Ozzuu Bible
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1
Judas, o servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, àqueles que são santificados por Deus o Pai, aos chamados, e preservados em Jesus Cristo: Jd 1:1
Judas é irmão de Tiago (autor da epístola bíblica e líder da Igreja em Jerusalém). E, portanto, irmão de Jesus Cristo. Judas e Tiago eram filhos de José e Maria (Mt 13.55; Mc 6.3). Judas, assim como Jesus, era um nome muito comum na Palestina. É curioso que seus principais homônimos tenham entrado para a história como sinônimos de traição, violência e injustiça: Judas Iscariotes e Barrabás (em aramaico “filho do pai” ou Jesus, em grego – Mc 3.19; Mt 27.16). O autor desta carta não se apresenta como apóstolo, mas “servo” (palavra que no original grego significa “escravo”) do Senhor. Escreve aos “convocados”, aqueles que são atraídos pelo amor de Deus. E assevera que o Senhor sustenta todo o Universo e cuida para que seus filhos sejam preservados e alcancem plenamente a herança eterna (Rm 8:28 -39; Cl 1.17; Hb 1.3; Jo 3.16; 6:37 -40; 17.11,12; 1Pe 1:3 -5).
Judas é irmão de Tiago (autor da epístola bíblica e líder da Igreja em Jerusalém). E, portanto, irmão de Jesus Cristo. Judas e Tiago eram filhos de José e Maria (Mt 13.55; Mc 6.3). Judas, assim como Jesus, era um nome muito comum na Palestina. É curioso que seus principais homônimos tenham entrado para a história como sinônimos de traição, violência e injustiça: Judas Iscariotes e Barrabás (em aramaico “filho do pai” ou Jesus, em grego – Mc 3.19; Mt 27.16). O autor desta carta não se apresenta como apóstolo, mas “servo” (palavra que no original grego significa “escravo”) do Senhor. Escreve aos “convocados”, aqueles que são atraídos pelo amor de Deus. E assevera que o Senhor sustenta todo o Universo e cuida para que seus filhos sejam preservados e alcancem plenamente a herança eterna (Rm 8:28 -39; Cl 1.17; Hb 1.3; Jo 3.16; 6:37 -40; 17.11,12; 1Pe 1:3 -5).
2
Misericórdia a vós, e paz e amor vos sejam multiplicados. Jd 1:2
A palavra “paz” (em hebraico: shãlôm), neste contexto, expressa o profundo descanso e bem-estar da alma que emana da verdadeira experiência da graça de Deus, independentemente das circunstâncias momentâneas que todos nós atravessamos (Jo 14.27; 20.19; Gl 1.3; Ef 1.2).
A palavra “paz” (em hebraico: shãlôm), neste contexto, expressa o profundo descanso e bem-estar da alma que emana da verdadeira experiência da graça de Deus, independentemente das circunstâncias momentâneas que todos nós atravessamos (Jo 14.27; 20.19; Gl 1.3; Ef 1.2).
3
Amados, quando dediquei toda a diligência a escrever-vos acerca da salvação comum, tive a necessidade de escrever-vos, e exortar- vos, porquanto deveis seriamente batalhar pela fé que uma vez foi entregue aos santos. Jd 1:3
Aqui, a expressão grega epagõnizesthai comunica o sentido de “lutar com todas as forças” contra os inimigos da fé e da sã doutrina, que são manipulados pelo Diabo para atacar as verdades fundamentais da teologia cristã e perverter os incautos (2Tm 3.14). O Evangelho deve ser vivido e pregado sem qualquer adulteração (Gl 1.9).
Aqui, a expressão grega epagõnizesthai comunica o sentido de “lutar com todas as forças” contra os inimigos da fé e da sã doutrina, que são manipulados pelo Diabo para atacar as verdades fundamentais da teologia cristã e perverter os incautos (2Tm 3.14). O Evangelho deve ser vivido e pregado sem qualquer adulteração (Gl 1.9).
4
Porque certos homens se introduziram com dissimulação, os quais antes estavam ordenados para esta condenação, homens impiedosos, que convertem a graça do nosso Deus em lascívia, e negam o único Senhor Deus e nosso Senhor Jesus Cristo. Jd 1:4
Judas deixa bem claro seu reconhecimento à deidade de Cristo, uma vez que a expressão hebraica “Senhor” se refere ao nome de Deus no AT (Yahweh – Javé), o Único e Todo-Poderoso Deus (Rm 10.9; 2Pe 2:1 -3).
Judas deixa bem claro seu reconhecimento à deidade de Cristo, uma vez que a expressão hebraica “Senhor” se refere ao nome de Deus no AT (Yahweh – Javé), o Único e Todo-Poderoso Deus (Rm 10.9; 2Pe 2:1 -3).
5
Mas quero, portanto, lembrar-vos, embora já sabeis disso, como o Senhor salvou o povo da terra do Egito, e destruiu depois os que não creram. Jd 1:5
Três exemplos do juízo divino, registrados na história do AT, demonstram o perigo da delinqüência do indivíduo e do afastamento da sociedade do temor do Senhor. A espiral descendente do pecado é, basicamente, sempre a mesma: falta de fé, abandono da santidade, imoralidade e perdição. O povo de Israel, ao cruzar o deserto rumo a Canaã, duvidou das promessas do Senhor; em conseqüência, todos os adultos daquela geração morreram antes de entrar na terra prometida (Êx 12.51; 32:30 -35; Nm 14:29 -30).
Três exemplos do juízo divino, registrados na história do AT, demonstram o perigo da delinqüência do indivíduo e do afastamento da sociedade do temor do Senhor. A espiral descendente do pecado é, basicamente, sempre a mesma: falta de fé, abandono da santidade, imoralidade e perdição. O povo de Israel, ao cruzar o deserto rumo a Canaã, duvidou das promessas do Senhor; em conseqüência, todos os adultos daquela geração morreram antes de entrar na terra prometida (Êx 12.51; 32:30 -35; Nm 14:29 -30).
6
E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele reservou cadeias eternas sob trevas até o julgamento do grande dia. Jd 1:6
Deus organizou o céu e distribuiu aos anjos áreas de liderança, responsabilidade, autoridade e poder. Alguns anjos se deixaram contaminar pela arrogância e egoísmo. Revoltaram-se contra as ordens de Deus e se transformaram no Diabo (o Inimigo) e seus anjos malignos. Alguns vieram para a terra e estabeleceram seu reino entre os seres humanos. Entretanto, no Dia do Juízo Final, todos os partidários do mal serão destruídos pelo fogo da santidade e da justiça de Deus (Dn 10.20,21; Mt 25.41; 2Pe 2.4).
Deus organizou o céu e distribuiu aos anjos áreas de liderança, responsabilidade, autoridade e poder. Alguns anjos se deixaram contaminar pela arrogância e egoísmo. Revoltaram-se contra as ordens de Deus e se transformaram no Diabo (o Inimigo) e seus anjos malignos. Alguns vieram para a terra e estabeleceram seu reino entre os seres humanos. Entretanto, no Dia do Juízo Final, todos os partidários do mal serão destruídos pelo fogo da santidade e da justiça de Deus (Dn 10.20,21; Mt 25.41; 2Pe 2.4).
7
Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que da mesma maneira deram-se à fornicação e seguiram após carne estranha, foram postas como exemplo, sofrendo a vingança do fogo eterno. Jd 1:7
O texto não está afirmando que o pecado das pessoas que viviam em Sodoma e Gomorra foi o mesmo praticado pelos anjos desobedientes. Judas está enfatizando que seja qual for a maldade que campeie pelo Universo e na história não ficará impune aos olhos justos de Deus. A sociedade tende a se afastar da Palavra de Deus, seguindo o caminho da imoralidade e assumindo um estilo andrógeno de vida. O juízo ocorrido no passado foi um prenúncio e exemplo do Dia em que o Senhor derramará “enxofre incandescente” e consumirá toda impiedade e impureza moral sobre a terra (Gn 19.5,24; 2Pe 2.10).
O texto não está afirmando que o pecado das pessoas que viviam em Sodoma e Gomorra foi o mesmo praticado pelos anjos desobedientes. Judas está enfatizando que seja qual for a maldade que campeie pelo Universo e na história não ficará impune aos olhos justos de Deus. A sociedade tende a se afastar da Palavra de Deus, seguindo o caminho da imoralidade e assumindo um estilo andrógeno de vida. O juízo ocorrido no passado foi um prenúncio e exemplo do Dia em que o Senhor derramará “enxofre incandescente” e consumirá toda impiedade e impureza moral sobre a terra (Gn 19.5,24; 2Pe 2.10).
8
Também do mesmo modo, estes sonhadores imundos contaminam a carne, desprezam o domínio e falam mal das dignidades. Jd 1:8
Esses pagãos e ímpios eram conhecidos como “sonhadores”, expressão cujo sentido original se refere às pessoas “alucinadas” ou “fora da realidade”, por causa do efeito moral devastador que suas “fantasias” provocavam em suas atitudes e estilo de vida. As pessoas que se afastam do Senhor e são controladas pelo homossexualismo, ou por qualquer tipo de droga, são iludidas pela idéia do prazer de se “estar ausente” da realidade. Por isso, são levados a desenvolver um comportamento absolutamente antagônico ao Senhor e sua Palavra; tornam-se especialistas na arte de mentir e rejeitam a toda autoridade instituída a partir de Deus, seus servos, e dos membros da própria família. Alguns gnósticos primitivos (apóstatas), havendo descambado para a prostituição e o homossexualismo, tornaram-se antinomistas (libertinos), e desenvolveram uma teoria filosófico-religiosa que negava a influência das ações realizadas por meio do corpo sobre o espírito humano (Jd 1.19).
Esses pagãos e ímpios eram conhecidos como “sonhadores”, expressão cujo sentido original se refere às pessoas “alucinadas” ou “fora da realidade”, por causa do efeito moral devastador que suas “fantasias” provocavam em suas atitudes e estilo de vida. As pessoas que se afastam do Senhor e são controladas pelo homossexualismo, ou por qualquer tipo de droga, são iludidas pela idéia do prazer de se “estar ausente” da realidade. Por isso, são levados a desenvolver um comportamento absolutamente antagônico ao Senhor e sua Palavra; tornam-se especialistas na arte de mentir e rejeitam a toda autoridade instituída a partir de Deus, seus servos, e dos membros da própria família. Alguns gnósticos primitivos (apóstatas), havendo descambado para a prostituição e o homossexualismo, tornaram-se antinomistas (libertinos), e desenvolveram uma teoria filosófico-religiosa que negava a influência das ações realizadas por meio do corpo sobre o espírito humano (Jd 1.19).
9
Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou trazer contra ele palavra de acusação, mas disse: O Senhor te repreenda. Jd 1:9
Judas faz menção a uma tradicional obra judaica, chamada “Assunção de Moisés” (Dt 34.6; Zc 3.2), apenas para ilustrar sua exposição teológica, assim como fizeram Paulo (Atos 17.28), Menandro (1Co 15.33) e Epimênides (Tt 1.12).
Judas faz menção a uma tradicional obra judaica, chamada “Assunção de Moisés” (Dt 34.6; Zc 3.2), apenas para ilustrar sua exposição teológica, assim como fizeram Paulo (Atos 17.28), Menandro (1Co 15.33) e Epimênides (Tt 1.12).
10
Estes, porém, falam mal do que não sabem; mas aquilo que naturalmente conhe- cem, como animais irracionais, nestas coisas se corrompem.
11
Ai deles! Porque entraram pelo caminho de Caim, e correram gananciosamente em direção ao erro de Balaão por recompensa, e pereceram na contradição de Corá. Jd 1:11
Judas cita mais três exemplos do tipo de atitude insana e pecaminosa, que leva à terrível (os “ais” de Jesus) destruição final (Mt 23:13 -29). O caminhar de Caim foi constituído de egoísmo, ódio, inveja e homicídio (Gn 4.3,4; Nm 22:1 -35; 1Jo 3.12). O erro de Balão foi deixar-se dominar pela cobiça e imoralidade (2Pe 2.15; Cl 3.5; Ap 2.14). Corá representa a insubordinação e a revolta contra toda a ordem estabelecida por Deus. Comportamento de parte da liderança cristã de sua época que, apostatando da fé, estava dividindo a Igreja (Nm 16:1 -35; 3Jo 9,10).
Judas cita mais três exemplos do tipo de atitude insana e pecaminosa, que leva à terrível (os “ais” de Jesus) destruição final (Mt 23:13 -29). O caminhar de Caim foi constituído de egoísmo, ódio, inveja e homicídio (Gn 4.3,4; Nm 22:1 -35; 1Jo 3.12). O erro de Balão foi deixar-se dominar pela cobiça e imoralidade (2Pe 2.15; Cl 3.5; Ap 2.14). Corá representa a insubordinação e a revolta contra toda a ordem estabelecida por Deus. Comportamento de parte da liderança cristã de sua época que, apostatando da fé, estava dividindo a Igreja (Nm 16:1 -35; 3Jo 9,10).
12
Estes são manchas em vossas festas de caridade, quando festejam convosco, alimentando- se sem temor; eles são nuvens sem água, levadas pelos ventos; árvores cujos frutos secam, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; Jd 1:12
O motivo da urgência e prioridade dessa mensagem (Jd 1.3) é que os mestres hereges estavam se infiltrando nas festas e celebrações cristãs, comuns entre os membros da igreja primitiva, com o propósito de disseminar seus ensinos libertinos e promíscuos, questionando a liderança cristã apostólica e se impondo como novos líderes do conhecimento transcendental (gnose), ainda que suas vidas não demonstrassem qualquer manifestação do fruto da justiça (Cl 2:19 -23). Judas usa uma série de metáforas para evidenciar que tais pessoas agiam como lobos pastoreando ovelhas para saciar suas próprias vontades animalescas (2Pe 2.13; Ez 34:8 -10; Is 57.20). Entretanto, assim como as chamadas “estrelas cadentes” (meteoritos e cometas), que surgem com brilho e magnificência, tais mestres do mal logo serão incinerados e se desintegrarão nas trevas eternas.
O motivo da urgência e prioridade dessa mensagem (Jd 1.3) é que os mestres hereges estavam se infiltrando nas festas e celebrações cristãs, comuns entre os membros da igreja primitiva, com o propósito de disseminar seus ensinos libertinos e promíscuos, questionando a liderança cristã apostólica e se impondo como novos líderes do conhecimento transcendental (gnose), ainda que suas vidas não demonstrassem qualquer manifestação do fruto da justiça (Cl 2:19 -23). Judas usa uma série de metáforas para evidenciar que tais pessoas agiam como lobos pastoreando ovelhas para saciar suas próprias vontades animalescas (2Pe 2.13; Ez 34:8 -10; Is 57.20). Entretanto, assim como as chamadas “estrelas cadentes” (meteoritos e cometas), que surgem com brilho e magnificência, tais mestres do mal logo serão incinerados e se desintegrarão nas trevas eternas.
13
ondas impetuosas do mar, que escumam a sua própria vergonha; estrelas errantes para as quais o negrume das trevas está reservado para sempre.
14
E também Enoque, o sétimo depois de Adão, destes profetizou dizendo: Eis que é vindo o Senhor com dez mil de seus santos; Jd 1:14
Judas, a exemplo do que fizera em Jd 1.9, cita uma obra tradicional no judaísmo com a finalidade de esclarecer seu ponto doutrinário. Se observarmos a linhagem de Sete, considerando Adão como primeiro, Enoque é o sétimo e o autor da obra apócrifa (Enoque 1.9) que leva seu nome (Gn 5:18 -24; 1Cr 1:1 -3). Não confundir com outro Enoque, da descendência de Caim (Gn 4.17). Entretanto, o que Enoque revela em seu livro, já havia sido profetizado por autores bíblicos (Dn 7:9 -14; Zc 14:1 -5). Judas aplica essas citações ao glorioso retorno de Jesus Cristo e à condenação final de todos os ímpios (2Ts 1:6 -10; Dn 4:13 -17; 1Ts 1.7; 1Ts 3.13).
Judas, a exemplo do que fizera em Jd 1.9, cita uma obra tradicional no judaísmo com a finalidade de esclarecer seu ponto doutrinário. Se observarmos a linhagem de Sete, considerando Adão como primeiro, Enoque é o sétimo e o autor da obra apócrifa (Enoque 1.9) que leva seu nome (Gn 5:18 -24; 1Cr 1:1 -3). Não confundir com outro Enoque, da descendência de Caim (Gn 4.17). Entretanto, o que Enoque revela em seu livro, já havia sido profetizado por autores bíblicos (Dn 7:9 -14; Zc 14:1 -5). Judas aplica essas citações ao glorioso retorno de Jesus Cristo e à condenação final de todos os ímpios (2Ts 1:6 -10; Dn 4:13 -17; 1Ts 1.7; 1Ts 3.13).
15
para fazer juízo contra todos e condenar todos os ímpios entre eles, por todos os seus atos impiedosos, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.
16
Estes são os murmuradores, os queixosos, que andam segundo as suas concupiscências, e cujas bocas proferem palavras muito arrogantes, admirando as pessoas por causa de alguma vantagem. Jd 1:16
Uma característica marcante desses falsos profetas e mestres é que sempre estão descontentes, críticos, lamuriantes e jamais expressam sincera gratidão a Deus pelo que são e o que possuem (Ef 5.20; Cl 3:16 -17; 1Ts 5.18). Além disso, são movidos pela ganância, e seu humor só melhora em função de seus interesses pessoais, quando não poupam adulações àqueles de quem acreditam poder obter alguma vantagem. Essa é uma cilada muito perigosa, a qual todos os pastores e líderes cristãos, especialmente, estão freqüentemente expostos (1Tm 3.3; 1Pe 5.3; Jd 1.11).
Uma característica marcante desses falsos profetas e mestres é que sempre estão descontentes, críticos, lamuriantes e jamais expressam sincera gratidão a Deus pelo que são e o que possuem (Ef 5.20; Cl 3:16 -17; 1Ts 5.18). Além disso, são movidos pela ganância, e seu humor só melhora em função de seus interesses pessoais, quando não poupam adulações àqueles de quem acreditam poder obter alguma vantagem. Essa é uma cilada muito perigosa, a qual todos os pastores e líderes cristãos, especialmente, estão freqüentemente expostos (1Tm 3.3; 1Pe 5.3; Jd 1.11).
17
Porém, amados, lembrai-vos das palavras que foram proferidas antes pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo;
18
e, como vos diziam, haveria escarnecedores nos últimos tempos, que andariam segundo as suas ímpias concupiscências. Jd 1:18
Judas, em sua época, já advertia a Igreja quanto ao cumprimento da profecia dos apóstolos sobre o surgimento de ondas doutrinárias heréticas e vãs filosofias; e que esses eventos funestos no meio da Igreja não deveriam pegar os crentes desprevenidos (Atos 20.29; 1Tm 4.1; 2Tm 3:1 -9; 2Pe 3.3).
Judas, em sua época, já advertia a Igreja quanto ao cumprimento da profecia dos apóstolos sobre o surgimento de ondas doutrinárias heréticas e vãs filosofias; e que esses eventos funestos no meio da Igreja não deveriam pegar os crentes desprevenidos (Atos 20.29; 1Tm 4.1; 2Tm 3:1 -9; 2Pe 3.3).
19
Sendo estes os que se separam a si mesmos, os sensuais, que não têm o Espírito. Jd 1:19
Os próprios gnósticos dividiram-se em três grupos: os “mundanos”, materialistas; os “sensuais”, ligados à psicologia do comportamento; e os “espirituais” (que acreditavam ter alcançado o estágio mais desenvolvido do saber). Judas vence os heréticos usando a própria maneira debochada com a qual eles apreciavam atacar os princípios bíblicos (Jd 1.10) e desfecha a argumentação, alertando-os para o fato de que, ao contrário de pertencerem a uma “elite espiritual”, nem sequer tinham o Espírito de Deus, ou seja, estavam completamente perdidos (Rm 8.9; Hb 6.4,6; 2Pe 2.20).
Os próprios gnósticos dividiram-se em três grupos: os “mundanos”, materialistas; os “sensuais”, ligados à psicologia do comportamento; e os “espirituais” (que acreditavam ter alcançado o estágio mais desenvolvido do saber). Judas vence os heréticos usando a própria maneira debochada com a qual eles apreciavam atacar os princípios bíblicos (Jd 1.10) e desfecha a argumentação, alertando-os para o fato de que, ao contrário de pertencerem a uma “elite espiritual”, nem sequer tinham o Espírito de Deus, ou seja, estavam completamente perdidos (Rm 8.9; Hb 6.4,6; 2Pe 2.20).
20
Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, Jd 1:20
Embora esta epístola trate prioritariamente de combater os heréticos (pretensos cristãos que apostataram da verdade e tentam corromper os fiéis), Judas dedica uma palavra de encorajamento aos crentes, asseverando que o próprio Senhor cuida pessoalmente de cada um de seus filhos, em sua luta diária e caminhada cristã, preservando-lhes a fé e o amor (Rm 8:26 -39; Gl 4.6; Ef 6.18).
Embora esta epístola trate prioritariamente de combater os heréticos (pretensos cristãos que apostataram da verdade e tentam corromper os fiéis), Judas dedica uma palavra de encorajamento aos crentes, asseverando que o próprio Senhor cuida pessoalmente de cada um de seus filhos, em sua luta diária e caminhada cristã, preservando-lhes a fé e o amor (Rm 8:26 -39; Gl 4.6; Ef 6.18).
21
conservai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
23
E salvai alguns com temor, arrebatando- os do fogo, odiando até a vestimenta manchada pela carne. Jd 1:23
A expressão original em grego sugere uma operação de socorro muito arriscada, como “tirar alguém da beira da destruição”. Para realizar esse ministério com sucesso, correndo o perigo de sermos tragados pelo pecado, o exercício da misericórdia deve ser praticado sob a vigilância do temor a Deus e sem fazer qualquer concessão à carne: em trajes limpos (Zc 3:1 -4; 2Pe 2:1 -22).
A expressão original em grego sugere uma operação de socorro muito arriscada, como “tirar alguém da beira da destruição”. Para realizar esse ministério com sucesso, correndo o perigo de sermos tragados pelo pecado, o exercício da misericórdia deve ser praticado sob a vigilância do temor a Deus e sem fazer qualquer concessão à carne: em trajes limpos (Zc 3:1 -4; 2Pe 2:1 -22).
24
Ora, àquele que é poderoso para impedir- vos de cair, e para apresentar-vos irrepreensíveis, diante da presença de sua glória, com abundante alegria, Jd 1:24
Judas conclui sua “mensagem de guerra” aos hereges e exaltação à fidelidade dos cristãos com uma proclamação formal de louvor a Deus, chamada “doxologia” (em grego dovxa “doxa – glória”), e que – a exemplo de Paulo – exalta o maravilhoso poder do Senhor em preservar todos aqueles que nele depositam confiança (Rm 16.25; Ef 3.20). A expressão “apresentar”, aqui, deriva do termo grego stesai, cujo sentido é “colocar de pé” (2Pe 3.14; 1Pe 1.19).
Judas conclui sua “mensagem de guerra” aos hereges e exaltação à fidelidade dos cristãos com uma proclamação formal de louvor a Deus, chamada “doxologia” (em grego dovxa “doxa – glória”), e que – a exemplo de Paulo – exalta o maravilhoso poder do Senhor em preservar todos aqueles que nele depositam confiança (Rm 16.25; Ef 3.20). A expressão “apresentar”, aqui, deriva do termo grego stesai, cujo sentido é “colocar de pé” (2Pe 3.14; 1Pe 1.19).
25
ao único Deus sábio, nosso Salvador, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e sempre. Amém.