Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Rom 14Config
1
Recebei ao fraco na fé, mas não para discutir assuntos duvidosos. Rm 14:1
Paulo era um cristão espiritualmente emancipado, tanto da tradicional observância da Lei quanto do legalismo judaico-cristão de sua época. Muitos cristãos judeus que viviam em Roma ainda não estavam dispostos a abrir mão de certas doutrinas da e exigências do judaísmo: as restrições alimentares, a guarda do sábado com todos os rituais envolvidos e a celebração de dias especiais com jejuns e oráculos. Esses cristãos judeus e romanos não eram heréticos, como os judaizantes da Galácia, mas tinham dificuldade em compreender os mandamentos do AT à luz do Evangelho e o início na Nova Aliança, inaugurada com a morte e ressurreição de Jesus Cristo. A esses cristãos, intransigentes e críticos em relação aos cristãos que estavam desfrutando abundantemente da Graça, Paulo os chamou de “fracos na fé”, e ensinou a todos nós que o cristão maduro tem uma fé robusta e um coração amoroso para com todos os seus irmãos. Os cristãos não são exortados à plena unanimidade teológica, mas à pratica da tolerância e do respeito, orando para que o Espírito Santo ilumine a todos.
Paulo era um cristão espiritualmente emancipado, tanto da tradicional observância da Lei quanto do legalismo judaico-cristão de sua época. Muitos cristãos judeus que viviam em Roma ainda não estavam dispostos a abrir mão de certas doutrinas da e exigências do judaísmo: as restrições alimentares, a guarda do sábado com todos os rituais envolvidos e a celebração de dias especiais com jejuns e oráculos. Esses cristãos judeus e romanos não eram heréticos, como os judaizantes da Galácia, mas tinham dificuldade em compreender os mandamentos do AT à luz do Evangelho e o início na Nova Aliança, inaugurada com a morte e ressurreição de Jesus Cristo. A esses cristãos, intransigentes e críticos em relação aos cristãos que estavam desfrutando abundantemente da Graça, Paulo os chamou de “fracos na fé”, e ensinou a todos nós que o cristão maduro tem uma fé robusta e um coração amoroso para com todos os seus irmãos. Os cristãos não são exortados à plena unanimidade teológica, mas à pratica da tolerância e do respeito, orando para que o Espírito Santo ilumine a todos.
2
Porque um crê que ele pode comer todas as coisas, e outro, que é fraco, come ervas. Rm 14:2
O cristão “forte” é aquele cuja maturidade espiritual lhe permite a convicção de que a dieta alimentar é um assunto secundário em relação ao verdadeiro e profundo compromisso de fé com o Espírito de Deus e à proclamação do Evangelho. Entretanto, um cristão jamais deve rejeitar qualquer outra pessoa que se identifica como cristão. Detalhes doutrinários e aspectos culturais, raciais e lingüísticos devem contribuir para o crescimento espiritual dos crentes e a evangelização do mundo, e não para a difusão de questiúnculas, batalhas teológicas inócuas, divisões e tropeços fatais no caminho da fé. O cristão “fraco” não é senhor do seu irmão “forte”, nem vice-versa. Todos os cristãos são servos do mesmo Senhor e somente a Deus cada crente deve prestar contas. A palavra grega original usada nessa passagem para descrever o “servo” é oiketes, “doméstico”, e não doulos, “escravo” (Mt 7.1; Lc 6.37; 1Co 4.3).
O cristão “forte” é aquele cuja maturidade espiritual lhe permite a convicção de que a dieta alimentar é um assunto secundário em relação ao verdadeiro e profundo compromisso de fé com o Espírito de Deus e à proclamação do Evangelho. Entretanto, um cristão jamais deve rejeitar qualquer outra pessoa que se identifica como cristão. Detalhes doutrinários e aspectos culturais, raciais e lingüísticos devem contribuir para o crescimento espiritual dos crentes e a evangelização do mundo, e não para a difusão de questiúnculas, batalhas teológicas inócuas, divisões e tropeços fatais no caminho da fé. O cristão “fraco” não é senhor do seu irmão “forte”, nem vice-versa. Todos os cristãos são servos do mesmo Senhor e somente a Deus cada crente deve prestar contas. A palavra grega original usada nessa passagem para descrever o “servo” é oiketes, “doméstico”, e não doulos, “escravo” (Mt 7.1; Lc 6.37; 1Co 4.3).
3
Quem come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu.
4
Quem és tu que julgas o servo de outro homem? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas ele estará firme, porque Deus é capaz de o fazer ficar em pé.
5
Um homem considera um dia superior ao outro; e outro, considera todos os dias iguais. Seja cada homem completamente convicto em sua própria mente.
6
Aquele que distingue o dia, para o Senhor o distingue; e quem come, para o Senhor come porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus. Rm 14:6
Paulo faz referência a todos os dias especiais da chamada “lei cerimonial” dos judeus. Para o cristão, todos os dias devem ser consagrados ao Senhor por meio de um viver santo e serviço piedoso. A motivação das atitudes tanto de “fortes” quanto de “fracos” deve ser exatamente a mesma: profundo desejo de adorar e servir a Deus com um coração agradecido por tudo o que o Pai supre e nos permite passar.
Paulo faz referência a todos os dias especiais da chamada “lei cerimonial” dos judeus. Para o cristão, todos os dias devem ser consagrados ao Senhor por meio de um viver santo e serviço piedoso. A motivação das atitudes tanto de “fortes” quanto de “fracos” deve ser exatamente a mesma: profundo desejo de adorar e servir a Deus com um coração agradecido por tudo o que o Pai supre e nos permite passar.
8
Porque se vivemos, para o Senhor vivemos; e se morremos, para o Senhor morremos. Portanto, vivendo ou morrendo, somos do Senhor.
9
Porque para isto Cristo morreu, e renasceu, e reviveu, para que ele pudesse ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos.
10
Mas por que tu julgas o teu irmão? Ou por que tu desprezas teu irmão? Porquanto, todos nós compareceremos diante do tribunal de Cristo. Rm 14:10
A expressão grega bema era usada na época de Paulo para designar o palco onde os juízes se posicionavam para julgar e premiar os atletas olímpicos. Assim será na volta de Cristo, os cristãos (os atletas espirituais) receberão suas coroas (recompensas) em função das obras que realizaram na terra por amor a Cristo e a seus próximos. Não confundir com o Juízo dos incrédulos, esses serão julgados para a condenação eterna, pois não aceitaram a justificação em Cristo. Assim como os competidores olímpicos não tinham o direito de julgar a si mesmos nem a seus colegas, os cristãos não têm o direito de julgar uns aos outros quanto à forma de expressar a fé. Paulo pergunta aos “fracos”: “Por que julgas teu irmão?” Mas também indaga aos “fortes”: “Por que desprezas teu irmão?” Ora, todos nós, compareceremos perante o trono de Cristo e daremos conta de nossas boas obras (2Co 5.10; 1Co 3:10 -15).
A expressão grega bema era usada na época de Paulo para designar o palco onde os juízes se posicionavam para julgar e premiar os atletas olímpicos. Assim será na volta de Cristo, os cristãos (os atletas espirituais) receberão suas coroas (recompensas) em função das obras que realizaram na terra por amor a Cristo e a seus próximos. Não confundir com o Juízo dos incrédulos, esses serão julgados para a condenação eterna, pois não aceitaram a justificação em Cristo. Assim como os competidores olímpicos não tinham o direito de julgar a si mesmos nem a seus colegas, os cristãos não têm o direito de julgar uns aos outros quanto à forma de expressar a fé. Paulo pergunta aos “fracos”: “Por que julgas teu irmão?” Mas também indaga aos “fortes”: “Por que desprezas teu irmão?” Ora, todos nós, compareceremos perante o trono de Cristo e daremos conta de nossas boas obras (2Co 5.10; 1Co 3:10 -15).
11
Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus.
13
Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; mas antes decidi isto, em não pordes tropeço ou escândalo no caminho do seu irmão.
14
Eu sei, e estou convencido no Senhor Jesus, que não há coisa alguma imunda de si mesma, mas para aquele que pensa que alguma coisa é imunda, para esse é imunda. Rm 14:14
Paulo, agora crente, e ecoando as palavras de Jesus (Mc 7:14 -23), demonstra que entende o que se passa no coração de um judeu tradicional e religioso. Mas afirma, com toda segurança, que os antigos tabus sobre alimentação, cerimônias e dias especiais já não se aplicam à Nova Aliança em Cristo, o Messias (Mt 15:10 -20; 1Tm 4.4; Tt 1.15). Paulo não está dizendo que o pecado é uma questão de opinião pessoal ou consciência subjetiva. As Escrituras e o Espírito Santo são claros ao nos apontar o que é pecado. Paulo está se referindo ao procedimento mediante o qual os cristãos podem divergir legitimamente, como por exemplo, se o crente fiel deve seguir alguma espécie de dieta alimentar específica ou não. Esse é o tipo de assunto decidido livremente por cada cristão, em seu coração, mediante sua fé, em oração diante do Senhor.
Paulo, agora crente, e ecoando as palavras de Jesus (Mc 7:14 -23), demonstra que entende o que se passa no coração de um judeu tradicional e religioso. Mas afirma, com toda segurança, que os antigos tabus sobre alimentação, cerimônias e dias especiais já não se aplicam à Nova Aliança em Cristo, o Messias (Mt 15:10 -20; 1Tm 4.4; Tt 1.15). Paulo não está dizendo que o pecado é uma questão de opinião pessoal ou consciência subjetiva. As Escrituras e o Espírito Santo são claros ao nos apontar o que é pecado. Paulo está se referindo ao procedimento mediante o qual os cristãos podem divergir legitimamente, como por exemplo, se o crente fiel deve seguir alguma espécie de dieta alimentar específica ou não. Esse é o tipo de assunto decidido livremente por cada cristão, em seu coração, mediante sua fé, em oração diante do Senhor.
15
Mas, se teu irmão se entristecer com o teu alimento, tu já não andas em amor. Não destruas com o teu alimento aquele por quem Cristo morreu. Rm 14:15
A maneira mais sábia de se resolver os conflitos (grandes ou pequenos) quanto à expressão da fé e a liberdade cristã é agir com amor. Cristo deu tanto valor ao “fraco” que decidiu morrer por ele. Certamente, o cristão “forte espiritualmente” poderá fazer o sacrifício de aceitar pacientemente seu irmão como ele é, na expectativa de que o Espírito Santo, ao seu tempo, faça a Sua obra.
A maneira mais sábia de se resolver os conflitos (grandes ou pequenos) quanto à expressão da fé e a liberdade cristã é agir com amor. Cristo deu tanto valor ao “fraco” que decidiu morrer por ele. Certamente, o cristão “forte espiritualmente” poderá fazer o sacrifício de aceitar pacientemente seu irmão como ele é, na expectativa de que o Espírito Santo, ao seu tempo, faça a Sua obra.
17
Porque o reino de Deus não é alimento nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Rm 14:17
Paulo novamente evoca as palavras de Jesus no Sermão do Monte (Mt 5:6 -12) para enfatizar que a proposta do Reino de Deus não é comida, nem bebida, ou qualquer outro assunto trivial. Entretanto, o interesse de Paulo pela dimensão moral e ética da vida cristã se destaca em todas as suas cartas. O cristão que aprende a viver de forma consagrada a Deus, dedicado a cooperar com seus próximos e sem legalismo, experimenta grande paz e alegria produzidas pelo Espírito Santo em seu interior.
Paulo novamente evoca as palavras de Jesus no Sermão do Monte (Mt 5:6 -12) para enfatizar que a proposta do Reino de Deus não é comida, nem bebida, ou qualquer outro assunto trivial. Entretanto, o interesse de Paulo pela dimensão moral e ética da vida cristã se destaca em todas as suas cartas. O cristão que aprende a viver de forma consagrada a Deus, dedicado a cooperar com seus próximos e sem legalismo, experimenta grande paz e alegria produzidas pelo Espírito Santo em seu interior.
19
Sigamos, pois, as coisas que contribuem para a paz e as coisas que são para a edificação de uns para com os outros.
20
Não destruas por causa do alimento a obra de Deus. Todas as coisas são de fato puras, mas são más para o homem que come com ofensa.
21
Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem alguma coisa que teu irmão tropece, ou se ofenda, ou se enfraqueça.
22
Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Feliz é aquele que não se condena a si mesmo nas coisas que aprova.
23
Mas aquele que tem dúvidas, é condenado se comer, porque ele não come por fé; pois tudo o que não provém de fé é pecado.