Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Rev 10
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1 E eu vi um outro anjo poderoso descer do céu, vestido com uma nuvem; e um arco-íris estava sobre a sua cabeça, e a sua face era como o sol, e seus pés como pilares de fogo. Ap 10:1
Considerando que o livramento dos israelitas da escravidão no Egito (o Êxodo) serve de imagem e exemplo do que ocorre no tempo apocalíptico, especialmente nessa parte central da visão de João, podemos compreender que as “colunas de fogo” do AT (Êx 13.21,22), que guiavam e protegiam o povo de Deus durante a viagem pelo deserto, representam as fortes e flamejantes “pernas” do poderoso anjo do Senhor, que conduzirá os crentes pelo deserto das provações e da dor até nossa eterna Canaã (nome de origem fenícia, que em hebraico antigo kena‘an, tem o sentido de “povo da terra”). Esse anjo, retratado em todo o seu esplendor e poder, é uma representação viva (embaixador) do próprio Cristo ressuscitado e triunfante (Ap 5.2). O arco-íris simboliza a imensa bondade, paciência e misericórdia divinas, especialmente quando se trata da Aliança de Deus com seu povo (Gn 9:8 -17).
2 E eu tinha em sua mão um pequeno livro aberto; e ele pôs o seu pé direito sobre o mar, e o seu pé esquerdo sobre a terra, Ap 10:2
A palavra grega original, aqui traduzida por “livrinho” não é a mesma que “livro”, a qual aparece em 5.1, pois aquele primeiro “rolo” tinha gravado um conteúdo que precisava ser comunicado (profetizado) às nações, enquanto esse “rolo menor” deveria ser, literalmente no grego, “engolido” (Ez 2.9; 3.33).
3 e ele clamou em alta voz, como quando um leão ruge; e quando ele clamou, sete trovões proferiram suas vozes. Ap 10:3
Os sete trovões simbolizam o perfeito juízo de Deus sobre todas as nações e as punições divinas reservadas para todos quantos dispensarem a graça salvadora de Cristo e os conselhos paternos do Senhor (Ap 8.5; 11.9; 16.18).
4 E quando os sete trovões proferiram suas vozes, eu estava prestes a escrever; e ouvi uma voz do céu me dizendo: Sela essas coisas que os sete trovões proferiram, e não as escreva. Ap 10:4
Aqui a expressão literal em grego é “lacra com o selo”. As profecias têm seu tempo certo de proclamação no cronograma de Deus. O que os trovões profetizaram, especificamente, se refere aos últimos dias, quando será revelado (Ap 20.10; Dn 8.26; 12.4,9).
5 E o anjo que eu vi em pé sobre o mar, e sobre a terra levantou sua mão ao céu; Ap 10:5
O ato de levantar a mão direita em direção ao céu era um símbolo da honestidade e responsabilidade, diante de Deus, dos juramentos (Gn 14.22,23; Dt 32.40).
6 e jurou por aquele que vive para sempre e sempre, o qual criou o céu, e as coisas que nele há, e a terra, e as coisas que nela há; e o mar, e as coisas que nele há, que não haverá mais tempo. Ap 10:6
Aos mártires de 6:9 -11, foi solicitado que tivessem mais um pouco de paciência e repousassem mais algum tempo. Agora, entretanto, acabou-se o tempo extra de misericórdia e paciência para que a humanidade reconsiderasse sua decisão de apatia ou revolta contra o Evangelho, e o juízo deve começar em breve (Dn 12.1,7; Mc 13.19).
7 Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele começar a soar, o mistério de Deus será cumprido, como ele declarou a seus servos, os profetas. Ap 10:7
O mistério revelado aqui é que Deus conquistou plena vitória sobre as forças do mal e reinará com os seus por toda a eternidade (Ap 11.15; Dn 2.29,30; Rm 16.25,26).
8 E a voz que eu ouvi do céu falou comigo novamente, e disse: Vai e toma o pequeno livro que está aberto na mão do anjo que esteve em pé sobre o mar e sobre a terra. Ap 10:8
As profecias apresentadas a seguir (Ap 10:8 -11) têm grande similaridade com as visões concedidas por Deus ao profeta Ezequiel (Ez 2.8 – 3.3).
9 E eu fui até o anjo, e lhe disse: Dá-me o pequeno livro. E ele me disse: Toma-o e coma- o; ele fará teu ventre amargo, mas em tua boca será doce como o mel. Ap 10:9
João foi revestido da unção profética para proclamar aos judeus e não judeus as boas novas de salvação do Senhor Jesus, o Cristo (o Messias, em hebraico). Deveria falar sobre os terríveis castigos que aguardam todos quantos rejeitam o sacrifício vicário do Cordeiro e deixam de receber o selo (a marca) do Espírito de Deus. Por isso, é imperioso que o servo do Senhor continue profetizando (Ap 10.11), especialmente além-mar, para todos os povos e culturas que desconhecem a Palavra da Salvação. O profeta deve digerir a Palavra profética que é doce (libertadora) para todos os que são salvos (Sl 119.103), mas amarga para os que se perdem (Ap 11:1 -13; Jr 15.16; Ez 3:3 -9).
10 E eu tomei o pequeno livro da mão do anjo, e o comi; e ele era na minha boca doce como o mel; e assim que eu terminei de comê- lo, meu ventre ficou amargo.
11 E ele me disse: Tu deves profetizar novamente diante de muitos povos, e nações, e línguas, e reis.