Ozzuu Bible
pt_kjfiel - 2Co 3Config
1
Começamos novamente a elogiar a nós mesmos? Ou nós precisamos, como alguns outros, de cartas de recomendação para vós, ou cartas de recomendação de vós?
2
Vós sois a nossa carta escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens; 2Co 3:2
Corinto havia sido invadida por grande quantidade de falsos crentes e andarilhos milagreiros, que se diziam mestres da verdade apostólica. Por isso, os coríntios passaram a pedir cartas de recomendação aos missionários e mestres cristãos que chegavam à igreja. Paulo não precisava de qualquer recomendação, pois sua obra estava estampada na própria vida de muitos membros da igreja, transformados pelo poder do Evangelho. Entretanto, mesmo com todos os cuidados, alguns impostores conseguiam forjar falsas cartas de recomendação e se infiltrar nos ministérios da igreja.
Corinto havia sido invadida por grande quantidade de falsos crentes e andarilhos milagreiros, que se diziam mestres da verdade apostólica. Por isso, os coríntios passaram a pedir cartas de recomendação aos missionários e mestres cristãos que chegavam à igreja. Paulo não precisava de qualquer recomendação, pois sua obra estava estampada na própria vida de muitos membros da igreja, transformados pelo poder do Evangelho. Entretanto, mesmo com todos os cuidados, alguns impostores conseguiam forjar falsas cartas de recomendação e se infiltrar nos ministérios da igreja.
3
porquanto vós sois manifestamente declarados para ser a carta de Cristo, ministrada por nós e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração. 2Co 3:3
Os documentos e as cartas eram comumente redigidos sobre pergaminho ou papiro. Paulo compara o desbotamento natural da tinta (letras) e sua facilidade de ser encoberta com a marca indelével e permanente do Espírito. A Palavra de Deus está escrita no coração dos crentes, não em placas de argila ou pedra como no Sinai (Jr 31.33; Ez 11.19; 36.26). Paulo explica, logo a seguir, a importância dessa diferença entre a antiga e a nova aliança (2Co 3.7- 18).
Os documentos e as cartas eram comumente redigidos sobre pergaminho ou papiro. Paulo compara o desbotamento natural da tinta (letras) e sua facilidade de ser encoberta com a marca indelével e permanente do Espírito. A Palavra de Deus está escrita no coração dos crentes, não em placas de argila ou pedra como no Sinai (Jr 31.33; Ez 11.19; 36.26). Paulo explica, logo a seguir, a importância dessa diferença entre a antiga e a nova aliança (2Co 3.7- 18).
5
não que sejamos suficientes por nós mesmos para pensar alguma coisa como de nós mesmos; mas a nossa suficiência é de Deus, 2Co 3:5
Paulo responde aqui a pergunta levantada em 2.16. Nossa força, capacidade, dons e talentos vêm do Senhor. O cristão maduro tem plena consciência dessa verdade e, por isso, desenvolve uma auto-estima equilibrada, louvando a Deus pela maneira como foi criado (Sl 139:13 -17).
Paulo responde aqui a pergunta levantada em 2.16. Nossa força, capacidade, dons e talentos vêm do Senhor. O cristão maduro tem plena consciência dessa verdade e, por isso, desenvolve uma auto-estima equilibrada, louvando a Deus pela maneira como foi criado (Sl 139:13 -17).
6
o qual também nos fez capazes de ser ministros do novo testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, mas o Espírito dá vida. 2Co 3:6
Os “ministros” são aqueles que “servem” à causa do Senhor (2Co 4.1; Rm 15.16; Cl 1.7; 4.7; 1Tm 4.6). Aqui, Paulo retoma o tema do 2Co 3.3: “tábuas de corações humanos” (Hb 7.22 e 8 a 10). Paulo adverte a igreja sobre os judaizantes (judeus cristãos que queriam guardar a Torá e as leis rabínicas), os quais se diziam discípulos de Pedro (1Co 1.12; Hb 11.22), e revela que os cristãos, em cujos corações habita o Espírito, têm a Lei escrita em suas próprias almas pelo Senhor: o Deus vivo, conforme a promessa da nova aliança, entregue pelos profetas do AT (Jr 31:31 -34; 32.39,40; Ez 11.19; 36.26). A expressão grega literal: “a letra mata, mas o Espírito dá vida” não quer dizer que o significado externo e literal da Bíblia seja mortífero ou inútil; e que o sentido interior, místico e subjetivo tenha maior valor. O termo original “letra” tem o sentido de “lei” ou “padrão de conduta” (Êx 24.12; 31.18; 32.15,16), diante do qual todos os seres humanos são culpados (pecadores – Rm 3.23) e, por isso, já estão condenados à separação eterna de Deus (morte). O sacrifício expiatório de Cristo pagou a pena de todos os que têm fé nesse ato salvífico do Senhor, e portanto, são agraciados com a habitação do “Espírito do Deus vivo” em seus corações, a fim de fortalecê-los e conduzi-los ao amadurecimento espiritual. É o Espírito Santo, que cumprindo a promessa da nova aliança escreve a Lei no interior da alma do crente, concede-lhe amor pelos mandamentos do Senhor, os quais ele antes odiava, e lhe abençoa com capacidade para viver uma vida cristã autêntica e testemunhar ao mundo o poder regenerador e transformador do Evangelho. Um poder que antes, por mais inteligente ou virtuoso que fosse, não dispunha.
Os “ministros” são aqueles que “servem” à causa do Senhor (2Co 4.1; Rm 15.16; Cl 1.7; 4.7; 1Tm 4.6). Aqui, Paulo retoma o tema do 2Co 3.3: “tábuas de corações humanos” (Hb 7.22 e 8 a 10). Paulo adverte a igreja sobre os judaizantes (judeus cristãos que queriam guardar a Torá e as leis rabínicas), os quais se diziam discípulos de Pedro (1Co 1.12; Hb 11.22), e revela que os cristãos, em cujos corações habita o Espírito, têm a Lei escrita em suas próprias almas pelo Senhor: o Deus vivo, conforme a promessa da nova aliança, entregue pelos profetas do AT (Jr 31:31 -34; 32.39,40; Ez 11.19; 36.26). A expressão grega literal: “a letra mata, mas o Espírito dá vida” não quer dizer que o significado externo e literal da Bíblia seja mortífero ou inútil; e que o sentido interior, místico e subjetivo tenha maior valor. O termo original “letra” tem o sentido de “lei” ou “padrão de conduta” (Êx 24.12; 31.18; 32.15,16), diante do qual todos os seres humanos são culpados (pecadores – Rm 3.23) e, por isso, já estão condenados à separação eterna de Deus (morte). O sacrifício expiatório de Cristo pagou a pena de todos os que têm fé nesse ato salvífico do Senhor, e portanto, são agraciados com a habitação do “Espírito do Deus vivo” em seus corações, a fim de fortalecê-los e conduzi-los ao amadurecimento espiritual. É o Espírito Santo, que cumprindo a promessa da nova aliança escreve a Lei no interior da alma do crente, concede-lhe amor pelos mandamentos do Senhor, os quais ele antes odiava, e lhe abençoa com capacidade para viver uma vida cristã autêntica e testemunhar ao mundo o poder regenerador e transformador do Evangelho. Um poder que antes, por mais inteligente ou virtuoso que fosse, não dispunha.
7
Mas se a ministração da morte, escrita e gravada em pedras, era gloriosa, de maneira que os filhos de Israel não podiam contemplar firmemente a face de Moisés, por causa da glória do seu semblante; cuja glória estava se acabando. 2Co 3:7
A Lei, conforme a antiga aliança, entregue ao povo de Deus no Sinai, não era, de forma alguma, má ou infrutífera. Na verdade, Paulo a conceituava como santa, justa, boa e espiritual (Rm 7:12 -14). O erro e a pecaminosidade está na alma e nas ações das pessoas que, como transgressores da Lei, trazem sobre si justa condenação e punição. A glória de Deus estava presente na entrega da Lei, e o seu brilho ficava refletindo no rosto de Moisés quando este descia da montanha (Êx 34.29,30).
A Lei, conforme a antiga aliança, entregue ao povo de Deus no Sinai, não era, de forma alguma, má ou infrutífera. Na verdade, Paulo a conceituava como santa, justa, boa e espiritual (Rm 7:12 -14). O erro e a pecaminosidade está na alma e nas ações das pessoas que, como transgressores da Lei, trazem sobre si justa condenação e punição. A glória de Deus estava presente na entrega da Lei, e o seu brilho ficava refletindo no rosto de Moisés quando este descia da montanha (Êx 34.29,30).
9
Porque, se a ministração da condenação for gloriosa, muito mais a ministração da justiça excederá em glória. 2Co 3:9
O ministério do Espírito Santo produz justificação e vida, em vez de condenação e morte. A expressão original “justiça” tem um sentido objetivo de “justificação”, e pessoal de “santificação”.
O ministério do Espírito Santo produz justificação e vida, em vez de condenação e morte. A expressão original “justiça” tem um sentido objetivo de “justificação”, e pessoal de “santificação”.
10
Porque até o que foi feito glorioso, a este respeito não tinha glória, em razão da glória que excede.
12
Vendo, então, que temos tal esperança, usamos de grande simplicidade no falar; 2Co 3:12
Paulo comenta, no trecho que vai de 3.12 a 4.11, as duas principais dificuldades dos ministros (servos do Senhor): 1) a cegueira e surdez espiritual dos ouvintes e 2) a fraqueza do ministro.
Paulo comenta, no trecho que vai de 3.12 a 4.11, as duas principais dificuldades dos ministros (servos do Senhor): 1) a cegueira e surdez espiritual dos ouvintes e 2) a fraqueza do ministro.
13
e não como Moisés, o qual colocou um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não pudessem olhar firmemente para o fim daquilo que é abolido.
14
Mas suas mentes estavam cegas; porque até este dia permanece o mesmo véu encoberto na leitura do velho testamento; véu o qual está aniquilado em Cristo. 2Co 3:14
Moisés usava um véu para cobrir o rosto, a fim de impedir que os israelenses vissem a glória de Deus se desvanecendo e isso viesse prejudicar a fé e a obediência do povo (Êx 34:33 -35). Esse mesmo véu ainda reside, figuradamente, na memória dos judeus e os impede de reconhecer o caráter temporário e insuficiente da antiga aliança. Somente as pessoas que recebem a Cristo como Deus e Salvador pessoal têm a capacidade de perceber como a nova aliança transcende e substitui para sempre a antiga. E isso, por causa da glória maior.
Moisés usava um véu para cobrir o rosto, a fim de impedir que os israelenses vissem a glória de Deus se desvanecendo e isso viesse prejudicar a fé e a obediência do povo (Êx 34:33 -35). Esse mesmo véu ainda reside, figuradamente, na memória dos judeus e os impede de reconhecer o caráter temporário e insuficiente da antiga aliança. Somente as pessoas que recebem a Cristo como Deus e Salvador pessoal têm a capacidade de perceber como a nova aliança transcende e substitui para sempre a antiga. E isso, por causa da glória maior.
16
Mesmo assim, quando se converterem ao Senhor, o véu é retirado. 2Co 3:16
Paulo se refere à Torá ao dizer “quando Moisés é lido”. O versículo 16 é uma citação do texto de Êx 34.34 da Septuaginta (a tradução grega do AT).
Paulo se refere à Torá ao dizer “quando Moisés é lido”. O versículo 16 é uma citação do texto de Êx 34.34 da Septuaginta (a tradução grega do AT).
17
Ora, o Senhor é o Espírito, e onde o Espírito do Senhor está, aí está a liberdade. 2Co 3:17
O Senhor (em hebraico Yahweh) que significa Jeová, em Êx 34.34, corresponde ao Espírito na nova aliança anunciada pelo apóstolo Paulo. A presença do Espírito de Deus na alma do crente o liberta da Lei e do legalismo e o influencia a fazer a vontade do Pai por amor (Rm 8.14). Os termos: Espírito, Espírito de Cristo, Espírito de Deus, o Espírito Santo e Cristo são expressões intercambiáveis com, basicamente, o mesmo significado. Isso porque o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, e as duas primeiras pessoas da trindade realizam seus propósitos mediante a ação do Espírito Santo (Rm 8:9 -10; Atos 16.6,7; Gl 2.20).
O Senhor (em hebraico Yahweh) que significa Jeová, em Êx 34.34, corresponde ao Espírito na nova aliança anunciada pelo apóstolo Paulo. A presença do Espírito de Deus na alma do crente o liberta da Lei e do legalismo e o influencia a fazer a vontade do Pai por amor (Rm 8.14). Os termos: Espírito, Espírito de Cristo, Espírito de Deus, o Espírito Santo e Cristo são expressões intercambiáveis com, basicamente, o mesmo significado. Isso porque o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, e as duas primeiras pessoas da trindade realizam seus propósitos mediante a ação do Espírito Santo (Rm 8:9 -10; Atos 16.6,7; Gl 2.20).
18
Mas todos nós, com a face descoberta, contemplando como em um espelho a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem de glória em glória, como pelo Espírito do Senhor. 2Co 3:18
Moisés, ao se aproximar do Senhor e ouví-lo, tinha seu rosto iluminado por Sua glória, que resplandecia e encorajava a todos à sua volta. Contudo, com o passar dos dias, o brilho da glória do Senhor, estampado em Moisés, começava a perder seu fulgor, e ele procurava esconder seu rosto natural. Paulo afirma que os cristãos estão sendo transformados dia após dia, com glória cada vez maior. O próprio Jesus Cristo é a glória de Deus na plenitude do seu esplendor (Hb 1.3); dele é a glória perene que não se dissipa nem perde o brilho. A mesma que tinha o Pai antes de haver criado o universo (Jo 17.5). Os cristãos fiéis são feitos participantes dessa glória à medida que caminham mais e mais em comunhão com o Espírito de Cristo. A essa caminhada espiritual, que dura a vida toda, se dá o nome de “santificação”.
Moisés, ao se aproximar do Senhor e ouví-lo, tinha seu rosto iluminado por Sua glória, que resplandecia e encorajava a todos à sua volta. Contudo, com o passar dos dias, o brilho da glória do Senhor, estampado em Moisés, começava a perder seu fulgor, e ele procurava esconder seu rosto natural. Paulo afirma que os cristãos estão sendo transformados dia após dia, com glória cada vez maior. O próprio Jesus Cristo é a glória de Deus na plenitude do seu esplendor (Hb 1.3); dele é a glória perene que não se dissipa nem perde o brilho. A mesma que tinha o Pai antes de haver criado o universo (Jo 17.5). Os cristãos fiéis são feitos participantes dessa glória à medida que caminham mais e mais em comunhão com o Espírito de Cristo. A essa caminhada espiritual, que dura a vida toda, se dá o nome de “santificação”.