Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Rom 3Config
1
Que vantagem então tem o judeu? Ou que proveito há na circuncisão? Rm 3:1
Paulo considera algumas das grandes realidades divinas: 1) Os oráculos de Deus são privilégios valiosíssimos entregues à humanidade. No entanto, a vantagem de possuir a Palavra de Deus (como no caso dos judeus e dos cristãos) implica necessariamente em responsabilidades e obrigações. 2) Deus é fiel. 3) Deus é justo. 4) Deus julgará e castigará todos os injustificados e pecadores, provando sua fidelidade e caráter justo (2Tm 2.13). 5) Deus é verdadeiro. Ele é a Verdade. 6) A glória de Deus.
Paulo considera algumas das grandes realidades divinas: 1) Os oráculos de Deus são privilégios valiosíssimos entregues à humanidade. No entanto, a vantagem de possuir a Palavra de Deus (como no caso dos judeus e dos cristãos) implica necessariamente em responsabilidades e obrigações. 2) Deus é fiel. 3) Deus é justo. 4) Deus julgará e castigará todos os injustificados e pecadores, provando sua fidelidade e caráter justo (2Tm 2.13). 5) Deus é verdadeiro. Ele é a Verdade. 6) A glória de Deus.
4
Deus não permite; sim, que Deus seja verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, e venças quando fores julgado.
5
Mas se a nossa injustiça ressalta a justiça de Deus, o que nós diremos? Seria Deus injusto por aplicar a sua ira? (eu falo como homem).
7
Pois, se a minha mentira fez abundar a verdade de Deus para sua glória, por que sou eu ainda julgado também como um pecador?
8
E por que não dizemos (como somos caluniosamente reportados, e como alguns afirmam que dizemos): Façamos o mal, para que venha o bem? A condenação dos tais é justa.
9
Então o quê? Somos melhores do que eles? Não, de maneira nenhuma, pois nós já provamos antes que, tanto judeus como gentios, todos eles estão debaixo do pecado,
11
Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Rm 3:11
Paulo apresenta uma seqüência de citações do AT com o objetivo de confirmar sua teologia quanto à universalidade do pecado (Rm 3:9 -12). Tanto judeus quanto gentios estão debaixo do poder e da condenação do pecado. As citações não são literais, pois a preocupação de Paulo (bem como de outros autores do NT) tinha um sentido geral e didático, não literal. Além disso, os gregos não usavam aspas para identificar as citações, na maioria das vezes extraídas da Septuaginta (a tradução grega do AT, originalmente escrito em hebraico). Em alguns casos, inspirados pelo Espírito Santo, os autores canônicos do NT fizeram uso das citações do AT, adaptando e aplicando-as de várias formas ao contexto que estavam abordando.
Paulo apresenta uma seqüência de citações do AT com o objetivo de confirmar sua teologia quanto à universalidade do pecado (Rm 3:9 -12). Tanto judeus quanto gentios estão debaixo do poder e da condenação do pecado. As citações não são literais, pois a preocupação de Paulo (bem como de outros autores do NT) tinha um sentido geral e didático, não literal. Além disso, os gregos não usavam aspas para identificar as citações, na maioria das vezes extraídas da Septuaginta (a tradução grega do AT, originalmente escrito em hebraico). Em alguns casos, inspirados pelo Espírito Santo, os autores canônicos do NT fizeram uso das citações do AT, adaptando e aplicando-as de várias formas ao contexto que estavam abordando.
12
Todos se desviaram do caminho, e juntamente se tornaram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um.
13
A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas enganam; veneno de áspides está debaixo de seus lábios,
19
Ora, nós sabemos que quantas coisas diz a lei, ela o diz aos que estão debaixo da lei, para que toda a boca se cale, e todo o mundo se torne culpado diante de Deus. Rm 3:19
A Lei aqui tem a ver com os Salmos, Profetas e Provérbios. É uma referência clara quanto à igual autoridade de todo o AT. Assim como em Jo 10.34; 15.25; 1Co 14.21.
A Lei aqui tem a ver com os Salmos, Profetas e Provérbios. É uma referência clara quanto à igual autoridade de todo o AT. Assim como em Jo 10.34; 15.25; 1Co 14.21.
20
Por isso, pelas obras da lei, nenhuma carne será justificada à sua vista, porque por meio da lei vem o conhecimento do pecado. Rm 3:20
A finalidade principal dessa passagem não é apenas demonstrar a culpabilidade dos judeus e de todos os demais povos sobre a face da terra (os gentios), como também demonstrar que nenhum sistema religioso, nenhuma crença primitiva e restrita ou altamente aculturada, é capaz de salvar o ser humano da condenação ao afastamento eterno da presença de Deus.
A finalidade principal dessa passagem não é apenas demonstrar a culpabilidade dos judeus e de todos os demais povos sobre a face da terra (os gentios), como também demonstrar que nenhum sistema religioso, nenhuma crença primitiva e restrita ou altamente aculturada, é capaz de salvar o ser humano da condenação ao afastamento eterno da presença de Deus.
22
a justiça de Deus, que é pela fé em Jesus Cristo para todos, e sobre todos os que creem; porque não há diferença; Rm 3:22
Bendito “entretanto”! Havendo revelado que todos os seres humanos (tanto judeus como gentios) são naturalmente ímpios (tendem espontaneamente à pratica do mal – 1.18 – 3.20), Paulo apresenta a “boa notícia” de que Deus – presente – está oferecendo gratuitamente um (e único) meio de justificação para cada indivíduo da raça humana que, de forma voluntária, pessoal e sincera, nele crer de todo o seu coração: Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Messias prometido.
Bendito “entretanto”! Havendo revelado que todos os seres humanos (tanto judeus como gentios) são naturalmente ímpios (tendem espontaneamente à pratica do mal – 1.18 – 3.20), Paulo apresenta a “boa notícia” de que Deus – presente – está oferecendo gratuitamente um (e único) meio de justificação para cada indivíduo da raça humana que, de forma voluntária, pessoal e sincera, nele crer de todo o seu coração: Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Messias prometido.
23
porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus. Rm 3:23
Ao pecar (palavra que em hebraico tem o sentido de “errar o alvo”), o ser humano se encontra em falta perante o ideal para o qual Deus o criou (Is 43.7). A glória que o homem possuía e desfrutava antes da Queda (Gn 1:26 -28; Sl 8.5,6; Ef 4.24; Cl 3.10), o cristão sincero voltará a ter por intermédio de Jesus Cristo (Hb 2:5 -9).
Ao pecar (palavra que em hebraico tem o sentido de “errar o alvo”), o ser humano se encontra em falta perante o ideal para o qual Deus o criou (Is 43.7). A glória que o homem possuía e desfrutava antes da Queda (Gn 1:26 -28; Sl 8.5,6; Ef 4.24; Cl 3.10), o cristão sincero voltará a ter por intermédio de Jesus Cristo (Hb 2:5 -9).
24
Sendo justificados livremente pela sua graça através da redenção que há em Jesus Cristo; Rm 3:24
Paulo emprega o verbo “justificar” em 22 citações (especialmente de 2.13 a 5.1, e em Gl 2 e 3). Esse termo é fundamental na teologia paulina: 1) Negativamente, quando Deus declara o crente “não-culpado”; 2) Positivamente, quando Deus declara o crente “justo”, cancelando a sua culpa do pecado e creditando-lhe justiça. A palavra “redenção” (no original em grego apolutrõsis) era usada comumente, na época, no sentido de “comprar um escravo para dar-lhe a carta de plena liberdade”. Um paralelo significativo se observa na redenção de Israel da escravidão no Egito (Êx 15.13), do exílio na Babilônia (Is 41.14; 43.1), e em relação ao livramento eterno do crente da escravidão do pecado, porquanto Cristo, por meio de sua morte e ressurreição, pagou o resgate exigido para nossa libertação.
Paulo emprega o verbo “justificar” em 22 citações (especialmente de 2.13 a 5.1, e em Gl 2 e 3). Esse termo é fundamental na teologia paulina: 1) Negativamente, quando Deus declara o crente “não-culpado”; 2) Positivamente, quando Deus declara o crente “justo”, cancelando a sua culpa do pecado e creditando-lhe justiça. A palavra “redenção” (no original em grego apolutrõsis) era usada comumente, na época, no sentido de “comprar um escravo para dar-lhe a carta de plena liberdade”. Um paralelo significativo se observa na redenção de Israel da escravidão no Egito (Êx 15.13), do exílio na Babilônia (Is 41.14; 43.1), e em relação ao livramento eterno do crente da escravidão do pecado, porquanto Cristo, por meio de sua morte e ressurreição, pagou o resgate exigido para nossa libertação.
25
a quem Deus estabeleceu para ser uma propiciação através da fé no seu sangue, para declarar a sua justiça pela remissão dos pecados que são passados, na paciência de Deus;
26
para declarar, eu digo, a sua justiça neste tempo, para que ele seja justo e justificador daquele que crê em Jesus. Rm 3:26
A expressão “propiciação” vem do antigo hebraico, que traduzido para o termo grego na Septuaginta hilasterion, significa o lugar específico onde os pecados deviam ser expiados ou pagos (removidos), e que em grego era chamado de kapporeth (propiciatório). Através do sacrifício redentor de Jesus, o Filho; Deus, o Pai, remove o pecado do seu povo, não virtualmente ou simbolicamente como se dava nos rituais do passado (Lv 16), mas agora, em plena realidade físico-espiritual, eliminando definitivamente toda a culpabilidade humana perante Deus – o Supremo Juiz – e limpando completamente a consciência de cada indivíduo que aceita o sacrifício do Senhor como salvação para sua vida e, a partir dessa constatação, nasce de novo (Jo 3; 1Jo 2.2).
A expressão “propiciação” vem do antigo hebraico, que traduzido para o termo grego na Septuaginta hilasterion, significa o lugar específico onde os pecados deviam ser expiados ou pagos (removidos), e que em grego era chamado de kapporeth (propiciatório). Através do sacrifício redentor de Jesus, o Filho; Deus, o Pai, remove o pecado do seu povo, não virtualmente ou simbolicamente como se dava nos rituais do passado (Lv 16), mas agora, em plena realidade físico-espiritual, eliminando definitivamente toda a culpabilidade humana perante Deus – o Supremo Juiz – e limpando completamente a consciência de cada indivíduo que aceita o sacrifício do Senhor como salvação para sua vida e, a partir dessa constatação, nasce de novo (Jo 3; 1Jo 2.2).
28
Portanto, concluímos que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. Rm 3:28
Quando Lutero estava traduzindo a Bíblia para a língua alemã, ao escrever esse versículo, fez questão de acrescentar a expressão restritiva “somente pela fé”. Ainda que o vocábulo “somente” não esteja nos originais gregos, reflete com exatidão o sentido geral da passagem (Tg 2:14 -26).
Quando Lutero estava traduzindo a Bíblia para a língua alemã, ao escrever esse versículo, fez questão de acrescentar a expressão restritiva “somente pela fé”. Ainda que o vocábulo “somente” não esteja nos originais gregos, reflete com exatidão o sentido geral da passagem (Tg 2:14 -26).
31
Anulamos, então, a lei pela fé? De forma alguma! Antes estabelecemos a lei. Rm 3:31
Paulo faz uma bela e profunda analogia entre a importância e a exatidão da Lei; reconhecendo o primeiro artigo da Lei judaica, amado e defendido radicalmente por todos os judeus ao longo dos séculos: “O Senhor é um só Deus” (Dt 6.4), e a exaltação de Cristo – o Unigênito Filho de Deus – como único meio de Salvação para judeus e todos os gentios sobre a face da terra. Paulo percebe que será acusado de antinomismo (pregar ou agir contra a Lei). Contudo, apesar de mostrar que a Lei é impotente para salvar, e que esse poder opera somente em Jesus Cristo (capítulos 6 e 7), voltará a confirmar a validade da Lei na passagem do capítulo 13:18 -10.
Paulo faz uma bela e profunda analogia entre a importância e a exatidão da Lei; reconhecendo o primeiro artigo da Lei judaica, amado e defendido radicalmente por todos os judeus ao longo dos séculos: “O Senhor é um só Deus” (Dt 6.4), e a exaltação de Cristo – o Unigênito Filho de Deus – como único meio de Salvação para judeus e todos os gentios sobre a face da terra. Paulo percebe que será acusado de antinomismo (pregar ou agir contra a Lei). Contudo, apesar de mostrar que a Lei é impotente para salvar, e que esse poder opera somente em Jesus Cristo (capítulos 6 e 7), voltará a confirmar a validade da Lei na passagem do capítulo 13:18 -10.