos nossos deveres civis e religiosos (Rm 13.7).
27
Mas, para que não os ofendemos, vai ao mar, lança o anzol, e toma o primeiro peixe que subir; e abrindo-lhe a sua boca, encontrarás um pedaço de dinheiro; toma-o, e dai- o por mim e por ti.