Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Rev 7Config
1
E depois destas coisas eu vi quatro anjos de pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que o vento não soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma. Ap 7:1
Este capítulo é uma espécie de parênteses entre a narrativa dos seis primeiros selos e a visão do selo final. Essa mesma característica ocorre na seqüência descritiva da visão das trombetas (Ap 10.1 – 11.13). O capítulo sete nos revela duas visões específicas: o selo dos 144.000 fiéis de Israel (Ap 7:1 -8) e a vasta multidão dos crentes comemorando a salvação e a vitória do Cordeiro (Ap 7:9 -17). Os quatro cantos da terra simbolizam os quatro pontos cardeais da bússola (Zc 6.5). Deus controla a história, assim como todos os fenômenos físicos e meteorológicos em função do seu plano em Cristo para a plena e eterna redenção do seu povo (judeus e cristãos).
Este capítulo é uma espécie de parênteses entre a narrativa dos seis primeiros selos e a visão do selo final. Essa mesma característica ocorre na seqüência descritiva da visão das trombetas (Ap 10.1 – 11.13). O capítulo sete nos revela duas visões específicas: o selo dos 144.000 fiéis de Israel (Ap 7:1 -8) e a vasta multidão dos crentes comemorando a salvação e a vitória do Cordeiro (Ap 7:9 -17). Os quatro cantos da terra simbolizam os quatro pontos cardeais da bússola (Zc 6.5). Deus controla a história, assim como todos os fenômenos físicos e meteorológicos em função do seu plano em Cristo para a plena e eterna redenção do seu povo (judeus e cristãos).
2
E eu vi outro anjo subindo do leste, tendo ele o selo do Deus vivo; e ele gritava em alta voz aos quatro anjos, aos quais havia sido concedido ferir a terra e o mar,
3
dizendo: Não firais a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos selado os servos de nosso Deus em suas testas. Ap 7:3
Na antigüidade, os documentos importantes e os que circulavam entre os nobres eram enrolados ou dobrados, amarrados, e uma massa especial de argila era aplicada sobre o nó. Assim, o remetente carimbava a massa que se endurecia, com seu anel ou sinete (com a marca da família), que autenticava e protegia aquele conteúdo. O capítulo 7 deixa claro que o Nome de Jesus Cristo é o lacre (selo) de propriedade de Deus, registrado na fronte de todos os que nele crêem sinceramente. O objetivo desta marca espiritual é proteger o povo de Deus dos terríveis juízos que acometerão toda a terra. Assim como aconteceu no Egito, para a libertação do povo de Deus da escravatura (Êx 12:29 -36), o profeta Ezequiel adverte Israel quanto à destruição de Jerusalém e de todos os não selados por Deus (o que de fato ocorreu, por meio da invasão babilônica, seis anos após a proclamação dessa profecia). Na época de Ezequiel, o Senhor marcou os crentes sinceros com a última letra do antigo alfabeto hebraico (tav), que era escrita de modo fenício, semelhante a um “X” ou sinal de “cruz” (Ez 9.4).
Na antigüidade, os documentos importantes e os que circulavam entre os nobres eram enrolados ou dobrados, amarrados, e uma massa especial de argila era aplicada sobre o nó. Assim, o remetente carimbava a massa que se endurecia, com seu anel ou sinete (com a marca da família), que autenticava e protegia aquele conteúdo. O capítulo 7 deixa claro que o Nome de Jesus Cristo é o lacre (selo) de propriedade de Deus, registrado na fronte de todos os que nele crêem sinceramente. O objetivo desta marca espiritual é proteger o povo de Deus dos terríveis juízos que acometerão toda a terra. Assim como aconteceu no Egito, para a libertação do povo de Deus da escravatura (Êx 12:29 -36), o profeta Ezequiel adverte Israel quanto à destruição de Jerusalém e de todos os não selados por Deus (o que de fato ocorreu, por meio da invasão babilônica, seis anos após a proclamação dessa profecia). Na época de Ezequiel, o Senhor marcou os crentes sinceros com a última letra do antigo alfabeto hebraico (tav), que era escrita de modo fenício, semelhante a um “X” ou sinal de “cruz” (Ez 9.4).
4
E eu ouvi o número daqueles que foram selados; e foram selados cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel. Ap 7:4
Algumas das seitas heréticas, que pregam que 144.000 é o número exato dos salvos, já contam com um número maior do que este de adeptos. Os livros proféticos e apocalípticos da Bíblia são alvos de várias interpretações, e é necessário muito discernimento espiritual, visão integral e histórica das Escrituras, conhecimento das línguas originais e a indispensável graça divina para uma interpretação adequada e saudável. Contudo, as mensagens vitais de cada livro podem ser compreendidas sem dificuldade, restando à investigação acurada os aspectos menos fundamentais e detalhes instigantes. Quanto a essa passagem, por exemplo, duas posições teológicas são defendidas por estudiosos cristãos sérios: 1) Alguns vêem aqui uma referência aos membros das tribos judaicas, o remanescente israelita fiel da “grande tribulação” (Ap 7.14). 2) Um outro grupo defende o simbolismo deste trecho, e o interpretam como sendo a expressão alegórica do número que indica completeza (Ap 144.000 é o equivalente a mil dúzias de doze, o que seria uma espécie de hipérbole numerológica). Simboliza todos os cristãos que permanecem fiéis ao Senhor mesmo vivendo num mundo secularizado, hedonista e materialista, e também inclui os judeus que ainda serão salvos por Cristo e que não se dobrarão aos ditames do anticristo durante a “grande tribulação”.
Algumas das seitas heréticas, que pregam que 144.000 é o número exato dos salvos, já contam com um número maior do que este de adeptos. Os livros proféticos e apocalípticos da Bíblia são alvos de várias interpretações, e é necessário muito discernimento espiritual, visão integral e histórica das Escrituras, conhecimento das línguas originais e a indispensável graça divina para uma interpretação adequada e saudável. Contudo, as mensagens vitais de cada livro podem ser compreendidas sem dificuldade, restando à investigação acurada os aspectos menos fundamentais e detalhes instigantes. Quanto a essa passagem, por exemplo, duas posições teológicas são defendidas por estudiosos cristãos sérios: 1) Alguns vêem aqui uma referência aos membros das tribos judaicas, o remanescente israelita fiel da “grande tribulação” (Ap 7.14). 2) Um outro grupo defende o simbolismo deste trecho, e o interpretam como sendo a expressão alegórica do número que indica completeza (Ap 144.000 é o equivalente a mil dúzias de doze, o que seria uma espécie de hipérbole numerológica). Simboliza todos os cristãos que permanecem fiéis ao Senhor mesmo vivendo num mundo secularizado, hedonista e materialista, e também inclui os judeus que ainda serão salvos por Cristo e que não se dobrarão aos ditames do anticristo durante a “grande tribulação”.
5
Da tribo de Judá foram selados doze mil. Da tribo de Rúbem, foram selados doze mil. Da tribo de Gade, foram selados doze mil. Ap 7:5
A tribo de Judá é listada antes de Rúben, seu irmão mais velho, devido ao fato do Cristo (o Messias, em hebraico) pertencer à linhagem da tribo de Judá (Gn 37.21).
A tribo de Judá é listada antes de Rúben, seu irmão mais velho, devido ao fato do Cristo (o Messias, em hebraico) pertencer à linhagem da tribo de Judá (Gn 37.21).
6
Da tribo de Aser, foram selados doze mil. Da tribo de Naftali, foram selados doze mil. Da tribo de Manassés, foram selados doze mil.
7
Da tribo de Simeão, foram selados doze mil. Da tribo de Levi, foram selados doze mil. Da tribo de Issacar, foram selados doze mil.
8
Da tribo de Zebulom, foram selados doze mil. Da tribo de José, foram selados doze mil. Da tribo de Benjamim, foram selados doze mil. Ap 7:8
Manassés era a mais pobre e frágil das tribos de José (Efraim e Manassés). Entretanto, aqui é mencionada para completar as doze tribos (Jz 6), considerando que Dã fora excluída (assim como Judas Iscariotes que foi infiel e teve de ser substituído no grupo dos Doze), por causa de sua avareza e idolatria (Jz 18.30). Uma antiga tradição judaica prevê que o último anticristo virá da tribo de Dã.
Manassés era a mais pobre e frágil das tribos de José (Efraim e Manassés). Entretanto, aqui é mencionada para completar as doze tribos (Jz 6), considerando que Dã fora excluída (assim como Judas Iscariotes que foi infiel e teve de ser substituído no grupo dos Doze), por causa de sua avareza e idolatria (Jz 18.30). Uma antiga tradição judaica prevê que o último anticristo virá da tribo de Dã.
9
Depois disso eu olhei, e eis uma grande multidão que nenhum homem poderia contar, de todas as nações, e famílias, e povos, e línguas, parados diante do trono, e diante do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas, e palmas em suas mãos. Ap 7:9
As pessoas que fazem parte do povo de Deus na terra se reunirão no grande palácio celestial, diante do trono do Cordeiro. Essa multidão incontável é composta de todos os salvos de todas as partes da terra. Essa visão pode referir-se aos mesmos 144.000 (se considerarmos esse número como um símbolo da vasta multidão dos eleitos), que, após a “grande tribulação” dos últimos tempos (Ap 7.14), celebram e louvam ao Senhor por tão grande salvação e pela magnífica vitória sobre as perseguições, provações (tentações) e a própria morte (Ap 7.16,17). A Igreja de Cristo é apresentada em Apocalipse e ao longo de todo o NT, como o verdadeiro “Israel de Deus” (o povo do Senhor), judeus e não judeus (Gl 6.16). Sendo assim, é possível compreender que as duas multidões que aparecem neste capítulo se referem a uma só “inumerável multidão”, vista em dois momentos diferentes: antes (Ap 1:3 -8) e depois da “última tribulação” (Lc 21.16,18). As folhas de palmeira sendo agitadas e as vestiduras brancas são fortes símbolos da vitória perpétua (Lv 23.40; Jo 12.13).
As pessoas que fazem parte do povo de Deus na terra se reunirão no grande palácio celestial, diante do trono do Cordeiro. Essa multidão incontável é composta de todos os salvos de todas as partes da terra. Essa visão pode referir-se aos mesmos 144.000 (se considerarmos esse número como um símbolo da vasta multidão dos eleitos), que, após a “grande tribulação” dos últimos tempos (Ap 7.14), celebram e louvam ao Senhor por tão grande salvação e pela magnífica vitória sobre as perseguições, provações (tentações) e a própria morte (Ap 7.16,17). A Igreja de Cristo é apresentada em Apocalipse e ao longo de todo o NT, como o verdadeiro “Israel de Deus” (o povo do Senhor), judeus e não judeus (Gl 6.16). Sendo assim, é possível compreender que as duas multidões que aparecem neste capítulo se referem a uma só “inumerável multidão”, vista em dois momentos diferentes: antes (Ap 1:3 -8) e depois da “última tribulação” (Lc 21.16,18). As folhas de palmeira sendo agitadas e as vestiduras brancas são fortes símbolos da vitória perpétua (Lv 23.40; Jo 12.13).
10
E gritavam em alta voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro.
11
E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono, e ao redor dos anciãos e dos quatro animais, e caíram sobre suas faces diante do trono, e adoraram a Deus,
12
dizendo: Amém! Bênção, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força, sejam ao nosso Deus para sempre e sempre. Amém. Ap 7:12
A seqüência de sete atributos enfatiza o louvor completo e perfeito (Ap 5.12).
A seqüência de sete atributos enfatiza o louvor completo e perfeito (Ap 5.12).
13
E um dos anciãos respondeu-me, dizendo: O que são estes que estão vestidos com túnicas brancas? E de onde eles vieram?
14
E eu lhe disse: Senhor, tu sabes. E ele me disse: Estes são aqueles que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas túnicas, e as tornaram brancas no sangue do Cordeiro. Ap 7:14
A expressão “grande tribulação” (Dn 12.1; Mt 24.21; Mc 13.19) aponta para os terríveis constrangimentos éticos, morais e toda espécie de hostilidades que o anticristo e seus comandados deflagrarão contra os judeus e cristãos fiéis, pouco antes do glorioso retorno de Cristo. Todavia, é importante observar que uma crescente perseguição aos crentes vem ocorrendo, em alternância de intensidade e método, desde os tempos de João.
A expressão “grande tribulação” (Dn 12.1; Mt 24.21; Mc 13.19) aponta para os terríveis constrangimentos éticos, morais e toda espécie de hostilidades que o anticristo e seus comandados deflagrarão contra os judeus e cristãos fiéis, pouco antes do glorioso retorno de Cristo. Todavia, é importante observar que uma crescente perseguição aos crentes vem ocorrendo, em alternância de intensidade e método, desde os tempos de João.
15
Por isso, eles estão diante do trono de Deus, e o servem dia e noite em seu templo; e aquele que está assentado no trono habitará entre eles. Ap 7:15
Outro detalhe significativo a ser considerado está ligado ao termo original grego “templo”, que, nas dezesseis vezes em que aparece neste livro, significa o “santuário interior” e não o recinto maior. Ou seja, “o lugar santo onde habita o Espírito de Deus”, o qual simboliza o antigo “tabernáculo”, onde resplandecia a “presença do Senhor” no deserto (Lv 26:11 -13).
Outro detalhe significativo a ser considerado está ligado ao termo original grego “templo”, que, nas dezesseis vezes em que aparece neste livro, significa o “santuário interior” e não o recinto maior. Ou seja, “o lugar santo onde habita o Espírito de Deus”, o qual simboliza o antigo “tabernáculo”, onde resplandecia a “presença do Senhor” no deserto (Lv 26:11 -13).
16
Eles não terão mais fome, nem terão sede; nem arderá o sol sobre eles, nem qualquer calor; Ap 7:16
Aqui estão em foco aqueles que sofreram os graves momentos de provação e tribulação provocados pelo anticristo (Is 49.10), mas não abdicaram de sua fé sincera no Senhor. Purificaram-se diariamente no sangue do Cordeiro e souberam honrar seus corpos como a própria habitação do Espírito Santo. Agora chegaram às suas moradas no Reino de Deus, conforme a promessa de Cristo, e estão perante seu trono para adorá-lo eternamente (Jo 14:1 -6). O vocábulo original grego latreuõ comunica um tipo de serviço espiritual (trabalho) que realmente agrada a Deus (Ap 7.14; Rm 1.9; Atos 26.7; Hb 12.28). 12 Sl 23.1,2; Ez 34.23; Is 25.8.
Aqui estão em foco aqueles que sofreram os graves momentos de provação e tribulação provocados pelo anticristo (Is 49.10), mas não abdicaram de sua fé sincera no Senhor. Purificaram-se diariamente no sangue do Cordeiro e souberam honrar seus corpos como a própria habitação do Espírito Santo. Agora chegaram às suas moradas no Reino de Deus, conforme a promessa de Cristo, e estão perante seu trono para adorá-lo eternamente (Jo 14:1 -6). O vocábulo original grego latreuõ comunica um tipo de serviço espiritual (trabalho) que realmente agrada a Deus (Ap 7.14; Rm 1.9; Atos 26.7; Hb 12.28). 12 Sl 23.1,2; Ez 34.23; Is 25.8.
17
porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os alimentará e os levará às fontes de águas vivas; e Deus enxugará todas as lágrimas de seus olhos.