Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Eph 5
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1 Sede, pois, seguidores de Deus, como filhos amados.
2 E andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. Ef 5:2
Paulo nos orienta a imitar a Deus por meio de um espírito perdoador e agir como Seu Filho Jesus agiu nas diversas situações da vida (Ef 4.32; Sl 103:8 -13). O amor sacrificial de Cristo pode ser notado não somente na grandiosa obra da Salvação (Ef 2), mas também como exemplo de como devemos exercer o amor fraternal. Na Torá (basicamente os primeiros cinco livros do AT), a frase “aroma suave”, referindo-se à oferta do sacrifício a Deus, aparece mais de 40 vezes, enfatizando o quanto esse ato de profunda devoção e entrega era agradável ao Senhor (Gn 8.21; Êx 29.18,25,41; Lv 1.9,13,17). A mesma atitude que Deus teve em relação à salvação da humanidade (Rm 8.32).
3 Mas a fornicação e toda impureza ou avareza nem ainda se nomeiem entre vós, como convém a santos.
4 Nem imundícia, nem conversas tolas, nem chocarrices, que não convêm; mas, antes, ações de graças.
5 Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou pessoa impura, ou homem avarento, o qual é idolatra, tem herança alguma no reino de Cristo e de Deus.
6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Ef 5:6
A expressão grega “filhos da desobediência”, mantida aqui em sua forma original, como aparece na Septuaginta (a tradução grega do AT), é um hebraísmo, e significa: “pessoas que propositalmente se colocam contra e permanentemente rebeldes ao apelo do Evangelho” (Ef 2.2; Cl 3.6).
7 Portanto, não sejais participantes com eles. Ef 5:7
Embora os cristãos não possam se alienar do sistema mundial vigente, e precisem conviver nos diversos relacionamentos sociais normais com seus próximos, como também acontecia com Jesus Cristo (Lc 5:30 -32; 15.1,2), não devem partilhar do mesmo estilo de vida pecaminoso dos incrédulos. A pessoa que persiste na cobiça (sexual e de todos os outros tipos) exclui a ação do Espírito de Deus de sua vida; em conseqüência, Deus a exclui da participação em seu Reino (1Co 6.9,11).
8 Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz,
9 (Pois o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade),
10 aprovando o que é aceitável ao Senhor. Ef 5:10
O fruto da luz é oposto às obras das trevas (Gl 5.22,23). Cristo é a Luz (Jo 1.9; 3.19; 8.12). Fazer a sua vontade é, portanto, não apenas caminhar na luz (1Jo 1.7; 2.10), mas refletir a Luz para as áreas mais escuras da alma e da sociedade humanas (Mt 5.14).
11 E não tenhais amizade com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, reprovai-as.
12 Porque até falar destas coisas que são feitas por eles em secreto é vergonha.
13 Mas todas as coisas, sendo reprovadas, se manifestam pela luz, porque a luz tudo manifesta.
14 Pelo que ele diz: Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te dará a luz. Ef 5:14
Paulo cita uma estrofe de um conhecido hino cristão do primeiro século, baseado em Is 60.1, que apela aos incrédulos para que não deixem passar a grande oportunidade de aceitar o Evangelho, isto é, o Messias e Salvador Jesus Cristo (Cl 4.5).
15 Portanto, vede prudentemente como andais, não como tolos, mas como sábios,
16 remindo o tempo, porque os dias são maus.
17 Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.
18 E não vos embriagueis com vinho, no qual há excesso, mas enchei-vos do Espírito. Ef 5:18
Assim como a embriaguez domina uma pessoa e altera sua razão e atitudes, o Espírito transforma o comportamento do crente. O álcool, as drogas e todos os vícios, conduzem seus escravos para as trevas infernais, ao passo que o Espírito Santo garante, ao seu servo, vida eterna e todos os benefícios do Reino de Deus. O tempo presente do verbo grego no original é usado para mostrar, que a plenitude do Espírito Santo não é uma experiência. Repetidas vezes, conforme requeira cada ocasião, o Espírito revestirá o coração do crente para o testemunho, a evangelização, a adoração, a contribuição e o serviço cristão em geral (Cl 3.15; 4.1 de acordo com Ef 5.18 – 6.9).
19 Falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e louvando ao Senhor no vosso coração,
20 dando sempre graças por todas as coisas a Deus e Pai, em o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Ef 5:20
O cristão que aprendeu a andar diariamente na plenitude do Espírito Santo não tem porque viver se queixando ou amargurado, mesmo em meio às mais difíceis provações. Esse comportamento vitorioso, grato e otimista não tem a ver com forças do pensamento positivo, mas com a correta compreensão da pessoa de Deus-Pai, do seu amor inalterável e de que todos os seus propósitos são bons e contribuem para nossa verdadeira felicidade hoje e, mais ainda, na eternidade (Rm 8.28; 1Ts 5.18; Hb 12:3 -11).
21 sujeitando-vos uns aos outros no temor do Deus. Ef 5:21
Nos capítulos 2 a 4, Paulo demonstrou como Deus pode unir judeus e gentios cristãos num novo relacionamento com Sua Pessoa por meio de Jesus Cristo. Em 4:1 -6, ressaltou a importância da unidade. Agora revela como os crentes, plenos do Espírito Santo, podem conviver satisfatoriamente nos vários relacionamentos humanos. Essas orientações práticas quanto às responsabilidades mútuas dos cristãos fiéis é semelhante às que são ministradas em Cl 3.18 – 4.1 e em 1Pe 2.13 – 3.12, de acordo com Rm 13:1 -10. A chave para todos os relacionamentos humanos é a humildade (mútua submissão dos crentes), virtude que só é plenamente possível por meio do revestimento (pleno controle) do Espírito de Deus.
22 Esposas, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor.
23 Porque o marido é a cabeça da esposa, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
24 Portanto, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido. Ef 5:24
Paulo aplica o conceito da total submissão dos crentes a Cristo, e da mútua submissão dos cristãos (plenitude do Espírito), ao matrimônio. Sujeitar-se ou submeter-se implicava em abrir mão dos direitos. O termo podia ter o sentido de “obediência”, como na disciplina militar, porém a palavra “obedecer” não aparece em nenhuma parte das Escrituras em relação às esposas, embora seja usada no tocante aos filhos (Ef 6.1), e aos escravos e servos (Ef 6.5). A expressão “porquanto sois submissas ao Senhor” difere da maioria das antigas versões, por deixar mais claro ao leitor o sentido original da frase, que um homem não pode ocupar o lugar de Deus na vida da esposa. Mas, pelo contrário, que a esposa deve respeitar com carinho a seu marido como um ato de fé e dedicação ao Senhor. A analogia entre o relacionamento de Cristo com a Igreja e do marido com a esposa é fundamental para compreensão integral desse princípio bíblico. Cristo fez por merecer seu relacionamento especial com a Igreja (Ef 2.16; 4.4,12,16; 1Co 11.3).
25 Maridos, amai vossa esposa, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela. Ef 5:25
Paulo enfatiza que, especialmente no relacionamento conjugal, a submissão não deve ser apenas uma atitude unilateral, mas um relacionamento recíproco entre duas pessoas que amam a Deus e desejam agradá-lo (oferecendo a Deus o sacrifício de uma vida santa). A entrega pessoal de Jesus, por nossa salvação eterna, ilustra de forma dramática a maneira pela qual o marido cristão deve dedicar-se carinhosamente ao bem-estar de sua esposa. Entregar-se à morte a favor da amada é uma manifestação mais sublime de devoção do que a exigida da esposa. Que mulher não seria submissa a um homem capaz de entregar sua própria vida para vê-la feliz?
26 Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Ef 5:26
O Senhor Jesus Cristo morreu e ressuscitou, não apenas para nos dar o perdão eterno de que tanto carecíamos, mas para levar sua Igreja a viver uma vida de plena santidade e purificação, como sua “noiva”. Uma análise dos conceitos da lavagem, por meio da água e da Palavra devem considerar os seguintes textos bíblicos: Jo 3.5; 15.3; Tt 1.18; 1Pe 1.23; 3.21.
27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, ou ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
28 Assim devem os maridos amar a sua própria esposa como a seu próprio corpo. Quem ama a sua esposa ama-se a si mesmo.
29 Porque nunca ninguém detestou a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja. Ef 5:29
A base dessas afirmações e da doutrina desses versículos é a citação de Gn 2.24. Se o marido e sua mulher se tornam “uma só pessoa”, logo, quando o homem ama a esposa, ama aquela que se tornou parte integrante do seu próprio corpo.
30 Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.
31 Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua esposa; e os dois serão uma só carne.
32 Este é um grande mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Ef 5:32
O mistério da união do homem com a sua mulher é um eco humano da realidade espiritual mais sublime, que há na união de Cristo com os Seus num só Corpo: a Igreja (Rm 11.25).
33 Assim também vós, cada um em particular ame a sua própria esposa como a si mesmo, e a esposa reverencie seu marido.