Ozzuu Bible
pt_cnbb - Ecc 2Config
1
Eu disse comigo no meu coração: “ Vou experimentar-te com a alegria: desfruta da felicidade! ” Mas também isso é vaidade.
3
Ponderei seriamente entregar meu corpo ao vinho, embora deixando meu coração ser conduzido pela sabedoria. Pensei em abraçar a insensatez, para averiguar o que é útil que os filhos de Adão façam debaixo do sol, nos breves dias de sua vida.
7
Adquiri escravos e escravas e tive grande criadagem, tive também gado e grandes rebanhos de ovelhas, mais do que todos os que me precederam em Jerusalém.
8
Acumulei para mim também prata e ouro, e riquezas dos reis e das províncias. Recrutei para mim cantores e cantoras, e as delícias dos filhos de Adão: taças e jarros para o serviço do vinho.
9
Assim, engrandeci-me e ultrapassei a todos os que me precederam em Jerusalém, e minha sabedoria continuava comigo.
10
Tudo o que desejavam meus olhos, não lhes neguei; não privei meu coração de nenhum prazer e ele desfrutou de todos os esforços: julguei que esta era a parte que me cabia por todas as minhas fadigas.
11
Voltando-me então para todas as obras que minhas mãos tinham feito, e para os trabalhos nos quais eu tinha suado, vi que em tudo havia vaidade e aflição do espírito. Nada há de proveitoso debaixo do sol.
12
Pus-me então a examinar a sabedoria, a tolice e a insensatez: “Que fará o sucessor do rei? — O mesmo que outros já fizeram! ”
14
Diz-se que “o sábio tem olhos na cabeça, o insensato caminha no escuro”, mas eu aprendi que o fim de ambos é o mesmo.
15
Por isso, disse no meu coração: “Se o fim do insensato e o meu será o mesmo, que me aproveita o ter-me aplicado mais à sabedoria? ” Falando comigo mesmo, adverti que também isso era vaidade.
16
A memória do sábio não será eterna, como também não será a do insensato, pois os tempos futuros cobrirão tudo igualmente com o esquecimento: tanto morre o sábio como o ignorante.
17
Por isso desgostei-me com a minha vida, pois vejo que é mal para mim o que se faz debaixo do sol: tudo é vaidade e aflição do espírito.
18
E ainda, detestei todo o trabalho com que me afadiguei debaixo do sol, pois devo deixar tudo para quem viver depois de mim.
19
Quem é que sabe se ele será sensato ou insensato? Todavia, será o dono de todos os trabalhos nos quais suei e com os quais me preocupei debaixo do sol… e isso também é vaidade.
20
Assim afastei-me, com o coração exasperado, de todo o trabalho com que me afadiguei debaixo do sol.
21
Pois aquele que trabalha com sabedoria, competência e diligência, deverá entregar a sua parte a outro que em nada colaborou… e isso, pelo visto, é vaidade e um grande mal.
22
De fato, que aproveita ao ser humano todo o seu trabalho, e a aflição do coração com a qual labutou debaixo do sol?
23
Todos os seus dias são dores, e sua ocupação, sofrimentos. Nem de noite repousa o seu coração, e também isso é vaidade.
24
Nada é melhor para alguém do que comer e beber, e exibir os frutos de seus trabalhos: e vejo que isso vem da mão de Deus.
26
A quem é bom na sua presença, ele dá sabedoria, conhecimento e alegria; ao pecador, porém, impõe a aflição de colher e ajuntar, para depois entregar a quem agrada a Deus. Isso também é vaidade e aflição do espírito.