Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Rom 7Config
1
Não sabeis vós, irmãos (pois eu falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem enquanto ele vive? Rm 7:1
Paulo tem em mente tanto a Lei mosaica quanto a lei divina, no seu sentido mais universal e implicações gerais. Assim também quanto ao homem, Paulo não se limita a uma análise simplista do crente e do não convertido, mas vai além e investiga a complexidade do ser humano quanto à sua tendência natural para o mal (o ser humano sempre se sentiu atraído pelo proibido), enquanto sua consciência íntima aponta para o bem e a verdade; como se a alma humana, embora nesse mundo, tivesse saudades da casa paterna, mas vontade de ceder à cobiça da carne (todas as ambições de prazer e glória).
Paulo tem em mente tanto a Lei mosaica quanto a lei divina, no seu sentido mais universal e implicações gerais. Assim também quanto ao homem, Paulo não se limita a uma análise simplista do crente e do não convertido, mas vai além e investiga a complexidade do ser humano quanto à sua tendência natural para o mal (o ser humano sempre se sentiu atraído pelo proibido), enquanto sua consciência íntima aponta para o bem e a verdade; como se a alma humana, embora nesse mundo, tivesse saudades da casa paterna, mas vontade de ceder à cobiça da carne (todas as ambições de prazer e glória).
2
Porque a mulher que tem marido, está ligada pela lei ao marido, enquanto ele viver; mas se o marido morrer, ela está livre da lei do marido.
3
Então assim, enquanto seu marido viver, se ela se casar com outro homem, será chamada adúltera; mas se seu marido morrer, ela está livre da lei, e assim não será adúltera, mesmo que ela venha a se casar com outro homem. Rm 7:3
No cap. 6, Paulo faz uma analogia do compromisso que há entre o escravo e seu senhor (dono). Em 7:1 -6, a ilustração utilizada é a do compromisso (aliança, contrato) celebrado no casamento. Paulo demonstra que a liberdade da Lei é a mesma que uma esposa tem em relação ao seu marido. A relação é de simples entendimento: assim como a morte do marido dissolve o vínculo formal entre o marido e a esposa, a morte do crente com Cristo quebra o jugo da Lei. O cristão está, portanto, livre do domínio do pecado para unir-se a Cristo, que jamais morrerá novamente, o que significa, que essa nova união não terá fim (Rm 6.9; 7.4).
No cap. 6, Paulo faz uma analogia do compromisso que há entre o escravo e seu senhor (dono). Em 7:1 -6, a ilustração utilizada é a do compromisso (aliança, contrato) celebrado no casamento. Paulo demonstra que a liberdade da Lei é a mesma que uma esposa tem em relação ao seu marido. A relação é de simples entendimento: assim como a morte do marido dissolve o vínculo formal entre o marido e a esposa, a morte do crente com Cristo quebra o jugo da Lei. O cristão está, portanto, livre do domínio do pecado para unir-se a Cristo, que jamais morrerá novamente, o que significa, que essa nova união não terá fim (Rm 6.9; 7.4).
4
Portanto, meus irmãos, também vós tornastes mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que chegásseis a ser de outro, do que foi ressuscitado dentre os mortos, a fim de que déssemos fruto para Deus.
5
Porque, enquanto estávamos na carne, as paixões dos pecados, que eram pela lei, operavam em nossos membros para trazerem fruto para a morte.
6
Mas agora temos sido libertos da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra. Rm 7:6
A antítese entre o espírito e a simples letra escrita aponta para um novo tempo, aquele em que a “nova aliança” de Jeremias se realiza (Jr 31.31). A “letra” transmite o sentido de guardar tudo o que a Lei determina no seu aspecto exterior (cumprir o que está escrito sem maiores reflexões ou interpretações subjetivas), à base da força de vontade e na capacidade moral dos homens. O “espírito” refere-se às novas relações e forças produzidas em Cristo pelo Espírito Santo.
A antítese entre o espírito e a simples letra escrita aponta para um novo tempo, aquele em que a “nova aliança” de Jeremias se realiza (Jr 31.31). A “letra” transmite o sentido de guardar tudo o que a Lei determina no seu aspecto exterior (cumprir o que está escrito sem maiores reflexões ou interpretações subjetivas), à base da força de vontade e na capacidade moral dos homens. O “espírito” refere-se às novas relações e forças produzidas em Cristo pelo Espírito Santo.
7
O que diremos então? A lei é pecado? De forma alguma! Porém, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria o desejo, se a lei não dissesse: Tu não cobiçarás.
8
Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim todo tipo de concupiscência; porque sem a lei o pecado está morto.
9
Pois eu estava vivo sem a lei uma vez, mas quando o mandamento veio, o pecado reviveu, e eu morri. Rm 7:9
Paulo faz uma análise da sua própria experiência de vida, ao mesmo tempo em que considera a existência de todos os homens, a partir do seu conhecimento atual da graça divina em Cristo Jesus. Antes de se dar conta de que a Lei existia com tamanho vigor, poder e rigidez, e de que estava condenado à morte, o menino Paulo vivia alegre e em paz. Com a chegada do seu bar mitzvah (importante cerimônia judaica na qual o jovem, aos 13 anos, passa a ser responsável pelo cumprimento da Lei), bem como na vida adulta, quando as demandas do seu vínculo com os fariseus amadureceram suas convicções legais e institucionais, e, por fim, quando do seu encontro com Cristo, fato que determinou sua conversão, Paulo chegou à conclusão que estava morto, “porque o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23; Lc 18.20,21; Fp 3.6).
Paulo faz uma análise da sua própria experiência de vida, ao mesmo tempo em que considera a existência de todos os homens, a partir do seu conhecimento atual da graça divina em Cristo Jesus. Antes de se dar conta de que a Lei existia com tamanho vigor, poder e rigidez, e de que estava condenado à morte, o menino Paulo vivia alegre e em paz. Com a chegada do seu bar mitzvah (importante cerimônia judaica na qual o jovem, aos 13 anos, passa a ser responsável pelo cumprimento da Lei), bem como na vida adulta, quando as demandas do seu vínculo com os fariseus amadureceram suas convicções legais e institucionais, e, por fim, quando do seu encontro com Cristo, fato que determinou sua conversão, Paulo chegou à conclusão que estava morto, “porque o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23; Lc 18.20,21; Fp 3.6).
10
E o mandamento que era ordenado para vida, eu achei que era para morte. Rm 7:10
O que aconteceu na prática foi que a Lei veio a ser a via de acesso do pecado, tanto na experiência de Paulo quanto para toda a humanidade. Em vez de conceder vida, a Lei produziu condenação; em lugar de promover a santidade, provocou o pecado. Todavia, a responsabilidade pelo pecado não está na Lei, uma vez que ela foi criada por Deus para ajudar os seres humanos a ordenar, suas prioridades, identificarem o certo do errado, o bem do mal, e a viverem em paz e fraternidade uns com os outros. Portanto, a Lei é santa, justa e boa (Rm 7.12).
O que aconteceu na prática foi que a Lei veio a ser a via de acesso do pecado, tanto na experiência de Paulo quanto para toda a humanidade. Em vez de conceder vida, a Lei produziu condenação; em lugar de promover a santidade, provocou o pecado. Todavia, a responsabilidade pelo pecado não está na Lei, uma vez que ela foi criada por Deus para ajudar os seres humanos a ordenar, suas prioridades, identificarem o certo do errado, o bem do mal, e a viverem em paz e fraternidade uns com os outros. Portanto, a Lei é santa, justa e boa (Rm 7.12).
13
Então, o que me é bom tornou-se em morte? De forma alguma! Mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou a morte em mim pelo que é bom; a fim de que pelo mandamento o pecado se tornasse excessivamente pecaminoso. Rm 7:13
O pecado e seu pai (o Diabo) usaram a santa Lei de Deus para uma finalidade ímpia (a morte). Esse fato revela quão desprezíveis são o nosso Inimigo e suas artimanhas.
O pecado e seu pai (o Diabo) usaram a santa Lei de Deus para uma finalidade ímpia (a morte). Esse fato revela quão desprezíveis são o nosso Inimigo e suas artimanhas.
15
Porque o que eu faço não o permito; pois o que eu quero isso não faço, mas o que odeio isso eu faço. Rm 7:15
Paulo fala da própria intimidade da sua alma e de suas lutas como homem e como cristão, ao mesmo tempo em que se refere a um conflito comum a todos os seres humanos. Até mesmo o crente mais santificado tem dentro de si a semente da rebelião que herdou de Adão, a qual vem sendo explorada pelo Diabo de geração em geração desde a Queda (Gn 3). Paulo é eloqüente quando usa a expressão “fui vendido como escravo ao pecado”, para retratar como todos nós passamos pela experiência de ser subjugados pelo poder deste mundo e do pecado. E, mesmo após a conversão, o pecado agonizante procura nos ferroar persistentemente. Paulo, ainda, revela que nossas lutas interiores provocam todo tipo de tensão, ambivalência, confusão e frustrações.
Paulo fala da própria intimidade da sua alma e de suas lutas como homem e como cristão, ao mesmo tempo em que se refere a um conflito comum a todos os seres humanos. Até mesmo o crente mais santificado tem dentro de si a semente da rebelião que herdou de Adão, a qual vem sendo explorada pelo Diabo de geração em geração desde a Queda (Gn 3). Paulo é eloqüente quando usa a expressão “fui vendido como escravo ao pecado”, para retratar como todos nós passamos pela experiência de ser subjugados pelo poder deste mundo e do pecado. E, mesmo após a conversão, o pecado agonizante procura nos ferroar persistentemente. Paulo, ainda, revela que nossas lutas interiores provocam todo tipo de tensão, ambivalência, confusão e frustrações.
18
Porque eu sei que em mim (isto é, na minha carne), não habita coisas boas; pois o querer está presente em mim, mas o executar do bem eu não encontro. Rm 7:18
Paulo faz uma humilde e honesta declaração em relação à tenacidade do pecado em tentar controlar a vida dos crentes (Rm 7.17). No Rm 7.18 ele se refere ao estado caído do ser humano, como denota a parte inicial da frase. Evidentemente, ele não está dizendo que não pode haver a mínima bondade prática nos cristãos.
Paulo faz uma humilde e honesta declaração em relação à tenacidade do pecado em tentar controlar a vida dos crentes (Rm 7.17). No Rm 7.18 ele se refere ao estado caído do ser humano, como denota a parte inicial da frase. Evidentemente, ele não está dizendo que não pode haver a mínima bondade prática nos cristãos.
23
mas eu vejo outra lei nos meus membros, guerreando contra a lei da minha mente, e me trazendo cativo debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.
24
Ó miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Rm 7:24
Paulo usa o corpo como metáfora de um cadáver que pesava sobre suas costas, mas que era de sua responsabilidade equilibrá-lo para que não caísse ou alterasse o curso do seu trajeto ao carregá-lo (Rm 6.6). O cristão vive em dois mundos ao mesmo tempo e isso causa muitas aflições. Este é o motivo pelo qual a carne batalha contra o Espírito e o Espírito batalha contra a carne, porquanto são opostos entre si (Gl 5.17). A vitória contra esse inimigo (a disposição para o pecado que persiste em nós) não vem sem muita luta, mas ao longo do nosso tempo de caminhada cristã e amadurecimento espiritual. Graças a Deus a vitória virá por Cristo, e isso está maravilhosamente descrito no capítulo seguinte.
Paulo usa o corpo como metáfora de um cadáver que pesava sobre suas costas, mas que era de sua responsabilidade equilibrá-lo para que não caísse ou alterasse o curso do seu trajeto ao carregá-lo (Rm 6.6). O cristão vive em dois mundos ao mesmo tempo e isso causa muitas aflições. Este é o motivo pelo qual a carne batalha contra o Espírito e o Espírito batalha contra a carne, porquanto são opostos entre si (Gl 5.17). A vitória contra esse inimigo (a disposição para o pecado que persiste em nós) não vem sem muita luta, mas ao longo do nosso tempo de caminhada cristã e amadurecimento espiritual. Graças a Deus a vitória virá por Cristo, e isso está maravilhosamente descrito no capítulo seguinte.
25
Eu agradeço a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim, pois, com a mente, eu mesmo sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.