Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Act 17Config
1
E, passando por Anfípolis e Apolônia, eles chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus. Atos 17:1
Ainda hoje é possível observar vestígios do que foi a grande via Egnácia, estrada que atravessava toda a região da atual Grécia do norte (de leste a oeste), passando por Filipos e Apolônia. Viajando cerca de 48 km por dia, uma pessoa podia chegar a cada uma das cidades em um dia. Tessalônica distava cerca de 160 km de Filipos e era a capital da província da Macedônia, com mais de 200 mil habitantes, incluindo uma colônia de judeus. Paulo tinha o costume de fazer suas viagens em comitiva (grupo de companheiros de missão) e seguiam a cavalo.
Ainda hoje é possível observar vestígios do que foi a grande via Egnácia, estrada que atravessava toda a região da atual Grécia do norte (de leste a oeste), passando por Filipos e Apolônia. Viajando cerca de 48 km por dia, uma pessoa podia chegar a cada uma das cidades em um dia. Tessalônica distava cerca de 160 km de Filipos e era a capital da província da Macedônia, com mais de 200 mil habitantes, incluindo uma colônia de judeus. Paulo tinha o costume de fazer suas viagens em comitiva (grupo de companheiros de missão) e seguiam a cavalo.
2
E Paulo, como tinha por costume, foi até eles, e por três shabats arrazoando com eles com base nas escrituras, Atos 17:2
Embora algumas versões informem que Paulo passou “três semanas” em Tessalônica, a melhor tradução dos originais é: “três sábados”. As indicações em 1Ts 2:1 -9 evidenciam que Paulo dedicou vários meses do seu ministério nessa cidade.
Embora algumas versões informem que Paulo passou “três semanas” em Tessalônica, a melhor tradução dos originais é: “três sábados”. As indicações em 1Ts 2:1 -9 evidenciam que Paulo dedicou vários meses do seu ministério nessa cidade.
3
Expondo e alegando que convinha que o Cristo sofresse e ressuscitasse dos mortos. E este Jesus, que eu vos prego, é o Cristo.
4
E alguns deles creram e ajuntaram-se com Paulo e Silas; e uma grande multidão de gregos religiosos, e não poucas mulheres influentes. Atos 17:4
Alguns judeus seguiram a Paulo como mestre (rabino), convencidos de que Jesus era realmente o Messias prometido. Um desses judeus foi Aristarco (Atos 20.4; Cl 4.10) que tornou-se amigo e discípulo de Paulo. A expressão: “gregos piedosos” ou “homens piedosos”, como aparece em algumas versões, pode ser melhor traduzida por: “gregos obedientes a Deus”, considerando que eram gentios (pagãos) convertidos ao judaísmo (prosélitos). Entretanto, 1Ts 1:9 -10 indica que a maioria das conversões a Cristo ocorreu dentre os pagãos. Tessalônica foi a primeira cidade onde o Evangelho foi aceito por pessoas de alta classe social.
Alguns judeus seguiram a Paulo como mestre (rabino), convencidos de que Jesus era realmente o Messias prometido. Um desses judeus foi Aristarco (Atos 20.4; Cl 4.10) que tornou-se amigo e discípulo de Paulo. A expressão: “gregos piedosos” ou “homens piedosos”, como aparece em algumas versões, pode ser melhor traduzida por: “gregos obedientes a Deus”, considerando que eram gentios (pagãos) convertidos ao judaísmo (prosélitos). Entretanto, 1Ts 1:9 -10 indica que a maioria das conversões a Cristo ocorreu dentre os pagãos. Tessalônica foi a primeira cidade onde o Evangelho foi aceito por pessoas de alta classe social.
5
Mas os judeus que não criam, movidos de inveja, tomaram alguns vagabundos perversos da pior espécie, e, ajuntando o povo, eles alvoroçaram toda a cidade, e, assaltando a casa de Jasom, procuravam tirá- los para para fora, diante do povo. Atos 17:5
A expressão grega original: agoriõn, traduzida por algumas versões como “malandragem”, pode ser melhor traduzida por “homens perversos e desocupados”. Jasom tinha ligações de parentesco com Paulo e o hospedou em sua casa (Rm 16.21).
A expressão grega original: agoriõn, traduzida por algumas versões como “malandragem”, pode ser melhor traduzida por “homens perversos e desocupados”. Jasom tinha ligações de parentesco com Paulo e o hospedou em sua casa (Rm 16.21).
6
E não tendo-os achado, arrastaram Jasom e alguns irmãos até os governantes da cidade, gritando: Estes que viraram o mundo de cabeça para baixo chegaram também aqui, Atos 17:6
O termo grego politarches, é uma expressão rara e desconhecido do vocabulário grego até as grandes descobertas arqueológicas do século 19 (um bloco de pedra maciça, onde essa inscrição pode ser observada, e que fazia parte de um arco que passava por sobre a via Egnácia, hoje encontra-se sob a guarda do Museu Britânico, em Londres). Esses achados serviram também para confirmar a originalidade e a fidelidade histórica dos escritos de Lucas. Apesar de algumas versões traduzirem esse vocábulo por: “autoridades”, a tradução mais esclarecedora e coerente com as responsabilidades daqueles oficiais é: “governantes da cidade”.
O termo grego politarches, é uma expressão rara e desconhecido do vocabulário grego até as grandes descobertas arqueológicas do século 19 (um bloco de pedra maciça, onde essa inscrição pode ser observada, e que fazia parte de um arco que passava por sobre a via Egnácia, hoje encontra-se sob a guarda do Museu Britânico, em Londres). Esses achados serviram também para confirmar a originalidade e a fidelidade histórica dos escritos de Lucas. Apesar de algumas versões traduzirem esse vocábulo por: “autoridades”, a tradução mais esclarecedora e coerente com as responsabilidades daqueles oficiais é: “governantes da cidade”.
7
os quais Jasom recebeu. E todos estes são contrários aos decretos de César, dizendo que há outro rei, Jesus.
9
E, tendo recebido a fiança de Jasom e dos outros, e eles os deixaram ir. Atos 17:9
A “fiança” era uma garantia de bens e, em algumas circunstâncias, da própria vida, de que uma determinada pessoa, sob responsabilidade do “fiador”, cumpriria as leis e não causaria qualquer distúrbio aos cidadãos locais. Nesses casos, por precaução, era comum pedir ao “afiançado” para deixar a cidade e não mais regressar (Mc 15.15; 1Ts 2.18; 1Ts 2.13,13; 3.3).
A “fiança” era uma garantia de bens e, em algumas circunstâncias, da própria vida, de que uma determinada pessoa, sob responsabilidade do “fiador”, cumpriria as leis e não causaria qualquer distúrbio aos cidadãos locais. Nesses casos, por precaução, era comum pedir ao “afiançado” para deixar a cidade e não mais regressar (Mc 15.15; 1Ts 2.18; 1Ts 2.13,13; 3.3).
10
E os irmãos imediatamente enviaram Paulo e Silas de noite a Bereia; os quais, chegando lá, foram para a sinagoga dos judeus.
11
Estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, os quais receberam a palavra de com entusiasmo, examinando diariamente nas escrituras se estas coisas eram assim.
12
Portanto, muitos deles creram, assim como algumas proeminentes mulheres gregas, e não poucos homens.
13
Mas, quando os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus era pregada por Paulo em Bereia, foram também até la, e agitaram o povo.
14
E então imediatamente os irmãos enviaram a Paulo para que ele fosse até o mar, mas Silas e Timóteo permaneceram ali.
15
E os que conduziam Paulo o levaram até Atenas, e recebendo ordem para que Silas e Timóteo fossem ter com ele o mais rápido possível, eles partiram.
16
Ora, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, quando viu a cidade tão entregue à idolatria.
17
Portanto, ele disputava na sinagoga com os judeus e com as pessoas religiosas e no mercado, diariamente, com aqueles que o encontravam.
18
Então, certos filósofos epicureus e estoicos o enfrentaram. E alguns diziam: O que quer dizer este tagarela? Alguns outros: Ele parece ser um pregador de deuses estranhos. Porque lhes pregava a Jesus e a ressurreição. Atos 17:18
Os epicureus eram filósofos e seguidores de Epicuro (341 – 270 a.C.), famoso pensador grego, criador da tese sobre a “ética do prazer”. Um sistema de valores que, originalmente, indicavam o caminho para uma vida de paz e satisfação por meio da busca do bem e da extirpação de certos sentimentos, considerados menores e momentâneos: paixões, dores, invejas, iras, temores. Na época de Paulo, entretanto, os ensinos de Epicuro haviam sido adulterados e seus adeptos pregavam que o “prazer”, em todas as suas possibilidades, determinava o sentido da vida. Os estóicos, por sua vez, eram discípulos de Zeno (340 – 265 a.C.), outro importante pensador grego, criador da filosofia da “vida natural”, em que a vida deve conformar-se à lógica (razão – logos) da natureza. Eram, portanto, panteístas (doutrina segundo a qual Deus é a soma de tudo o que existe na natureza). Ao se referirem a Paulo como “tagarela”, usaram uma expressão que no original grego se refere literalmente a atitude rápida e voraz com que “uma ave bica sementes”. Era comum usar essa metáfora para comparar pessoas que apenas repetiam partes dos discursos filosóficos que normalmente ocorriam nas praças com a atitude do “papagaio”, uma ave que apenas consegue repetir palavras sem refletir sobre seus significados. Ao sugerirem que Paulo estava tentando apresentar novos “deuses”, entenderam que “Jesus” e “Ressurreição” (em grego: anaistasis, palavra do gênero feminino) seriam um casal de “deuses”.
Os epicureus eram filósofos e seguidores de Epicuro (341 – 270 a.C.), famoso pensador grego, criador da tese sobre a “ética do prazer”. Um sistema de valores que, originalmente, indicavam o caminho para uma vida de paz e satisfação por meio da busca do bem e da extirpação de certos sentimentos, considerados menores e momentâneos: paixões, dores, invejas, iras, temores. Na época de Paulo, entretanto, os ensinos de Epicuro haviam sido adulterados e seus adeptos pregavam que o “prazer”, em todas as suas possibilidades, determinava o sentido da vida. Os estóicos, por sua vez, eram discípulos de Zeno (340 – 265 a.C.), outro importante pensador grego, criador da filosofia da “vida natural”, em que a vida deve conformar-se à lógica (razão – logos) da natureza. Eram, portanto, panteístas (doutrina segundo a qual Deus é a soma de tudo o que existe na natureza). Ao se referirem a Paulo como “tagarela”, usaram uma expressão que no original grego se refere literalmente a atitude rápida e voraz com que “uma ave bica sementes”. Era comum usar essa metáfora para comparar pessoas que apenas repetiam partes dos discursos filosóficos que normalmente ocorriam nas praças com a atitude do “papagaio”, uma ave que apenas consegue repetir palavras sem refletir sobre seus significados. Ao sugerirem que Paulo estava tentando apresentar novos “deuses”, entenderam que “Jesus” e “Ressurreição” (em grego: anaistasis, palavra do gênero feminino) seriam um casal de “deuses”.
19
E, tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Nós poderíamos saber que nova doutrina é esta da qual tu estás falando?
20
Porque nos trazes certas coisas estranhas aos nossos ouvidos; nós queríamos, pois, saber o significado destas coisas. Atos 17:20
Em tempos passados, Atenas foi governada por juízes (sábios filósofos) que costumavam se reunir em praça pública para julgar as causas dos cidadãos, legislar e discutir política (cujo sentido original é: a arte de governar a serviço do povo a cidade e o Estado). Essas reuniões eram chamadas de concílios e ocorriam no alto da colina de Ares (deus do trovão e da guerra na mitologia grega por ter sido o primeiro deus a ser julgado num tribunal). A esse local, os gregos chamavam de Areópago, e os romanos de monte de Marte. Entretanto, nos tempos de Paulo, o Concílio do Areópago tinha autoridade apenas nas questões morais e religiosas, e se reunia no Pórtico Real que ficava imediatamente a oeste da acrópole (santuário grego) e no canto noroeste da Ágora (praça principal da cidade).
Em tempos passados, Atenas foi governada por juízes (sábios filósofos) que costumavam se reunir em praça pública para julgar as causas dos cidadãos, legislar e discutir política (cujo sentido original é: a arte de governar a serviço do povo a cidade e o Estado). Essas reuniões eram chamadas de concílios e ocorriam no alto da colina de Ares (deus do trovão e da guerra na mitologia grega por ter sido o primeiro deus a ser julgado num tribunal). A esse local, os gregos chamavam de Areópago, e os romanos de monte de Marte. Entretanto, nos tempos de Paulo, o Concílio do Areópago tinha autoridade apenas nas questões morais e religiosas, e se reunia no Pórtico Real que ficava imediatamente a oeste da acrópole (santuário grego) e no canto noroeste da Ágora (praça principal da cidade).
21
(Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes de nenhuma outra coisa se ocupavam senão de dizer e ouvir alguma novidade).
22
Então, Paulo ficou em pé no meio do Areópago, e disse: Homens de Atenas, eu percebo que em todas as coisas sois supersticiosos.
23
Pois eu, passando e vendo a vossa devoção, encontrei um altar no qual estava escrito: Para O Deus Desconhecido. Este, portanto, ao qual reverenciais sem conhecer, é o que eu vos declaro. Atos 17:23
Alguns historiadores antigos escreveram que era possível encontrar em Atenas, nessa época, mais esculturas em louvor a deuses mitológicos do que em toda a Grécia. Pausânio estimava que houvesse mais de 30.000 dessas imagens espalhadas pela cidade. Petrônio afirmou, ironicamente, que em Atenas era mais fácil encontrar-se com um deus do que com outro ser humano. Os atenienses criam num ser divino poderoso, temperamental, mas, impessoal. Paulo não afirma que o “DEUS DESCONHECIDO” é essa divindade. Ao contrário, Paulo usa com sabedoria e gentileza uma expressão grega que significa literalmente: “em ignorância”, para comunicar que Jesus era o Deus a quem os atenienses tinham o mais profundo desejo de adorar, mas ainda não o conheciam e, por isso, precisavam prestar atenção às suas palavras.
Alguns historiadores antigos escreveram que era possível encontrar em Atenas, nessa época, mais esculturas em louvor a deuses mitológicos do que em toda a Grécia. Pausânio estimava que houvesse mais de 30.000 dessas imagens espalhadas pela cidade. Petrônio afirmou, ironicamente, que em Atenas era mais fácil encontrar-se com um deus do que com outro ser humano. Os atenienses criam num ser divino poderoso, temperamental, mas, impessoal. Paulo não afirma que o “DEUS DESCONHECIDO” é essa divindade. Ao contrário, Paulo usa com sabedoria e gentileza uma expressão grega que significa literalmente: “em ignorância”, para comunicar que Jesus era o Deus a quem os atenienses tinham o mais profundo desejo de adorar, mas ainda não o conheciam e, por isso, precisavam prestar atenção às suas palavras.
24
O Deus que fez o mundo e todas as coisas que nele há, visto que ele é o Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos.
25
Nem é adorado por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa, visto que ele dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas;
26
E de um só sangue fez todas as nações dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos antes nomeados, e os limites da sua habitação, Atos 17:26
Paulo responde às principais correntes de pensamento da época. Aos estóicos panteístas, ele afirma que Deus é pessoal, e foi a pessoa de Deus quem criou o Universo (“cosmo”, no original grego). Depois declara aos epicureus que a partir de uma única e primeira família (“Adão”, palavra que significa “homem” em hebraico, assim como “Eva” quer dizer “humanidade, mulher”), Deus criou todas as famílias da terra (atenienses, gregos, bárbaros, judeus, gentios). Os atenienses criam que a humanidade havia brotado da terra (não estavam longe da verdade, mas, ainda assim, perdidos). Deus não apenas foi responsável pelo “bigbang” da criação, mas deu atenção aos detalhes, planejou o tempo exato em que as nações teriam seus momentos de glória e queda. Determinou áreas geográficas precisas, onde cada povo deveria viver e multiplicar-se. A terra e a humanidade não ficaram ao acaso, como pregavam os epicureus.
Paulo responde às principais correntes de pensamento da época. Aos estóicos panteístas, ele afirma que Deus é pessoal, e foi a pessoa de Deus quem criou o Universo (“cosmo”, no original grego). Depois declara aos epicureus que a partir de uma única e primeira família (“Adão”, palavra que significa “homem” em hebraico, assim como “Eva” quer dizer “humanidade, mulher”), Deus criou todas as famílias da terra (atenienses, gregos, bárbaros, judeus, gentios). Os atenienses criam que a humanidade havia brotado da terra (não estavam longe da verdade, mas, ainda assim, perdidos). Deus não apenas foi responsável pelo “bigbang” da criação, mas deu atenção aos detalhes, planejou o tempo exato em que as nações teriam seus momentos de glória e queda. Determinou áreas geográficas precisas, onde cada povo deveria viver e multiplicar-se. A terra e a humanidade não ficaram ao acaso, como pregavam os epicureus.
27
para que eles buscassem ao Senhor, se, talvez, palpando, possam achá-lo; ainda que ele não está longe de cada um de nós; Atos 17:27
O Espírito Santo usa a erudição de Paulo que passa a citar alguns grandes intelectuais (poetas) gregos. Epimênides, que viveu por volta do ano 600 a.C. falou sobre o poder de Deus em sua obra Cretica: “nele vivemos, nos movemos e existimos”. O poeta Arato (315 – 240 a.C.), que afirmou em Fenômenos: “somos descendentes de Deus”. E, no hino de Cleanto (331 – 233 a.C.) em homenagem a Zeus (“Deus”, em grego): “somos todos da sua descendência”. Paulo, em outras oportunidades, voltaria a mencionar pensadores gregos (1Co 15.33; Tt 1.12).
O Espírito Santo usa a erudição de Paulo que passa a citar alguns grandes intelectuais (poetas) gregos. Epimênides, que viveu por volta do ano 600 a.C. falou sobre o poder de Deus em sua obra Cretica: “nele vivemos, nos movemos e existimos”. O poeta Arato (315 – 240 a.C.), que afirmou em Fenômenos: “somos descendentes de Deus”. E, no hino de Cleanto (331 – 233 a.C.) em homenagem a Zeus (“Deus”, em grego): “somos todos da sua descendência”. Paulo, em outras oportunidades, voltaria a mencionar pensadores gregos (1Co 15.33; Tt 1.12).
28
porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como também alguns dos vossos poetas têm dito: Porque também somos sua descendência.
29
Sendo nós, pois, descendência de Deus, não devemos pensar que a Divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra, esculpida pela arte e imaginação do homem.
30
Mas Deus, fechou os olhos para os tempos de tal ignorância, e agora ordena a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam,
31
porque ele tem determinado um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que ele ordenou; e disso deu certeza a todos os homens, ressuscitando- o dos mortos. Atos 17:31
Paulo faz questão de afirmar que Jesus é o Filho do Homem, título messiânico com o qual o próprio Senhor gostava de se apresentar (Dn 7.13; Mt 25:31 -46; Atos 10.42).
Paulo faz questão de afirmar que Jesus é o Filho do Homem, título messiânico com o qual o próprio Senhor gostava de se apresentar (Dn 7.13; Mt 25:31 -46; Atos 10.42).
32
E, eles ouvindo falar da ressurreição dos mortos, alguns zombavam, e outros diziam: Te ouviremos novamente acerca deste assunto.
34
Mas alguns homens, crendo, se uniram a ele, entre os quais estava Dionísio, o areopagita, e uma mulher chamada Dâmaris, e outros com eles. Atos 17:34
Essa e outras experiências semelhantes vividas por Paulo, os demais discípulos, e pelo próprio Senhor Jesus, nos devem servir de consolo e motivação. Pregar o Evangelho – desde os primeiros anos da Igreja – tem sido motivo de zombaria e escândalo para muitos. Entretanto, há sempre alguém ou alguns, que recebem o milagre da conversão em seus corações, são selados com o Espírito Santo e promovidos a cidadãos do Reino para todo o sempre. Os gregos acreditavam na imortalidade da alma, mas – como muitos ainda hoje – não conseguiam crer na ressurreição de um corpo humano (novamente, tão próximos da verdade e tão perdidos). Segundo alguns respeitáveis historiadores, Dionísio veio a ser constituído bispo de Atenas. Dâmaris, cuja cultura era respeitada pelo próprio Tribunal do Areópago, se tornou discípula operosa de Cristo e muito colaborou para o desenvolvimento da Igreja e a propagação do Evangelho.
Essa e outras experiências semelhantes vividas por Paulo, os demais discípulos, e pelo próprio Senhor Jesus, nos devem servir de consolo e motivação. Pregar o Evangelho – desde os primeiros anos da Igreja – tem sido motivo de zombaria e escândalo para muitos. Entretanto, há sempre alguém ou alguns, que recebem o milagre da conversão em seus corações, são selados com o Espírito Santo e promovidos a cidadãos do Reino para todo o sempre. Os gregos acreditavam na imortalidade da alma, mas – como muitos ainda hoje – não conseguiam crer na ressurreição de um corpo humano (novamente, tão próximos da verdade e tão perdidos). Segundo alguns respeitáveis historiadores, Dionísio veio a ser constituído bispo de Atenas. Dâmaris, cuja cultura era respeitada pelo próprio Tribunal do Areópago, se tornou discípula operosa de Cristo e muito colaborou para o desenvolvimento da Igreja e a propagação do Evangelho.