Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Rev 18
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1 E depois destas coisas, eu vi outro anjo descer do céu, tendo grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória. Ap 18:1
A glória do Senhor é manifestada em toda a terra (Êx 34:29 -35; Sl 104.2; Ez 43:1 -5; 1Ts 6.16).
2 E ele gritou poderosamente com uma forte voz, dizendo: Babilônia, a grande, caiu, caiu e se tornou habitação de demônios, e o antro de todo espírito imundo, e gaiola de toda ave imunda e odiável. Ap 18:2
O poder de Satanás se hospedava na Grande Cidade – a última Babilônia – de onde dominava os ímpios e incrédulos do mundo todo. Entretanto, a declaração do anjo, na visão de João, feita com o verbo no passado (“Caiu!”), revela a absoluta certeza do cumprimento desta profecia. Assim como a antiga Babilônia se tornou terra de lobos, abutres e outros animais carniceiros, também a última versão diabólica da Babilônia sepultará incontável quantidade de cadáveres em meio à sua ruína fatal (Is 13.19- 22; 21.9; 34:11 -15; Jr 50.39; 51.37).
3 Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra cometeram fornicação com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram pela abundância de suas iguarias.
4 E eu ouvi outra voz do céu, dizendo: Sai dela, povo meu, para que não sejais participantes de seus pecados, e para que não recebam suas pragas. Ap 18:4
Assim como os crentes foram avisados para abandonar Jerusalém e se refugiar na cidade de Pela antes do genocídio cometido pelo exército romano no ano 70 d.C., agora, também, o anjo alerta para que os cristãos não se deixem envolver pelos encantos iniciais da Besta e da Grande Cidade. Essa advertência pode ser compreendida de forma simbólica: abandonar o quanto antes a prática do pecado; e literalmente deixando a Grande Cidade, quando as características demoníacas e anticristãs deste importante centro político, comercial, cultural e militar do mundo se tornarem evidentes e insuportáveis ao remanescente fiel dos cristãos (Is 48.20; 52.11; Jr 50.8; 51.54; Zc 2.7; 2Co 6:16 -18).
5 Porque os seus pecados têm chegado até o céu, e Deus se lembrou das suas iniquidades.
6 Retribuí-lhe assim como ela vos retribuiu, e dobro sobre o seu dobro de acordo com suas obras; no cálice que ela encheu, enchei- lhe o dobro. Ap 18:6
O alucinante dispêndio de esforço e zelo na busca por dinheiro e prazer se transformará em angústia e aflição dobradas no final dos tempos. A Babilônia jamais reconhecerá a destruição e morte de seus exércitos nos campos de batalha (Ap 18.7; Jr 50.29).
7 O tanto que ela se glorificou, e viveu deliciosamente, dai-lhe o tanto de tormento e pranto; porque ela diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei nenhuma tristeza.
8 Por isso suas pragas virão em um dia; a morte, e o luto, e a fome; e ela será completamente queimada com fogo; porque forte é o Senhor Deus que a julga.
9 E os reis da terra, que cometeram fornicação e viveram deliciosamente com ela, chorarão, e lamentarão por ela, quando virem a fumaça do seu incêndio; Ap 18:9
Os reis e governantes de todas as nações que se aliaram à Babilônia, lamentarão as enormes perdas econômico-financeiras, que lhes sobrevirão. O profeta Ezequiel teve a mesma triste e dramática revelação sobre a destruição da cidade de Tiro (Ez 27).
10 ficando de longe, por medo de sua tormenta, dizem: Ai, ai daquela grande cidade de Babilônia, aquela poderosa cidade! Porque em uma hora chegou o teu juízo.
11 E os mercadores da terra chorarão e lamentarão sobre ela; porque nenhum homem compra mais as suas mercadorias. Ap 18:11
O vício, a moda, as doenças e a ignorância produzem um grande e lucrativo mercado internacional para empresas e indivíduos. A queda da última Babilônia arruinará, de uma hora para outra, a estabilidade da economia mundial baseada no pecado (Ap 18.8,19,21).
12 Mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de pérolas, e de linho fino, e de púrpura, e de seda, e de escarlate; e toda a madeira odorífera, e todo tipo de vaso de marfim, e todo tipo de vaso da mais preciosa madeira, de bronze, e de ferro, e de mármore;
13 e canela, e fragrâncias, e unguentos, e olíbano, e vinho, e azeite, e farinha finíssima, e trigo, e animais, e ovelhas; e cavalos, e carruagens, e escravos, e almas de homens. Ap 18:13
O profeta Ezequiel faz uma lista muito parecida de produtos e serviços altamente valorizados pelos negociantes e consumidores mundanos (Ez 26). Mais do que transacionar corpos, Satanás está interessado em escravizar almas humanas ao seu sistema de valores.
14 E os frutos do desejo de tua alma, partiram de ti; e todas as coisas que eram saborosas e agradáveis partiram de ti, e não mais as acharás de forma alguma.
15 Os mercadores destas coisas, que por ela se enriqueceram, ficarão de longe, pelo temor de seu tormento, chorando e lamentando,
16 e dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! Que se vestia de linho fino, e de púrpura, e de escarlate; e se adornava com ouro e pedras preciosas e pérolas!
17 Porque em uma hora tão grandes riquezas viraram em nada. E todo timoneiro e toda a companhia das naus, e marinheiros, e todos quantos fazem comércio marítimo, ficaram de longe,
18 e vendo a fumaça de seu incêndio, eles gritavam, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?
19 E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamaram, chorando e lamentando, dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! Onde se enriqueceram todos os que tinham navios no mar em razão de seu alto preço! Porque em uma hora ela foi desolada. Ap 18:19
Outra analogia à narrativa de Ezequiel sobre o desespero e a tristeza que tomou conta de todos quantos apostaram seu futuro nos ganhos materiais e no sucesso oferecidos pela Grande Cidade (Ez 27.30).
20 Regozijas-te sobre ela, tu céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque Deus vos vingou dela.
21 E um poderoso anjo ergueu uma pedra semelhante a uma grande pedra de moinho, e lançou-a no mar, dizendo: Deste modo, com violência, será a grande cidade de Babilônia derrubada e não será mais achada de forma alguma.
22 E a voz de harpistas, e de músicos, e de flautistas, e de trompetistas, não se ouvirá mais em ti; e nenhum artesão, de qualquer ofício que seja, será mais encontrado em ti; e o som da pedra de moinho não se ouvirá mais em ti de forma alguma;
23 e a luz de um candeeiro não mais brilhará em ti; e a voz do noivo e da noiva não mais se ouvirá em ti; porque os teus mercadores eram os grandes homens da terra; porque pelas tuas feitiçarias todas as nações foram enganadas. Ap 18:23
O grande objetivo de Satanás é ser adorado. Por isso, não faltará em todos os seus relacionamentos com o ser humano, algum tipo de culto religioso e adoração mística ainda que dissimulados (Ef 2.2; 6:11 -12). Nos últimos dias, entretanto, o Diabo e seus anticristos manifestarão, de forma mais clara e pública, os seus atributos místicos, assim como requisitarão de seus seguidores provas evidentes de culto às suas personalidades (Ap 13.14).
24 E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra. Ap 18:24
Haverá, portanto, um tempo, como nenhum outro, em que os profetas do Senhor e os cristãos sinceros serão perseguidos e mortos impiedosamente pelo anticristo e seus asseclas (Ap 6.10; 17.6; 19.2 de acordo com Ez 24.7; Jr 51.49). Contudo, a Babilônia nunca mais será reeditada e todos os crentes sinceros serão ressuscitados para herdar um novo mundo, repleto de paz e felicidade, ao lado de Cristo (Jo 6:38 -40; 10.9,10).