Ozzuu Bible
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2
E foi dito aos gazitas, dizendo -se: Sansão entrou aqui. Cercaram-no, pois, e toda a noite lhe puseram espias à porta da cidade; porém toda a noite estiveram quietos, dizendo: Até à luz da manhã esperaremos; então o mataremos.
3
Porém Sansão deitou-se até à meia noite, e à meia noite se levantou, e agarrou as duas folhas da porta da entrada da cidade, juntamente com ambas as suas umbreiras e, juntamente com a barra- de- trancar, as arrancou fora, pondo-as sobre os ombros; e levou-as para cima até ao cume do monte que está defronte de Hebrom.
5
Então os príncipes dos filisteus subiram a ela, e lhe disseram: Enganosamente- persuade-o, e vê em que consiste a sua grande força, e como poderíamos assenhorear-nos dele e amarrá-lo, para assim o afligirmos; e te daremos, cada um de nós, mil e cem moedas de prata.
6
Disse, pois, Dalila a Sansão: Declara-me, peço-te, em que consiste a tua grande força, e com que poderias ser amarrado para te poderem afligir.
7
Disse-lhe Sansão: Se me amarrassem com sete vergas de vimes frescos, que ainda não estivessem secos, então me enfraqueceria, e seria como qualquer outro homem.
8
Então os príncipes dos filisteus trouxeram a ela sete vergas de vimes frescos, que ainda não estavam secos; e ela o amarrou com elas.
9
E ela tinha homens espreitando em emboscada, escondidos na câmara interior. Então ela lhe disse: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. Então ele quebrou as vergas de vime, como se quebra o fio da estopa ao cheiro do fogo; assim não se soube em que consistia a sua força.
10
Então disse Dalila a Sansão: Eis que zombaste de mim, e me disseste mentiras; ora, declara-me agora com que poderias ser amarrado.
11
E ele lhe disse: Se me amarrassem fortemente com cordas novas, que ainda não houvessem sido usadas para trabalho nenhum, então eu me enfraqueceria, e seria como qualquer outro homem.
12
Então Dalila tomou cordas novas, e o amarrou com elas, e disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E ela tinha homens espreitando em emboscada, escondidos numa câmara interior. Então ele rebentou elas [as cordas] para longe de seus braços, como a um único fio torcido.
13
E disse Dalila a Sansão: Até agora zombaste de mim, e me disseste mentiras; declara-me pois, agora, com que poderias ser amarrado? E ele lhe disse: Se teceres as sete tranças dos cabelos da minha cabeça juntamente com a urdidura da teia.
14
E ela as fixou com o torno do tear, e disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão: Então ele despertou do seu sono e arrancou- fora o torno, o tear, e a teia.
15
Então ela lhe disse: Como dirás: Tenho-te amor, não estando comigo o teu coração? Já três vezes zombaste de mim, e ainda não me declaraste em que consiste a tua grande força.
16
E sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras, e molestando-o, a alma dele se angustiou até chegar próximo da morte.
17
E descobriu-lhe todo o seu coração, e disse-lhe: Nunca subiu navalha à minha cabeça, porque tenho sido nazireu para com Deus desde o ventre de minha mãe; se viesse a ser rapado, ir-se-ia de mim a minha força, e me enfraqueceria, e seria como qualquer outro homem.
18
Vendo, pois, Dalila que ele já lhe tinha declarado todo o seu coração, ela enviou [mensageiros] a chamar os príncipes dos filisteus, dizendo: Subi esta vez, porque agora me descobriu ele todo o seu coração. E os príncipes dos filisteus subiram a ter com ela, trazendo o dinheiro na mão deles.
19
Então ela o fez dormir sobre os joelhos dela, e chamou a um homem, e fez com que rapasse as sete tranças do cabelo da cabeça dele [de Sansão], e ela começou a afligi-lo. E retirou-se dele a força dele.
20
E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E despertou ele do seu sono, e disse: Sairei ainda esta vez como dantes, e me sacudirei [libertando-me]. Porque ele não sabia que já o SENHOR se tinha retirado dele.
21
Então os filisteus o agarraram, e arrancaram-lhe os olhos, e fizeram-no descer a Gaza, e amarraram-no com duas cadeias de bronze, e girava ele um moinho na casa de encarceramento.
23
Então os príncipes dos filisteus se ajuntaram para sacrificar um grande sacrifício ao seu deus Dagom, e para se alegrarem, e diziam: Nosso deus entregou a Sansão, nosso inimigo, nas nossas mãos.
24
Semelhantemente, vendo-o o povo, louvava ao deus deles; porque eles diziam: Nosso deus nos entregou nas mãos o nosso inimigo, o que destruía a nossa terra, e o que multiplicava os nossos mortos.
25
E sucedeu que, quando o coração deles já estava alegre, disseram: Chamai a Sansão, para que façamos dele diversão. E chamaram a Sansão para fora da casa de encarceramento, fizeram dele diversão, e fizeram-no estar em pé entre as colunas.
26
Então disse Sansão ao moço que o firmava segurando-lhe pela mão: Deixa-me, para que eu apalpe as colunas sobre as quais se sustém a casa, para que eu me encoste a elas.
27
Ora, estava a casa cheia de homens e mulheres; e também ali estavam todos os príncipes dos filisteus; e sobre o teto havia uns três mil homens e mulheres, que estavam vendo Sansão ser feito diversão.
28
Então Sansão clamou ao SENHOR, e disse: ó Senhor DEUS, peço-te que te lembres de mim, e fortalece-me agora só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue eu dos filisteus, pelos meus dois olhos.
29
Assim, abraçou-se Sansão com as duas colunas do meio, sobre as quais se sustinha a casa, e apoiou-se sobre elas, com a sua mão direita numa, e com a sua mão esquerda na outra.
30
E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e foram mais os mortos que ele [Sansão] matou na sua morte do que os que matara em sua vida.
31
Então seus irmãos desceram, e toda a casa de seu pai, e tomaram-no, e subiram com ele, e sepultaram-no entre Zorá e Estaol, no sepulcro de Manoá, seu pai. Ele [Sansão] julgou a Israel por vinte anos.