Ozzuu Bible
pt_bolsnt - Mar 11
Config
1 Quando aproximavam-se de Jerusalém, de Betfagé e de Betânia, estando próximos ao monte das Oliveiras, enviou dois de seus discípulos,
2 dizendo-lhes: "Ide para a cidade adiante de nós e, logo que entrardes nela, encontrareis um jumentinho, amarrado, sobre o qual nenhum homem ainda montou. Soltando-o, trazei-mo.
3 E se alguém vos disser "O que fazeis?" respondei-lhe que "O Senhor precisa dele e, logo, mandá-lo-á de volta para cá."
4 Indo eles, encontraram o jumentinho amarrado próximo da porta, do lado de fora, na rua; e o soltaram.
5 Mas alguns dos que ali estavam disseram-lhes: "Que fazeis, soltando o jumentinho?"
6 Eles, porém, responderam conforme Jesus ordenara, e o permitiram.
7 E levaram o jumentinho para Jesus, colocando nele as suas roupas. E assentou-se sobre ele.
8 Muitos estendiam suas roupas pelo caminho, outros cortavam ramos das árvores e os espalhavam no caminho.
9 E tanto os que iam adiante quanto os que vinham seguindo gritavam, dizendo: "Hosana, bendito o que vem no nome do Senhor!
10 Bendito o reino que vem no nome do Senhor, o reino do nosso pai Davi! Hosana nas maiores alturas!"
11 E Jesus entrou em Jerusalém e no templo. Tendo observado tudo, sendo já tardinha e adiantada a hora, saiu para Betânia com os doze.
12 No dia seguinte, saindo de Betânia, teve fome.
13 Vendo uma figueira ao longe, a qual tinha folhas, foi ver se encontrava nela alguma coisa. Mas, chegando onde estava, nada encontrou a não ser folhas; pois ainda não era tempo de figos.
14 Falando Jesus, disse para ela: "Nunca mais de ti, para sempre, comam-se figos!" E os seus discípulos o escutaram.
15 E foi para Jerusalém. Entrando no templo, Jesus começou a expulsar os que ali vendiam e compravam, e a virar as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas.
16 E não permitia que ninguém carregasse algum vaso através do templo.
17 Mas ensinava, dizendo-lhes: "Não está escrito que 'a minha casa será chamada, por todos os povos, casa de oração?' Vós, porém, a fizestes um esconderijo de ladrões!"
18 Ouviram-no os escribas e sacerdotes. E buscavam maneira de o matarem. Porém, temiam-no, porque todo o povo se maravilhava com sua doutrina.
19 Mas quando veio o entardecer, saiu para fora da cidade.
20 E, pela manhãzinha, passando, viram a figueira, seca desde as raízes.
21 Recordando-se Pedro, disse-lhe: "Rabi, eis que a figueira que amaldiçoaste está seca!"
22 Jesus, respondendo-lhes, disse: "Tende fé em Deus!
23 Em verdade vos digo que aquele que disser a este monte: "Ergue-te e lança-te no mar", não duvidando em seu coração, porém crendo que o que disse acontecerá, será para ele conforme disse.
24 Por este motivo vos digo: tudo o que, orando, pedirdes, crede que recebestes e assim vos será.
25 E, quando estiverdes orando, perdoai se tendes algo contra alguém, para que também o vosso pai que está nos céus perdoe as vossas transgressões.
26 Pois se vós não perdoardes, tampouco o vosso pai que está nos céus perdoará as vossas transgressões!"
27 E foram, outra vez, para Jerusalém. Andando ele pelo templo, foram ao seu encontro os sacerdotes, os escribas e os anciãos,
28 e disseram-lhe: "Em que poder fazes estas coisas? E quem te concedeu tal poder, para que faças estas coisas?"
29 Jesus, entretanto, respondendo disse-lhes: "Também eu vos farei uma pergunta. Se me responderdes, igualmente eu vos direi em qual poder faço estas coisas:
30 o batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei-me!"
31 E arrazoavam entre si, dizendo: "Se dissermos que era do céu, nos dirá: "Porque, então, não o acreditaste?"
32 Se dissermos, porém, que era dos homens... tememos ao povo!" Porque todos tinham a João, quando vivo, como sendo profeta.
33 Tomando a palavra, disseram a Jesus: "Não sabemos." Jesus, respondendo, disse-lhes: "Nem eu vos digo em qual poder faço estas coisas!"