Ozzuu Bible
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1
Paulo, chamado para ser um apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e Sóstenes, nosso irmão, 1Co 1:1
Aqui Paulo volta a usar a expressão “apóstolo” em seu sentido restrito, os que viram e foram comissionados pelo próprio Jesus ressurreto (Mc 6.30; Hb 3.1). Paulo publica seu título em quase todas as suas cartas (menos em Fp, 1 e 2 Ts e Fm), com o objetivo de confirmar sua convocação apostólica como arauto de Jesus, autoridade essa que seus opositores procuravam contestar (2Co 11).
Aqui Paulo volta a usar a expressão “apóstolo” em seu sentido restrito, os que viram e foram comissionados pelo próprio Jesus ressurreto (Mc 6.30; Hb 3.1). Paulo publica seu título em quase todas as suas cartas (menos em Fp, 1 e 2 Ts e Fm), com o objetivo de confirmar sua convocação apostólica como arauto de Jesus, autoridade essa que seus opositores procuravam contestar (2Co 11).
2
à igreja de Deus que está em Corinto, para os que são santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de Jesus Cristo nosso Senhor, tanto deles como nosso: 1Co 1:2
Paulo usa a expressão “Igreja de Deus” somente aqui, em Atos 20.28 e 2Co 1.1. No AT, a expressão equivalente usada é “Assembléia do Senhor” (Dt 23.1; Nm 16.3; 20.4; 1Cr 28.8).
Paulo usa a expressão “Igreja de Deus” somente aqui, em Atos 20.28 e 2Co 1.1. No AT, a expressão equivalente usada é “Assembléia do Senhor” (Dt 23.1; Nm 16.3; 20.4; 1Cr 28.8).
7
De maneira que nenhum dom vos falta, esperando pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, 1Co 1:7
A palavra grega original para “dom” é charisma, e ressalta, em seu significado, que os dons são resultado da graça de Deus e capacitam os cristãos para ministrar aos membros do Corpo de Cristo e ao mundo perdido. Os crentes receberam a capacidade de suprir todas as necessidades da Igreja por meio do Espírito Santo (1Co 12:7 -11; 14:3 -17).
A palavra grega original para “dom” é charisma, e ressalta, em seu significado, que os dons são resultado da graça de Deus e capacitam os cristãos para ministrar aos membros do Corpo de Cristo e ao mundo perdido. Os crentes receberam a capacidade de suprir todas as necessidades da Igreja por meio do Espírito Santo (1Co 12:7 -11; 14:3 -17).
8
o qual vos confirmará também até o fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.
9
Deus é fiel, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. 1Co 1:9
Paulo garante que a fidelidade de Deus se encarregará de manter os crentes “firmes até o fim” (1Ts 5.24; 1Co 1.8).
Paulo garante que a fidelidade de Deus se encarregará de manter os crentes “firmes até o fim” (1Ts 5.24; 1Co 1.8).
10
Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja divisões entre vós; antes, sejais perfeitamente unidos, em uma mesma mente e em um mesmo julgamento.
11
Pois me tem sido declarado a respeito de vós, irmãos meus, pelos que são da casa de Cloé, que há contendas entre vós.
12
Agora digo isso, a cada um de vós que diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. 1Co 1:12
Apolo havia realizado um ministério notável em Corinto (Atos 18:24 -28; 19.1). Pedro, cujo nome em grego é Cefas (Jo 1.42), também era muito querido e respeitado. Entretanto, dizia-se que apenas os cristãos judeus o seguiam. Um outro grupo, ainda, se arvorava o direito de ser mais cristão do que os outros. Paulo, que não admitia “paulinistas”, admoesta a todos que abandonem suas “facções religiosas” e se concentrem no fato de que todos os crentes são de Cristo, e a Ele devemos toda a devoção e obediência. Evidentemente que devemos respeito e carinho aos nossos líderes espirituais e amor fraterno para com todas as pessoas.
Apolo havia realizado um ministério notável em Corinto (Atos 18:24 -28; 19.1). Pedro, cujo nome em grego é Cefas (Jo 1.42), também era muito querido e respeitado. Entretanto, dizia-se que apenas os cristãos judeus o seguiam. Um outro grupo, ainda, se arvorava o direito de ser mais cristão do que os outros. Paulo, que não admitia “paulinistas”, admoesta a todos que abandonem suas “facções religiosas” e se concentrem no fato de que todos os crentes são de Cristo, e a Ele devemos toda a devoção e obediência. Evidentemente que devemos respeito e carinho aos nossos líderes espirituais e amor fraterno para com todas as pessoas.
17
Porque Cristo enviou-me não para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavras, para que não se faça vã a cruz de Cristo.
18
Porque a pregação da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. 1Co 1:18
A palavra original grega para “poder de Deus” é dunamis (Rm 1.16). Portanto, o Evangelho não tem apenas a capacidade de instruir e educar, mas o poder de transformar a alma de qualquer ser humano, tornando-o santo em Cristo, por meio da ação contínua do Espírito Santo (Atos 1.8).
A palavra original grega para “poder de Deus” é dunamis (Rm 1.16). Portanto, o Evangelho não tem apenas a capacidade de instruir e educar, mas o poder de transformar a alma de qualquer ser humano, tornando-o santo em Cristo, por meio da ação contínua do Espírito Santo (Atos 1.8).
19
Porque está escrito: Eu destruirei a sabedoria dos sábios e reduzirei a nada o entendimento do prudente. 1Co 1:19
Paulo não está condenando todo o saber secular, mas sim as idéias filosóficas que procuram destronar Deus do comando do universo e das vidas dos indivíduos na Terra. A citação é extraída de Is 29.14, texto em que Deus condena a política dos “sábios” de Judá, os quais tentaram negociar um acordo com o Egito ao serem ameaçados pelo rei Senaqueribe, da Assíria. Os cidadãos de Corinto eram extremamente politizados e dados a questionamentos. Aristides dizia que em todas as ruas de Corinto achava-se algum suposto sábio, que tinha soluções para todos os problemas do mundo.
Paulo não está condenando todo o saber secular, mas sim as idéias filosóficas que procuram destronar Deus do comando do universo e das vidas dos indivíduos na Terra. A citação é extraída de Is 29.14, texto em que Deus condena a política dos “sábios” de Judá, os quais tentaram negociar um acordo com o Egito ao serem ameaçados pelo rei Senaqueribe, da Assíria. Os cidadãos de Corinto eram extremamente politizados e dados a questionamentos. Aristides dizia que em todas as ruas de Corinto achava-se algum suposto sábio, que tinha soluções para todos os problemas do mundo.
20
Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste mundo? Não tem Deus feito insensata a sabedoria deste mundo?
21
Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, agradou a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação. 1Co 1:21
A expressão “proclamação da mensagem” deriva do significado geral do termo grego original kerigma. A pregação das “boas notícias” de que Jesus Cristo (o Messias), o Filho de Deus, encarnado, que morreu na cruz do Calvário e ressuscitou para nossa justificação, santificação e salvação eterna, é simplesmente loucura (insensatez) do ponto de vista de quem está escravizado pelo sistema de valores deste mundo. É interessante notar que o vocábulo “crêem” está no original grego no tempo presente contínuo do verbo, o que indica uma fé diária e constante.
A expressão “proclamação da mensagem” deriva do significado geral do termo grego original kerigma. A pregação das “boas notícias” de que Jesus Cristo (o Messias), o Filho de Deus, encarnado, que morreu na cruz do Calvário e ressuscitou para nossa justificação, santificação e salvação eterna, é simplesmente loucura (insensatez) do ponto de vista de quem está escravizado pelo sistema de valores deste mundo. É interessante notar que o vocábulo “crêem” está no original grego no tempo presente contínuo do verbo, o que indica uma fé diária e constante.
23
mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é pedra de tropeço para os judeus, e para os gregos loucura. 1Co 1:23
Deus colocou o mundo todo sob uma grande prova de fé. Os judeus esperavam um Messias com poderes políticos e militares extraordinários que pudesse colocar Israel sobre todas as nações da terra (Jo 7.31). A bênção de Deus era compreendida somente a partir da ostentação de símbolos econômicos, políticos e militares (poder e riqueza). Jamais poderiam aceitar alguém amaldiçoado por Deus (Gl 3.13). Os gregos escarneciam de uma divindade que, a seus olhos, não tinha a sabedoria filosófica e o poder para salvar a si mesmo da condenação, à morte de cruz. Os romanos tinham certeza de que nenhuma pessoa de boa reputação seria crucificada, de maneira que era inconcebível que Jesus pudesse ser divino e ao mesmo tempo um criminoso condenado à pena capital.
Deus colocou o mundo todo sob uma grande prova de fé. Os judeus esperavam um Messias com poderes políticos e militares extraordinários que pudesse colocar Israel sobre todas as nações da terra (Jo 7.31). A bênção de Deus era compreendida somente a partir da ostentação de símbolos econômicos, políticos e militares (poder e riqueza). Jamais poderiam aceitar alguém amaldiçoado por Deus (Gl 3.13). Os gregos escarneciam de uma divindade que, a seus olhos, não tinha a sabedoria filosófica e o poder para salvar a si mesmo da condenação, à morte de cruz. Os romanos tinham certeza de que nenhuma pessoa de boa reputação seria crucificada, de maneira que era inconcebível que Jesus pudesse ser divino e ao mesmo tempo um criminoso condenado à pena capital.
24
Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus. 1Co 1:24
Deus demonstra sua incomensurável e imarcescível sabedoria ao vir à terra em forma humana, na pessoa do seu Filho, para pagar a pena universal que condenava todo homem ao eterno afastamento da presença gloriosa do Senhor. Sem a loucura e a fraqueza da crucificação, não poderia ter havido a sabedoria, o poder da ressurreição e os inumeráveis benefícios decorrentes, que estão à disposição de todos os crentes (Hb 11.1; Gl 6.14).
Deus demonstra sua incomensurável e imarcescível sabedoria ao vir à terra em forma humana, na pessoa do seu Filho, para pagar a pena universal que condenava todo homem ao eterno afastamento da presença gloriosa do Senhor. Sem a loucura e a fraqueza da crucificação, não poderia ter havido a sabedoria, o poder da ressurreição e os inumeráveis benefícios decorrentes, que estão à disposição de todos os crentes (Hb 11.1; Gl 6.14).
25
Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
26
Porque vedes o vosso chamado, irmãos, que não são muitos os homens sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados.
27
Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as coisas que são fortes.
28
E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as coisas que são desprezíveis, sim, as coisas que não são, para reduzir a nada as coisas que são;
30
Mas vós sois dele em Cristo Jesus, o qual por parte de Deus nos foi feito sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção;
31
para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. 1Co 1:31
Os próprios cristãos que moravam em Corinto eram testemunhas vivas de que a salvação não depende de boas ações ou da qualidade inerente de certas pessoas. Portanto, quando alguém é contemplado com o dom da salvação deve orgulhar-se (gloriar-se) na misericórdia do Senhor (Jr 9.24).
Os próprios cristãos que moravam em Corinto eram testemunhas vivas de que a salvação não depende de boas ações ou da qualidade inerente de certas pessoas. Portanto, quando alguém é contemplado com o dom da salvação deve orgulhar-se (gloriar-se) na misericórdia do Senhor (Jr 9.24).