Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Rev 3
Config
1 E ao anjo da igreja de Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus, e as sete estrelas: Eu conheço as tuas obras, que tens um nome de que vives, e estás morto. Ap 3:1
Sardes (atual Sart) foi capital do antigo reino da Lídia. Cidade próspera e orgulhosa de suas indústrias de lã e tinturaria, era o centro de culto à deusa Cibele, que atraía seguidores para uma religião mística, adornada por rituais sensuais e libertinos. O ministério da igreja cristã local tinha um conceito muito favorável por causa do seu início notável. Entretanto, Deus percebe o vírus da apatia espiritual (descrença) corroendo o íntimo da fé e da prática cristã naqueles crentes (Mt 24.43,44; Lc 12:39 -40).
2 Sê vigilante e fortalece as coisas que permanecem, que estão prontas para morrer; porque eu não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.
3 Lembra-te, portanto, do que tu tens recebido e ouvido, e guarda, e arrepende-te. Pois se tu não vigiares, eu virei a ti como um ladrão, e tu não saberás a que hora eu virei sobre ti.
4 Tens uns poucos nomes em Sardes que não contaminaram as suas vestes, e eles andarão comigo de branco, pois eles são dignos.
5 Aquele que vencer será vestido de vestes brancas, e não apagarei o seu nome do livro da vida, mas eu confessarei o seu nome diante do meu Pai, e diante de seus anjos. Ap 3:5
Tanto os judeus (Êx 32.32,33; Sl 69.28; Dn 12.1; Mt 10.32; Lc 12.8; Ap 20.12) quanto os romanos conservavam um livro de registro de todos os cidadãos que formavam seus reinos e, portanto, tinham direitos e deveres a zelar. Se, por infringir a lei, um cidadão tivesse seu nome apagado do livro, significaria a total perda de cidadania. Para os judeus e cristãos, o registro no Livro da Vida é divino, e quem possui a vida eterna tem a graça da perseverança durante sua caminhada terrestre (Mt 24.13; Fp 4.3; Hb 2.3).
6 Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
7 E ao anjo da igreja em Filadélfia, escreve: Estas coisas diz aquele que é santo, que é verdadeiro; aquele que tem a chave de Davi; que abre e nenhum homem fecha, e que fecha e nenhum homem abre: Ap 3:7
Filadélfia (atual Alashehir), cujo nome significa “amor fraternal”, era uma cidade de grande importância comercial e, estrategicamente localizada, como porta de entrada do elevado planalto central da província romana na Ásia Menor. O Senhor afirma que Cristo é quem tem todo o poder de admitir ou excluir pessoas do Reino. Os judeus acreditavam que apenas Israel tinha o privilégio de ingressar no Reino de Deus. O poder das chaves é a autoridade exclusiva outorgada a Jesus Cristo, o Messias davídico (Ap 3.9; 5.5; 22.16; Is 22.22; 60.14; Mt 16:18 -19).
8 Eu conheço as tuas obras; eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, e nenhum homem pode fechá-la; porque tens uma pequena força, e tens guardado a minha palavra, e não negaste o meu nome. Ap 3:8
O contexto desta carta indica que Cristo estabeleceu uma porta de entrada para todos os que nele crêem, com acesso absoluto aos privilégios do Reino de Deus e do serviço cristão. Uma entrada que ninguém pode bloquear (1Co 16.9).
9 Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que dizem ser Judeus e não o são, mas mantém; eis que eu farei com que venham e adorem diante de teus pés e saibam que te amo.
10 Porque tu guardaste a palavra da minha paciência, eu também te guardarei da hora da tentação que virá sobre todo o mundo, para provar os que habitam sobre a terra. Ap 3:10
Uma alusão às “dores messiânicas”, a seqüência de sofrimentos e perseguições que sobrevirão ao povo de Deus antes do glorioso retorno do Senhor Jesus (Is 60.14; Dn 12:1 -13; Mc 13.14; 2Ts 2:1 -12). Grandes provações atingirão os crentes perseguidos pelo anticristo, enquanto os não-cristãos (pagãos), definidos neste livro como “os que habitam sobre a terra”, sofrerão os julgamentos divinos por sua incredulidade (Ap 13:7 -8; 8.1 – 9.19; 16:1 -20).
11 Eis que em breve eu venho; retém o que tu tens, para que nenhum homem tome tua coroa.
12 Aquele que vencer eu farei uma coluna no templo do meu Deus, e ele não sairá mais de lá, e eu escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, que é a nova Jerusalém, que desce do céu do meu Deus; e eu escreverei sobre ele o meu novo nome. Ap 3:12
Os judeus estabeleciam estreito paralelo entre o nome e o caráter de uma pessoa. O novo nome de Cristo simboliza tudo o que é por causa da sua obra salvadora e remidora a favor da humanidade. Evento que se dará na segunda vinda do Senhor (Ap 2.7; 7.15; 14.1; 21.2; 22.4).
13 Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
14 E ao anjo da igreja de Laodiceia escreve: Estas coisas diz o Amém, a fiel e verdadeira testemunha, o princípio da criação de Deus: Ap 3:14
Laodicéia foi a cidade mais rica da região da Frígia na época do Império Romano, e ficava próxima à atual Denizli. Era conhecida em todo o mundo antigo por seus estabelecimentos bancários, escola de medicina e indústria têxtil. Contudo, a cidade sofria com sérios problemas de abastecimento de água potável. A expressão “Soberano” significa literalmente no original grego “o primeiro no tempo”: origem ou princípio de tudo (Jo 1.14; Pv 8.22; 2Co 5.17; Cl 1:15 -18). O “Deus do Amém” se refere ao “Deus da Verdade”, como designação pessoal; refere-se a quem é perfeitamente crível, leal e fidedigno (Ap 1.5; 19.11; Is 65.16).
15 Eu conheço as tuas obras, que não és nem frio nem quente. Eu gostaria que fosses frio ou quente.
16 Então, como tu és morno; e nem frio, nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Ap 3:16
Em Hierápolis, cidade de repouso, adjacente a Laodicéia, havia muitas fontes de água térmicas e medicinais, porém impróprias para saciar a sede dos viajantes. A igreja cristã local não estava proporcionando água da vida para os peregrinos sedentos, nem cura e conforto para os espiritualmente enfermos.
17 Porque tu dizes: Eu sou rico, e cheio de bens, não tenho necessidade de nada; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego e nu.
18 Aconselho-te comprar de mim ouro refinado no fogo, para que tu sejas rico; e vestes brancas, para que te vistas, e que a vergonha da tua nudez não apareça; e que unjas teus olhos com colírio, para que possas ver. Ap 3:18
O texto se refere aos três grandes orgulhos de Laodicéia: riquezas financeiras, a ponto de rejeitar a ajuda de Roma quando foi praticamente destruída por um terremoto em 60 d.C., próspera indústria têxtil e grande avanço na medicina, tanto que lá desenvolveram a fórmula de um colírio muito apreciado na época. Contudo, nem todo o progresso econômico, cultural ou científico do mundo podem ser comparados com a riqueza do verdadeiro relacionamento com Deus (Os 12.8; Mt 6:19 -20; Lc 1.53; 12.21).
19 A todos que eu amo, eu repreendo e castigo; sê zeloso, portanto, e arrepende-te.
20 Eis que eu estou à porta e bato; se algum homem ouvir a minha voz e abrir a porta, virei a ele, e cearei com ele e ele comigo. Ap 3:20
Embora tradicionalmente aplicado aos incrédulos, o contexto dessa passagem revela uma admoestação explícita e direta aos crentes que se iludem com suas próprias conquistas ou com uma religiosidade formal, e abandonam o sincero relacionamento com Cristo e o dedicado amor ao próximo. O Senhor sempre disciplina seus filhos com amor (Jó 5.17; Sl 94.12; Pv 3.11,12; 1Co 11.32; Hb 12:5 -11). Todos quantos perseveram na fé, estes são os vencedores e participarão do majestoso trono de Cristo (Ap 2.7; 20:4 -6; Mt 19.28; 2Tm 2.12).
21 Ao que vencer, permitirei que assente comigo em meu trono, assim como eu também venci e estou assentado com meu Pai em seu trono.
22 Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.