Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Eph 2Config
1
E vos vivificou, estando mortos em transgressões e pecados. Ef 2:1
Paulo começa essa carta comentando sobre os grandes planos do Senhor, que culminam na supremacia absoluta de Cristo (Ef 1.10). Agora, passa a explicar as principais etapas dos propósitos de Deus para o universo, a partir da salvação do ser humano. A morte espiritual tem vários sentidos, por exemplo, em Adão (Rm 5.12); em nossos delitos e pecados (Cl 2.13), que podem levar à segunda e derradeira morte (Ap 20.6,14); com Cristo, quando Ele morreu (Gl 2.20; Rm 6.8; Cl 2.20); na simbologia do batismo (Rm 6.4; 2.12); durante a contínua caminhada cristã (Rm 6.11; Cl 3.5). O fim da existência é a razão porque dependemos completamente de Jesus, o único que pode nos dar uma nova vida e a vitória sobre a morte.
Paulo começa essa carta comentando sobre os grandes planos do Senhor, que culminam na supremacia absoluta de Cristo (Ef 1.10). Agora, passa a explicar as principais etapas dos propósitos de Deus para o universo, a partir da salvação do ser humano. A morte espiritual tem vários sentidos, por exemplo, em Adão (Rm 5.12); em nossos delitos e pecados (Cl 2.13), que podem levar à segunda e derradeira morte (Ap 20.6,14); com Cristo, quando Ele morreu (Gl 2.20; Rm 6.8; Cl 2.20); na simbologia do batismo (Rm 6.4; 2.12); durante a contínua caminhada cristã (Rm 6.11; Cl 3.5). O fim da existência é a razão porque dependemos completamente de Jesus, o único que pode nos dar uma nova vida e a vitória sobre a morte.
2
Nos quais, no passado, andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência. Ef 2:2
Satanás é um ser criado, mas não possui qualquer característica humana. É um ser angelical, rebelado contra Deus e toda a criação divina. Desde a queda de Adão (Gn 3), tem domínio sobre a terra e a sociedade mundial. É o príncipe do mal, em cuja pessoa não existe a menor possibilidade de bem; general ardiloso e sanguinário, comanda imenso exército de anjos caídos, que muitas vezes se fazem passar por espíritos iluminados ou anjos de luz, a fim de levarem a efeito os planos diabólicos do seu líder. A matéria-prima usada pelo Diabo e seus seguidores é sempre um amálgama envolvendo dinheiro (poder econômico), prestígio (poder político e cultura promíscuos), e as religiões (falsos mestres e teologias). Contudo, já foi derrotado por Cristo na cruz do Calvário, tem conhecimento da destruição do seu reino e da sua condenação eterna, e não tem qualquer poder para resistir ao Espírito Santo. Paulo usa o “ar” como metáfora para significar toda a massa atmosférica que circunda a Terra, bem como para referir-se ao ambiente (sistema mundial) que acompanha cada novo século (Jo 12.31; 14.30; Jó 1.6; Ez 28.15; Is 14:12 -15).
Satanás é um ser criado, mas não possui qualquer característica humana. É um ser angelical, rebelado contra Deus e toda a criação divina. Desde a queda de Adão (Gn 3), tem domínio sobre a terra e a sociedade mundial. É o príncipe do mal, em cuja pessoa não existe a menor possibilidade de bem; general ardiloso e sanguinário, comanda imenso exército de anjos caídos, que muitas vezes se fazem passar por espíritos iluminados ou anjos de luz, a fim de levarem a efeito os planos diabólicos do seu líder. A matéria-prima usada pelo Diabo e seus seguidores é sempre um amálgama envolvendo dinheiro (poder econômico), prestígio (poder político e cultura promíscuos), e as religiões (falsos mestres e teologias). Contudo, já foi derrotado por Cristo na cruz do Calvário, tem conhecimento da destruição do seu reino e da sua condenação eterna, e não tem qualquer poder para resistir ao Espírito Santo. Paulo usa o “ar” como metáfora para significar toda a massa atmosférica que circunda a Terra, bem como para referir-se ao ambiente (sistema mundial) que acompanha cada novo século (Jo 12.31; 14.30; Jó 1.6; Ez 28.15; Is 14:12 -15).
3
Entre os quais também todos nós tínhamos conversa, em tempos passados, nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e da mente; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
5
estando nós ainda mortos em nossos pecados, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),
7
Para mostrar nas épocas vindouras as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco através de Cristo Jesus.
8
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de nós; é dom de Deus. Ef 2:8
Definitivamente, nenhum sentimento ou esforço da parte de qualquer ser humano tem valor ou capacidade para influir em sua salvação pessoal. A salvação é simplesmente uma dádiva (dom) de Deus. A expressão grega original “salvos” traduz vários significados; incluindo, servos salvos (livres) da ira de Deus contra toda a impiedade e seus seguidores (pecadores). O tempo do verbo revela uma ação já concluída, cujo efeito presente é enfatizado (Ef 2.5). A única forma de acesso à justificação divina e, portanto, ao perdão de Deus e à salvação eterna da alma, é a sincera fé em Jesus Cristo (Rm 3:21 -31).
Definitivamente, nenhum sentimento ou esforço da parte de qualquer ser humano tem valor ou capacidade para influir em sua salvação pessoal. A salvação é simplesmente uma dádiva (dom) de Deus. A expressão grega original “salvos” traduz vários significados; incluindo, servos salvos (livres) da ira de Deus contra toda a impiedade e seus seguidores (pecadores). O tempo do verbo revela uma ação já concluída, cujo efeito presente é enfatizado (Ef 2.5). A única forma de acesso à justificação divina e, portanto, ao perdão de Deus e à salvação eterna da alma, é a sincera fé em Jesus Cristo (Rm 3:21 -31).
9
Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Ef 2:9
Nenhuma pessoa humana pode merecer a salvação mediante bom comportamento ou a “observância da Lei”. Essa forma legalista de compreender a salvação, ou mesmo o processo de santificação (separação das garras ideológicas do sistema mundial para uma vida de acordo com a direção do Espírito Santo), é sistematicamente condenada nas Escrituras (Rm 3.20,28). Portanto, ninguém pode se orgulhar da salvação como se houvesse conquistado uma medalha de honra ao mérito ou sido aprovado em um exame.
Nenhuma pessoa humana pode merecer a salvação mediante bom comportamento ou a “observância da Lei”. Essa forma legalista de compreender a salvação, ou mesmo o processo de santificação (separação das garras ideológicas do sistema mundial para uma vida de acordo com a direção do Espírito Santo), é sistematicamente condenada nas Escrituras (Rm 3.20,28). Portanto, ninguém pode se orgulhar da salvação como se houvesse conquistado uma medalha de honra ao mérito ou sido aprovado em um exame.
10
Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus estabeleceu para que andássemos nelas. Ef 2:10
O ser humano somente é capaz de realizar “boas obras” de acordo com a perspectiva de Deus e real valor celestial depois de ser transformado em “nova criação” (a expressão grega original tem o sentido de “uma nova obra de arte”), por meio do Espírito Santo de Cristo (2Co 5.17; Gl 5:22 -25). As Escrituras conferem toda a glória a Deus por haver planejado o ser humano e seu desenvolvimento santo em sociedade.
O ser humano somente é capaz de realizar “boas obras” de acordo com a perspectiva de Deus e real valor celestial depois de ser transformado em “nova criação” (a expressão grega original tem o sentido de “uma nova obra de arte”), por meio do Espírito Santo de Cristo (2Co 5.17; Gl 5:22 -25). As Escrituras conferem toda a glória a Deus por haver planejado o ser humano e seu desenvolvimento santo em sociedade.
11
Portanto, lembrai-vos de que vós, no passado, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita por mãos.
12
Que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos ao pacto da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
13
Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, chegastes perto pelo sangue de Cristo. Ef 2:13
Depois de haver explicado o maravilhoso plano da salvação dos indivíduos, Paulo passa a argumentar sobre um outro aspecto fundamental da salvação: a união de todos os povos, raças e culturas diante do único Deus. A partir do sacrifício vicário do Deus-Filho, o Messias; judeus e não judeus (gentios), antes hostis uns com os outros e separados de Deus, agora, em todo o mundo e por toda a história da humanidade, estão reconciliados entre si e com o Senhor, mediante o Cordeiro, Jesus (Ef 2:11 -16). Deus, portanto, uniu esses povos num só Corpo, princípio este detalhado por Paulo em Ef 2:19 -22 e Ef 3. A distinção entre judeus e gentios, completamente cancelada em Cristo, tornou obsoletos os termos “Circuncisão” e “Incircuncisão” que, ao longo do tempo e da tradição, haviam assumido a função de títulos e nomes para distinguir (e fazer separação) entre judeus e todos os demais povos da terra. Apesar de muitos ainda não viverem sob a liberdade dessa nova ordem em Cristo, a separação só é possível no coração dos incrédulos (Cl 3.11).
Depois de haver explicado o maravilhoso plano da salvação dos indivíduos, Paulo passa a argumentar sobre um outro aspecto fundamental da salvação: a união de todos os povos, raças e culturas diante do único Deus. A partir do sacrifício vicário do Deus-Filho, o Messias; judeus e não judeus (gentios), antes hostis uns com os outros e separados de Deus, agora, em todo o mundo e por toda a história da humanidade, estão reconciliados entre si e com o Senhor, mediante o Cordeiro, Jesus (Ef 2:11 -16). Deus, portanto, uniu esses povos num só Corpo, princípio este detalhado por Paulo em Ef 2:19 -22 e Ef 3. A distinção entre judeus e gentios, completamente cancelada em Cristo, tornou obsoletos os termos “Circuncisão” e “Incircuncisão” que, ao longo do tempo e da tradição, haviam assumido a função de títulos e nomes para distinguir (e fazer separação) entre judeus e todos os demais povos da terra. Apesar de muitos ainda não viverem sob a liberdade dessa nova ordem em Cristo, a separação só é possível no coração dos incrédulos (Cl 3.11).
14
Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, derrubando a parede de separação entre nós, Ef 2:14
Paulo usa, como ilustração à sua explanação, a barreira que havia na corte dos gentios no templo em Jerusalém, e que servia para separar os judeus (puros) dos gentios (impuros). Arqueólogos descobriram, em meados dos séc. XX, fragmentos de pedra com inscrições proibindo, sob pena de morte, a entrada de gentios nas áreas destinadas aos judeus no templo.
Paulo usa, como ilustração à sua explanação, a barreira que havia na corte dos gentios no templo em Jerusalém, e que servia para separar os judeus (puros) dos gentios (impuros). Arqueólogos descobriram, em meados dos séc. XX, fragmentos de pedra com inscrições proibindo, sob pena de morte, a entrada de gentios nas áreas destinadas aos judeus no templo.
15
abolindo na sua carne a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenança, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo assim a paz. Ef 2:15
O padrão moral exigido na Lei do AT não se altera pela vinda e obra de Cristo. O que é cancelado é o efeito das ordenanças específicas, e que serviam para separar os judeus dos gentios que não guardassem as leis judaicas, e, por isso, os gentios não convertidos ao judaísmo eram considerados ritualmente impuros. O “novo ser humano”, criado em Cristo, é a Igreja, que é o Corpo de Cristo (Ef 4.13), a “nova criação” de Gl 6.15. Esta unidade de fé só é possível mediante o ministério do Espírito Santo (Ef 2.18,22).
O padrão moral exigido na Lei do AT não se altera pela vinda e obra de Cristo. O que é cancelado é o efeito das ordenanças específicas, e que serviam para separar os judeus dos gentios que não guardassem as leis judaicas, e, por isso, os gentios não convertidos ao judaísmo eram considerados ritualmente impuros. O “novo ser humano”, criado em Cristo, é a Igreja, que é o Corpo de Cristo (Ef 4.13), a “nova criação” de Gl 6.15. Esta unidade de fé só é possível mediante o ministério do Espírito Santo (Ef 2.18,22).
19
Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e da família de Deus.
20
E sois edificados sobre a fundação dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina. Ef 2:20
Paulo continua a usar uma linguagem metafórica para comunicar o conceito teológico de uma estrutura sólida e integrada. Os primeiros apóstolos e profetas realizaram uma obra fundamental ao proclamar e ensinar com toda a dedicação a Palavra de Deus (1Co 3.10,11). Toda a estrutura, no entanto, depende de Cristo, a rocha de fundamento (alicerce), pedra angular, como em Is 28.16, que usa a mesma terminologia em sua tradução grega dos antigos manuscritos hebraicos (a Septuaginta), como uma designação messiânica (Mt 21.42).
Paulo continua a usar uma linguagem metafórica para comunicar o conceito teológico de uma estrutura sólida e integrada. Os primeiros apóstolos e profetas realizaram uma obra fundamental ao proclamar e ensinar com toda a dedicação a Palavra de Deus (1Co 3.10,11). Toda a estrutura, no entanto, depende de Cristo, a rocha de fundamento (alicerce), pedra angular, como em Is 28.16, que usa a mesma terminologia em sua tradução grega dos antigos manuscritos hebraicos (a Septuaginta), como uma designação messiânica (Mt 21.42).
21
No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, Ef 2:21
O supremo Arquiteto projetou, e Ele mesmo é a base do templo que constrói, no qual os gentios (não judeus) fazem parte integral do edifício, não como anexos ou simples dependências (como na tradição judaica no passado). A ilustração de um edifício em construção comunica perfeitamente o sentido do crescimento dinâmico da Igreja e seu propósito (Ef 4.16).
O supremo Arquiteto projetou, e Ele mesmo é a base do templo que constrói, no qual os gentios (não judeus) fazem parte integral do edifício, não como anexos ou simples dependências (como na tradição judaica no passado). A ilustração de um edifício em construção comunica perfeitamente o sentido do crescimento dinâmico da Igreja e seu propósito (Ef 4.16).