Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Rom 15
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1 Assim que, nós os fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos. Rm 15:1
Paulo se identifica com os cristãos “fortes”, aqueles cujas convicções bíblicas em Cristo lhes permite mais liberdade que os “fracos”. A expressão “suportar” não significa apenas “tolerar”, mas sustentar com amor fraterno e compreensivo. Neste sentido, “as fraquezas” não se referem a pecados, mas a procedimentos e expressões de fé para as quais não há uma orientação clara e objetiva nas Escrituras. Antes de o crente pensar em agradar a si mesmo, deve prestar atenção e cooperação às necessidades dos mais fracos ao seu redor.
2 Cada um de nós agrade ao seu próximo para o seu bem e edificação.
3 Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: Os insultos dos que te insultavam caíram sobre mim. Rm 15:3
Jesus Cristo veio para cumprir a vontade do Pai, não a sua. Ele assumiu de tal forma a vontade do Pai que, algumas vezes, somos levados a pensar que tudo o que ele fez, o fez por sua própria disposição. Sua missão incluiu muito sofrimento, condenação indevida e até a própria morte sob tortura (Mt 20.28; Mc 10.45; 1Co 10.33 – 11.1; 2Co 8.9; Fp 2:5 -8). Ao citar o Sl 69.9, Paulo refere-se a Deus (“te”) e identifica o “sofredor justo” com Cristo (“mim”), pois, voluntariamente, tomou sobre si os impropérios lançados contra Deus.
4 Porque todas as coisas que foram escritas anteriormente, para nosso ensino foram escritas, para que, pela paciência e consolação das escrituras, tenhamos esperança. Rm 15:4
Ao explicar a aplicação que faz do Sl 69.9, Paulo nos alerta para o fato de que as Escrituras (AT e NT) foram oferecidas à humanidade, e, especialmente aos crentes, para nossa instrução e esclarecimento na fé. Ao perseverarmos com paciência, somos encorajados a mantermos nossa plena confiança (fé) em Jesus Cristo, o Messias (1Co 10:6 -11).
5 Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo. Rm 15:5
A disposição de pensar concordemente significa buscar “um mesmo sentir” (a unidade). Não há possibilidade de todos os crentes pensarem de igual modo, mas é possível – em Cristo – que concordemos em tratar com fraternidade, tolerância e respeito todas as nossas diferenças. Devemos pensar e tratar os outros, especialmente aos irmãos, indiscriminadamente, da mesma maneira como Cristo fez conosco (Fp 2:5 -8).
6 Para que, com uma só mente e uma só boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
7 Portanto, recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para glória de Deus.
8 Porque eu vos digo que Jesus Cristo foi ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, para que confirmasse as promessas feitas aos pais. Rm 15:8
Jesus Cristo foi enviado por Deus à Terra para salvar prioritariamente aos judeus, conforme as promessas feitas aos patriarcas Abraão, Isaque, Jacó (Gn 12:1 -3; 17.7; 18.19; 22.18; 26.3,4; 28:13 -15; 46:2 -4). E Jesus limitou o quanto possível seu ministério ao povo de Deus (Mt 15.24). Entretanto, após a violenta rejeição dos judeus à pessoa de Deus em Jesus, o Messias, as portas da Salvação, mediante a Graça do Senhor, abriram-se para todos os povos em todo o mundo. A morte e a ressurreição do Filho de Deus resultou em bênção a todo gentio que crer no sacrifício vicário do Senhor, o que também confirmou as profecias das Escrituras sobre a oportunidade de salvação de todos os povos da terra.
9 E para que os gentios glorifiquem a Deus por sua misericórdia, como está escrito: Por isto, eu te confessarei entre os gentios e cantarei ao teu nome. Rm 15:9
A obra remidora de Deus, em Israel e a favor dos seus descendentes, sempre vislumbrou a salvação dos gentios (Gn 12.3). Todos os povos do mundo, ao observarem as realizações poderosas e misericordiosas do Deus de Israel em benefício do seu povo, buscariam adorar e servir a esse Deus único e maravilhoso. Os louvores de Israel a Deus seriam ouvidos por toda a terra (Sl 9.1; 18.49; 46.10; 47.9).
10 E outra vez ele diz: Alegrai-vos, gentios, com o seu povo.
11 E outra vez: Louvai ao Senhor, todos os gentios, e exaltai-o todos os povos.
12 E outra vez diz Isaías: Haverá uma raiz em Jessé, e naquele que se levantar para reger os gentios; nele os gentios confiarão. Rm 15:12
Jessé foi o pai de Davi (1Sm 16:5 -13; Mt 1.6), e o Messias profetizado era chamado de “Filho de Davi” (Mt 21.9 com Is 11:1 -10 e Ap 5.5). A busca dos gentios por Cristo, realizada pela igreja primitiva – notadamente por Paulo, é o cumprimento dessa profecia, cuja obra se perpetua por meio das contínuas ações evangelizadoras e missionárias da Igreja até os dias de hoje.
13 Ora, o Deus de esperança vos encha de toda a alegria e paz em crer, para que abundeis em esperança por meio do poder do Espírito Santo.
14 E eu mesmo, meus irmãos, tenho sido convencido a respeito de vós, de que também vós estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, capazes também para admoestar-vos uns aos outros.
15 Porém, irmãos, eu vos escrevi em alguns pontos ousadamente, para lembrá- los, por meio da graça que me foi dada por Deus,
16 que eu seja ministro de Jesus Cristo aos gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que a oferta dos gentios seja aceitável, santificada pelo Espírito Santo. Rm 15:16
Paulo usa aqui a mesma linguagem dos antigos sacerdotes judeus para comunicar uma vez mais a perfeita aceitação dos gentios crentes como filhos de Deus. A palavra “ministro” (em grego leitourgos). No NT, essa expressão sempre denota “serviço religioso” (liturgia) e, algumas vezes, “serviço sacerdotal” (Em Hb 8.2, por exemplo, Cristo é o valoroso leitourgos do santuário). A proclamação do Evangelho é “serviço sacerdotal” (nos manuscritos gregos hierourgeo). Os cristãos gentios são a oferta aceitável a Deus, santificada (quer dizer “limpa”, e não “imunda”, como alegavam os judaizantes) pelo próprio Espírito de Deus (Atos 15:8 -11).
17 Por isso, eu tenho que me gloriar em Jesus Cristo, nas coisas pertencentes a Deus.
18 Porque eu não ousaria falar alguma coisa que Cristo não tenha feito por mim, para fazer dos gentios obedientes, por palavras e por obras,
19 pelo poder dos sinais e maravilhas, através do poder do Espírito de Deus; de maneira que, desde Jerusalém e arredores até o Ilírico, eu tenho pregado plenamente o evangelho de Cristo. Rm 15:19
Jerusalém era a cidade da igreja-mãe, onde os discípulos foram revestidos do poder do Espírito Santo para proclamar o Evangelho, e o ministério da Igreja teve início (Atos 1.8). Ilírico era uma província romana que ficava ao norte da Macedônia (2Co 2.12,13), região distante onde se localiza a Albânia (antiga Iugoslávia), atualmente.
20 E desta maneira me esforcei por pregar o evangelho, não onde Cristo houvera sido nomeado, para não edificar sobre fundamento de outro homem,
21 antes, como está escrito: Aqueles a quem ele não foi anunciado o verão, e os que não ouviram o entenderão.
22 Razão pela qual também muitas vezes tenho sido impedido de ir até vós.
23 Mas agora, não tendo mais lugar nestas regiões, e tendo um grande desejo, há muitos anos, de chegar até vós,
24 quando eu viajar para a Espanha, irei até vós. Porque eu espero ver-vos na minha viagem, e para lá ser conduzido por vós pelo caminho, após ter primeiro desfrutado um pouco da vossa companhia.
25 Mas agora eu vou para Jerusalém para ministrar aos santos.
26 Porque agradou aos da Macedônia e Acaia fazerem uma certa contribuição para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém.
27 Isto lhes agradou de fato, e eles são seus devedores. Porque, se os gentios foram feitos participantes das suas coisas espirituais, também é seu dever ministrar-lhes as coisas carnais.
28 Portanto, quando eu tiver completado isto, e lhes tiver selado este fruto, passando por vós, irei para a Espanha.
29 E sei que quando eu for até vós, chegarei com a plenitude da bênção do evangelho de Cristo.
30 E agora eu suplico-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que luteis juntos comigo nas vossas orações a Deus por mim,
31 para que eu seja livrado dos incrédulos que estão na Judeia, e que meu serviço em Jerusalém seja aceito pelos santos,
32 para que eu chegue até vós com alegria pela vontade de Deus, e possa revigorar-me convosco.
33 E o Deus de paz seja com todos vós. Amém!