Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Rev 9
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1 E o quinto anjo soou, e eu vi uma estrela cair do céu sobre a terra; e a ele foi dada a chave do abismo. Ap 9:1
Aqui, a “estrela caída” refere-se simbolicamente à figura de “um anjo caído” (Ap 20.1,3). Em 8.10, a “estrela” tem a ver com uma seqüência de distúrbios cósmicos. A expressão grega “Abismo” transmite o sentido de algo “muito profundo” ou “trevas sem fim”, onde estão presos os espíritos rebeldes, reservados para o Dia do Juízo (1Pe 3.19; Jd 6). Expressão usada na Septuaginta (versão grega do AT) para traduzir um termo hebraico que se refere às “profundezas primevas” (Gn 1.2; 7.11; Pv 8.28).
2 E ele abriu o abismo, e dele subiu uma fumaça, como a fumaça de uma grande fornalha; e o sol e o ar se escureceram por causa da fumaça do abismo.
3 E da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o poder dos escorpiões da terra. Ap 9:3
Similaridade com a oitava praga do Egito (Êx 10:1 -20; Jl 2:4 -10).
4 E foi-lhes ordenado que não ferissem a grama da terra, nem nenhuma coisa verde, nem a nenhuma árvore, mas só aos homens que não têm o selo de Deus em suas testas. Ap 9:4
Os gafanhotos do Apocalipse têm uma missão especial (no primeiro dos “Ais” – 7.3), não atacam os crentes nem devoram seu alimento favorito (as folhas verdes), assim como ocorreu com os filhos de Israel durante as pragas no Egito (Êx 8.22; 9.4,26; 10.23; 11.7).
5 E foi-lhes designado que não os matassem, mas que os atormentassem por cinco meses; e o seu tormento era como o tormento do escorpião, quando fere o homem.
6 E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a encontrarão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles. Ap 9:6
Cinco meses é o ciclo normal de vida dos gafanhotos orientais; também é o intervalo da estação seca na região (primavera até final do verão), quando se espera a invasão dos enxames de gafanhotos famintos trazidos pelas correntes de ar. Pode-se imaginar também o período de maior influência nefasta de um ataque nuclear. Um poeta romano do séc. I a.C., chamado Cornélio Galo, escreveu: “Pior do que qualquer ferimento ou dor é a vontade de morrer sem poder” (Ap 10.8; Jó 3.21; Jl 1.6; 2.4; Lc 23.30).
7 E o aspecto dos gafanhotos era semelhante a de cavalos preparados para a batalha; e sobre suas cabeças havia como se fossem coroas semelhante ao ouro, e as suas faces eram como a faces de homens.
8 E eles tinham cabelos como cabelos de mulheres, e seus dentes eram como os dentes dos leões.
9 E eles tinham couraças como se fossem couraças de ferro; e o som de suas asas era como o som de carruagens de muitos cavalos correndo para a batalha. Ap 9:9
Esses “gafanhotos” são identificados com a astúcia dos seres inteligentes e diabólicos. Vestem malhas de ferro ou de algum material semelhante, que protegem pontos vitais de sua estrutura física. Os “cabelos de mulher” simbolizam possíveis antenas, e os “dentes como os de leão”, a crueldade com que obedecem às ordens militares do Maligno (Jl 2.5).
10 E eles tinham caudas semelhantes as dos escorpiões, e havia ferrões em suas caudas; e o seu poder era para ferir os homens por cinco meses.
11 E eles tinham um rei sobre eles, que é o anjo do abismo, cujo nome na língua hebraica é Abadom, mas na língua grega seu nome é Apoliom. Ap 9:11
Em hebraico, o nome “Abadom” significa “Destruidor”, traduzido como “Abismo” em Jó 28. Aqui, a tradução vem da expressão original grega “Apoliom”, cujo sentido é o mesmo e está de acordo com a missão deste grupo de soldados submissos a Satanás (o anjo caído). A “estrela cadente” que abre o “Abismo” é expressão que aparece oito vezes no NT em grego, sete das quais neste livro (Ap 9.1; Pv 15.11).
12 Um ai já se passou; e eis que dois outros ais vêm a seguir.
13 E o sexto anjo soou, e ouvi uma voz que vinha dos quatro chifres do altar de ouro que está diante de Deus, Ap 9:13
Esses “ângulos” eram projeções finais como chifres, que ficavam nos quatro cantos do altar de ouro no AT (Ap 8:3 -5; Êx 27.2; 30:1 -3). A tradição judaica ensinava que, nos últimos dias, aqueles que buscassem desesperadamente a salvação poderiam se agarrar a esses ganchos (1Rs 1.50,51; 2.28; Am 3.14).
14 dizendo ao sexto anjo que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos que estão presos no grande rio Eufrates. Ap 9:14
Na época de Salomão, a nação de Israel se estendia às fronteiras deste rio, o mais longo da Ásia ocidental (cerca de 2736 km). O Eufrates separava as terras israelitas e seus principais inimigos históricos do leste (Is 8:5 -8): Assíria e Babilônia (região em que atualmente se encontram a Síria e o Iraque). Na época de João, o Eufrates era o limite oriental do Império romano. Esses “quatro anjos ou mensageiros” simbolizam uma espécie de generais militares comandados pelos cavaleiros demoníacos (Ap 9:15 -19).
15 E foram soltos os quatro anjos que estavam preparados para a hora, e o dia, e o mês, e o ano, para matarem a terça parte dos homens.
16 E o número do exército dos cavaleiros era de duzentos milhões; e ouvi o número deles. Ap 9:16
Mesmo o resultado desta expressão matemática, 200 milhões é apenas um número simbólico para evocar uma ordem de grandeza incalculável (Sl 68.17; Dn 7.10; Ap 5.11). Aqui fica bem claro que a visão não se refere a grandes insetos, seres alados ou simples montarias e seus cavaleiros, mas a grandes engenhos de guerra e destruição em massa. Aviões, helicópteros, submarinos atômicos, mísseis inteligentes com ogivas nucleares, armas químicas e outros equipamentos bélicos de alta tecnologia, hoje sob controle de Israel e das grandes potências militares da terra, podem perfeitamente realizar todas essas catástrofes e deflagrar um grande e derradeiro conflito mundial. A visão de João enfatiza Deus agindo segundo seu exato cronograma, com datas e horas marcadas. À medida que os eventos históricos evoluem para etapas mais dramáticas e desumanas, o Senhor continua a oferecer sua Salvação às pessoas em todo o planeta e a clamar por um arrependimento que teima em não ocorrer (Ap 9.20,21).
17 E então eu vi os cavalos na visão, e os que estavam sentados neles tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como as cabeças dos leões, e de suas bocas saíam fogo, e fumaça, e enxofre.
18 Por meio destes três foi morta a terça parte dos homens, pelo fogo, pela fumaça, e pelo enxofre que saíam de suas bocas.
19 Porque o poder deles está em sua boca e em suas caudas; porque as suas caudas eram semelhantes as serpentes, e tinham cabeças e com elas ferem.
20 E o resto dos homens, os que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos; não deixaram de adorar os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira; os quais não podem ver, nem ouvir, nem andar; Ap 9:20
Sl 115:4 -7; 135:15 -17; Dn 5.4
21 nem se arrependeram de seus assassinatos, nem de suas feitiçarias, nem de sua fornicação, nem de seus roubos.