Ozzuu Bible
pt_kjfiel - Tit 2
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1 Tu, porém, fala as coisas que convém à sã doutrina.
2 Os velhos que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, na caridade e na paciência. Tt 2:2
O mundo atual tem incentivado as pessoas mais velhas a darem vazão aos seus sonhos reprimidos do passado, deixando de lado cônjuge, filhos e netos, e pensando mais em se fazerem felizes, como numa espécie de volta à juventude. Paulo, entretanto, ensina que as pessoas mais velhas, tanto no tempo de vida, quanto na experiência cristã, devem ser exemplos morais e espirituais; responsáveis e sensatas.
3 As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu comportamento, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras de coisas boas, Tt 2:3
Paulo deixa claro que os mesmos padrões morais exigidos dos homens cristãos eram também requeridos das mulheres crentes. A calúnia (mentira) e a ingestão exagerada de bebidas alcoólicas (especialmente do vinho) eram vícios típicos, principalmente entre as mulheres cretenses. Paulo exorta as mulheres, com mais tempo de vida cristã, a serem “reverentes”, expressão original grega hieroprepeis, cujo sentido literal é “próprias para o templo”, isto é, “mulheres idôneas e dedicadas à vida religiosa, como sacerdo-tisas”. Paulo usa aqui um termo mais forte do que em 1Tm 3.6, em relação à dependência alcoólica (como na expressão literal “escravizadas ao vinho”, por exemplo), devido ao deprimente estado de corrupção moral que campeava na ilha de Creta naquele momento.
4 para que ensinem as mulheres novas a serem sóbrias, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,
5 a serem discretas, castas, cuidadosas da casa, bondosas, obedientes aos seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.
6 Exorta da mesma forma aos jovens a que tenham mente sóbria.
7 Em todas as coisas, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade,
8 linguagem sã, que não pode ser condenada, para que os que são de oposição possam ser envergonhados, não tendo nenhum mal que dizer de vós.
9 Exorta os servos a que sejam obedientes a seus próprios senhores, e em todas as coisas lhes agradem, não respondendo novamente,
10 não defraudando; antes, mostrando toda a boa fidelidade, para que sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador, em todas as coisas. Tt 2:10
Paulo lança mão de uma expressão da literatura grega kosmeõ, que era usada para descrever o bom gosto em se “dispor às jóias”, para comunicar aos seus leitores que o bom comportamento cristão faz reluzir no mundo a beleza do Evangelho. Os escravos nas sociedades dominadas pelo Império Romano não possuíam qualquer direito legal, e suas vidas ficavam totalmente à mercê da vontade dos seus donos. O termo grego “senhores”, neste contexto, originou a palavra portuguesa “déspota”, que indica a autoridade absoluta de um “dono” sobre seu escravo.
11 Porque a graça de Deus, que trouxe salvação, manifestou-se a todos os homens, Tt 2:11
A graça de Deus está à disposição de todas as pessoas, mas nem todas a desejam (Jo 1.12). Paulo resume o efeito que a graça divina devia ter sobre todos os crentes, promovendo a rejeição da impiedade e incentivando o desenvolvimento de uma vida mais santa e de acordo com as orientações do Espírito Santo. Assim como a profissão de fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus, deve ser acompanhada de um viver diário piedoso rumo à plenitude espiritual (Tt 2:11 -24). A conduta certa deve estar alicerçada sobre a teologia certa (Rm 5:6 -10; Ef 2:8 -10).
12 ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos de maneira sóbria, justa e piamente neste mundo presente;
13 aguardando a abençoada esperança e o aparecimento glorioso do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,
14 o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo peculiar, zeloso de boas obras. Tt 2:14
A palavra “remir” no original grego é lutroõs, que tem o profundo significado de “resgatar”, isto é, “libertar um escravo mediante o pagamento de alta fiança”. Paulo junta essa rica expressão ao fato de haver Cristo, pessoalmente, pago tal fiança com sua morte na cruz do Calvário, para nos comunicar o conceito teológico da “expiação substitutiva” (1Tm 2.6; Mc 10.45).
15 Fala destas coisas, e exorta, e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze.