Ozzuu Bible
pt_kjfiel - 2Co 11Config
1
Quisera eu suportar em Deus um pouco em minha loucura! E, de fato, suportai-me. 2Co 11:1
Com o objetivo de tornar evidente a falsidade de alguns auto-intitulados “apóstolos de Cristo”, Paulo se vê obrigado a comparar sua vida e obras em Cristo com as atitudes desses falsos mestres que estavam dividindo a Igreja em Corinto e colocando os cristãos contra o verdadeiro mensageiro do Senhor. Ao ter que apresentar suas credenciais e falar de suas virtudes para aqueles a quem tanto amava e tanto conhecia, Paulo ironiza sua situação e comunica aos seus leitores que só estando fora de si para verbalizar tantas jactâncias e obviedades; como, aliás, apreciavam fazer os falsos apóstolos.
Com o objetivo de tornar evidente a falsidade de alguns auto-intitulados “apóstolos de Cristo”, Paulo se vê obrigado a comparar sua vida e obras em Cristo com as atitudes desses falsos mestres que estavam dividindo a Igreja em Corinto e colocando os cristãos contra o verdadeiro mensageiro do Senhor. Ao ter que apresentar suas credenciais e falar de suas virtudes para aqueles a quem tanto amava e tanto conhecia, Paulo ironiza sua situação e comunica aos seus leitores que só estando fora de si para verbalizar tantas jactâncias e obviedades; como, aliás, apreciavam fazer os falsos apóstolos.
2
Porque tenho ciúme sobre vós com ciúme divino; porque vos tenho desposado com um marido, para vos apresentar como uma virgem pura a Cristo. 2Co 11:2
Zelo é a expressão que retrata o cuidado extremo (ciúme) de Deus para com seu povo (noiva) Israel no AT (Is 54.5; 62.5; Os 2:19 -20). Cristo é, muitas vezes, identificado no NT como o Noivo, sendo a Igreja, personificada como sua noiva (Mt 9.15; Jo 3.29; Rm 7.4; 1Co 6.15; Ef 5:23 -32; Ap 19:7 -9; 21.2). Paulo era reconhecido como pai espiritual dos coríntios (2Co 6.13), e “amigo do Noivo” (Jo 3.29). Por isso, tinha a responsabilidade de garantir a saúde e a educação (espiritual e moral) da “virgem” (a Igreja não maculada por falsas doutrinas) e conduzí-la pura ao casamento fiel e eterno com o Noivo.
Zelo é a expressão que retrata o cuidado extremo (ciúme) de Deus para com seu povo (noiva) Israel no AT (Is 54.5; 62.5; Os 2:19 -20). Cristo é, muitas vezes, identificado no NT como o Noivo, sendo a Igreja, personificada como sua noiva (Mt 9.15; Jo 3.29; Rm 7.4; 1Co 6.15; Ef 5:23 -32; Ap 19:7 -9; 21.2). Paulo era reconhecido como pai espiritual dos coríntios (2Co 6.13), e “amigo do Noivo” (Jo 3.29). Por isso, tinha a responsabilidade de garantir a saúde e a educação (espiritual e moral) da “virgem” (a Igreja não maculada por falsas doutrinas) e conduzí-la pura ao casamento fiel e eterno com o Noivo.
3
Mas eu temo que, de algum modo, assim como a serpente enganou Eva com a sua sutileza, que as suas mentes sejam corrompidas da simplicidade que há em Cristo.
4
Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não aceitastes, vós o podeis suportar.
5
Porque suponho que em nada fui inferior aos mais superiores apóstolos. 2Co 11:5
A estratégia da falsidade é que ela, de fato, não é toda mentirosa, há sempre elementos de verdade em seu contexto, e isso a torna ainda mais sagaz e perniciosa. Os inimigos de Paulo eram judeus também e estavam apresentando um Jesus de acordo com as suas próprias doutrinas judaicas (2Co 11.22). Os coríntios estavam aceitando conceitos de um “espírito” de escravidão, medo e mundanismo (Rm 8.15; 1Co 2.12; Gl 2.4; Cl 2:20 -23) em vez de apresentarem o fruto do “Espírito”: liberdade, amor, alegria, paz, coragem e poder (2Co 3.17; Rm 14.17; Gl 2.4; 5:1 -22; Ef 3.20; Cl 1.11; 2Tm 1.7). Historicamente, líderes religiosos, hereges, despóticos e carismáticos têm sido mais ovacionados pelo mundo do que os santos servos do Senhor. Por isso, os crentes e as igrejas precisam ter cuidado para não se deixarem influenciar pelos “superapóstolos” ou “eminências”, conforme a ironia usada por Paulo, e, assim, em se afastar da verdade (Gl 1:6 -9).
A estratégia da falsidade é que ela, de fato, não é toda mentirosa, há sempre elementos de verdade em seu contexto, e isso a torna ainda mais sagaz e perniciosa. Os inimigos de Paulo eram judeus também e estavam apresentando um Jesus de acordo com as suas próprias doutrinas judaicas (2Co 11.22). Os coríntios estavam aceitando conceitos de um “espírito” de escravidão, medo e mundanismo (Rm 8.15; 1Co 2.12; Gl 2.4; Cl 2:20 -23) em vez de apresentarem o fruto do “Espírito”: liberdade, amor, alegria, paz, coragem e poder (2Co 3.17; Rm 14.17; Gl 2.4; 5:1 -22; Ef 3.20; Cl 1.11; 2Tm 1.7). Historicamente, líderes religiosos, hereges, despóticos e carismáticos têm sido mais ovacionados pelo mundo do que os santos servos do Senhor. Por isso, os crentes e as igrejas precisam ter cuidado para não se deixarem influenciar pelos “superapóstolos” ou “eminências”, conforme a ironia usada por Paulo, e, assim, em se afastar da verdade (Gl 1:6 -9).
6
Mas, embora eu seja rude no discurso, contudo não o sou no conhecimento; mas nos temos feito manifestos totalmente entre vós em todas as coisas.
7
Porventura, eu cometi ofensa, humilhando- me, para que vós fôsseis exaltados, porque vos preguei o evangelho de Deus gratuitamente?
9
E quando eu estava presente convosco, quando tive necessidade, não fui uma carga para ninguém. Porque, o que estava me faltando, os irmãos que vieram da Macedônia supriram; e em todas as coisas me guardei de vos ser um fardo, e ainda me guardarei. 2Co 11:9
Paulo usa uma expressão muito rara em grego para construir uma metáfora em relação ao procedimento dos falsos apóstolos. O termo, aqui traduzido por “pesado”, tem a ver com a atitude predatória de um peixe oriental que primeiro paralisa (hipnotiza) sua presa para, em seguida, devorá-la tranqüilamente.
Paulo usa uma expressão muito rara em grego para construir uma metáfora em relação ao procedimento dos falsos apóstolos. O termo, aqui traduzido por “pesado”, tem a ver com a atitude predatória de um peixe oriental que primeiro paralisa (hipnotiza) sua presa para, em seguida, devorá-la tranqüilamente.
10
Como a verdade de Cristo está em mim, nenhum homem me impedirá de me gloriar nas regiões da Acaia.
12
Mas o que eu faço o farei, para que eu possa cortar ocasião aos que desejam ocasião, no que eles se gloriam, sejam achados assim como nós. 2Co 11:12
Era comum nas regiões da Grécia (a província de Acaia ficava ao sul, onde se localizava a cidade de Corinto), no século I, os mestres religiosos e filósofos itinerantes receberem por qualquer ensino que ministravam. Paulo, contudo, havia decidido em seu coração, não cobrar nada pela proclamação do Evangelho e discipulado cristão, embora aceitasse ofertas voluntárias, conforme o ensino de Cristo (Lc 10.7; Gl 6.6). Os falsos apóstolos alegavam que o ensino de Paulo era fraco e sem qualidade acadêmica, por isso era de graça. Na verdade, desejavam que Paulo passasse a cobrar por seu ministério, e assim se igualasse a eles. O apóstolo se nega a proceder assim e insiste em continuar sua jornada de pregar e testemunhar o dom gratuito de Deus. Irmãos da Macedônia e da Igreja em Filipos foram movidos pelo Espírito e supriram todas as necessidades do apóstolo do Senhor (Atos 18.5; Fp 4.15).
Era comum nas regiões da Grécia (a província de Acaia ficava ao sul, onde se localizava a cidade de Corinto), no século I, os mestres religiosos e filósofos itinerantes receberem por qualquer ensino que ministravam. Paulo, contudo, havia decidido em seu coração, não cobrar nada pela proclamação do Evangelho e discipulado cristão, embora aceitasse ofertas voluntárias, conforme o ensino de Cristo (Lc 10.7; Gl 6.6). Os falsos apóstolos alegavam que o ensino de Paulo era fraco e sem qualidade acadêmica, por isso era de graça. Na verdade, desejavam que Paulo passasse a cobrar por seu ministério, e assim se igualasse a eles. O apóstolo se nega a proceder assim e insiste em continuar sua jornada de pregar e testemunhar o dom gratuito de Deus. Irmãos da Macedônia e da Igreja em Filipos foram movidos pelo Espírito e supriram todas as necessidades do apóstolo do Senhor (Atos 18.5; Fp 4.15).
15
Portanto, não é grande coisa, se os seus ministros também são transformados em ministros da justiça; cujo fim será conforme as suas obras.
16
Eu digo novamente: Nenhum homem me julgue um tolo, do contrário, recebei-me como tolo, para que me glorie um pouco.
20
Porque sois sofredores, se um homem vos leva para a servidão, se um homem vos devora, se um homem vos toma, se um homem se exalta, se um homem vos fere na face.
21
Para vergonha minha o digo, falo como se estivéssemos enfraquecidos. Mas naquilo em que alguém é ousado (falo tolamente) eu também sou ousado.
22
Eles são hebreus? Eu também sou. São israelitas? Eu também sou. São a semente de Abraão? Eu também sou.
23
Eles são ministros de Cristo? (eu falo como um tolo) eu sou mais: Em trabalhos mais abundantes; em açoites acima da medida; em prisões mais frequentes; em perigo de morte, muitas vezes. 2Co 11:23
Paulo usa uma expressão grega, semelhante a “alucinado ou doido”, para expressar figuradamente seu estado hipotético de total descontrole emocional e psíquico, em função de ter que dar provas da verdade transparente e inegável que vive desde que conheceu a Cristo.
Paulo usa uma expressão grega, semelhante a “alucinado ou doido”, para expressar figuradamente seu estado hipotético de total descontrole emocional e psíquico, em função de ter que dar provas da verdade transparente e inegável que vive desde que conheceu a Cristo.
25
Três vezes eu fui açoitado com varas, uma vez eu fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei nas profundezas; 2Co 11:25
Os judeus costumavam aplicar um castigo, muitas vezes mortal, chamado “quarentena”, que consistia de uma sessão de 40 chibatadas menos uma (Mt 10.17). Oito fustigações são mencionadas aqui, cinco pelas mãos dos judeus (Dt 25:1 -3) e três por autoridades romanas, que usavam varas nessas ocasiões; apesar da cidadania romana de Paulo, que deveria tê-lo protegido desse tipo de castigo (Atos 16:22 -29).
Os judeus costumavam aplicar um castigo, muitas vezes mortal, chamado “quarentena”, que consistia de uma sessão de 40 chibatadas menos uma (Mt 10.17). Oito fustigações são mencionadas aqui, cinco pelas mãos dos judeus (Dt 25:1 -3) e três por autoridades romanas, que usavam varas nessas ocasiões; apesar da cidadania romana de Paulo, que deveria tê-lo protegido desse tipo de castigo (Atos 16:22 -29).
26
em viagens muitas vezes, em perigos de águas, em perigos de ladrões, em perigos dos da minha própria nação, em perigos dos pagãos, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; 2Co 11:26
Em todos os lugares, todos os dias, Paulo corria risco de vida por causa do Evangelho e dos amados irmãos, como nos relata seu amigo Lucas no livro dos Atos dos Apóstolos: Icônio (2Co 14.5), Listra (2Co 14.19), Filipos (2Co 16.22), Tessalônica (2Co 17.5), Éfeso (2Co 19.26).
Em todos os lugares, todos os dias, Paulo corria risco de vida por causa do Evangelho e dos amados irmãos, como nos relata seu amigo Lucas no livro dos Atos dos Apóstolos: Icônio (2Co 14.5), Listra (2Co 14.19), Filipos (2Co 16.22), Tessalônica (2Co 17.5), Éfeso (2Co 19.26).
27
em exaustão e dor, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, no frio e na nudez.
30
Se for necessário gloriar-me, gloriar- me-ei nas coisas que dizem respeito à minha fraqueza. 2Co 11:30
Paulo reconhece que sua própria fraqueza e as limitações humanas abrem caminho para que ele possa experimentar todo o esplendor e poder da graça superabundante do Senhor. Por isso, ele chega à conclusão de que se há qualquer motivo de orgulho e glória, é na obra que a misericórdia de Cristo realizou em sua vida, e não em sua pessoa, ou em algum trabalho que tenha realizado. O servo de Deus que exorta os crentes a não se preocuparem, várias vezes se desesperou por amor à Igreja de Cristo (Atos 20.19; Cl 2.1).
Paulo reconhece que sua própria fraqueza e as limitações humanas abrem caminho para que ele possa experimentar todo o esplendor e poder da graça superabundante do Senhor. Por isso, ele chega à conclusão de que se há qualquer motivo de orgulho e glória, é na obra que a misericórdia de Cristo realizou em sua vida, e não em sua pessoa, ou em algum trabalho que tenha realizado. O servo de Deus que exorta os crentes a não se preocuparem, várias vezes se desesperou por amor à Igreja de Cristo (Atos 20.19; Cl 2.1).
32
Em Damasco, o governador sob o rei Aretas, guardou a cidade dos damascenos com uma guarnição, desejosos de me prenderem; 2Co 11:32
Paulo refere-se ao rei Aretas IV, sogro de Herodes Antipas, que reinou sobre os árabes da Nabatéia de 9 a.C. a 40 d.C. Nessa época, o terrível imperador romano, Calígula, havia devolvido Damasco para Aretas, pois essas terras já haviam lhe pertencido no passado.
Paulo refere-se ao rei Aretas IV, sogro de Herodes Antipas, que reinou sobre os árabes da Nabatéia de 9 a.C. a 40 d.C. Nessa época, o terrível imperador romano, Calígula, havia devolvido Damasco para Aretas, pois essas terras já haviam lhe pertencido no passado.