Ozzuu Bible
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2
Uns diziam: “Temos de penhorar filhos e filhas para conseguirmos trigo suficiente para nos alimentar e sobreviver”.
3
Outros diziam: “Temos de hipotecar campos, vinhas e casas para podermos comprar trigo em tempo de fome”.
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Ainda outros diziam: “Para pagar o imposto ao rei, tivemos de tomar dinheiro emprestado à custa de vinhas e campos.
5
Ora, nós e aqueles nossos irmãos somos todos da mesma carne; e nossos filhos valem tanto como os filhos deles. Entretanto cá estamos nós obrigados a entregar os filhos e as filhas para serem escravos. Sim, algumas de nossas filhas já foram feitas escravas, e nada podemos fazer, pois nossos campos e nossas vinhas pertencem a outros”.
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Refleti sobre o assunto e depois repreendi os nobres e os funcionários: “Cada um de vós está extorquindo juros do próprio irmão”. E convoquei contra eles uma grande assembléia,
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na qual lhes falei assim: “Nós resgatamos na medida do possível os irmãos judeus que foram vendidos aos estrangeiros. Será que agora vós vendeis vossos irmãos para que sejam revendidos a nós? ” Eles ficaram calados e não encontraram resposta.
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Eu continuei: “Não está certo o que fazeis. Deveríeis deixar-vos guiar pelo temor de Deus, para não passarmos vergonha perante as nações, nossos inimigos.
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Também eu, meus irmãos e meus empregados emprestamos dinheiro e trigo. Pois bem, vamos acabar com essa usura.
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A partir de hoje, devolvei a essa gente os campos e as vinhas, os olivais e as casas; e perdoai-lhes os empréstimos em dinheiro, trigo, vinho e azeite”.
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Eles responderam: “Vamos devolver e nada mais exigiremos deles; faremos como disseste”. Chamei então os sacerdotes e os fiz jurar que procederiam assim.
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Também sacudi a dobra de meu manto, dizendo: “Assim Deus sacuda de sua casa e de sua propriedade todo aquele que não mantiver esse compromisso. E assim lhe aconteça: sacudido e esvaziado! ” E toda a assembléia respondeu: “Amém! ”, louvando o SENHOR. E o povo agiu de acordo com o que prometera.
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Desde que fui nomeado governador da terra de Judá, ou seja, desde o vigésimo até o trigésimo segundo ano do reinado de Artaxerxes, portanto durante doze anos, eu e meus irmãos não nos temos sustentado com as taxas do governador,
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à diferença dos governadores que me antecederam, os quais exigiram dos cidadãos um tributo de quarenta moedas de prata por dia para seu pão e vinho. Além disso, seus empregados exploravam o povo. Mas não fiz nada disto, por temor a Deus.
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Além disso trabalhei pessoalmente na construção dessa muralha, sem adquirir nenhum terreno. Todos os meus empregados estavam lá reunidos para trabalhar.
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Eu tinha à minha mesa umas cento e cinqüenta pessoas, entre judeus e funcionários, mais os estrangeiros da vizinhança que vinham visitar-me.
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Todos os dias eram preparados um boi, seis ovelhas escolhidas e aves, tudo por minha conta. De dez em dez dias eram fornecidos diversos vinhos, em abundância. No entanto não exigi as taxas que me cabiam como governador, porque o trabalho pesava demais sobre o povo.